Fatos e Inferências

Rita Alonso
Rita Alonso

Em uma cidadezinha do interior havia uma figueira carregada de frutos dentro do cemitério. Dois amigos decidiram entrar lá à noite (quando não havia vigilância) e pegar todos os figos.

Eles pularam o muro, subiram na árvore com as sacolas penduradas no ombro e começaram a distribuir o ‘prêmio’:

– Um pra mim, um pra você.

– Um pra mim, um pra você.

– Pô, você deixou esse dois caírem do lado de fora do muro!

– Não faz mal, depois que a gente terminar aqui pega os outros.

– Então ta, mais um pra mim, um pra você.

Um bêbado, passando do lado de fora do cemitério, escutou esse negócio de ‘um pra mim e um pra você’ e saiu correndo para a delegacia. Chegando lá, disse para o policial:

– Seu guarda, vem comigo! Deus e o diabo estão no cemitério dividindo as almas dos mortos!

– Ah, cala a boca bêbado!

– Juro que é verdade, vem comigo.

Os dois foram até o cemitério, chegaram perto do muro e começaram a escutar…

– Um para mim, um para você.

O guarda assustado:

– É verdade! É o dia do apocalipse! Eles estão dividindo as almas dos mortos! O que será que vem depois?

Lá dentro, os dois amigos já estavam quase terminando…

– Um para mim, um para você. Pronto, acabamos aqui. E agora?

– Agora a gente vai lá fora e pega os dois que estão do outro lado do muro…

Recebi esta história de uma aluna. E ela ilustra bem o que podemos chamar de “fatos” e “inferências”.

Fato é o que acontece realmente. É o ato, a ação do momento.

E inferência são as deduções que fazemos dos fatos. São as nossas conclusões.

Muitas das vezes assistimos a um determinado fato e criamos histórias e conclusões próprias a respeito e transmitimos às pessoas uma versão que não condiz com os fatos…

Atitudes como estas de pré-julgamento e inferências podem ter conseqüências desastrosas. É preciso ter cuidado e medir nossas atitudes.

Veja este exemplo:

Na esquina, um acidente de carro. O automóvel acerta o poste de frente. Ao ser consultado o cidadão exclama: “- O motorista, em alta velocidade, não conseguiu desviar do poste”.

Mas ao ser questionado se fora testemunha do fato, se estava ali no momento do acidente este informa que havia chegado depois da batida do veículo. Ora, se não estava lá como poderia assegurar que o carro estava em alta velocidade?

Já um outro afirmava veemente que a tudo havia assistido e narrava a cena energicamente:

“- O carro fez uma curva muito fechada, o motorista bêbado não teve um bom reflexo para conseguir desviar do poste.”

“ – Mas o motorista estava realmente bêbado?” Pergunto.

“-Claro que sim, ele saiu do carro cambaleante, eu mesmo vi!”

Mas e se o motorista do veículo tivesse levado uma pancada na cabeça? Como poderia ele sair do carro de outra forma? Será que estaria realmente bêbado? Ou foi apenas uma inferência do homem que contava o ocorrido?

Certas pessoas ao se depararem com um acidente tiram conclusões baseadas totalmente na bagagem informativa que já possui. De tanto ouvir narrativas de acidentes onde o motorista, culpado, estava alcoolizado, este já conclui precipitadamente o estado do condutor.

Apesar de termos visto o acidente acontecer não estamos dentro da situação e nem somos técnicos ou peritos em mecânica ou de trânsito, para que possamos afirmar com 100% de certeza que o acidente aconteceu da forma que entendemos e interpretamos.

No ambiente corporativo temos que tomar muito cuidado ao repassarmos informações, instruções, fatos ocorridos, etc. para que nossas conclusões pessoais não interfiram na comunicação, vindo assim, gerar problemas àqueles que nos escutam.

Devemos prestar muita atenção ao que é acontecimento e o que é inferência e o quanto isso deturpa a comunicação, é importante separar o que é fato de opiniões e impressões. São os chamados ruídos da comunicação.

Quando ouvir uma história, acenda a luz de alerta afinal nossa avó já dizia: Quem conta um conto, acrescenta um ponto!

Sobre a autora:

Rita Alonso: Professora de Recursos Humanos da Universidade Estácio de Sá há 20 anos. Instrutora dos Cursos do SEBRAE, SENAC e SESC. Funcionária há 25 anos da Riotur/Controladoria Geral do Município. Desenvolve trabalhos de consultoria organizacional, ministra treinamentos e palestras motivacionais.

site: www.ritaalonso.com.br

e-mail: ritaalonso@ritaalonso.com.br

Compartilhar Este Post

70 Respostas para "Fatos e Inferências"

  1. Raimundo Nonato Almeida de souza · Editar

    Professora parabéns eu gostei muito da diferença entre fato e inferencia

  2. E a todo instante nos comparamos com essas situações não é mesmo ? O ser homem parece não conseguir se limitar no que realmente é o fato, parece que se não colocar seu ponto pessoal a coisa não esta correta, como se ele depois pudesse falar assim ” foi eu q achei , foi eu q falei, foi eu q vi. Acho interessante esse tipo de textos pra mostrar o que pode causar quando o ponto pessoal interfere no fato. Muito bom Rita, Parabéns bjs

  3. Rita! Muito bom!!!
    Muitas vezes ao relatarmos algum fato , utilizamos opiniões pessoais, damos uma “apimentada” na história, acrescentamos aquele pontinho que na realidade nem sabemos ao certo se correu ou não…Precisamos ter cuidado.. Já dizia o ditado popular (que utilizo muito em meus treinamentos) “Deus nos deu dois ouvidos e uma boca, para ouvirmos mais e falar menos..”

    Bjos

  4. Interessante, não conhecia como Inferências o que presencio ha quase 15 anos onde trabalho.

    Recentemente recebi de uma amiga um email com palavras de despedidas pedindo desculpas, indicando que não estava bem , horas depois tentou o suicídio ,e houve as INFERENCIAS de todas as formas. Somos amigas de trabalho e foi muito difícil pra mim ouvir as pessoas do nosso convívio especulando, querendo saber , eu sabia , mas não disse a ninguém porque ela havia cometido o ato.É necessário mais respeito ao próximo.
    Parabens pelo site o conteudo e maravilhoso.

  5. Rita, adorei!!! Você ilustrou eficientemente os fatos e inferências! Parabéns! Sem contar que morri de rir com a história do cemitério… kkkk

    bjs

  6. Olá Rita,
    Adorei seu artigo. Juro que não sabia sobre inferências, mas agora entendi bem o que é. Rs..
    Realmente o que fala nesse texto é muitíssimo verdadeiro! Sempre acabamos tirando nossas próprias conclusões nos fatos.. Parabéns pelos seus artigos, que sempre são muito interessantes e nos servem de aprendizado!

    Abraços,

    Suzana 😀

  7. Jéssica Sousa · Editar

    Olá Prof. Rita,

    Primeiro gostaria de parabenizá-la quanto a idéia de trazer a discussão este tema, já que todos estamos passíveis a cometer tais erros e, realmente precisamos estar atentos no intuito de evitar que as inferências venham a compor o ponto de vista sobre um determinado assunto. Segundo, gostaria de concordar que no ambiente organizacional, esse tema assuma uma relevância maior, principalmente quando ocupamos cargos em que o fator decisão torna-se uma constante. É preciso abranger o campo da comunicação e utilizar recursos que nos tragam o máximo de informações possiveis sobre os fatos para evitarmos cometer algusn erros.

    Abraços,

    Jéssica Sousa

  8. O artigo é excelente, parabens. Infelizmente o mundo esta repleto de pessoas que fazem um prejulgamento sem conhecer de fato o ocorrido e com isto muitas vezes o inocente passa a ser culpado.

    Abraços – Nanci
    😛

  9. 😉 Perfeito!!! Ótimo texto pra fazer reflexão. Promovo oficinas de reflexão em serviço público e essa leitura foi enriquecedora para a minha prática.
    Abraços

  10. Olá Professora Rita.

    Parabéns pelo Artigo.
    Observamos estas conclusões distorcidas em casos criminais ainda sendo investigados, principalmente  os de grande repercussão pública.
    Antes mesmo de existirem provas e acontecer o julgamento do processo a opinião pública já condenou ou elegeu um suspeito  sem ter conhecimento real dos fatos..
    Mais uma vez parabéns o pelo artigo Professora.
    abraço

  11. O artigo é muito bom, adorei.

    De fato fazemos interpretações de determinadas situações, baseados em nossos conhecimentos prévios ou nos deixamos levar pela forma de pensar da pessoa que nos fez o tal “comentário”. Devemos refletir e pesar na balança muito bem, tudo o que ouvimos de outrem e o que expressamos sobre determinados assuntos.

  12. Realmente é uma realidade que vivemos, onde as pessoas parece que gostam mesmo é de tirarem conclusões dos fatos sem ao menos tentar entender a situação. Acredito que ninguém tem o direito de fazer julgamentos, mas tem o dever de tentar entender os outros, e assim ajudarmos uns aos outros a procurar uma melhor convivência….
    Abraço.

  13. Joper Padrão do Espirito Santo · Editar

    Prezada Rita Alonso. Perfeitas as suas observações. Os empresários e profissionais que se associam aos Rotary Clubs adotam quatro princípios de conduta que resultam da experiência bem sucedida de um executivo estadunidense que tirou uma empresa de sua situação falimentar. Chamamos de Prova Quádrupla. A primeira indagação do que fazemos, pensamos ou dizemos é simples e objetiva: É a Verdade? Aos interessados em maiores informações sobre essas 4 indagãções estarei à inteira disposição em joperpadrao@oi.com.br.
    Parabéns pela sua importante contribuição.

  14. Professora Rita,
    O artigo é muito bom e cumpre a sua finalidade que é fazer refletir sobre os nossos conhecimentos prévios e a maneira como interagimos com eles. Devemos sempre pesar na balança muito bem, tudo o que ouvimos de outrem e o que expressamos sobre determinados assuntos. Acredito que isso vale para todas as situações de nosso cotidiano e não apenas no ambiente de trabalho.

  15. prof. telma gameleira · Editar

    muito bom, e verdadeiro.
    todo fato mal interpretado pode causar situações embaraçadas.

  16. EDUARDO L G MARTINS · Editar

    Parabens !! Concordo e acrescento : – ainda temos que considerar que uma mesma pessoa pode contar de uma forma para um colega de trabalho e de forma muito empolgada ou emocionada para os eu chefe. Os Gestores devem sempre estar atentos a maneira de como estas informações lhes chegam aos ouvidos. Nem sempre é tão grave, nem sempre é tão pouco, nem sempre é o que realmente aconteceu. Parabéns e Abraços. Saúde!Sucesso!Sorte! Eduardo

  17. É ,isso serve pra mostrar que nem sempre a rádio-corredor dá resultado;e que é mais válido averiguarmos um fato por nos mesmos do que pela ótimo de outros.Ótimo Texto

  18. minha prof de RH falava sobre isso na faculdade a poucos dias, se aplicarmos isso as empresas vemos que isso acontece muito, e atrapalha a comunicação no ambiente de trabalho
    é impressionante como o “telefone sem fio” é incrivrlmente usado

  19. Achei o artigo muito interessante e envolvente diante da história do cemitério, pois muitas vezes diante de certas circunstâncias sentimos medos ou temos em relevância outras emoções e nem ao sabemo do que, apenas escutamos algo e nosso cerebro interpetra. É nesse sentido que devemos nos perguntar se aquilo que vemos ou ouvimos realmente condiz com a verdade, para que não cometer sérios erros. Dentro de uma empresa nem sempre podemos ouvir tudo que se diz, e nem sempre podemos deixar de ouvir tudo aquilo que se escuta. É necessário ter dissernimento e sabedoria para distinguir o certo do errado.

  20. É isso só prova de quem vê, como vê…
    E cada pessoa dentro de seu universo tem uma
    visão digamos, mais propícia da coisa, afinal..cada um vê o que pode ou o que quer ver, não é ?

    Costumo fazer uma comparação bastante tosca pra quando alguém faz um pré julgamento sem
    a informação.
    Digo que se virmos uma pessoa na rua cuspindo ao chão..diremos: – cara é porco!Mas..e se esse cara estivesse andando quando um mosquito entrou em sua boca? Ah tá..então o cara é porco? rss..
    Parabéns pelos posts..
    Abraço

  21. Olá, prof. Rita!!!
    Parabéns pelo texto, tudo que vc faz é sensacional!!!! 
    Claro que não devemos nos precipitar em criar situações negativas, pois, temos que ter muito cuidado com o que contamos e com o que ouvimos para que não aconteçam coisas desagradáveis.
    Abraço. Muito sucesso.

  22. :wink:Sem duvidas amiga…nos tiramos nossas proprias conclusoes…e muitas vz aumentamos sem intençao alguns fatos…realmente temos q tomar cuidado com oq dizemos ou pensamos….vou me policiar mais….com certeza ja cometi esse tipo de erro…..obgd pelo toque…bjs…parabens

  23. Olá minha amiga Rita e competente professora universitária, foi um grande prazer ler seu interessante e eficaz artigo. Parabéns! Muito bom! É uma oportunidade única de demonstração de como nós temos o dever lega e moral, de observarmos bem,… As histórias e fatos que nos contam e que ocorrem cotidianamente.
    Sabemos que grandes filósofos oferecem sua visão de como o mundo ao nosso redor pode funcionar mas, não necessariamente é a realidade e a verdade, é tão somente a opinião deles.
    Temos que estar sempre atentos na verdade real de cada fato. Infelizmente são poucas as pessoas que sabem que todos nós temos a nossa escolha particular de ver a realidade.
    Parabéns mais uma vez e muito sucesso. Abraços. Paz e luz.

  24. Rosileide Santana · Editar

    Olá prof. querida!

    Uma coisa é sermos objetivos eu vi algo, outra coisa é sermos subjetivos eu acho que vi algo.Se a decisào for baseada no subjetivismo , corremos o sério risco de sermos injustos.
    Gd .Abraço 😛

  25. Deborah P. Biscardi · Editar

    Querida amiga, adorei! Muitas vezes inferências são feitas e prejudicam a vida pessoal e profissional de muita gente. É necessário “ouvir os dois lados”…. em casa, na escola, no trabalho e no convívio entre amigos. Acho que deve ser um treino diário em nossas vidas, pois o ser humano tem o hábito de tirar suas próprias conclusões e muitas vezes precipitadas. Gostei muito! Bjs e saudades de nosso bate-papo virtual….

  26. È verdade professora temos que tomar cuidado , o que falamos por ai , um exemplo é a empresa , quando existe a famosa Ràdio Pião não, informações que não sçao passadas de uma forma clara e objetiva no final acaba em discusão.Gostei muito do artigo..otimo este site o material apresentado por você e de fácil entendimento é muito melhor para aprender.

    Um Grande bjo..

  27. Andréa Esch Mantovani · Editar

    😀 Olá, profª Rita! Primeiramente agradeço o convite e o assunto que é de tamanha importância.
    Realmente precisamos ficar atentos aos fatos e cautelosos às inferências, visto que nos traz prejuízos no meio que convivemos, seja no trabalho, na escola e na família. É como a brincadeira do “telefone sem fio”… começa-se de uma forma e termina-se de outra! Isso traz graves prejuízos de relacionamentos e destrói a comunicação entre pessoas.  Gd bj, querida!!

  28. Gabriela Blauth · Editar

    E verdade prof Rita!
    Temos que ter muito cuidado com o que contamos e com o que ouvimos por ai…
    Adorei o texto!

  29. maria lucinéia alvesdos santos · Editar

    é verdade…mestra,nós muitas vezes analisamos uma história
    segunda nossa
    percepção de vida e esquecemos que nossa percepção são diferente tendo cada um uma visão e um ponto especifico que foi observado, por isso saber separar o trabalho com a opinião própria.
    bjs

  30. É verdade. E precisamos estar atentos, pois podemos prejudicar pessoas. No curso que fiz com vc tivemos oportunidade de debater muito sobre o assunto.
    Acho que isso é cultural. As pessoas sentem prazer com a desgraça alheia. Penso que é para se sentirem melhores diante de suas próprias vidas. Aí fantasiam. Temos mesmo que ter muito cuidado com nossos julgamentos se quisermos ser pessoas melhores.
    Parabéns pela abordagem!

  31. Rita, adorei o texto e isso realmente tem haver com o cotidiano das pessoas em nossa sociedade. Pois as pessoas tem manias de julgarem prescipitadamente e nem sequer procuram saber o que realmente aconteceu. Parabéns pela matéria, que serve de alerta, para as pessoas de conscientizarem em seu dia a dia e modificarem suas condutas.

  32. Esmeralda Mota · Editar

    Prof. Rita,
    Parabéns pelo excelente texto, não devemos nos precipitar em criar situações negativas, pois se assim o for, dificilmente conseguiremos usar as boas praticas e entender que o Essencial é Ser Humano.

  33. Elize Marinho Lisboa · Editar

    Perfeito este texto.. simples e super objetivo..estava lendo e ao mesmo tempo lembrando de situações vividas na empresa onde trabalho, situações que se deixarmos fogem do nosso controle… é um perigo… pois temos que deixar de escutar e passa a ouvir sinceramente as pessoas…

    Comecei agora o curso de gestão de pessoas.. estou apaixonada…..

  34. Parabéns Rita!
    Textos como esse ajudam muito na comunicação de uma Empresa.
    Acredito que deve usar em seus treinamentos.
    Gosto muito de te ler. 
    Vou repassar aos amigos, claro indicando seu Link.
    Um Abraço e saiba que é um prazer em te-la como amiga.

  35. Oi Rita, adorei!!!!
    Por isso antes de falarmos alguma coisa é importante e essencial a gente se colocar no lugar do outro antes de pré julgar ou falar sobre o outro.
    Esse é o principio que levo na minha vida não pré julgar, passar a informação adiante conforme foi dita acredito que isto já nos ajuda a manter o equilíbrio.

  36. Achei muito legal essa história!! Realmente temos que tomar cuidado com o que falamos. Pois as nossas palavras podem ser interpretadas irrôneamente.

  37. Igor Freitas Sena · Editar

    Muito bom esse artigo. A comunicação é tudo, e quando passada de forma distorcida é um grande problema. Gostei muito do que o José Luiz comentou sobre o sensacionalismo. Devemos ter cuidado, pois, a imprensa é formadora de opinião e a busca pelo lucro leva alguns meios de comunicação a passar informações tendenciosas.

  38. Samuel (Samdiv) · Editar

    Querida Rita (permita chamar-lhe assim), devo confessar que quase não conclui a leitura do texto, pois já conhecia a estória…, mas para minha satisfação a conclusão foi interessante e quero deixar aqui a bela alusão desta estória com a mensagem passada, acredito que foi muito proveitosa. Outra colocação é que se desejarmos acrescentar mais um aspecto neste texto podem ligá-lo a outro texto muito interessante e que é perfeitamente aplicável…, as “AS PENEIRAS DE HIRAM”, existem varias postagem na web sobre elas, e fica o convite a quem interessar buscar seu conteúdo. Um forte abraço, Samuel

  39. Atsushi Yamashita · Editar

    Prezada Prof.Rita, prazer em participar.

    =É uma situação muito corriqueira no meio corporativo, já ouvi muitos comentários, tido a principio como verdadeiro, mas logo esclarecido, porém com estragos muitas vezes irreversíveis, a tempos venho comentando com minha equipe, sobre estas situações, que passem pelo crivo da lógica, antes de me comunicarem alguns fatos comentados no mercado, principalmente sobre saúde financeiras de clientes, e possibilidades de cumprimentos de suas obrigações, isso pode acarretar prejuízos grandes as empresas, com a diminuição de créditos por exemplo.

  40. Oi Rita, muito autêntica a sua postagem! Em todos os cenários de nossa vida, corporativa ou pessoal, criamos imagens, pré-julgamentos, baseados em fatos históricos, em hipóteses e deduções, muitas vezes projetamos intenções aonde não existem, provocamos constrangimentos até para nós próprios ou para outras pessoas, pois a interpretacao dos fatos pode não ser a mais coerente com todos os demais pontos de vista! Uma excelente reflexão, muito obrigada!
    Sandra Portugal
    http://projetandopessoas.blogspot.com//

  41. A história do tel. sem fio…até chegar no ultimo muda a história toda!!! muito bom ler esse tipo de artigo, nós alerta para muitas coisas. Obrigada por nos brindar com eese tipo de leitura.

    Abrçs, Thais

  42. Olá Rita!
    Muito interessante esse texto. Mostra que devemos refletir, antes de emitir uma opinião.
    Um abraço.

  43. Olá Rita!
    Muito interessante esses contos modesta parte gosto muito de ler, pois ilustra bem a realidade que vivemos.Obrigada!Você parece ser uma pessoa muito especial tudo de bom sempre.

    :mrgreen:

  44. Denise Oliveira · Editar

    Rita,

    Nunca ouvi com tanta clareza essa definição de Fatos e Inferência.
    Excelente colocação destacando a Inferência com ponto importante na hora de divulgar um fato.
    ” E inferência são as deduções que fazemos dos fatos.”
    Hoje no mundo corporativo pode ser usado por um pessimo profissional que deseja prejudicar
    outro para conseguir uma promoção, aumento de salário ou pior o desejo de ver seu colega de trabalho ser demitido. VAmos analisar os fatos com clareze e ética, nâo só pensando em prejudicar outras pessos que estão relacionadas nesses fatos.

    Partabéns pelo excelente artigo… Denise Oliveira

  45. Aléxia M.Campos · Editar

    Querida Prof.Rita!
    Muito oportuna suas colocações sobre pensarmos antes de emitirmos opiniões próprias sem certeza dos fatos.Infelizmente isto acontece no ambiente de coorporativa quanto em nossa vida relacional. O fato é que temos que fazer este filtro,passar pelas peneiras e saber se vale a pena repassar o assunto adiante de qual forma,em qual momento,é uma mistura de bom senso com sabedoria e por aí vamos aprendendo mais e mais para uma melhor convivência com todos. Deus tb fez certo…Nos deu dois olhos,dois ouvidos e uma boca!!rsrrs.Um grande abraço!! alexia MG

  46. Boa noite Professora.
    Realmente as histórias são distorcidas e aumentadas, por conta da própria imaginação da pessoa.
    Hoje vemos notícias em jornais e quando chegamos no trabalho, já estão aumentadas, distorcidas, pelos colegas, acredito num vício, um círculo, como falaram acima: “QUEM CONTA UM CONTO, AUMENTA UM PONTO.” Estranhamente e invariavelmente acontece com a maioria dos seres humanos, o motivo, não sei, mais no seu próprio cotidiano, já viveu experiências desta natureza.
    Quanto ao bêbado e o guarda, uma interpretação inequívoca de ambos, onde como sabemos existem muitas histórias de cemitérios, de almas penadas, damas de noiva, caveiras, luzes, etc…, Então em minha humilde opinião eles passaram por essa experiência, chamada de “CONTOS DA VIDA”.

  47. Gostei muito da leitura Rita. Parabéns pela escolha! Desculpe-me, mas até ri do primeiro causo. Meu avô contava várias estórias parecidas. 😀
    Ambas deixam uma mensagem aplicável em todos os setores da vida. São como celulares com sinal ruim quando as mensagens saem truncadas. Aquele que está do outro lado da linha supõe e transmite algo sem a mínina consciência do inteiro. Interpretar algo num momento distraído, crítico ou por conveniência acarreta exatamente naquilo que você escreveu.
    Beijosssss

  48. Carlos R. Bonina · Editar

    Professora, parabéns pelo artigo que é uma grande constatação …e pelo que vejo as INFERÊNCIAS são comuns e transcendem o mundo corporativo ! Sou Gerente de Segurança aqui em São Paulo e é necessária uma grande atenção para separar Fatos de Inferências… Parabéns

  49. Simone Fátima · Editar

    Olá Prof.Rita ❗
    O raciocínio indutivo faz generalizações a partir de uma amostra do universo de inferência. Enquanto que na dedução tenta-se achar um resultado a partir de um conjunto de regras premissas, na indução ocorre a tentativa de inferir uma regra geral a partir de um caso particular (ou casos particulares, de um ponto de vista estatístico amostral) e um resultado. Como é uma generalização, há chances de erro.
    É o que acontece em certos casos.
    BJS ; Simone!

  50. ANA LÚCIA SANTOS VILLAR · Editar

    Prezada Rita,
    O seu artigo retrata bem a dificuldade dos seres humanos de se comunicarem entre si. A falta de vocabulário (pela falta de leitura), a crescente utilização de instrumentos de comunicação que não exigem a presença do interlocutor, a falta de observação e a percepção não desenvolvida são alguns dos fatores que fazem com que tenhamos dificuldades em emitir comandos e mensagens que sejam compreendidas pelos nossos interlocutores e vice-versa.
    Com isso, as distorções do que nos entra pelos sentidos são, muitas vezes, decodificadas de acordo com o que desejamos ,ou mesmo com o que mais tememos.
    A palavra e a imagem tornam-se armas nas mãos daqueles que desejam manipular verdades e mentiras e, muitas vezes, a falta da capacidade de compreensão, pelos motivos já expostos, dificulta o processo de comunicação.
    Hoje em dia , temos que redescobrir e aprimorar, cada vez mais , a interface entre pessoas para aliar a linguagem verbal com as não verbais, aguçar nossos sentidos e realmente nos comunicarmos.

  51. Guilherme Spinelli · Editar

    🙂 Oi Rita, foi com grande satisfação que li o seu texto! achei muito interessante. Acho que o fato real deveria ser sempre a descoberta final de um debate ou uma discussão. Acredito que o hábito do brasileiro deixa muito a desejar nesta questão. As discussões sobre os fatos são , na maior parte das vezes, efêmeras e emocionadas, deixando margem às inferências! A cultura familiar acaba sendo levada ao ambiente de trabalho, enevoando a verdade, ou , ficando como verdade a quem tem mais competência de convencer, ao mais incisivo em suas argumentações. É urgente a abertura de espaços, no lar e trabalho, para as discussões e opinião de todos sobre temas relevantes! Valeu. Parabéns! Spinelli.

  52. Ótimo texto, Rita! Simples, direto e objetivo!! E o que é melhor, passa sua mensagem com bastante clareza.. Um bjo e obrigado pelo convite p/compartilhar sua produção…

  53. Muito interessante, é um texto que todos devem ler e refleti.
    Onde trabalho, um colega foi mandado embora por causa da inferência de um outro colega. Isso também pode acontecer entre a família e amigos.
    Gostei muito.
    Um forte abraço

  54. Achei o texto de uma simplicidade incrivel, mas que se aplica em diversas situações tanto pesoal como profissional. Lembrei-me das aulas de comunicação na FGV em SP onde fazíamos exercícios para testar como a comuicação se destorce na passagem de uma pessoa para outra. Parabéns!
    Luiz Ciocchi – Cnsultor Sênior de RH.

  55. Cris Battaglia · Editar

    isso aí Rita, conclusões precipitadas quase sempre levam ao erro lamentável. obrigada pelo convite. mande mais. beijos

  56. 😛 ainda a pouco conversava sobre isso, a versao de cada um em determinados acontecimentos. Hoje pela manha estive em uma costureira e quando comentei onde morava ela me perguntou sobre um acidente aconteciso em frente ao meu predio. Disse que nao sabia, estava viajando e ninguem tinha comentado. Ela contou a versao dela, que o genro tinha sido fechado e bateu nos carros estacionados. Disse que o rapaz estava gastando horroes sem poder e etc.. Fiquei curiosa e perguntei ao irmao, que mora no meu predio, do dono de um dos carros e ele disse que o rapaz estava bebado, Entrou na rua, e bebado, perdeu o controle batendo em 2 carros. Ja meu marido dissse que ele estava alterado, pois tinha brigado com a namorada, filha da costureira, e por isso entrou em velocidade na rua, perdendo o controle. Afinal, quem falou a verdade? a sogra que disse que ele levou uma fechada? O irmao do dono docarro que levou o prejuizo? ou meu marido que repetiu o que a namorado comentou com ele? Vai saber…..Isso ilustra o quanto e dificil saber a verdade de um acontecimento, baseado apenas em alguns dados. Todo cuidado e pouco em qq contexto. Um abraco Rita, mais um texto excelente.

  57. Muito bom o texto, Professora Rita,pois realmente uma má interpretação dos fatos pode levar uma empresa a falência.Devemos sempre verificar os fatos antes de passar à frente a história.Abraços.

  58. Cara Professora Rita:
    Algumas pessoas têm em seu ser, a inferência. Ocorre que, em um ambiente de trabalho, se faz totalmente necessário, ter atitude profissional. Quando cito, atitude profissional, digo, responsabilidade para com o que lhe é devido. Certamente, e infelizmente, as pessoas que possuem este tipo de atitude, são pessoas descompromissadas com trabalho a ser realizado, demonstrando total falta de profissionalismo, pois perdem tempo útil, cuidando de assuntos inúteis. Infelizmente, não possuem noção de que poderão perder uma ótima oportunidade de trabalho e crescimento na empresa. Abraços, com carinho, Ana Paula. (loirinhacristal2004@yahoo.com.br).

  59. Raymundo Florêncio Pantoja Filho · Editar

    Prezada Rita Alonso, boa noite !!!
    Gostei muito do seu artigo e acredito que as discrepâncias das Inferências aumentam na proporção inversa da capacidade de leitura do indivíduo.
    Já participei de reuniões de trabalhos de construção e montagem em que para um determinado fato colocado em discussão as inferências variavam nesta proporção e na maioria das vezes os prazos de execução eram afetados por conta de ações criadas pelas inferências acabarem fazendo parte dos cronogramas da obra. Quando eu percebia isto, alertava que “estavam criando um elefante maior do que o real”. Não é comum em nosso país, no qual o “investimento interno” dos profissionais é inferior ao “investimento externo”, que profissionais em cargos de liderança cometam estas inferências e, neste caso, os efeitos são diversos, passando, as vezes, pela humilhação de um colaborador do grupo. Entendo que as leituras aumentam a capacidade do indivíduo de fazer associações, assim como quem aprende uma língua estrangeira tem mais dificuldades do que quando aprende a segunda língua, e assim sucessivamente.
    É óbvio que, mesmo gostando muito de ler e lendo diariamente, cometo erros e muitas vezes por estar ouvindo e não estar escutando. Quando apenas ouvimos não prestamos a devida atenção e acabamos emitindo opiniões distorcidas.
    Outro aspecto que pode causar distorções nas inferências é o nível de controle emocional do indivíduo, capaz de quebras todas as associações de valor.
    Muitas vezes precisamos agir como “corujas” mas concordo com você, precisamos ter muito cuidado na observação dos fatos e mais ainda ao proferir opiniões sobre eles.

  60. dona Rita é muito inportante este assunto que na realidade devemos assumir existe em todos os momentos nas nossas vidas e quando chega na organizaçao ou seja nas empresas pode gerar um efeito negativo terrivel ao ponto de prejudicar a produçao , falo porque já me deparei com isso . um abraçao .

  61. gostei muito das ilustrações…. realmente devemos ter cuidado do que se ouve e como se passa.

  62. Rita, essa é a mais pura verdade, temos que tomar cuidado com toda opinião que emitimos, pensar antes de falar com tanta segurança sobre detalhes que desconhecemos.
    O problema é que a maioria das pessoas estão ligadas no piloto automático e já emitindo opinião antes de analisar todos os lados da balança, sem pensar na posição e nos sentimentos dos envolvidos.
    E isso poder gerar conflitos no ambiente de trabalho e até gerar problemas de relacionamentos.
    Tomemos cuidado antes de emitir nossas opiniões, eu tento sempre pensar muito antes, claro que as vezes falha, mas o importante é continuar tentando.

  63. 🙄 Interessante este artigo sobre fatos e inferências, não tinha ainda ouvido falar em inferências!
    Mas vejo que já presenciei isso em varias situações.
    Abraço Rita

  64. amei seu conto.concordo em genero e grau ,apesar de nao conhece-la pessoalmente a adimiro demais,lhe desejo sucesso sempre e obrigada por me mandar recados,ah obrigada tambem pela dica que me mandou ,me ajudou muito em uma disciplina que eu estava fazendo na faculdade.bjokas

  65. Vivemos dias em que o sensacionalismo tem dado muito lucro. Notícias em primeira mão geram promoções e ganham concorrências. Isso leva a acreditarmos não apenas na primeira versão do fato como nas outras que aparecem depois. E assim,se não tomarmos cuidado, vamos contruindo uma nova história. Autenticidade requer compromisso e responsabilidade. Temos de ser autênticos naquilo que falamos. A atenção no comunicar pode evitar ruídos que prejudiquem sensivelmente a audição, a recepção, a caminhada.

  66. Adalgisa Cecília Polari · Editar

    Sim, Rita.

    “Quem conta um conto, aumenta um ponto”, assim já falava minha avó, que era uma verdadeira maga em matéria de provérbios e anexins.
    Também lembrando as aulas de meu professor, Dino Preti, sobre os níveis da fala, devemos ter em conta que, ninguém vê o mesmo fato da mesma forma.
    Logo, o acidente que você usou como exemplo, se for contado por 10 pessoas, terá 10 versões ligeiramente, (ou totalmente) diferentes.

    Alguns terão “visto” detalhes inimagináveis do fato. Possivelmente, até expressões faciais e piscadelas de olhos.
    Então, ainda segundo os conselhos de minha avó, quando se ouve um fato, seja em nível familiar ou empresarial, o bom mesmo é “pôr as barbas de molho”.

Postar Comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.