{"id":10375,"date":"2013-09-01T00:00:53","date_gmt":"2013-09-01T03:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=10375"},"modified":"2013-08-31T15:57:25","modified_gmt":"2013-08-31T18:57:25","slug":"comecando-pelo-quintal-por-tom-coelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/comecando-pelo-quintal-por-tom-coelho\/","title":{"rendered":"Come\u00e7ando Pelo Quintal, por Tom Coelho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10275 aligncenter\" style=\"border: 0px currentColor;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_10390\" aria-describedby=\"caption-attachment-10390\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/tomcoelho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10390\" alt=\"Tom Coelho\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/tomcoelho.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10390\" class=\"wp-caption-text\">Tom Coelho<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\"><b><i>\u201cN\u00e3o basta saber, \u00e9 preciso tamb\u00e9m aplicar;<\/i><\/b><b><br \/>\n<i>n\u00e3o basta querer, \u00e9 preciso tamb\u00e9m agir.\u201d<\/i><br \/>\n(Goethe)<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Pobreza, mis\u00e9ria, exclus\u00e3o econ\u00f4mica. Desemprego, analfabetismo funcional, exclus\u00e3o social. Viol\u00eancia. Somos especialistas em diagn\u00f3stico. Temos a capacidade singular de identificar os males que afligem nosso pa\u00eds. Mape\u00e1-los. Catalog\u00e1-los. Fazer estat\u00edsticas e promover semin\u00e1rios, simp\u00f3sios, disserta\u00e7\u00f5es, teses e livros.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de abertura pol\u00edtica continuamos ref\u00e9ns do Estado, depositando no governo todas as esperan\u00e7as de uma na\u00e7\u00e3o mais justa e equilibrada, o qual, mesmo batendo recordes de arrecada\u00e7\u00e3o, ainda insuficientes para equilibrar as contas p\u00fablicas, n\u00e3o implementa pol\u00edticas sociais capazes de reduzir as disparidades e desigualdades na distribui\u00e7\u00e3o de renda, optando apenas pela pr\u00e1tica assistencialista.<\/p>\n<p>Assim, passamos a assumir uma nova ret\u00f3rica: a do Terceiro Setor. Do sof\u00e1 de nossa casa assistimos na TV \u00e0 grande festa dos artistas em favor de iniciativas como o Crian\u00e7a Esperan\u00e7a. Pegamos o telefone, discamos alguns n\u00fameros, fazemos uma doa\u00e7\u00e3o e, com isso, amainamos nosso sentimento de culpa. Praticamos indulg\u00eancia moral.<\/p>\n<p>Outros se acastelam em seus escrit\u00f3rios. Re\u00fanem-se em grupos e resolvem constituir uma entidade sem fins lucrativos batizada de Organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o Governamental (ONG). Ent\u00e3o, come\u00e7am uma incessante busca ca\u00e7a-n\u00edqueis em defesa de um grupo ou de um interesse espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Muitas t\u00eam car\u00e1ter relevante. Outras simplesmente n\u00e3o t\u00eam car\u00e1ter. Algumas t\u00eam estatuto, princ\u00edpios, objetivos e metas. Outras se esquivam ao t\u00e9rmino da primeira a\u00e7\u00e3o porque a coleta de centenas de quilos de alimentos n\u00e3o perec\u00edveis ser\u00e1 suficiente para justificar o <i>mea culpa<\/i> por longos e longos meses.<\/p>\n<p>Enquanto isso h\u00e1 os que executam uma revolu\u00e7\u00e3o silenciosa. Pessoas que antes de reclamarem da sujeira exposta nas ruas resolvem varrer cal\u00e7ada e meio-fio em frente \u00e0 pr\u00f3pria resid\u00eancia. Pais que orientam os filhos sobre o perigo e a insanidade das drogas antes de clamarem por a\u00e7\u00f5es incisivas por parte da seguran\u00e7a p\u00fablica. Empreendedores que capacitam seus pr\u00f3prios empregados e visitam suas resid\u00eancias para avaliar as condi\u00e7\u00f5es em que moram.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que estamos diante de uma situa\u00e7\u00e3o que margeia o risco de rompimento do tecido social. \u00c9 evidente que esperamos do gestor p\u00fablico maior efici\u00eancia e transpar\u00eancia na aplica\u00e7\u00e3o de nossos recursos. Mas podemos \u2013 e devemos \u2013 de posse de nosso patrim\u00f4nio cultural, semear a pr\u00e1tica da solidariedade, como uma atividade de nosso cotidiano, inserida em nossas agendas, como conte\u00fado program\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><i><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10392 aligncenter\" style=\"border: 0px currentColor;\" alt=\"mundo\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/mundo.jpg\" width=\"620\" height=\"100\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/mundo.jpg 620w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/mundo-300x48.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/i><i><br \/>\n<\/i><br \/>\nN\u00e3o necessitamos esperar a chegada do pr\u00f3ximo Natal para nos preocuparmos com a quest\u00e3o da fome. N\u00e3o precisamos aguardar o advento do inverno para nos sensibilizarmos com o problema do frio. Atitudes admir\u00e1veis, honrosas, est\u00e3o ao nosso alcance agora. Basta cultivarmos e disseminarmos certos comportamentos como profiss\u00e3o de f\u00e9.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que se apregoa, n\u00e3o vivemos num mundo de escassez, mas de abund\u00e2ncia. O que existe \u00e9 suficiente para todos e o ganho de uma pessoa n\u00e3o precisa ser a perda de outra. Por isso, livre-se dos excessos. Doe o que n\u00e3o lhe apresenta mais utilidade \u2013 roupas, cal\u00e7ados, livros, brinquedos. Doe seu tempo, apenas uma fra\u00e7\u00e3o dele, em favor de sua comunidade, no uso de seus melhores atributos, de seu of\u00edcio. Leia para um idoso, brinque com uma crian\u00e7a, converse com um enfermo. Pinte uma parede de escola, conserte um port\u00e3o de um posto de sa\u00fade. E acima de tudo, compartilhe seu conhecimento.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso ir longe. Comece pelo seu bairro, sua rua, seu condom\u00ednio. Ou mesmo pelo seu quintal. Come\u00e7ar j\u00e1 \u00e9 metade de toda a a\u00e7\u00e3o. Difundir a pr\u00e1tica poder\u00e1 ser a outra metade.<\/p>\n<p><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tom Coelho <\/strong>\u00e9 educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 pa\u00edses. \u00c9 autor de \u201cSomos Maus Amantes \u2013 Reflex\u00f5es sobre carreira, lideran\u00e7a e comportamento\u201d (Flor de Liz, 2011), \u201cSete Vidas \u2013 Li\u00e7\u00f5es para construir seu equil\u00edbrio pessoal e profissional\u201d (Saraiva, 2008) e coautor de outros cinco livros.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.tomcoelho.com.br\/\">www.tomcoelho.com.br<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.setevidas.com.br\/\">www.setevidas.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br\">tomcoelho@tomcoelho.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pobreza, mis\u00e9ria, exclus\u00e3o econ\u00f4mica. Desemprego, analfabetismo funcional, exclus\u00e3o social. Viol\u00eancia. 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