{"id":10913,"date":"2013-11-01T00:00:09","date_gmt":"2013-11-01T02:00:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=10913"},"modified":"2013-10-31T23:25:02","modified_gmt":"2013-11-01T01:25:02","slug":"empregado-feliz-patrao-feliz-por-paulo-macedo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/empregado-feliz-patrao-feliz-por-paulo-macedo\/","title":{"rendered":"Empregado Feliz\u2026\u2026\u2026.Patr\u00e3o Feliz"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_10914\" aria-describedby=\"caption-attachment-10914\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10914  \" style=\"border: 0px currentColor;\" alt=\"Paulo Macedo\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/paulomacedo.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10914\" class=\"wp-caption-text\">Paulo Macedo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando vemos o homem como um ser social, pertencente \u00e0 uma comunidade social, profissional, religiosa, pol\u00edtica, etc, o vemos como algu\u00e9m que tem uma fam\u00edlia, parentes, amigos, que luta constantemente em busca da Felicidade.<\/p>\n<p>Entretanto, quando vemos o homem nas organiza\u00e7\u00f5es como um ser produtivo, trabalhador, gerador de riquezas, temos a pretens\u00e3o de fazer dele um \u201cfator de produ\u00e7\u00e3o\u201d, cada vez mais produtivo, cada vez mais competitivo, cada vez mais comprometido com um bom desempenho, cada vez mais rent\u00e1vel. Temos a tend\u00eancia de nos esquecermos do ser social que ele \u00e9 e que, como tal, a sua busca pela Felicidade passa necessariamente pelo ser produtivo que ele desempenha no seu trabalho. \u00c9 preciso entender que isto n\u00e3o muda sua natureza, n\u00e3o o faz um ser n\u00e3o social, pelo contr\u00e1rio, ser produtivo propiciar\u00e1 sua inser\u00e7\u00e3o definitiva no ambiente social em que vive e contribuir\u00e1 decisivamente com a sua busca pela Felicidade, conforme veremos a seguir.<\/p>\n<p>Muitos j\u00e1 tentaram definir Felicidade, inclusive eu. Assim, encontramos in\u00fameras defini\u00e7\u00f5es de Felicidade, todas elas sempre no campo das tentativas, uma vez que Felicidade \u00e9 um sentimento pessoal, abstrato e est\u00e1 no campo das emo\u00e7\u00f5es e, como tal, pode ser sentida com maior ou menor intensidade, por pessoas diferentes.\u00a0 Eu penso que a realiza\u00e7\u00e3o dos nossos sonhos, sejam estes sonhos de que natureza for, despertam um conjunto de emo\u00e7\u00f5es nas pessoas e certamente contribuir\u00e1 para sua Felicidade. Para alguns a lista de sonhos a realizar \u00e9 maior, para outros \u00e9 menor, para uns o grau de dificuldade para se realizar os sonhos \u00e9 enorme e, para outros \u00e9 menor. Enfim, sonhos s\u00e3o objetivos ou desejos que pretendemos realizar a curto, m\u00e9dio ou longo prazo em nossas vidas e, a realiza\u00e7\u00e3o deles, significa obtermos sucesso, o que pode contribuir para nos trazer Felicidade.<\/p>\n<p>Quantas vezes j\u00e1 ouvimos algu\u00e9m dizer: &#8211; <i>estou muito feliz, realizei meu grande sonho<\/i>. Pois bem, se para sermos felizes necessitamos realizar nossos sonhos a pergunta que cabe a seguir \u00e9 \u201ccomo realiz\u00e1-los?\u201d. Ora, a consecu\u00e7\u00e3o destes objetivos ou desejos, <b>em boa parte<\/b>, passa necessariamente por nossa capacidade financeira, afinal vivemos em um mundo capitalista, onde o dinheiro \u00e9 a moeda de troca utilizada na obten\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os. Claro que nem todos estes sonhos dependem do dinheiro, mas, direta ou indiretamente, a sua maioria tem a quest\u00e3o financeira como fator limitante.<\/p>\n<p>Neste sentido, se grande parte dos nossos sonhos dependem de nossa capacidade financeira, \u00e9 certo tamb\u00e9m que estes sonhos dependem do nosso trabalho que \u00e9 \u201conde e como\u201d obtemos nossos rendimentos. Portanto, todos os trabalhadores empregados, que recebem sal\u00e1rios, dependem do seu emprego e do seu sal\u00e1rio para serem felizes.\u00a0 Negar isto seria negar o \u00f3bvio. Nossos sonhos nem sempre est\u00e3o atrelados ao tamanho do nosso sal\u00e1rio, isto implica dizer que nem sempre existe uma correla\u00e7\u00e3o direta entre o tamanho do sal\u00e1rio e o tamanho do disp\u00eandio necess\u00e1rio para se realizar este ou aquele dos nossos sonhos.<\/p>\n<p>Abraham Maslow descreveu, em seu legado hist\u00f3rico, a hierarquia das necessidades mostrando que o homem, ao longo de sua vida, necessita satisfazer necessidades de diversas naturezas, escalonadas em n\u00edveis hier\u00e1rquicos que se iniciam nas necessidades de sobreviv\u00eancia, ou seja, aquelas de car\u00e1ter fisiol\u00f3gico:\u00a0 alimenta\u00e7\u00e3o, abrigo, descanso, etc. e, como se fossem uma pir\u00e2mide, v\u00e3o subindo, degrau a degrau, at\u00e9 chegar ao seu \u00e1pice onde est\u00e3o\u00a0 as necessidades de auto realiza\u00e7\u00e3o, passando por necessidades de prote\u00e7\u00e3o, sociais e do ego.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se posso afirmar que a satisfa\u00e7\u00e3o destas necessidades ou parte delas faz um homem feliz, mas a impossibilidade de satisfazer, pelo menos parte delas, certamente far\u00e1 o homem se sentir infeliz. Imagine aquele que n\u00e3o consegue satisfazer suas necessidades sociais, ou seja, aquele que n\u00e3o consegue relacionar-se, conquistar amigos, amar, ser benquisto em sua comunidade, ser\u00e1 um homem feliz? Afinal o homem \u00e9 um ser social que nasce e vive em sociedade. Sendo assim, \u00e9 certo ent\u00e3o que a conquista ou a satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades pode fazer parte da lista de \u201csonhos a realizar\u201d, especialmente quando subimos para n\u00edveis mais altos da pir\u00e2mide de Maslow. Ser um homem reconhecidamente capaz, competente, prestigiado, pode estar na lista de sonhos ou desejos que se pretende satisfazer de qualquer um de n\u00f3s e assim, portanto, pode ser requisito para se chegar \u00e0 felicidade. Por que n\u00e3o?<\/p>\n<p>Maslow tamb\u00e9m afirma que a satisfa\u00e7\u00e3o de um n\u00edvel superior depende da satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades do n\u00edvel antecedente. Ou seja, \u00e9 imposs\u00edvel a algu\u00e9m amar, relacionar-se, conquistar amigos, se n\u00e3o tem o que comer, se n\u00e3o tem onde abrigar-se, se n\u00e3o tem onde dormir, etc. A obten\u00e7\u00e3o regular de alimentos, abrigo, de um leito para descanso, em nossa sociedade capitalista, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com dinheiro. Assim, seria hipocrisia tentarmos evitar relacionar a satisfa\u00e7\u00e3o destas necessidades ao dinheiro, o que nos leva a conclus\u00e3o \u00f3bvia de que a Felicidade de um trabalhador pode depender, em boa parte, do seu emprego que \u00e9 o seu provedor de recursos financeiros.<\/p>\n<p>Resta-nos agora, perguntar: <i>\u201cao patr\u00e3o interessa ter em seus quadros um empregado feliz?\u201d<\/i><\/p>\n<p>Indiscutivelmente um trabalhador feliz \u00e9 um trabalhador que rende mais, que produz mais e melhor, que motiva seus companheiros, que contribui para um clima mais agrad\u00e1vel em seu ambiente de trabalho, que estimula o cooperativismo, etc. Isto \u00e9 tudo que um patr\u00e3o pode desejar de seus empregados. Certamente o empregado feliz, contribuir\u00e1 decisivamente para que a organiza\u00e7\u00e3o tenha maior produtividade, melhor qualidade, menores custos e, portanto, melhores resultados e maior lucro.<\/p>\n<p>Seguindo adiante com nossa reflex\u00e3o surge mais uma pergunta: <i>\u201cO que o patr\u00e3o pode (ou deve) fazer para ter em seu quadro de pessoal, pessoas felizes?\u201d<\/i><\/p>\n<p>Em nosso entendimento s\u00e3o quatro as a\u00e7\u00f5es que um patr\u00e3o pode adotar para conseguir este intento. Estas a\u00e7\u00f5es se constituem em pol\u00edticas, programas ou modelos que permitam a cada um dos seus empregados:<\/p>\n<p>I \u2013 FAZER O QUE GOSTA<b>:<\/b><\/p>\n<p><b><i>\u201cO trabalho para quem gosta do que faz \u00e9 um prazer, mas para quem n\u00e3o gosta \u00e9 uma tortura\u201d<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00c9 comum ouvirmos que esta ou aquela empresa tem um bom projeto de recrutamento, sele\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de talentos. Em nossa avalia\u00e7\u00e3o talento \u00e9 um conjunto de habilidades, naturais ou adquiridas, que propicia a algu\u00e9m fazer determinada atividade de maneira eficiente e criativa. Empregados talentosos podem ser o diferencial de uma organiza\u00e7\u00e3o em um determinado segmento produtivo. Empregados talentosos s\u00e3o, antes de qualquer coisa, empregados que fazem o que gostam. Segundo pesquisas, em torno de 75% das pessoas n\u00e3o gostam do seu trabalho, portanto, 75% das pessoas t\u00eam o seu talento desperdi\u00e7ado e n\u00e3o utilizado pelas empresas.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 poss\u00edvel algu\u00e9m ser talentoso fazendo uma atividade que detesta? Acredito que n\u00e3o. Se Pel\u00e9 foi o astro que foi, se Ayrton Senna foi nosso grande \u00eddolo no automobilismo mundial, \u00e9 porque amavam o que faziam e, se obtiveram tanto sucesso em suas atividades \u00e9 porque eram muito talentosos. Ter talento \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para gostar do que se faz ou, ao contr\u00e1rio, gostar do que se faz \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para se ter talento? Para esta pergunta eu n\u00e3o tenho resposta ainda, mas posso afirmar que um necessariamente implica no outro. \u00c9 imposs\u00edvel algu\u00e9m gostar de fazer alguma coisa para a qual n\u00e3o tem talento. Se tentar fazer vai ser med\u00edocre e, portanto, vai detestar o que faz. Para se ter sucesso profissional, seja em que atividade for, \u00e9 preciso fazer de forma brilhante o que faz e para se fazer de forma brilhante \u00e9 preciso ter talento e amar o que faz.<\/p>\n<p>Tenho um amigo que sempre que eu digo que para se fazer bem feito qualquer atividade \u00e9 preciso gostar do que se faz, ele rebate dizendo que se n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer o que gosta, passe a gostar do que faz. Ele tem raz\u00e3o, afinal algu\u00e9m pode descobrir que adora fazer o que faz, fazendo, mesmo que antes tivesse a ideia de que n\u00e3o gostava daquela atividade. N\u00e3o importa se j\u00e1 gostava antes de fazer ou passou a gostar depois de fazer, o que importa \u00e9 que gostar do que faz \u00e9 indispens\u00e1vel para se ter sucesso no que faz.<\/p>\n<p>Ora, as organiza\u00e7\u00f5es que querem empregados felizes devem se empenhar em programas e projetos que proporcionem oportunidades para seus trabalhadores exercerem atividades que gostam ou que passem a gostar, exercendo-as. As movimenta\u00e7\u00f5es de pessoal nas organiza\u00e7\u00f5es, sejam elas decorrentes de admiss\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o, transfer\u00eancias, mudan\u00e7as de cargos, etc. devem considerar sempre esta quest\u00e3o. A aplica\u00e7\u00e3o de testes, entrevistas e din\u00e2micas aplicadas por profissionais especializados ir\u00e3o contribuir decisivamente para a identifica\u00e7\u00e3o das atividades preferidas pelos empregados. Se a Felicidade pode ser o resultado de sonhos realizados e a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho depende das oportunidades da vida, \u00e0 empresa cabe proporcionar um clima favor\u00e1vel ao aparecimento de oportunidades profissionais que possibilitem aos seus empregados irem em busca desta tal Felicidade.<\/p>\n<p>Douglas MacGregor afima em seu livro \u201cMotiva\u00e7\u00e3o e Lideran\u00e7a\u201d que \u201c<i>as recompensas econ\u00f4micas embora sejam muito importantes para os profissionais, elas n\u00e3o s\u00e3o o incentivo primordial para a obten\u00e7\u00e3o de um desempenho\u201d. <\/i>Estas recompensas devem ser justas e equitativas para n\u00e3o gerar insatisfa\u00e7\u00f5es mas, segundo MacGregor ainda, <i>\u201cmuito mais importantes para o profissional \u2013 contanto que as recompensas econ\u00f4micas sejam equitativas \u2013 \u00e9 o seguinte: a) plena utiliza\u00e7\u00e3o de seu talento b) status c) oportunidades de desenvolvimento dentro de sua carreira\u201d. <\/i>Neste sentido ent\u00e3o, as oportunidades que a organiza\u00e7\u00e3o deve oferecer a seus empregados n\u00e3o se limitam a sal\u00e1rio e benef\u00edcios financeiros, mas tamb\u00e9m a outros quesitos, tais como: reconhecimento, prest\u00edgio, respeito, treinamento e oportunidades de desenvolvimento em suas carreiras.<\/p>\n<p>Mesmo que existam trabalhadores que n\u00e3o est\u00e3o interessados em galgar a pir\u00e2mide de Maslow at\u00e9 seu cume, cabe\u00a0 \u00e0 empresa entender esta disposi\u00e7\u00e3o e proporcionar a ele, sempre que poss\u00edvel, chegar ao degrau que deseja chegar, pois assim, certamente ir\u00e1 sentir-se realizado.<\/p>\n<p><b>II \u2013 SENTIR-SE MOTIVADO<\/b><\/p>\n<p>A Motiva\u00e7\u00e3o para o trabalho \u00e9 um atributo indispens\u00e1vel para que o empregado possa atingir seus objetivos. A Motiva\u00e7\u00e3o de <i>\u201cper si\u201d<\/i> n\u00e3o \u00e9 uma conquista, mas o que se obt\u00eam com ela s\u00e3o conquistas que contribuem para o atingimentos dos objetivos das pessoas e podem representar a realiza\u00e7\u00e3o de sonhos para algumas delas.<\/p>\n<p>O patr\u00e3o que deseja ter empregados felizes em seus quadros deve manter uma pol\u00edtica bem definida e bem estruturada para se promover a motiva\u00e7\u00e3o entre seus empregados. Planos de carreira, premia\u00e7\u00e3o por tempo de casa, bonifica\u00e7\u00e3o por desempenho, cartas de reconhecimento, treinamento constante, bolsas de estudo, incentivos a apresenta\u00e7\u00e3o de sugest\u00f5es, etc. podem representar muito no grau de motiva\u00e7\u00e3o de uma equipe de trabalho.<\/p>\n<p>Como foi dito antes n\u00e3o apenas as recompensas financeiras representam incentivo primordial para um bom desempenho. Recompensas n\u00e3o financeiras que proporcionem aos empregados atingir novos n\u00edveis na pir\u00e2mide das necessidades (Abraham Maslow) certamente contribuir\u00e3o para torn\u00e1-los mais felizes.<\/p>\n<p><b>III \u2013 SENTIR-SE SEGURO<\/b><\/p>\n<p>De que adiantaria ao empregado de uma organiza\u00e7\u00e3o fazer o que gosta, sentir-se motivado, mas n\u00e3o se sentir seguro no seu emprego? \u00c9 claro que o \u201crisco\u201d \u00e9 inerente ao neg\u00f3cio. Nenhuma empresa pode garantir estabilidade absoluta ao empregado, especialmente aqui no Brasil. Mas n\u00e3o \u00e9 de estabilidade absoluta que estamos falando.<\/p>\n<p>Estamos falando de organiza\u00e7\u00f5es com baixo \u201cturn over\u201d, onde o patr\u00e3o reconhe\u00e7a que a rotatividade de seus empregados custa muito caro. Estamos falando ainda da organiza\u00e7\u00e3o que procura meios para fidelizar os trabalhadores, empregando t\u00e9cnicas e metodologias que facilitem a manuten\u00e7\u00e3o do emprego de todos. N\u00e3o \u00e9 ser paternalista, n\u00e3o \u00e9 aceitar o baixo desempenho, n\u00e3o \u00e9 conviver com a des\u00eddia e com o desinteresse. Nada disso.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a rotatividade n\u00e3o \u00e9 apenas gerada pelo \u201cpatr\u00e3o\u201d ela pode tamb\u00e9m ser gerada por empregados descontentes ou que tem melhores oportunidades fora.<\/p>\n<p>Entretanto, um trabalhador n\u00e3o ser\u00e1 motivado a deixar a organiza\u00e7\u00e3o se ali ele faz o que gosta, sente-se motivado para o tralhado, tem remunera\u00e7\u00e3o justa e sente-se seguro. Por outro lado, nenhum patr\u00e3o estar\u00e1 interessado em demitir o empregado que tem um bom desempenho e boa taxa de produtividade, al\u00e9m de ser cumpridor de suas obriga\u00e7\u00f5es, motiva seus companheiros e tem o respeito de todos.<\/p>\n<p>Quando falamos de Seguran\u00e7a no trabalho estamos nos referindo, em primeiro lugar, \u00e0quelas organiza\u00e7\u00f5es que tem um bom plano de identifica\u00e7\u00e3o, recrutamento, sele\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de pessoas talentosas. S\u00e3o rigorosas na contrata\u00e7\u00e3o, pois pretendem admitir pessoas que tenham perfis que facilitem sua adequa\u00e7\u00e3o cultura da organiza\u00e7\u00e3o. Estamos tamb\u00e9m falando de organiza\u00e7\u00f5es que valorizam o bom desempenho e reconhe\u00e7am a qualidade de seus empregados, que entendam claramente que sua \u201cm\u00e3o de obra\u201d \u00e9 o seu maior patrim\u00f4nio. S\u00e3o rigorosas na contrata\u00e7\u00e3o de empregados, s\u00e3o muito rigorosas no treinamento e desenvolvimento de seu pessoal e por assim serem, poucas vezes recebem pedido de demiss\u00e3o ou s\u00e3o necess\u00e1rias demiss\u00f5es. Isto \u00e9 seguran\u00e7a no trabalho.<\/p>\n<p>IV \u2013 ACREDITE NO FUTURO<\/p>\n<p>Ter sonhos a realizar \u00e9 acreditar no futuro. Quando algu\u00e9m estabelece objetivos, sejam eles de curto, m\u00e9dio ou longo prazo, est\u00e1 acreditando que o tempo futuro lhe oferecer\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es adequadas para que estes objetivos sejam atingidos. As condi\u00e7\u00f5es adequadas, como j\u00e1 afirmamos, em muitos casos, passa por nossa capacidade financeira. Uma organiza\u00e7\u00e3o que ofere\u00e7a aos seus empregados a oportunidade de crescimento e desenvolvimento profissional, atrav\u00e9s de programas de treinamento, plano de carreira, bolsa de estudos, etc estar\u00e1 contribuindo de forma decisiva para que seus empregados sintam que podem realizar seus sonhos.<\/p>\n<p>O trabalhador jovem quer iniciar uma trajet\u00f3ria de sucesso dentro de uma carreira e, para tanto, precisa preparar-se adequadamente. Ele certamente desejar\u00e1 fazer uma faculdade, depois p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, etc. Se ele j\u00e1 estiver trabalhando e gostar do seu trabalho e de sua atividade, certamente desejar\u00e1 fazer uma faculdade em sintonia com o que faz na empresa. Se a organiza\u00e7\u00e3o facilitar o seu ingresso na faculdade estar\u00e1 contribuindo para a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho daquele jovem, gerando maior cumplicidade entre ele e a organiza\u00e7\u00e3o. O jovem receber\u00e1 ent\u00e3o uma oportunidade para estudar e se preparar melhor para o trabalho enquanto que a organiza\u00e7\u00e3o passa a ter um trabalhador mais feliz que ir\u00e1 render mais, com mais produtividade e com melhor desempenho.<\/p>\n<p>O trabalhador mais maduro, j\u00e1 casado e com filhos, que tamb\u00e9m n\u00e3o tenha tido a oportunidade de fazer um curso universit\u00e1rio ou um curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e desejar faz\u00ea-los, certamente ficar\u00e1 mais feliz se a organiza\u00e7\u00e3o lhe oferecer a oportunidade de realizar este sonho. Por outro lado, se este trabalhador j\u00e1 tiver o seu curso superior, possivelmente estar\u00e1 interessado em cursos ou treinamentos que possam aperfei\u00e7oar seu conhecimento na atividade que exerce, melhorando o seu padr\u00e3o de desempenho e, se a organiza\u00e7\u00e3o oferecer a ele esta oportunidade, tamb\u00e9m ser\u00e1 um motivo para sentir-se mais feliz.<\/p>\n<p><i>Como a organiza\u00e7\u00e3o pode oferecer estas oportunidades de que estamos falando?<\/i> Com pol\u00edticas e programas de treinamento, ofertas de bolsas de estudo, etc. Mais uma vez, n\u00e3o \u00e9 ser paternalista, n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de gastar mais ou menos com a m\u00e3o de obra, isto tem que ser entendido e planejado criteriosamente como um investimento e, como tal tem, necessariamente, que oferecer retorno adequado. Quanto \u00e0s bolsas de estudo, conhe\u00e7o organiza\u00e7\u00f5es que pagam 100% do valor das mensalidades, mas s\u00e3o bastante seletivas na escolha dos beneficiados. Entretanto, em meu entendimento, o empregado deve sempre participar com algum custo, at\u00e9 mesmo para aumentar o seu grau de comprometimento e, assim ent\u00e3o, acredito que programas em que a organiza\u00e7\u00e3o pague um percentual das mensalidades e o empregado o restante, apresentem melhores resultados. Se a organiza\u00e7\u00e3o ir\u00e1 pagar 50%, 70% ou 90% \u00e9 uma decis\u00e3o interna, mas em minha opini\u00e3o, para se tomar esta decis\u00e3o, deve-se avaliar cuidadosamente todo o perfil do empregado, inclusive o seu perfil financeiro. A verba or\u00e7ament\u00e1ria dispon\u00edvel para este investimento \u00e9 que definir\u00e1 a abrang\u00eancia do benef\u00edcio, mas a organiza\u00e7\u00e3o poder\u00e1 beneficiar mais empregados do que quando banca 100% do custo do curso.<\/p>\n<p>Os programas de treinamento, sejam \u201cin company\u201d ou externos, aliados a um plano de carreira, tamb\u00e9m s\u00e3o uma ferramenta muito \u00fatil no desenvolvimento dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Enfim, todas estas oportunidades oferecidas pela organiza\u00e7\u00e3o ir\u00e3o criar ali a id\u00e9ia de que todos os seus empregados podem acreditar em um futuro promissor, proporcionando a muitos deles alcan\u00e7arem seus objetivos profissionais e, portanto, tendo a oportunidade de serem felizes.<\/p>\n<p><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Paulo Macedo\u00a0<\/strong>\u00a0\u00e9 economista, administrador, \u00a0mestrado em contabilidade e finan\u00e7as pela FEA-USP. Atua como consultor na regi\u00e3o de Campinas-SP nas \u00e1reas de Planejamento Estrat\u00e9gico, Business Planning, Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e RH. Nos \u00faltimos anos tem se dedicado tamb\u00e9m ao estudo das Rela\u00e7\u00f5es Humanas no Trabalho com \u00eanfase na rela\u00e7\u00e3o \u201cpatr\u00e3o x empregado\u201d, \u00a0em busca de novas propostas que melhor concilie<b>m<\/b> os interesses conflitantes, na perspectiva de uma Gest\u00e3o Moderna de Pessoas nas empresas, uma vez que considera \u00a0o modelo atual desgastado e obsoleto.<\/p>\n<p><strong>e-mail: <\/strong><a href=\"mailto:pjmacedo@hotmail.com\"><strong>pjmacedo@hotmail.com<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border: 0px currentColor;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando vemos o homem como um ser social, pertencente \u00e0 uma comunidade social, profissional, religiosa, pol\u00edtica, etc, o vemos como algu\u00e9m que tem uma fam\u00edlia, parentes, amigos, que luta constantemente em busca da Felicidade.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[275,884],"tags":[2099,1564,566,2100,953],"table_tags":[],"class_list":["post-10913","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-manter-pessoas","category-paulo-macedo","tag-abraham-maslow","tag-comunidade","tag-felicidade","tag-hierarquia-das-necessidades","tag-produtividade","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10913"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10913\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10913"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=10913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}