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Janeiro/2010
By Fantoni
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Paulo Macedo

Ótimo Bom Regular

Ótimo Bom Regular

E AGORA? O QUE FAZER?
Enfrentar uma crise como a que estamos vivendo neste momento é uma tarefa muito difícil para todos. Exige paciência, tolerância, serenidade, perspicácia e, sobretudo, coragem e criatividade. Esta crise tem um caráter global, ou seja, não afeta apenas uma ou outra região, um ou outro país, mas afeta o mundo capitalista como um todo. A face mais visível desta crise é a falta de confiança que permeia as atividades econômicas, atingindo em cheio o mercado financeiro que, nestas circunstâncias, passa a agir com cuidado extremo segurando a oferta de crédito com receio dos elevados riscos de inadimplência que podem resultar em uma sucessão de quebras.

Esta crise tem, na verdade, uma face oculta mais perversa ainda. Vejamos. O Mercado Financeiro americano sempre esteve muito alavancado. O que significa isto? Diferente do Brasil, lá as instituições financeiras podem expor seu Patrimônio Líquido a riscos muito maiores. Enquanto aqui o nível máximo de exposição é de 5 vezes o PL, nos Estados Unidos esta exposição é muito maior.  Além disto, a liberdade para se criar papéis lá é também infinitamente maior que aqui. Por exemplo, cada US$ 1 aplicado no financiamento imobiliário pelos bancos americanos transforma-se, ato contínuo, em US$ 4 em papéis negociados no mercado financeiro. Ora, a capacidade de se criar “dinheiro virtual” nestes mercados é imensa. Esta massa de dinheiro virtual, por sua vez, é utilizada para financiar as atividades econômicas.

O que está acontecendo agora? Com o aumento da inadimplência no mercado imobiliário americano, esta massa monetária foi profundamente afetada. Ou seja, a cada US$ 1 não pago pelo devedor, US$ 4 em papéis foram reduzidos a pó. Com isto, os recursos financeiros usados para realimentar o sistema ou para financiar as demais atividades econômicas foram se escasseando em uma progressão múltipla. Faltando dinheiro na economia, faltam compradores para a produção industrial, faltando compradores, reduz-se as vendas, reduzindo-se as vendas reduz-se o emprego, reduzindo-se o emprego falta mais dinheiro na economia para pagar inclusive os financiamentos imobiliários. Esta tendência circular absolutamente perversa vai se realimentando como se fosse uma bola de neve.

Pois bem, neste caso então, a crise se inicia pela falta de confiança, e em virtude desta falta de confiança inicia-se um processo de redução acentuada da massa monetária disponível para financiamento das atividades econômicas.

A falta de crédito para financiamento das atividades econômicas causando uma redução significativa na velocidade de circulação da moeda pode levar a economia a um fenômeno pouco comum em toda a história do capitalismo mundial. Este fenômeno é a deflação, ou seja, é a valorização da moeda frente aos bens. A inflação, que é o fenômeno mais conhecido, mais combatido, mais comum em toda esta história, é a desvalorização da moeda perante os bens.

Assim, a deflação é o contrário da inflação, é a moeda que se valoriza constante e progressivamente em relação aos bens, inibindo o consumo e reduzindo acentuadamente a circulação do dinheiro. Este é um fenômeno pouco conhecido, que se tem pouca experiência prática no seu combate, embora esteja devidamente abordado e estudado pela Teoria Econômica e seus principais estudiosos. Poucas foram as vezes em que se observou a deflação, exceto por eventos pontuais ocorridos em períodos muito pequenos. Uma destas poucas vezes foi na grande depressão de 1929. Portanto, dispomos de escassas ferramentas para o combate dos males causados por este fenômeno. Pelos estragos feitos durante a grande depressão é possível que os efeitos da deflação sejam ainda mais devastadores para a economia que a própria inflação.

De que forma o Brasil será afetado? Embora o nosso país não esteja no “olho do furacão”, uma vez que o nosso sistema bancário é muito mais conservador e muito menos alavancado, não se pode esperar que passemos em brancas nuvens. Nós seremos afetados sim. Talvez os nossos problemas não sejam tão grandes quanto os dos EUA e Europa, mas seguramente não escaparemos ilesos.

A mídia nos tempos atuais não nos permite desconhecer o que está acontecendo pelo mundo afora. As notícias ruins, aliás, são as primeiras a chegar, em alguns casos “just in time”.  Sabemos, neste instante, o que neste instante está ocorrendo nas bolsas de todo o mundo. Sabemos, neste instante, como estão as vendas; o emprego; a inadimplência, etc. nos mercados de todo o mundo. Isto, por si só, já cria um ambiente de desconfiança e insegurança em nossa economia. O brasileiro já fica com “um pé atrás” quando ouve estas notícias.

Mas, eu seria ingênuo se creditasse todo o reflexo desta crise aqui no Brasil, à mídia. Na verdade os reflexos mais importantes serão:

a) a redução das importações dos países mais afetados, dificultando nossas exportações.

b) Queda nos preços dos produtos exportados, especialmente os “comodities” que são os principais itens de nossa pauta de exportação.

c) Elevação descontrolada das taxas de câmbio, especialmente na paridade R$/US$, ocasionada pela fuga de capitais aqui investidos e que são repatriados pela necessidade do investidor em dispor deste capital para rearranjar seus investimentos ou para cobrir perdas, ou ainda, pela decisão do investidor em reduzir seus riscos, levando seu dinheiro para mercados que ele julga mais seguro, como por exemplo, títulos do Tesouro Americano.

d) Perdas significativas nas Bolsas de Valores, Mercadorias e Futuros, ocasionadas pelo ambiente de expectativas negativas criadas pelo mercado como um todo e alimentadas pela fuga de capitais internacionais investidos em papéis negociados nestas Bolsas e, que pela necessidade de repatriação, como já falamos no item anterior, são colocados à venda, realimentando esta tendência de baixa.

e) redução dos níveis de crescimento do PIB. O risco de uma recessão aqui no Brasil ainda é pequeno, mas assim mesmo a redução dos níveis de crescimento poderá ter efeitos danosos na economia, tais como, aumento do nível de desemprego e do índice de falências.

Todos estes fatores combinados geram um ambiente desfavorável ao crédito. Os nossos bancos, mesmo menos alavancados que em outros países, passam a ser mais conservadores ainda na concessão de créditos, reduzindo a oferta de financiamentos o que, por sua vez, reduz a capacidade de compra dos consumidores que necessitam do crédito para comprar. Reduzindo-se a capacidade de compra dos consumidores, reduz-se as vendas e daí por diante o fenômeno é o mesmo que já falamos antes.

A diferença entre o Brasil e outros países como EUA e Europa Ocidental é apenas no tamanho da falta de oferta de crédito. Aqui esta falta deverá ser bastante menor que nos EUA, por exemplo. Mas isto não nos livra das dificuldades e dos problemas. É mais ou menos o seguinte: não importa o tamanho do cálculo renal, o que importa é que o paciente está sofrendo com dores horríveis. Se o cálculo for menor o tratamento poderá ser menos doloroso e menos invasivo que quando o cálculo é grande.

Portanto, a crise vai nos pegar, não tenham dúvidas disto. Ainda não sabemos quão dolorosa ela será e nem por quanto tempo será o nosso sofrimento.

Bem, enttão a pergunta agora é a seguinte: Como enfrentar esta crise?

Uma crise, seja ela qual for e seja de qual tamanho for, terá sempre um caráter seletivo. Ou seja, alguns sairão dela fortalecidos, outros sairão enfraquecidos. Em tempos de crise, sofre mais quem pode menos e sofre menos quem pode mais. Para termos uma idéia do tamanho do problema que temos pela frente, é preciso saber antes, se podemos mais ou podemos menos.

A tendência natural é que os fortes sairão mais fortalecidos ainda e os fracos sairão mais enfraquecidos, se suportarem e não perecerem antes. Esta é a tendência natural, porém, podem ocorrer desvios nesta tendência e, durante o processo, um forte se enfraquecer ou ainda, um fraco se tornar forte. O que vai determinar a possibilidade de uma ocorrência desta natureza são as estratégias que cada um adotar para enfrentamento da crise.

O forte não poderá superestimar a sua posição, achando-se tão poderoso e tão forte a ponto de acreditar que a crise não o afetará. Mas também não deverá adotar uma estratégia como se fraco fosse.Tanto uma estratégia como a outra será tão equivocada que poderá resultar em perdas significativas, levando um forte a mudar de lado, passando para o time dos fracos. Inversamente uma estratégia bem elaborada e bem conduzida, pode eventualmente transformar um fraco em forte.

Evidentemente a probabilidade de ocorrer uma destas situações é muito maior para a primeira, ou seja, um erro estratégico resultar na transformação de um forte em um fraco. Para ocorrer a segunda hipótese, além de uma estratégia muito bem elaborada e conduzida, o fraco irá necessitar de recursos financeiros e um pouco de sorte, enquanto que, no primeiro caso, apenas uma estratégia mau elaborada ou mau conduzida será suficiente para o desastre.

O que deve fazer um forte para sair mais fortalecido ainda em tempos de crise?

Em primeiro lugar ser cauteloso o bastante para se proteger dos riscos de mercado, mas não ser tão conservador a ponto de não aproveitar as boas oportunidades que o mercado certamente lhe oferecerá.

Com a crise instalada cada segmento produtivo deverá ter sua demanda reduzida. Especialmente nesta de agora onde há uma política de restrição de crédito bastante acentuada, afetando a capacidade de compra do consumidor, resultando, portanto, em redução de vendas. Não se deve esperar, neste momento, um crescimento do mercado. Seria esperar o impossível. Porém, é provável que surjam brechas para se tomar fatias do concorrente. Como isto pode acontecer? É simples, uma das ocorrências possíveis é que com o mercado dividido entre fortes e fracos, é possível que alguém do time dos fracos esteja ainda mais fragilizado. Aqueles que estiverem financiando seu capital de giro com recursos bancários por exemplo, enfrentarão um forte contingenciamento do crédito, uma vez que seus credores estarão muito mais cautelosos e tenderão a ser mais seletivos na concessão dos empréstimos, pelo receio da inadimplência. Além da escassez de recursos para financiar suas operações, os juros pagos serão muito mais elevados. Assim, eles sofrerão em dose dupla, com recursos escassos e caros. Esta situação pode chegar a tal ponto que inviabilize as suas operações. Aí então ele sairá do mercado criando oportunidades para os concorrentes.

Nesta hora é que o forte pode enxergar uma oportunidade, porém deve ser cauteloso, pois entre os clientes do seu concorrente que acabou de sair do mercado, haverá clientes saudáveis, mas também haverá clientes na mesma situação de quem se foi. Ir com muita sede ao pote pode resultar em perdas irreparáveis.

É preciso ser cuidadoso, pois seguramente neste meio haverá clientes potenciais dispostos a pagar qualquer preço para não ficar sem fornecimentos. Estes clientes pagam qualquer preço, mas também querem prazos maiores para pagamento. E é ai que mora o perigo. O cliente potencial saudável, será  também cauteloso e não se exporá a qualquer preço, tornando muito mais disputada a sua conquista. Afinal, outros concorrentes também entrarão nesta disputa. Quem não quer um cliente saudável?

A cautela na conquista de clientes potenciais, migrados do concorrente em dificuldades, deve ser a mesma adotada com os clientes de sua própria carteira.

Os cuidados na concessão de créditos devem gerar uma atenção muito maior com a saúde financeira de sua clientela, procurando prevenir eventuais dificuldades e avaliar cada um em particular, para entender até onde a crise o afetará. Da mesma forma que estamos em um mercado onde há fortes e fracos, nossos clientes também deverão ser avaliados e observados da mesma maneira.

Devemos separar o grupo dos clientes fortes do grupo dos clientes fracos, ser mais cautelosos com os fracos mas não se descuidar dos fortes, ficando muito atento à qualquer sinal de desvio. Para o grupo dos fracos a nossa exposição ao crédito deverá ser menor, bem mais restritiva, bem mais cuidadosa que nossa exposição ao grupo dos fortes. Em alguma situação é possível até que tenhamos que exigir garantias de algum cliente mais fragilizado.

Enfim, nestes momentos, a ousadia deve dar lugar à cautela, porém, a cautela não deve ser tal que impeça a criatividade. Só a criatividade será capaz de fazer com que o forte saia mais fortalecido ou fazer com que o fraco se torne um forte.

Não temos a receita do bolo, mas listamos abaixo ações que podem contribuir para a superação desta crise:

a)- Cuidado duplicado com a concessão de créditos: O crescimento da inadimplência em momentos de crise é uma regra muito conhecida, a nossa criatividade estará em evitar que a inadimplência de nossos clientes cresça e afete os nossos negócios. Será mais bem sucedido aquele que não permitir que haja elevação na taxa de inadimplência de seus clientes.

b)- Racionalização dos custos. Evitar gastos adiáveis. É comum ouvirmos que em épocas de crise devemos cortar os gastos desnecessários. Isto para mim soa como um absurdo, pois gastos desnecessários devem ser evitados em qualquer ocasião, seja em época de crise ou em época de “vacas gordas”. Racionalizar custos é adotar procedimentos e condutas que possam evitar gastos, mesmo sob pena de sacrifícios pessoais. Por exemplo, racionalizar o consumo de energia elétrica, de telefone, de combustíveis, adotando procedimento que embora possam causar algum desconforto eventual, reduzam os gastos naquele momento.  A criatividade está em encontrar estas oportunidades de ganho. Também devem ser evitados gastos que possam ser adiados, como por exemplo, contratações de empregados, renovação de frotas, manutenções, etc., tomando o cuidado, entretanto, de não gerar um problema maior que o próprio gasto.

c)- Interromper investimentos que possam ser adiados: este item complementa o anterior, já que todo investimento é, antes de tudo, um gasto. Quando falamos em interromper planos de investimento, esta decisão deve ser tomada depois de uma avaliação muito cuidadosa da sua relação custo/benefício. É possível que para racionalizar custos, por exemplo, sejam necessários alguns investimentos, é possível também que, em épocas de crise, o lançamento de produtos alternativos, o aumento de capacidade produtiva em determinados processos sejam decisões indispensáveis para se aproveitar boas oportunidades. Assim, nestas ocasiões, é indispensável o adiamento de gastos, quando possível, mas é também indispensável o aproveitamento de boas oportunidades. O que vai definir um ou outro caminho é a criatividade, a serenidade, a objetividade e a manutenção do foco nestas decisões.

d)-   Revisão da política de vendas: Em épocas de crise é possível que sejam necessárias algumas alterações na política de vendas. Uma delas é quanto a concessão de crédito, mas outras poderão ser também necessárias. Uma alteração da linha de produto, lançamento de novos produtos mais adequados à ocasião, exclusão de produtos de baixa margem, enfim, é preciso uma atenção ainda maior aos movimentos da demanda, buscando não perder qualquer brecha.

e)-   Ficar atento a todas as boas oportunidades de negócio:
Nestas ocasiões certamente aparecerão excelentes oportunidades de negócio. A criatividade estará em identificá-las corretamente, não confundindo gato com lebre. Estas oportunidades surgirão tanto nas vendas, como nas compras, nos investimentos, etc. É preciso ter sempre presente que a crise afeta a todos, inclusive nossos fornecedores. Um fornecedor fragilizado naquele momento ou que faça parte do time dos fracos, pode estar pronto para ofertar excelentes oportunidades. Seja este fornecedor de matéria prima, outros insumos ou até mesmo de máquinas e equipamentos. Dependendo da oportunidade, você poderá tirar muito proveito delas. Tenha presente também que uma boa oportunidade de negócio, deve, antes de tudo, estar correlacionada com o seu negócio ou com os seus projetos mais imediatos e não penalizar o seu fluxo de caixa de maneira a torná-lo refém da necessidade de capitais de terceiros. Numa crise como esta quem tem dinheiro na mão é rei.

f)- Se tiver que demitir, evite demissões na área de vendas
: Demissões, nestes momentos, são alternativas muito comuns. Aqui, porém, mais uma vez, a criatividade, a serenidade e o equilíbrio devem prevalecer. Demissões muitas vezes são inevitáveis, mas custam caro e representam desfazer-se de um investimento. Investimento em treinamento, conhecimento, expertise, etc. Repor empregados demitidos também custam caro, pois todas estas etapas deverão novamente ser cumpridas. Neste casos, vale o que já falamos nos itens b e c anteriores. É preciso fazer uma avaliação cuidadosa da relação custo/benefício. Entretanto, se a decisão for por demitir funcionários, evite que estas demissões atinjam a área de vendas, pois você vai precisar muito deste pessoal para ajudá-lo a superar a crise. É mais conveniente que se corte em atividades meio e menos em atividades fim. Procure nestas atividades meio, cortar pessoas que tenham salários mais elevados e que não estejam apresentando bons resultados para o seu negócio. Demitir apenas auxiliares, ajudantes, funcionários de salários mais baixo, pode não se revelar uma boa estratégia.

g)- Evite endividamento a todo custo: Fuja do endividamento oneroso assim como “o diabo foge da cruz”. Endividamento oneroso é aquele em que você paga encargos financeiros. Endividamento sem ônus pode ser muito bem vindo neste momento. É o caso, por exemplo, de fornecedores que precisam vender a todo custo, e, para isto, oferecem mais prazo, especialmente para quem tem um bom histórico de crédito. Em tempos de escassez de moeda, evidentemente que a tendência é que os juros subam, as vendas caiam, e a rentabilidade diminua, portanto, encargos financeiros, neste instante, pode ser considerado como um verdadeiro “palavrão”. Por outro lado, todavia, como toda regra tem exceções, pode ser que um endividamento bem planejado e bem negociado, em ocasiões como esta, pode representar uma boa oportunidade de negócio. E o que seria uma boa oportunidade de negócios com endividamento? Vejamos, alguém tem um bom negócio nas mãos e a crise está lhe oferecendo algumas oportunidades interessantes, porém lhe falta recursos para aproveitá-las. Esta é uma hipótese em que se deve considerar a possibilidade de tomar algum empréstimo em condições favoráveis e cujo encargo financeiro não vá comprometer suas margens. Superada a crise, este alguém poderá sair dela fortalecido, mesmo que até então estivesse numa posição menos favorável. Tudo é uma questão de estratégia e de criatividade. Nestes tempos, os bancos darão preferência a emprestar seus recursos para quem tenha um “bom cadastro”, mesmo que assim, tenham que sacrificar seus rendimentos, que arriscar com empréstimos a quem não tenha um este “bom cadastro”. Lembre-se que mesmo contingênciados, a mercadoria dos bancos é o dinheiro, e eles não poderão deixar de vendê-la, pois caso contrário não terão rendimentos suficientes para pagar seus custos. Certamente boa parte desta mercadoria será usada para comprar títulos do governo que são mais seguros, porém, terão que destinar, mesmo que uma pequena parte, para empréstimos e financiamentos ao mercado e você poderá então ser alvo destes bancos, na medida em que, embora não tenha recursos disponíveis para investimentos, tenha um bom cadastro no sistema bancário.


Sobre o autor:

Paulo Macedo
é Economista, Administrador, mestrado em Controladoria e Finanças. Atua como Consultor Independente nas áreas de Planejamento Financeiro, Business Planning, Controladoria e RH, na região de Campinas-SP.

E-MAIL:
pjmacedo@hotmail.com