Data: 17 / 04 / 2014     -     Horário: 19:53

“Geração Y” não existe de acordo com um pesquisador da Rouen Business School.

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Publicado por - quinta-feira 16 de dezembro de 2010 - às 13:35
Formandos 2010 da Rouen Business School

Formandos 2010 da Rouen Business School

Os membros da Geração Y – título dado para distinguir as pessoas nascidas entre 1978 e 1994 – são muitas vezes caracterizado como tendo uma facilidade com tecnologia, e uma atitude egocêntrica cínica no local de trabalho. Mas, os resultados de um estudo realizado pelo professor da Escola de Negócios em Rouen, Jean Pralong, mostram que não há diferença de gerações entre as atitudes das pessoas no trabalho, desbancando o próprio conceito de Geração Y.
O estudo inter-geracional realizado pelo Professor Pralong com 400 participantes com formações semelhantes, variando de alunos até trabalhadores assalariados com 60 anos. O estudo mostrou que as atitudes no local de trabalho e idéias sobre as carreiras entre Geração X (nascidos entre aproximadamente 1959 e 1981) e da chamada geração Y são as mesmas.

-O conceito da geração Y foi inventado para que os gerentes entre 35 a 45 anos pudessem culpar a geração mais jovem pelo seus medos de mudanças no ambiente de trabalho – especialmente às mudanças tecnológicas. Os membros da Geração X são submetidos às pressões constantes e crescentes no trabalho. Eles estão preocupados e desmotivados, mas dada a sua estatura, não é fácil de admitir. Então, eles acharam um bode expiatório, disse Pralong.

Pralong realizou o estudo porque percebeu que a maioria das percepções da Geração Y foram baseadas em histórias contadas por gerentes ou recomendações de consultores. A grande maioria do que tem sido escrito sobre a Geração Y não foi baseada em estudos oficiais.

A pesquisa comparou três grupos: estudantes de mestrado da Geração Y, os trabalhadores assalariados da Geração Y, em seu primeiro emprego, e os trabalhadores assalariados da Geração X. Através de entrevistas com esses grupos, atitudes primárias emergiram. mais similaridades foram encontradas nas atitudes e abordagens entre o local de trabalho dos trabalhadores na Geração Y e Geração X do que as semelhanças entre os alunos da Geração Y e os trabalhadores assalariados na Geração Y, demonstrando que o contexto cria um vínculo mais importante entre estes grupos de geração.

Atitudes fundamentais para o pensamento dos estudantes da geração Y incluídos colegas sendo desonesto com o outro, e a idéia de que todo mundo tem uma vocação, mas a carreira é construída a partir de oportunismo. Para os trabalhadores assalariados, evitando o emprego, o papel de um gestor e a importância do oportunismo emergiu como o pensamento central.

-Para os economistas, uma geração é constituída de pessoas que enfrentam as mesmas condições de trabalho.O estudo mostrou que não existe diferença entre 25 anos de idade e 45 anos de idade no trabalho. Isso mostra, portanto, que no plano científico, a Geração Y não existe, afirma Pralong.

O estudo foi publicado na Revue Internationale de Psychoscoiologie em 2010.

 
 
 
 
 
 

Press contact: Natalie Kettner at Noir sur Blanc

Tel. +33 (0)1 41 43 72 78 / E-mail: nkettner@noirsurblanc.com

 

 

Sobre a Escola de Negócios em Rouen –  (França)

“Explorando novos mundos, indo para a frente como líderes empresariais responsáveis.”

Esta frase indica claramente a visão da escola de para atingir seu objetivo: se tornar uma das melhores escolas de negócios europeias em 2012. Classificada como uma das 10 melhores escolas de negócios na França, a escola é credenciada Equis (European Quality Improvement System) e AMBA (The Association of MBAs).
O plano de credenciamento AACSB foi aceito e será finalizada em 2011. Rouen Business School oferece uma ampla variedade de programas: 3 programas de Licenciatura: Licenciatura em Varejo (ECAL), Bacharel em Administração de Empresas (ISPP), e Bacharel em Negócios Internacionais (IFI), o Mestrado em Gestão do Programa Grande Ecole, e uma grande variedade de programas de pós-graduação, um MBA Internacional, seis programas de mestrado e 3 especializados Masters of Science. Em linha com seus objetivos, a Rouen Business School está desenvolvendo investigação conduzida por seus professores e pesquisadores. O centro de pesquisa da Escola se divide em quatro pólos de atividades: Finanças responsável – Carreira e caminhos – Novas e responsáveis práticas em comunicação, e – Cliente de varejo e a cadeia de abastecimento.
Com uma rede de 170 parceiros acadêmicos internacionais, a Rouen Business School possui, atualmente, cerca de 3.300 alunos matriculados, incluindo 650 estrangeiros. A escola possui 14 mil alunos, em todo o mundo, federado pela Associação dos Antigos Alunos, a Rouen Business School Alumni Association.

Fonte: http://www.rouenbs.fr

Tradução: Equipe RHevista RH

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32 Comentários

  1. 16 dezembro, 2010, 14:48

    Excelente artigo. Eu, particularmente, não acredito no conceito de gerações: X, Y e Z. Acredito que todos possuem sua formação, vocação, educação e personalidade. As pessoas são o conjunto do que vivenciaram.

  2. [...] This post was mentioned on Twitter by Isabela , Robson Pissinatti. Robson Pissinatti said: “Geração Y” não existe de acordo com um pesquisador da Rouen Business School. http://www.rhevistarh.com.br/portal/?p=2619 [...]

  3. Cristina Granado
    16 dezembro, 2010, 17:02

    É com grande satisfação que leio este texto, pois durante todos estes anos em que começaram a “ROTULAREM” nossos jovens, Eu venho combatendo isso em meus trabalhos como consultora corporativa e Coaching & Mentore dos Jovens Trainees. Se olharmos as evoluções tecnológicas alcançadas durante o crescimentos dos adultos hoje com 45 anos e rotuladores, poderemos ver que se comparam as que os jovens acompanharam e acompanham hoje! Do telefone fixo fomos para o celular, do fogão convencional fomos para o micro ondas…E daí para frente!!!!! Ora…Não venham esconderssem atrás de uma juventude maravilhosa!!! OBRIGADA SR. Rouen!!!! Saudações a todos.

  4. Jaqueline Godoy
    16 dezembro, 2010, 17:55

    Acredito que pesquisas tem uma importante função, oferece dados que muitas vezes servem para ampliar e principlamente para alertar sobre a visão de modelos de gestão. Ótimo! Essa pesquisa fez isso comigo, levou minha mente a pensar: Será que, o que vejo, o que sinto com relação as atitudes da geração y é do meu imaginário? Pensamento rápido, vontade de ser reconhecido e valorizado, agilidade, competitividade, individualismo, entre outras coisas; são de responsabilidade de gestores “mau intencionados”? Aliás , o que é isso:”gestores mau intencionado”? Seria mau preparado para as responsabilidades e abrangência de suas responsbilidades?
    O fato é que; anseios e atitudes são caracteristicas de época, sempre foi assim. Portanto, sempre existirá diversidade de pensamento e de atitudes. O que acredito ser relevante não é a existência ou não de rotulações de gerações. Mas sim, de procurar compreender que na atualidade, na maioria da empresas os funcionários considerados jovens tem mais conhecimento, mais acesso a informação e mais vontade de ir em busca de um novo aprendizado do que os prórpios gestores. Então, a pergunta que fica é: O papel dos gestores está acompanhando as mudanças do mundo organizacional contemporâneo?

  5. Maurício Barcellos
    16 dezembro, 2010, 20:16

    Tenho estudado muito sobre as gerações, e discordo um pouco do que o prof. Jean Pralong afirmou. A geração Y é muito mais rápida e antenada que a geração X, dada a facilidade e o leque de canais de informação disponíveis hoje. Eles são mais impacientes e tendem a ser confundidos como levianos ou desfocados, já que são quase multitarefas, como o são a geração Z. Se eles não encontrarem prazer, satisfação em compartilhar os conhecimentos e se perceberem que há falta de ética e transparência no ambiente de trabalho, ou muita frescura em termos de hierarquia e acesso a quem decide, coisa que jamais acontece na Ambev, por exemplo, eles procuram outro lugar. Rotular seja lá quem for é terrível, mas entender os perfis comportamentais de cada indivíduo e fazer a convivência entre X e Y ser a mais amigável e produtiva possível, é fundamental. Espero que possa ter contribuído.

  6. Almir Miranda
    17 dezembro, 2010, 13:19

     Estou acompanhando algumas matérias sobre o assunto, vejo que rotular é sempre uma oportunidade para a discriminação, da mesma forma discutir cotas para os mais de 40, acho que tudo é questão de competência, lembrando que tudo que se tem hoje dito da geração Y é fruto de muito suor das gerações com mais experiência de vida, temos mundos diferentes, dos que estão abaixo dos 40 e os que estão acima, as técnicas e tecnologias disponíveis hoje é fruto de um bebe que já nasceu genial? ou longas e longas noites sem dormir dos mais vividos? 
    Pois é, o que eu acho e estou repetindo isso constantemente é que precisamos aprender a aprender, estamos em uma guerra de conhecimento e de espaço não apenas profissional mas na sociedade como um todo, antigamente e bota antigamente nisso, quando alguém ameaçava o espaço do outro era encarado com uma espada, hoje, é com conhecimento, ou porque não competência. Para mim, não importa se você tem 15 ou 60 anos, o que importa é saber.

  7. André Lara
    17 dezembro, 2010, 15:26

    As gerações existem, isto é um fato, é muito comum de se obeservar isto dentro das empresas, no passado uma pessoa era contratada e ficava lá até se aposentar, ao contrário a geração atual é inconstante e não creio que o motivo seja medo, e sim a busca constante de conhecimento e novos desafios. Ao meu ver existem sim péssimos gestores, e que não tem a mínima capacidade de motivar seus comandados, além daquelas empresas que são engessadas e impossibilitam o crescimento sádio e sustentável de seus funcionários.

  8. Amélia Kuhlmann Fernandes
    17 dezembro, 2010, 17:12

    Este artigo serviu para parametrizar outro ângulo desta questão de gerações. Creio que o autor exagerou ao afirmar que os gestores inventaram estas classificações para ter a quem culpar.Foi uma provocação. :wink:
    Particularmente acredito que as gerações apresentam nítidas diferenças e estar vivo é acumular os saberes que o tempo e as gerações nos trazem. Por exemplo esta geração que nasceu no séc.XXI tem um contato mais claro e palpável com a finitude do planeta. A minha geração nem pensava nesta possibilidade, com o tempo ela tornou-se uma hipótese e hoje é realidade.
    Para terminar, confesso que concordo plenamente com as afirmações de que as gerações mais novas tem uma facilidade natural com a tecnologia, isto é fato!

  9. 18 dezembro, 2010, 8:32

    Como se chamará em 2020 a geração de hoje? Há uma enorme diferença no desempenho das funções de gestão das duas gerações. Eu, que nasci 1953, já não pertenço a nenhum rótulo. Comecei a trabalhar em 1967 e continuo por muitos anos, assim o espero. De formação básica, como tantos outros, ocupei lugares hoje inacessíveis a quem não for licenciado. Embora sinta a necessidade de eu e os da minha geração mos actualizarmos, cientes de que ou estamos IN ou então OUT, nunca o nosso empenho, por maior que seja, nos permitirá alcançar os níveis de sofisticação na gestão que os das gerações modernas. Porque eles sabem tirar muito maior partido das TIs.
    Há uma grande diferença entre as gerações: enquanto a nossa principal aptidão é a intuição (e, por vezes, o improviso necessário para respondermos satisfatòriamente às caracteristicas da procura), e o “sentir a procura actual e a futura, a aptidão desta geração, é mais científica, irracional, cuja previsão de comportamentos futuros é avaliada por modelos exclusivamente racionais e lógicos. É este o mundo que muitos de nós desconhece e nos coloca, por isso, em desvantagem.

  10. 18 dezembro, 2010, 12:50

    Na minha opinião este rótulo “Geração Y” não passa de um golpe de marketing barato.

  11. marlonandrei
    18 dezembro, 2010, 13:21

    Este é o velho costume da raça humana em etiquetar tudo o que é novo, o que é diferente. Já estamos na geração Z, acabou o alfabeto, o que eles vão fazer agora? Usar alfabeto grego (alfa, beta, gama)? javascript:SJB_appendSmiley(‘:-P’)

    Toda geração nova será diferente da anterior, isto é óbvio. A única coisa que nunca devemos esquecer é que somos todos seres humanos e desejamos basicamente as mesmas coisas que todos (de qualquer geração) desejam!
    :-P :-P

  12. 18 dezembro, 2010, 14:30

    A teoria da Geração Y não diminui o valor e o potencial das pessoas, é apenas uma ferramenta para melhorar o desempenho do pessoal nela inserido. Ao gestor, cumpre fazer o que sempre deveria ter feito, desenvolver cada um de acordo com suas características.

  13. Rosângela
    18 dezembro, 2010, 20:00

    Vale uma boa reflexão sobre quais influencias realmente interferem no nosso posicionamento no trabalho e na vida. É sempre bom estar atento aos rótulos que colocamos ou nos impõem.

  14. 18 dezembro, 2010, 23:30

    Boa noite pessoas!!! Meu Deus, quando pensamos que podemos entrar num ponto de equilibrio, chega mais uma referencia de padrão atitudinal. A principio estou como o Ricardo Ventura, quando menciona que existe comportamento “Y”.
    Vou aqui arriscar uma reflexão sobre o assunto. Sobre todos os aspectos, estamos em um novo momento de transição, ou seja, onde se evidencia um padrão de comportamento observando-se uma faixa etária. As organizações, constantemente buscam velocidade e rentabilidade, para atender ao contínuo fluxo de mudanças mercadológicas e interesses de seus públicos alvo. O Ser Humano coloca sua inteligência a prova, criando-se desesperadamente novas tecnologias, mais efêmeras que a própira capacidade de apreensão. Já vivemos a exclusão de profissionais maduros para determinadas exigências, pois os mais jovens, mostravam-se muito mais predispostos a novas e criativas idéias, embora não tivessem planos para consequencias. Vimos um nível de exigência para algumas entidades educacionais, pois formavam profissionais mais agressivos em seus conhecimentos.
    Contudo, vimos tambem o conflito desta falta de equilibrio e muitas organizações repensando suas estruturas, pois perceberam que não adianta colocar os carros na frente dos bois e exigir de pessoas que não tem ainda maturidade suficiente, uma atitude milagrosa.
    Agora vem a Geração “Y”, mostrando novos interesses, mais consciência do todo e naturalidade com os recursos tecnológicos.
    Sem desprezar a complexidade do assunto, haja vista que estamos nos referindo a seres humanos, penso que estamos vivendo um movimento pendular, mas ainda não chegamos num ponto de equilibrio, e em tudo na vida o caminho do meio é mais consistente.
    Em todos os núcleos sociais, a riqueza está na convivência pacíica das adversidades, mencionando uma das Regras de Ouro de Napolleon Hill, sobre Mister Mind, quando duas mentes se unem em um mesmo objetivo, forma-se uma 3ª mente muito mais consistente.
    Consciência social, ecológica e de si mesmo, é um pacote de competências que todos devem buscar.
    A geração cinquentona criou seus filhos, como sempre, compensando sua própria forma de educação, e acabou exigindo por vezes, mais que deveria de seus filhos, hoje considerados “Y”.
    Ainda penso, que todas as gerações acabam se complementando, basta abrir-se para o aprendizado, que notamos que todos aprendem com todos e aos poucos ou nem tanto, vai-se quebran do regras, padrões, paradigmas, velhas crenças, dogmas, tudo caminhando no sentido da libertação do SER para a poder se expressar e o máximo de aproveitamento das capacidades reais e que trazem verdadeiro prazer de aplicação.
    É óbvio que a cada 10 ou 15 anos, fica mais notória algumas mudanças de comportamento, pois o Ser Humano aprende por repetição e tem uma capacidade incrível de adaptação ou de “mutação” talvez, face a velocidade observada atualmente.
    E como resumiu minha amiga Luciana Thomé, a MUDANÇA única constante, CONSCIÊNCIA única maneira, AÇÃO único caminho…
    Logo, cabe a todas as gerações, comportamentos mutáveis, para real presença social…
    É uma escolha!!!

  15. Almir Miranda
    19 dezembro, 2010, 18:31

    A ciência diz que cada geração possui uma evolução dos genes, e logicamente com isso, nosso filhos e netos serão melhores, mais evoluídos trazendo conhecimentos aprimorados. 
    Antes as gerações eram indicadas pelos anos, como: anos 50, 60, 80, 90, etc. 
    Acho que isso é uma forma de se criar uma referencia no processo evolutivo, também concordo que não rotular é mais confortável e menos promíscuo… 
    Mas no fundo é o medo que esta assolando as pessoas, com essa enxurrada de tecnologia, muitos imaginavam como sempre que isso ia ficar para o próximo e dificilmente iria ver, quem sabe os netos, os bisnetos, pois bem, esta ai, e não tem como fugir. 
    Em outros fóruns existe uma questão que acho que pode assustar muitas pessoas, que é o fim do livro, acho particularmente que não é o fim em si, mas que vai mudar muito, isso vai, e pouco papel vai ser usado, não em pro da ecologia, mas da própria evolução tecnologia e das pessoas. 
    Vai ser muito difícil eles aceitarem isso, porque suas empresas depende do livro para sobreviver, é isso que todos estão pensando, em sobreviver, com isso as empresas querem pessoas mais jovens com afinidade com a tecnologia e os menos afins serão considerados jurássicos, isso é inevitável, podem reclamar, fazer passeatas, mas esse é o caminho evolutivo. 
    Quer sobreviver feliz, acompanhe a evolução, participe, não importa se estão sendo comandados por pessoas de 60 ou de 20 anos, estão todos com o mesmo objetivo viver, poder sustentar suas familias, realizar seus sonhos. 
    Os que hoje estão sendo considerados Geração Y, vai ter que passar o mesmo com as próximas gerações e assim vai ser sempre, afinal, ainda não somos seres físicos eternos….

  16. 19 dezembro, 2010, 19:03

    Para refletir: Na época da acusação e seu julgamento, Sócrates contava com aproximadamente 70 anos de idade, Meleto, seu acusador, entre 40 a 45, e Platão com 28 anos. Verificamos, portanto, três gerações distintas. O foco principal da acusação é a corrupção da juventude através das idéias!

  17. Gustavo Horta
    19 dezembro, 2010, 19:57

    Mania que se tem em rótulos – X, Y, Z, Yuppies, A, B, C, … Acertar é algo muito humano e é por isto que não estamos mais sobre as árvores – entre outras coisas!! É uma necessidade de se criar imagens que possam vender! Vender desde sabão em pó até lenço de papel!!! Qual será a próxima geração? W? Coisa mais “mocoronga”, “boko-moko”. Coisa antipática! :twisted:

  18. Joaquin
    21 dezembro, 2010, 9:40

    Com freqüência falamos “minha geração” , “geração X “, ” geração Y” para de essa maneira englobar características atitudes jeito de ser de um grupo de pessoas.
    Será que esse conceito da uma imagem real de uma geração?Coincide o conceito social de geração com o biológico por ex ou o antropológico ou o filosófico?
    Podem ser considerados parte da geração Y os milhões de brasileiros também nascidos depois de 1980 e que cresceram na extrema pobreza? Pode ser membro da geração Z a mulher nascida em 1995 que teve que abandonar a escola para cuidar de 5 irmãos e que é empregada domestica ?
    São os conceitos de “geração” utilizados como uma ferramenta elitista que só considera o publico consumidor e visível? é igual a Geração Y do Bolivia que a do Canadá por ex?

  19. 21 dezembro, 2010, 12:15

    Temos um banco de dados com mais de 500 mil observações de clima organizacional e 100 mil de desempenho segmentados por sexo, ecolaridade, idade, formação, tempo de casa ,e nas análises que fazemos anualmente neste material, não encontramos quaisquer diferenças acima das margens de erro que evidenciem a existência de uma “geração Y”. Suas crenças, percepções não variam do restante da população mais do que qualquer outro grupo escolhido aleatoriamente.
    A Geração Y éuma teoria sem qualquer pesquisa que a valide.
    Empacotar pessoas sob rótulos é o erro mais comum num processo de gestão de pessoas. Tratar a todos da mesma maneira é um passo para desagradar a todos.
    Abraços – Alvaro

  20. Almir Miranda
    21 dezembro, 2010, 12:49

    ‘Você tem experiência?’
    Uma pergunta que fazem quando você esta precisando tanto de realizar um desejo, de ser útil, formulários e entrevistas, o que dizer?
    Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.Já me queimei brincando com vela.Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.Já passei trote por telefone.Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.Já roubei beijo.Já confundi sentimentos.Já peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.Já me cortei fazendo a barba apressado.Já chorei ouvindo música no ônibus.Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.Já subi em árvore pra roubar fruta.Já caí da escada de bunda.Já fiz juras eternas.Já escrevi no muro da escola.Já chorei sentado no chão do banheiro.Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.Já corri pra não deixar alguém chorando.Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.Já apostei em correr descalço na rua.Já gritei de felicidade.Já roubei rosas num enorme jardim.Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um ‘para sempre’ pela metade.Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
    Foram tantas coisas feitas…
    Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: ‘Qual sua experiência?’Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência… experiência… Será que ser ‘plantador de sorrisos’ é uma boa experiência? Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?

  21. Luís Paulo da Silva
    21 dezembro, 2010, 19:22

    Não podemos criar estereótipos, definir as características pessoais e profissionais de uma pessoa baseado tão somente no fato dela pertencer a uma determinada faixa etária, classe social, etc. Isto é um absurdo! O ser humano é muito mais complexo que isto. Entretanto é fácil entender que para gestores e consultores mal intencionados, chega a ser providencial recorrer a tal artifício. O que é assustador é o fato de uma premissa tão subjetiva ter tomado uma enorme proporção, principalmente entre profissionais da área de RH.

  22. Jansen Martins
    21 dezembro, 2010, 22:07

    Pelo que eu tenho lido e visto referente ao assunto, essa taxação de gerações só é colocada devido às facilidades em relação ao aprendizado da utilização das novas tecnologias.
    Caso seja verificado, a geração Y está na faixa etária da era do computador, cresceram com isso, por isso possuem certa facilidade na utilização, enquanto a geração X não, ao contrário, foi a própria geração X quem criou algumas dessas tecnologias, que no fim foram aperfeiçoadas por ambas as gerações, e, portanto, ambas as gerações possuem a mesma dificuldade na utilização de novas tecnologias, pois hoje em dia ela sofre alterações, por assim dizer, a cada minuto.
    Com relação ao tempo na empresa, crescimento da carreira, acho que não é correto intitular as gerações como responsáveis, afinal, se uma empresa contrata e demite bastante funcionários, de duas uma, ou o empregado não era bom, ou a empresa não soube mantê-lo. E isso ocorre com pessoas de qualquer uma das gerações citadas.
    Enfim, classificar as gerações referente às mudanças de tecnologia nas empresas ou formas de administração geral acho aceitável. Porém classificar só pra justificar certas facilidades, que, complementando algo dito anteriormente, muitas pessoas da intitulada geração X também tem, não acho justo. Afinal, se surgiu uma nova ferramenta no seu serviço, que culpa tem aqueles que também a devem utilizar só por que são mais novos?

  23. Ana Lúcia
    22 dezembro, 2010, 12:12

    Bem que eu suspeitava!!! Nunca vi esse conflito de gerações sobre o qual artigos e revistas sempre falam!

  24. 22 dezembro, 2010, 20:47

    Eu particularmente não acho que criar raízes seria um bom caminho, mas concordo que é necessário algo consistente, as empresas estão correndo em função do que eles acham o que significa poder, assim, contratam o que esta dando mais aparição, isso é uma demonstração clara que o mercado num todo não sabe o que quer, estão com o ponteiro da bússola quebrado. 
    Essa pulação de galho em galho vai mostrar no futuro que macaco que muito pula, cansa e perde o controle da própria existência. 
    Toda carreira para ser fortalecida precisa de experiência e assim tendo a oportunidade de mudar, pode ajudar muito dependendo do segmento e do cargo, mas isso tem um limite, o que vejo é a troca por condições melhores de trabalho e nem sempre pelo valor maior de remuneração, ambiente melhor, respeito na comunicação, perspectivas de realmente mostrar que pode ser um ser melhor para todos. 
    Falamos muito hoje em sustentabilidade, já temos tecnologia suficiente para que nosso planeta seja sustentável e viável, mas agora precisamos de pessoas conscientes, pessoas que farão a total diferença nesse contexto de guerra dos poderes. 
    O melhor lugar que possamos estar é em nos mesmos, com equilíbrio, humildade e respeito, quando podemos sentir que nós somos o melhor lugar, não importa onde fisicamente estejamos, o que importa é que façamos o melhor para o melhor.

  25. Rogério José Martinelli
    23 dezembro, 2010, 11:12

    Olá, pessoal!
    Interessante a discussão pois nos coloca em prumo com as coisas que devemos ou deveríamos nos preocupar… rótulos ou preconceitos acabam prejudicando o campo de visão. Hoje, atuo diretamente na formação de técnicos para o mercado e vejo, com grande clareza, a dificuldade que temos em trabalhar e/ou desenvolver futuros profissionais; às vezes, elabora-se uma aula interativa com vídeos e o resutlado supera a expectativa e outraz vezes, na mesma metodologia, o efeito é catastrófico! Em resumo: seja geração y ou não, é com essa nova geração que devemos trabalhar e encontrar o ponto de equilíbrio, objetivando maiores compromissos, otimizando, inclusive, o potencial criativo desses jovens profissionais que também nos atendem nas empresas, escolas, hospitais e serviços públicos.
    Eles são o nosso presente e o futuro próximo!

  26. Fabrício
    29 dezembro, 2010, 1:10

    Eu, particularmente, abandonei a idéia de acompanhar esses conceitos publicados em revistas de administrração, rh e afins. O que tem dado certo é parar de racionalizar demais essa montanha de informações e usar o básico, “feeling”. Teste bastante, crie situações que realmente lhe permitam avaliar o indivíduo e “perceba” o resultado ao invés de calcula-lo em fórmulas numa planilha. Isso é difícil mas funciona e custa pouco. Aprendi bastante com essas publicações a organizar meu tempo, técnicas de negociação e marketing, mas sinceramente, sobre pessoas não se aprende muito. Só a experiência cotidiana e o desenvolvimento da percepção sobre os indivíduos evitam que você contrate um completo idiota treinado, ou um gênio do mal pronto para aprontar das suas. As pessoas mais brilhantes nisso que já conheci tinham orgulhosos calos na barriga, cultivados durante anos afinco no balcão do buteco copo sujo da esquina, no clube com a “chefia”, nos intervalos da escola ou trabalhando no balcão da loja. É conhecimento que não se compra pronto e embalado na banca ou na faculdade. Viveram amizades, conflitos, inimigos, idas e vindas. Figuras raras e extremamente úteis nas organizações. E nem sempre velhas! É mais fácil do que se pensa pegar um idiota em contradição ou simular um problema fundamental que o “gênio” deveria resolver facilmente mas não consegue, mas quando isso acontece você trata a pessoa e a questão como?? O problema mais importante não é a idade dessa turma, mas a educação prejudicada que recebem (sem esforço, desafios e disciplina) e a falta de habilidade com as pessoas. Conseguem o que querem batendo o pé. Todos os pedagogos e pisicólogos que escrevem para essas revistas sabem disso. Mas o mesmo pedagogo ou psicólogo que detona conceitos, estudos e conclusões brilhantes na revista e na coluna do jornal é, muitas vezes, o mesmo que dá um jeito de passar o aluno medíocre na escola por causa da pressão dos pais e da diretoria. Ninguém pára de frente para o problema e o resolve, apenas “livra-se” dele. Se perguntam porque vem a resposta, “é o que dá para fazer”. Falta direcionamento vocacional, a participação do pais (que simplesmente se recusam) e assim levar o indivíduo em direção as suas reais competências. O problema é na escola básica, não na técnica ou superior.

  27. 4 janeiro, 2011, 13:16

    Diferença de valores e culturas entre gerações é desafio no ambiente de trabalho #canalglobonews http://migre.me/3ofgV

  28. Angela Gomez
    6 janeiro, 2011, 8:49

    A educação dada aos jovens que hoje estão entre a faixa etária de 15 a 25 anos foi mais liberal que a educação de gerações anteriores, valorizou a opinião da criança e formou uma geração destemida que questiona desde os próprios pais, professores até a mídia tradicional. Hoje esses novos formandos estão ocupando espaço nas empresas, e como são destemidos, impõem um ritmo diferente nas gestões atuais. Esses jovens estão aprendendo a trabalhar com pessoas diferentes dos chats e games e entrando num ambiente corporativo, competitivo e complexo. Não me assusta o novo legado, tampouco acho Y melhor que X, ou vice versa. Continuo acreditando que os indivíduos criativos fazem, como sempre fizeram, a diferença nas corporações independente da idade ou sexo. Não podemos rotular o comportamento e caráter de toda uma geração só porque eles ganham nos games ou falam de ambientes cibernéticos com fluência. Isso é uma bobagem. O importante continua sendo a capacidade de gerar conteúdo aproveitável e contribuir com co-workers no trabalho em equipe.

  29. 13 janeiro, 2011, 0:32

    Respeito pesquisa e todos tem o direito de divulgar seus estudos ,não sou a favor de rotulações , porém existem comportamentos diferenterrimos entre as gerações. Uma coisa é estudar um grupo de pesquisa outra é vivenciar o dia a dia das empresas seja qualfor o  segmento.
    Digo que são diferentes não apenas em opniões,mas em tudo em aprendizagem,comportamentoenfim com ou sem rotulos são diferentes;até porque faz parte do homo sapiens  a evolução,sim existem profissionais com uma capacidade muito grande de acompanhar a evolução e por isso não gosto de rotulações  para faixa etarias ,acho sim que existem comportamentos diferentes.
    conheço profissionais que são da “GeraçãoBaby bummer” e dão muito olé em” Y,”assim como se não fossem o pessoal da geração” y” não teriamos uma chuva de inovações em diversos campos.Mas idade é uma coisa e comportamento é outra. E acho sim devido a convivencias que existem comportamentos BABY,X eY

  30. Valter César
    13 janeiro, 2011, 22:34

    Eu, acredito em comportamento, e idade mental, não uma data de nascimento que definir um comportamento, para não ser repetitivo com os conceitos e idéias já apresentado nos comentários já postado, vejam o artigo abaixo, que mostra adaptabilidade e facinio por tecnologia.

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    Com a antena conectada até nas férias
    13/01/2011

    A executiva Milva Gois lembra que a última vez que ficou três dias sem ver e-mails foi em 2006, durante um retiro na Índia. Na adolescência, a advogada Milva Gois dos Santos fez curso de datilografia, aprendeu a fotografar em máquinas analógicas e preencheu inúmeras fitas cassete com as músicas prediletas. Um pouco depois, conheceu o fascinante mundo dos microcomputadores- quem ainda lembra do sistema operacional DOS e dos monitores de fósforo verde? – e teve o seu primeiro celular, aquele tijolão que ocupava 80% do espaço disponível na bolsa.

    O encanto por novidades tecnológicas jamais arrefeceu e Milva continuou acompanhando cada etapa da revolução ocorrida nas duas últimas décadas. Em algum ponto dessa trajetória, no entanto, os equipamentos deixaram de ser meros coadjuvantes do cotidiano da advogada para assumirem o papel de protagonistas. Hoje, aos 41 anos, ela admite ter se tornado dependente, a ponto de não conseguir se desconectar um dia sequer. Sou uma viciada confessa, mas satisfeita com tudo o que a tecnologia me permite, diz Milva, que acumula os cargos de gerente jurídica e de relações institucionais da AxisMed, empresa especializada em gestão de doentes crônicos.

    Neste período de verão e férias, muitos executivos vivem situações semelhantes à de Milva. Afastam-se teoricamente do trabalho, mas continuam acompanhando tudo o tempo todo. Respondem e-mails, recebem notícias setoriais, leem sobre suas respectivas áreas de interesse, participam de discussões com os colegas. A exemplo da advogada, vivem com o notebook debaixo do braço e não tiram os olhos do celular, checando os e-mails. Criei o hábito de responder o mais rápido possível, mesmo que os assuntos não sejam urgentes, descreve a advogada. Quando o interlocutor age de forma semelhante, isso pode se transformar em um problema. Outro dia um colega de trabalho me mandou um e-mail no início da madrugada apenas para ir adiantando as tarefas do dia seguinte, mas eu respondi na hora e ele rebateu de lá. Ficamos um bom tempo noite adentro discutindo uma questão que poderia muito bem ter sido deixada para o dia seguinte, conta. Acumulando a função de relógio e despertador, o celular de Milva permanece ao lado da cama e a primeira coisa que ela faz ao acordar é verificar se há novas mensagens. Muitas vezes não resiste também a dar uma conferida nas diversas redes sociais das quais participa.

    Um bom jeito de avaliar se você se tornou escravo da tecnologia é tentar lembrar a última vez que passou três dias seguidos sem acesso aos e-mails. No caso de Milva, o diagnóstico é fácil: foi em 2006, durante um retiro na Índia. A proposta, aliás, era passar 21 dias longe de tudo e de todos, mas ela deu um jeito de escapar vez ou outra para a lan house da universidade que sediava o retiro.

    Outro indicador é como você se sente ao abrir a caixa de e-mails depois de ter ficado algumas horas sem verificar as novas mensagens. Sentir nesse momento uma espécie de angústia pelo receio de ter perdido algo importante- mesmo que o período de afastamento tenha sido apenas o de um filme no cinema – é sinal de que algo está fora da ordem. As pessoas precisam retomar os velhos conceitos sobre o que é urgente e o que é apenas importante, diz a headhunter Laís Passarelli, da Passarelli Consultores. Quando alguém precisava resolver algo urgente com você, usava o telefone. O e-mail era uma alternativa para assuntos não urgentes. Com o acesso portátil à internet, muita gente está usando e-mails também para assuntos urgentes, partindo do pressuposto de que o outro está conectado 24 horas por dia. Isso gera uma tensão constante, descreve.

    Num mercado de trabalho em que as informações circulam de forma frenética e a competição aumenta dia após dia, tentar permanecer alheio a essa onda pode ser interpretado como desinteresse. Dessa forma, é como se todo mundo estivesse sendo obrigado a virar workaholic, um conceito que costumava ser aplicado apenas a casos extremos e hoje parece estar virando regra.

    A psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Internacional Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), chama a atenção para as consequências que o envolvimento exagerado com a tecnologia pode ter na saúde emocional e mesmo na vida familiar. O hábito de permanecer o tempo todo conectado pode levar a um círculo vicioso insustentável, que sacrifica o descanso e o convívio com a família, alerta.

    Milva sabe que em determinados momentos já transitou por esse campo minado. Em outubro, quando tirou uma semana de folga e viajou para Itacaré (BA) com o marido, ela gastou um dia inteiro em frente ao computador tentando resolver problemas do trabalho. Ele saiu de manhã e disse que me esperaria na praia. Voltou algumas horas depois com aquela expressão de você não toma jeito mesmo, descreve a executiva. A advogada começou o ano decidida a mudar os hábitos, mesmo porque vai precisar adaptar o estilo de vida se quiser realizar o sonho de ser mãe. O relógio biológico está avançando e eu tenho que dar um jeito nisso. Se for preciso, jogo tudo que é maquininha no lixo!, brinca.
    Fonte: Maurício Oliveira | Valor Econômico.
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    :wink:

  31. Fabricio
    14 janeiro, 2011, 19:41

    A geração Y tem características bem marcantes e acredito que as mais importantes delas não se referem tão intrinsecamente ao uso da tecnologia. Sempre que se fala das gerações mais novas o computador aparece como peça chave, o grande trunfo e diferencial que os tornam a chave para o futuro. Acompanho de perto a tecnologia desde o surgimento da microinformática no início dos anos 80, uma época em que para usar um computador você tinha que aprender a programá-lo antes, nem todos demonstravam a aptidão, o interesse e os pré requisitos para isso. Uma planilha era bem complicada de ser usada, hoje é algo intuitivo e fácil de aprender. A energia da juventude é combustível para aprenderem mais rápido o que alguém mais velho e “ocupado” também aprende da mesma forma gastando um pouco mais de tempo.O mais importante que vejo na geração Y são algumas atitudes comportamentais que fizeram muita falta para as gerações anteriores.

    Não suportam falta de ética e transparência por exemplo. Você não pode incumbir um jovem de hoje a desenvolver um projeto, construir um plano de negócios ou fazer uma sensacional apresentação de um produto e depois simplesmente receber aquilo das suas mãos e entregar para alguém que não sabe do que se trata (ou caiu de para-quedas) conduzir. O projeto é dele, devem ser seus também os louros ou as consequências do insucesso. Com certeza irá perder o profissional em poucos dias. Imagine passar dias concentrado em uma tarefa importante, desenvolvendo uma ideia nova ou aprimorando algo que irá trazer grande diferencial para o negócio. Aí você apresenta para o seu chefe e dois dias depois quem vai para São Paulo levar o trabalho para a diretoria é a… secretária da gerente?? E ainda por cima tiraram seu nome do documento!

    Preto no branco e pouco “papo”. É como o cachorrinho mutley do desenho “Esquadrilha de Morte”, lembram? “Medalha, Medalha, Medalha”. Primeiro define-se a recompensa, feito isso, cumpri-se a missão.
    Quem já não ouviu essa conversinha: “Olha, você para lá e monta a filial (imóvel, registro, contabilidade, clientes, etc…), ela vai ser sua mas não podemos te classificar ou promover a gerente agora, mas assim que você terminar de colocar a filial para funcionar e a meta inicial for atingida (ainda tem essa), vira gerente automaticamente. Um ou dois anos depois de tudo pronto, meta atingida e muito sacrifício, vem alguém sabe-se lá de onde para ocupar o seu cargo de gerente e ser seu novo chefe? Com a geração Y primeiro é a definição de cargos e salários, depois o trabalho duro. Não se ensina truque novo a cachorro velho. Cachorro novo não costuma cair em truque velho.

    Conhecimento é uma coisa e Informação estratégica é outra. Além de saberem diferenciar uma coisa da outra entendem que conhecimento não tem dono e serve melhor quando é compartilhado. A turma mais nova gosta de trocar ideias pelas redes, pensam em grupo e não tratam conhecimento como uma “carta na manga”, não estão tão preocupados em fazer a empresa depender de algo que só eles sabem fazer, preferem aprender coisas novas o tempo todo, assim se mantem em posição privilegiada.

    Odeiam profundamente a burocracia e a Hierarquia vertical. O negócio é aqui e agora e tudo está ao alcance de alguns cliques do mouse ou dos dedos na tela do smartphone. Nada de gastar papel, informação é por e-mail ou intranet. Não marque uma reunião para discutir um assunto que poderia ser resolvido por telefone ou on-line, reunião é para apresentar resultados e “pensar” juntos. Até a discussão de problemas e projetos pode ser on-line. Reunir à toa e sem objetivos claros a gente faz o tempo todo na sala de café ou no jardim durante os intervalos de lanche e etc. A comunicação tem que ser clara e sucinta, nada de rebuscar o português para ver se chama atenção ou ganha tempo enrolando o que se quer dizer de fato. Desenrola.

    E ao contrário do que dizem alguns gerentes, adoram trabalhar com o pessoal mais velho, faz parte da aprendizagem constante. O problema é que a geração X costuma reter informação e vê conhecimento como diferencial (carta na manga). A turma da geração X que resolveu compartilhar o conhecimento e também aprender o tempo todo é que está vivendo em harmonia com as novas gerações. Ganharam a admiração dos mais jovens, se integraram aos novos meios de vida e são respeitados por sua experiência. Tem gente arraigada aos costumes e métodos do passado, acredito que seja preciso se desprender disso e acompanhar o mundo e aprender a fazer melhor daqui para a frente ao invés de ficar competindo pelos seus valores. Aprender, aprender e aprender todos os dias.

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