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Janeiro/2010
By Fantoni
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Celso Gagliardo

Ótimo Bom Regular

O sucesso obtido pelo voleibol masculino nacional vem refletindo a magistral influência da liderança positiva. 

É comum nos defrontarmos com sofríveis lideranças que levam a resultados pífios.

Em grande parte, esse quadro é resultante da má seleção interna, porque esperam que um bom técnico operacional se transforme de um dia para outro num poderoso e convincente Líder.

É preciso preparar aqueles mais vocacionados para desenvolverem competências e habilidades do Líder, porque a demanda do cargo é outra, e muito mais difícil.

Há chefes que jamais chegarão a Líderes. Pessoas que se impõem apenas pela força do cargo, que não conseguem convencer ninguém pela argumentação positiva, portanto não conseguem unir o grupo em busca dos resultados esperados.

O verdadeiro líder se impõe natural e sutilmente pela sua postura, equilíbrio e conhecimento das tarefas, pelo exemplo nas atitudes, e pela justiça e seriedade com que trata pares, superiores e subordinados.

Não estamos apregoando o líder bonzinho, que tudo aceita. Nem os subordinados querem isso, mas aquele que agrega valor à equipe, consegue sinergia e faz com que a força individual, somada, potencialize-se e multiplique-se.

O Líder moderno é porta-voz, é treinador contumaz, é planejador para fazer diferente e melhor. Incentiva à polivalência, enxerga o seu subordinado como um ser integral, que também tem problemas. Responde de fato pelos quatro emes dentro do seu espaço organizacional: Mão-de-obra, Materiais, Máquinas e Métodos e Processos.

O bom ocupante de cargo de comando é aquele que se antecipa, é pro-ativo, previne a ocorrência de problemas e não conformidades. Consegue extrair de seu time idéias para melhorias contínuas. Olha no olho das pessoas, cumprimenta, toca, é energético, caloroso e muito claro em relação ao que se espera delas, equilibrando sempre razão e emoção.

Que bom seria se nossas empresas tivessem muitos Bernardinhos. As vitórias viriam com mais freqüência, e as metas seriam atingidas sem tanto heroísmo e desgaste.

Pense bem. Você se consideraria o Líder que empresa e pessoas subordinadas esperam?



Sobre o autor:
Celso Gagliardo
é profissional de Recursos Humanos e Comunicações, graduado em Direito e especializado em Recursos Humanos, habilitado consultor de Pequenas e Médias Empresas. Prestou serviços como técnico, executivo ou consultor a diversas empresas nacionais, entre elas Romi, Ripasa, Fupresa, Tatuzinho, Eletrometal e Dedini. Atualmente está no Grupo Construtora Estrutural Ltda. Foi redator de jornal, é palestrante e treinador, com foco na formação de líderes modernos, membro da AJARH, Associação de Profissionais de Recursos Humanos da região de Jundiaí-SP. É também colunista semanal do jornal Todo Dia, da região de Americana, SP, e diretor da PH - Patrimônio Humano, Consultoria e Serviços.

E-MAIL:
gagliardo@vivax.com.br
BERNARDINHO E A LIDERANÇA POSITIVA (LIDER E NÃO "CHEFE")