{"id":11158,"date":"2013-12-01T00:00:08","date_gmt":"2013-12-01T02:00:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=11158"},"modified":"2013-11-28T22:42:28","modified_gmt":"2013-11-29T00:42:28","slug":"o-que-falta-para-um-brainstorming-funcionar-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/o-que-falta-para-um-brainstorming-funcionar-bem\/","title":{"rendered":"O Que Falta Para Um Brainstorming Funcionar Bem?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_11159\" aria-describedby=\"caption-attachment-11159\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-11159 \" alt=\"Gisela Kassoy\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/giselakassoy2.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11159\" class=\"wp-caption-text\">Gisela Kassoy<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foi praticamente com a cria\u00e7\u00e3o do brainstorming, quase nos long\u00ednquos anos 50, que as ideias deixaram de ser ref\u00e9ns da inspira\u00e7\u00e3o ocasional.<\/p>\n<p>De fato, a partir de umas regras simples tais como adiar o julgamento, oferecer muitas ideias e pegar carona nas propostas alheias, a mente passa a dar vaz\u00e3o a todo o tipo de ideias, inclusive aquelas que far\u00e3o toda a diferen\u00e7a para a situa\u00e7\u00e3o proposta.<\/p>\n<p>Entretanto, por ser uma metodologia antiga e consagrada, o brainstorming j\u00e1 sofreu algumas deturpa\u00e7\u00f5es, sendo a mais comum a transforma\u00e7\u00e3o da tempestade cerebral (esta \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o literal do termo) em garoinha fina, ou seja, em vez de colocar todas as ideias, sem censura, as pessoas fazem uma lista acanhada de solu\u00e7\u00f5es-clich\u00ea para a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vira e mexe \u00e9 publicado algum artigo ou estudo dizendo que o brainstorming n\u00e3o \u00e9 uma t\u00e9cnica eficaz.\u00a0 O artigo <em>The Brainstorming Myth<\/em>, escrito por Jonah Lehrer, defende a cr\u00edtica como uma forma de aprimorar as ideias. Ele tem toda raz\u00e3o, mas negligencia o fato de que o brainstorming tem duas etapas \u2013\u00a0 a segunda delas justamente dedicada \u00e0s cr\u00edticas.<\/p>\n<p>Os t\u00edmidos tamb\u00e9m tem suas queixas: Susan Cain, no livro \u201cO Poder dos Quietos\u201d, reclama de um mundo injusto, no qual os introvertidos n\u00e3o tem vez, embora possam ser bastante criativos. De fato, usando a classifica\u00e7\u00e3o de tipos psicol\u00f3gicos de Myers Briggs, ouso dizer que os introvertidos precisam elaborar seu pensamento antes de verbaliz\u00e1-lo, enquanto os extrovertidos pensam em voz alta. Vantagem para os extrovertidos. Entretanto, os t\u00edmidos n\u00e3o foram abandonados. Ferramentas com o pensamento lateral, mais racional e estruturado, se ad\u00e9quam perfeitamente aos que preferem elaborar em sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Por outro lado, o brainstorming evoluiu. Por exemplo, por se conhecer melhor o funcionamento do c\u00e9rebro, foi acrescentada uma nova regra, a de se esfor\u00e7ar para ter novas ideias. Ali\u00e1s, esta regra \u00e9 quase um slogan na IDEO, empresa criadora da metodologia do <em>Design Thinking<\/em>, onde o brainstorming \u00e9 reverenciado.<\/p>\n<p>Temos brainstomings com post its, brainstormings eletr\u00f4nicos, brainstormings propositalmente em mesas de bar ou locais que favorecem um clima de abertura.<\/p>\n<p>Mas para quem ainda n\u00e3o conseguiu tirar proveito dele, o que falta?<\/p>\n<p>Talvez entender o papel do facilitador. Scott Berkun, autor de v\u00e1rios artigos sobre o tema, afirma que criticar uma experi\u00eancia de brainstorming que n\u00e3o tinha um facilitador \u00e9 o mesmo que criticar uma cirurgia feita sem nenhum cirurgi\u00e3o presente.<\/p>\n<p>E por que isso?<\/p>\n<p>Em primeiro lugar porque o facilitador \u00e9 neutro. Ele n\u00e3o torce por nenhuma ideia, nem est\u00e1 preocupado em n\u00e3o contrariar determinados participantes. Seu foco \u00e9 o processo e como torn\u00e1-lo mais produtivo.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, o facilitador precisa saber analisar e respeitar a cultura do grupo. Se h\u00e1 pessoas extremamente cr\u00edticas ou pessoas que se deixar\u00e3o intimidar pelas cr\u00edticas, mesmo as que surgirem ap\u00f3s o brainstorming, talvez seja mais aconselh\u00e1vel usar outra ferramenta. Um bom facilitador conhece v\u00e1rias delas, e tem condi\u00e7\u00f5es de optar pela mais adequada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das ferramentas, um bom facilitador conhece os fen\u00f4menos t\u00edpicos da din\u00e2mica dos grupos. Por exemplo, um grupo ousa pouco se estiver na fase de inclus\u00e3o, mas tende \u00e0 conformidade de ideias se tiver muita conviv\u00eancia. \u00c9 preciso saber administrar os comportamentos t\u00edpicos de cada etapa.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante \u00e9 a diversidade de conhecimento. Na teoria, os melhores grupos s\u00e3o aqueles que envolvem pessoas com expertises e pontos de vista diferentes. Nos grupos que envolvem co-cria\u00e7\u00e3o, clientes, fornecedores ou membros de comunidades envolvidas com os projetos, estar\u00e3o presentes. Mais uma vez, \u00e9 o facilitador que garante que um participante n\u00e3o se sinta com mais ou menos poder e responsabilidade justamente em fun\u00e7\u00e3o de seu papel.<\/p>\n<p>E finalmente, o facilitador dar\u00e1 espa\u00e7o para os injusti\u00e7ados t\u00edmidos.<\/p>\n<p><strong>Sobre a autora:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gisela Kassoy<\/strong> \u00e9 especialista em Criatividade e Inova\u00e7\u00e3o, facilita grupos de gera\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de ideias, realiza semin\u00e1rios e palestras e d\u00e1 consultoria para programas de ideias e ado\u00e7\u00e3o de ambientes virtuais. Realizou trabalhos em quase todo o pa\u00eds e nos EUA, Europa e Am\u00e9rica Latina. Graduada em Comunica\u00e7\u00f5es pela FAAP\/SP, fez sua forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na Universidade de Nova York em Buffalo, no Centro de Lideran\u00e7a Criativa da Carolina do Norte e na Escola de Gerentes do MIT. \u00c9 Psicodramatista com Forma\u00e7\u00f5es em Din\u00e2mica de Grupos, Grupos Operativos e Design Thinking.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.giselakassoy.com.br\/\">www.giselakassoy.com.br<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:gisela@giselakassoy.com.br\">gisela@giselakassoy.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border: 0px currentColor;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi praticamente com a cria\u00e7\u00e3o do brainstorming, quase nos long\u00ednquos anos 50, que as ideias deixaram de ser ref\u00e9ns da inspira\u00e7\u00e3o ocasional.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1169,375],"tags":[233,1683,2128,2131,2129,2134,2133,2132,2130],"table_tags":[],"class_list":["post-11158","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-gisela-kassoy","category-temas-5","tag-brainstorming","tag-ideias","tag-inspiracao","tag-jonah-lehrer","tag-metodologia","tag-myers-briggs","tag-o-poder-dos-quietos","tag-susan-cain","tag-the-brainstorming-myth","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11158"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11158\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11158"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=11158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}