Trabalhar na área de RH requer muita preparação e formação técnica do postulante à vaga. Não é apenas querer e/ou pensar que só porque lida bem com gente, será um bom profissional dessa área.
A expertise é bem outra e mais abrangente. Por outro lado, o empresário que pretende/deseja ter uma área de RH em sua empresa, terá que desenvolver uma percepção / preparação para entender / perceber o que significa ter uma área como esta. Suas complexidades e particularidades.
Ter uma placa escrita “Recursos Humanos”, numa das portas de nossa empresa, é uma tarefa relativamente fácil. Ainda, chamar o funcionário de sua empresa de “colaborador”, “parceiro”, “sócio”, também é fácil. Agora, entender/administrar todas as demandas que esta “plaquinha” gerará no coração e nas mentes das pessoas, são outros “500”.
As pessoas passam a maior parte de seu tempo trabalhando. São essas pessoas que ajudam os empresários (os gestores) a construir seus sonhos e na produção (materialização) dos produtos e serviços oferecidos aos clientes; e, via de regra estas pessoas têm expectativas e desejos. Nessa complexa equação as pessoas (os trabalhadores) - como as empresas e os empresários - desenvolvem uma série demandas (seus objetivos e metas) pessoais que, via de regra a organização ajuda a construir/conquistar. Assim, as organizações são “instrumentos” para que os trabalhadores alcancem ou atinjam seus objetivos pessoais e familiares.
Essa área é relativamente nova e, desde que foi criada, luta contra a percepção errada de que as pessoas não têm desejos, sonhos e expectativas. Quem olha um trabalhador apenas como um recurso/agente passivo da produção tende a criar uma “tensão” no ambiente da organização e, possivelmente, terá fortes dificuldades de obter desses trabalhadores sua face humana, comprometida e colaborativa.
Trabalhar não é trocar dinheiro por vida!
Nós, administradores de RH e empresários, temos que entender que esta percepção é míope e ultrapassada. O mundo está passando por significativas mudanças de diversas ordens (econômica, social, tecnológica, cultural, etc.) e acompanhar essas mudanças é uma necessidade / urgência de todos nós.
Assim, o RH passa a ser uma área fundamental na medida em que ela se especializou em contribuir com a organização no atingimento de seus objetivos, geração de valor e transformar os sonhos dos trabalhadores (gestores, acionistas e empresários) em realidade.
Para finalizar, devemos entender que para se ter uma área de RH, não como apenas uma “plaquinha” na entrada de uma sala qualquer de nossa empresa, o profissional postulante a essa área deverá entender/estudar a complexidade da mesma e a interface dela com os demais sistemas da organização.
Este profissional deverá ter forte capacidade de negociação, entusiasmo e fé, do contrário não conseguirá “ultrapassar” as barreiras mencionadas acima.
Sobre o autor:
Angelo Peres é Mestre em Economia, Pós-graduado em Recursos Humanos, Marketing e Gestão Estratégica, Professor universitário, Palestrante e instrutor em programas de treinamento; Sócio-Gerente da P&P Consultores Associados.
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