A dinâmica das organizações, a competitividade e a globalização da economia geraram uma nova ordem no mundo das relações de trabalho. O padrão de desempenho normal, aquela atuação apenas discreta que não exigia muito já não faz mais sentido, mesmo nos cargos operacionais.
O que patrões e lideranças profissionais mais anseiam é uma equipe de trabalho automotivada e profissionalizada, isto é, que pensa qual um prestador de serviço que está ali para agradar sempre ao seu cliente, seja interno, seja externo.
Isso é o que vem fazendo a diferença e garantindo o emprego de muita gente, embora pouco se fale nesse sentido. Por que uns dão certo, e outros não? A atuação de cada dia tem que extrapolar, exceder, e a avaliação para saber se estamos ou não atendendo aos requisitos deve partir de nós, mesmos, para melhorar, ou manter os padrões alcançados.
Sim, precisamos buscar o feedback, a retroalimentação, indagar mesmo para saber se a seção ali à frente, que recebe o nosso trabalho, está satisfeita com o que é prestado, e se o cliente se julga bem atendido, sempre.
Estamos falando sob a ótica da qualidade, não nos referimos à quantidade de trabalho prestado. Ninguém faz o trabalho de dois, ou de três. Mas é preciso deixar a zona de conforto e esquentar a cabeça, sim, antecipar-se aos fatos e evitar desperdícios, erros, retrabalho, acidente, enfim a não qualidade que contribui para tirar muita organização do mercado.
O mundo empresarial exige hoje pessoas positivas e com iniciativa, que dão idéias de melhorias e que são facilitadoras na hora de as colocar em prática. Pessoas que aceitam mudanças, pois a ordem mundial continua indicando nesse sentido, mudar, transformar, melhorar continuamente, desaprender, reaprender.
Esse perfil retrata o tipo de profissional mais requisitado e bem sucedido no mercado de trabalho, aquele que consegue empreender para si, bem na linha Você S.A., ganha promoções e faz carreira porque a organização sabe que pode contar com ele em qualquer situação, e porque dá resultados.
Aqueles que conseguiram alcançar esse estágio de desempenho ou, mais do que isso, essa forma de ver o mundo profissional, estão construindo, a cada dia, uma página do bom currículo, aumentando com naturalidade a sua empregabilidade, e não se açodando com peças de marketing pessoal somente nos momentos de desempregado.
Sobre o autor:
Celso Gagliardo - é profissional de Gestão de Recursos Humanos e Comunicações, formado em Direito e especializado em RH, tendo prestado serviços e gerenciado o DRH de importantes empresas nacionais. Atualmente está no Grupo Estrutural. E-MAIL: gagliardo@vivax.com.br