{"id":10592,"date":"2013-10-01T00:00:57","date_gmt":"2013-10-01T03:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=10592"},"modified":"2013-09-28T17:47:21","modified_gmt":"2013-09-28T20:47:21","slug":"o-desejo-de-status-por-prof-luiz-marins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/o-desejo-de-status-por-prof-luiz-marins\/","title":{"rendered":"O Desejo de Status"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10275 aligncenter\" style=\"border: 0px currentColor;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ProfLuizMarins.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-10688\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ProfLuizMarins.jpg\" width=\"150\" height=\"175\" \/><\/a>Outro dia fui repreendido por uma advogada porque n\u00e3o a chamei de \u201cdoutora\u201d. Um amigo me contou que ficou esperando duas horas para que lhe fosse entregue um cheque que estava pronto sobre a mesa de um diretor. Ao entreg\u00e1-lo a secret\u00e1ria lhe disse: \u201cO cheque est\u00e1 pronto h\u00e1 muito tempo. \u00c9 que o meu diretor gosta de deixar as pessoas esperando para se fazer de importante\u201d. Um agente de viagens me contou que h\u00e1 clientes que fazem absoluta quest\u00e3o de sentar no primeiro assento do avi\u00e3o, pois acham que sentar no primeiro assento \u00e9 quest\u00e3o de status. Numa oficina, um mec\u00e2nico me disse que o \u201cDr. Fulano\u201d n\u00e3o aceita esperar um minuto sequer. A mesma coisa ouvi de um frentista de posto de gasolina: \u201cAquela mulher n\u00e3o suporta esperar que atendamos outra pessoa em sua frente. Ela quer que a gente pare de atender a outra pessoa para atend\u00ea-la\u201d. <i>Maitres<\/i> e gar\u00e7ons ficam abismados de ver que h\u00e1 clientes que n\u00e3o v\u00e3o ao restaurante se a \u201csua\u201d mesa estiver ocupada. Uns assistem uma palestra sobre vinhos e se acham os maiores especialistas em enologia, ensinando o <i>sommelier<\/i>. Outros fazem quest\u00e3o absoluta de serem atendidos pelo dono do restaurante e n\u00e3o por gar\u00e7ons. Alguns n\u00e3o admitem que seu \u201ccarr\u00e3o\u201d v\u00e1 para o estacionamento. Exigem que ele fique estacionado defronte ao restaurante &#8211; mesmo que n\u00e3o haja vagas. Tal h\u00f3spede s\u00f3 fica na su\u00edte 206. \u201cSe ela estiver ocupada ele fica uma fera\u201d, disse-me o gerente do hotel&#8230;. \u201dO presidente s\u00f3 toma caf\u00e9 nesta x\u00edcara\u201d, confidenciou-me a copeira da empresa. \u201cQuando a anterior quebrou n\u00e3o encontramos no Brasil. Da\u00ed um diretor trouxe outra igual da Fran\u00e7a&#8230;\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Esta lista de exig\u00eancias n\u00e3o teria fim se quis\u00e9ssemos esgot\u00e1-la. Por que certas pessoas sentem tanto desejo e mesmo necessidade de status?<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Alain de Botton, um fil\u00f3sofo contempor\u00e2neo, estuda esse desejo t\u00e3o exacerbado nos dias atuais em seu livro que leva o nome desta mensagem: \u201cDesejo de Status\u201d (Editora Rocco, 2004). O autor analisa o \u201cesnobismo\u201d contempor\u00e2neo como forma de vencer o anonimato e a falta de conte\u00fado das pessoas neste mundo de apar\u00eancias em que vivemos. Vale a pena ler.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">O mundo j\u00e1 est\u00e1 complicado demais para que as pessoas ainda vivam buscando status. Pessoas esnobes, desejosas de defer\u00eancias e rapap\u00e9s parecem n\u00e3o compreender que estamos no s\u00e9culo XXI. Fico impressionado ao ouvir relatos de pessoas que fazem exig\u00eancias absurdas, desejam atendimentos especiais, mesas \u00fanicas. Geralmente s\u00e3o pessoas de origem humilde que necessitam dessas exig\u00eancias e at\u00e9 da arrog\u00e2ncia, para mostrar a sua import\u00e2ncia, j\u00e1 que elas pr\u00f3prias pouca import\u00e2ncia se d\u00e3o, dizem os psic\u00f3logos e fil\u00f3sofos que tratam do assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Veja se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 sendo v\u00edtima de um desejo exagerado de status e fazendo exig\u00eancias descabidas de servi\u00e7os e aten\u00e7\u00f5es, tornando-se arrogante e esnobe. Fa\u00e7a uma autoan\u00e1lise antes de cair no rid\u00edculo e ser motivo de chacota das pessoas que lhe atendem e servem, mas riem de sua inseguran\u00e7a assim que voc\u00ea deixa o ambiente, crente que est\u00e1 abafando.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <i>Pense nisso. Sucesso!<\/i><\/p>\n<p><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Prof. Luiz Marins<\/strong>: Antrop\u00f3logo, professor e consultor de empresas no Brasil e no exterior, o Prof. Marins tem 25 livros (tamb\u00e9m dispon\u00edvel em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Europa) e mais de 300 v\u00eddeos e DVDs publicados; Empres\u00e1rio de sucesso nos ramos de agroneg\u00f3cio, educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e marketing. Seus programas de televis\u00e3o est\u00e3o entre os l\u00edderes de audi\u00eancia no Brasil. Segundo a imprensa especializada e consultorias, o Prof. Marins est\u00e1 entre os mais requisitados palestrantes do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.marins.com.br\/\" target=\"_blank\">www.marins.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:diretoria@marins.com.br\">diretoria@marins.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outro dia fui repreendido por uma advogada porque n\u00e3o a chamei de \u201cdoutora\u201d. Um amigo me contou que ficou esperando duas horas para que lhe fosse entregue um cheque que estava pronto sobre a mesa de um diretor. 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