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Janeiro/2010
By Fantoni
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Lélio Tocchio

Ótimo Bom Regular

Tenho percebido que, nesses últimos tempos, as empresas estão se voltando mais para as pessoas.   O mercado altamente competitivo está exigindo que as empresas produzam melhor e com menos custo.  Produzir melhor e com  menos custo significa produzir com  pessoas satisfeitas no trabalho, aculturadas na organização, treinadas, estáveis, fidelizadas, comprometidas, compromissadas, num ambiente  organizacional sadio.

Também, as empresas estão procurando descobrir  quanto estão tendo de retorno sobre o investimento que fazem nas pessoas; o que, de fato, elas recebem de volta. 
Investir nas pessoas significa fidelizar os clientes; o lucro é conseqüência de uma correta administração da força humana.

Finalmente, em muitas empresas  o RH tem percebido que faz parte da estratégia do negócio e tem sido membro participativo e atuante de grandes decisões estratégicas.  Nessas empresas o RH está contribuindo de maneira concreta, baseado em números, em metas atreladas ao resultado da empresa,  numa gestão compartilhada com outras áreas, mas com o mesmo objetivo final: o  cliente externo.

Dr. Jac Fitz-enz, um renomado executivo e consultor americano, desde os anos 80 tem estudado e trabalhado a questão da métrica na área de RH, criando, discutindo e aperfeiçoando indicadores de gestão do capital humano e o famoso ROI ( retorno sobre o investimento).  RH e empresas estão percebendo que tudo pode ser medido, mesmo o que chamamos de intangível,  quando se refere à pessoas.

Participei recentemente de um seminário sobre esse assunto e fiquei surpreso com a facilidade e com o prazer que profissionais da área estão utilizando essa metodologia.

A relação que esses profissionais fazem entre o investimento da área nas pessoas e o resultado final para os clientes é brilhante.  Grandes resultados têm sido obtidos, estratégias de ação têm sido desenvolvidas, mudanças de rota têm sido adotadas e,  comprovadamente,  investir corretamente nas pessoas  e acompanhar  a efetividade dos resultados faz muita diferença.

Trabalhar com métricas significa adotar indicadores internos de gestão, compará-los com o mercado e com o segmento da empresa,  e adotar estratégias de ação.  Quantas empresas investem dinheiro na captação, aculturação e treinamento do profissional e depois ele acaba indo embora?  Quanto custou tudo isso?  Quanto custam as captações de pessoal da empresa? Quanto custam as demissões dos profissionais da empresa?  Quanto custa o impacto disso tudo na produção interna? Qual o  impacto disso para o cliente? Quanto custa o impacto do nível de stress dos funcionários na produção e no resultado final do negócio? Quantos profissionais talentos ou ocupantes de funções críticas deixam a empresa?   Qual o impacto e o custo disso no resultado? Quanto de retorno efetivo se tem obtido sobre o valor investido nos treinamentos?  Quanto cada profissional está contribuindo para o lucro da organização? Quanto custa o RH e que retorno ele dá?

O que tudo isso está ocasionando para o cliente?  O cliente final sempre é o foco, porque sua satisfação e fidelização é que garantem o sucesso e a continuidade do negócio.  

É preciso também que  os indicadores estabelecidos internamente sejam comparados com valores do mercado, porque a competitividade está no mercado e nosso posicionamento com relação às ações e o investimento que vamos fazer deve ser definido, analisado e considerado em cima dele. O benchmarking  é fundamental.

O mais importante é que o foco do profissional de RH que atua dessa maneira  está no resultado, na agregação de valor, na contribuição das suas ações para o resultado da organização.

Como sempre tenho dito, esse é o papel do profissional do RH: dar resultado para a empresa através das pessoas. Quantos de nós ficamos  tempo todo no achismo, no comodismo, na reclamação porque não somos vistos como área de valor, ficamos alocados no fundo da empresa, às vezes até mesmo em áreas com condições inadequadas de trabalho? Tudo é questão de causa e efeito.  Se não mostramos valor não somos valorizados! Se cuidamos do maior ativo da empresa, temos de agir como tal.  

Lélio Tocchio

Sobre o autor:
Lélio Reinaldo Tocchio
é Profissional com mais de 20 anos de experiência na área de RH. Especialista no segmento de serviços.
Presta consultoria a empresas em desenvolvimento e gestão de pessoas. 

E-MAIL:
leliotocchio@uol.com.br
O valor agregado do RH.