{"id":11185,"date":"2013-12-01T00:00:59","date_gmt":"2013-12-01T02:00:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=11185"},"modified":"2013-11-28T22:32:55","modified_gmt":"2013-11-29T00:32:55","slug":"2014-o-ano-que-nao-vai-comecar-por-eduardo-zugaib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/2014-o-ano-que-nao-vai-comecar-por-eduardo-zugaib\/","title":{"rendered":"2014, o ano que n\u00e3o vai come\u00e7ar"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_11186\" aria-describedby=\"caption-attachment-11186\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/eduardozugaib.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-11186\" alt=\"Eduardo Zugaib\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/eduardozugaib.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11186\" class=\"wp-caption-text\">Eduardo Zugaib<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">E chegamos ao final do ano. Especialmente entre os meses de novembro e dezembro, \u00e9 comum ouvir em ambientes empresariais que o \u2018ano j\u00e1 acabou\u2019 e nada mais ser\u00e1 decidido ou realizado at\u00e9 31 de dezembro. Projetos e decis\u00f5es tornam-se lentos, ao passo que express\u00f5es como \u2018agora entramos em \u00e9poca de Natal\u2019\u00a0 ou protela\u00e7\u00f5es como \u2018vamos discutir isso em janeiro\u2019 travam o restante dos dias do ano. Esses, acabam sendo dedicados \u00e0 arruma\u00e7\u00e3o de gavetas e ao encerramento daquilo que era importante no in\u00edcio do ano, por\u00e9m, tornou-se urgente nessa \u00e9poca, tamanha protela\u00e7\u00e3o. O neg\u00f3cio \u00e9 correr com aquilo que realmente n\u00e3o tem mais como adiar e&#8230; esperar o pr\u00f3ximo grande evento.<\/p>\n<p>Sem perceber, refor\u00e7amos ainda mais a cultura da procrastina\u00e7\u00e3o, perpetuando cren\u00e7as limitantes relacionadas ao uso inteligente do tempo que, na pr\u00e1tica, trava as rodas da empresa. \u2018Tem sido assim e assim ser\u00e1\u2019, podem pensar aqueles que j\u00e1 se acomodaram dentro dessa perspectiva. Por\u00e9m, no pr\u00f3ximo ano, o campo da decis\u00e3o e o da a\u00e7\u00e3o correm o risco de, literalmente, passar em branco.<\/p>\n<p><strong>Um ano emblem\u00e1tico para o Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Como todos sabem 2014 ser\u00e1 um ano de grandes eventos no pa\u00eds. Profissionais e empresas precisam promover em seus planejamentos estrat\u00e9gicos uma reflex\u00e3o acerca do risco que corremos &#8211; em pequenas e grandes escalas, na vida pessoal ou profissional &#8211; adiando decis\u00f5es importantes e apenas administrando a rotina, a ordem do dia, at\u00e9 que a nuvem de eventos se dissipe.<\/p>\n<p>Como dito, muitos j\u00e1 adiam diversos \u2018in\u00edcios\u2019 para depois das festas de fim de ano, pela cren\u00e7a apresentada no come\u00e7o deste texto. Num exerc\u00edcio de imagina\u00e7\u00e3o, vamos nos projetar a um futuro breve, colocando-nos em meados do m\u00eas de janeiro de 2014. T\u00e3o logo passam as festas, incorporamos uma nova cren\u00e7a neste per\u00edodo, para justificar a falta de mobiliza\u00e7\u00e3o e de competividade, que sempre nos coloca abaixo de outras na\u00e7\u00f5es. Trata-se de uma cren\u00e7a forte, que se transforma em pensamentos e sentimentos que, por sua vez, se materializam em comportamentos e atitudes: a cren\u00e7a que, \u2018no Brasil, o ano s\u00f3 come\u00e7a depois do Carnaval\u2019. Em 2014, isso significa come\u00e7ar o ano no dia 6 de mar\u00e7o, logo ap\u00f3s a quarta-feira de cinzas. At\u00e9 l\u00e1 a locomotiva ter\u00e1 andado com as rodas presas, e 1\/4 do ano foi adiado a essa altura.<\/p>\n<p><strong>A Copa do Mundo \u00e9 nossa. O tempo? Depende.<\/strong><\/p>\n<p>Vamos agora at\u00e9 meados de mar\u00e7o, p\u00f3s carnaval. Dali a tr\u00eas meses, no dia 12 de junho, tem in\u00edcio um dos nossos grandes \u2013 e politicamente controversos \u2013 eventos esportivos de escala global t\u00e3o aguardados pelo pa\u00eds: a Copa do Mundo. Mais uma vez, corremos o risco de colocarmos as barbas da a\u00e7\u00e3o de molho. Puxe pela mem\u00f3ria e voc\u00ea se lembrar\u00e1 de j\u00e1 ter ouvido algu\u00e9m, h\u00e1 quatro, oito ou doze anos atr\u00e1s, dizer que \u2018em \u00e9poca de Copa do Mundo\u2019 tudo fica parado, at\u00e9 que alguma sele\u00e7\u00e3o levante o caneco.<\/p>\n<p>Se nas edi\u00e7\u00f5es anteriores j\u00e1 parou, nessa que acontecer\u00e1 no quintal de casa, a procrastina\u00e7\u00e3o tende a ser um pouco maior. Se tudo correr bem e a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira for \u00e0 final, sagrando-se campe\u00e3 no jogo previsto para ocorrer em 13 de julho, considere que o restante do m\u00eas ser\u00e1 dedicado \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o. Acabamos de matar 2\/4 do ano.<\/p>\n<p><strong>Urna n\u00e3o \u00e9 penico. Tempo tamb\u00e9m n\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Ufa! At\u00e9 que enfim chegamos em agosto e, agora, parece que a coisa vai andar. Mas, pera\u00ed&#8230; tem algo chegando logo ali&#8230; voc\u00ea provavelmente n\u00e3o sabia, mas desde o dia 6 de julho, ainda durante a Copa do Mundo, a propaganda eleitoral j\u00e1 estava permitida, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Provavelmente um ou outro candidato j\u00e1 ter\u00e1 dado as caras localmente com sua campanha, que ganha for\u00e7a a partir do hor\u00e1rio eleitoral gratuito no r\u00e1dio e televis\u00e3o, previsto para meados de agosto.<\/p>\n<p>Durante 45 dias n\u00e3o se falar\u00e1 de outra coisa. E, mesmo que entre a situa\u00e7\u00e3o e a oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o haja qualquer espa\u00e7o para di\u00e1logos propositivos, em uma coisa todos concordam: a de que \u2018em ano eleitoral, o pa\u00eds para\u2019. Afinal, \u00e9 melhor ver o que vai acontecer, para s\u00f3 depois come\u00e7ar a decidir e a empreender novos projetos e ideias. Como de praxe, o primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es acontecer\u00e1 no m\u00eas de outubro, precisamente no dia 4. O cen\u00e1rio \u00e9 de disputa, logo a defini\u00e7\u00e3o acontecer\u00e1 apenas no dia 26 de outubro, quando ocorre o segundo turno. Elei\u00e7\u00f5es finalizadas, dirigentes definidos e, at\u00e9 que enfim, podemos come\u00e7ar a trabalhar, pois afinal, acabamos de matar 3\/4 do ano.<\/p>\n<p><strong>Feliz ano novo. Este n\u00e3o, o outro.<\/strong><\/p>\n<p>Calma l\u00e1! J\u00e1 estamos em Novembro! Os mais atentos perceberam que na calada de setembro, os panetones j\u00e1 come\u00e7aram a ganhar as prateleiras dos supermercados. De onde estamos agora, nessa viagem no tempo, j\u00e1 d\u00e1 para avistar o Natal vindo logo ali. Chegamos ao fim do ano e, como sabemos, \u2018agora entramos em \u00e9poca de Natal\u2019 e \u2018\u00e9 melhor deixar as novas a\u00e7\u00f5es para janeiro\u2019.<\/p>\n<p>De adiamento em adiamento, sem perceber, matamos um ano, sempre com a justificativa do \u2018vamos aguardar o pr\u00f3ximo evento\u2019. Sendo empreendedor ou executivo, \u00e9 preciso estar atento a esse tra\u00e7o cultural, que tanto trava nossa produtividade. \u00c9 preciso planejamento estrat\u00e9gico, vis\u00e3o antecipada, calend\u00e1rios e cronogramas apertados, planos de conting\u00eancia e muita, mas muita vontade de fazer o ano valer a pena nos meses n\u00e3o contemplados pelos eventos.<\/p>\n<p>Caso n\u00e3o consigamos reverter isso, s\u00f3 nos resta desejar um Feliz 2015. E que, ao menos nos intervalos dos eventos de 2014, reflitamos pesadamente sobre isso.<\/p>\n<p><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Zugaib:<\/strong>\u00a0\u00e9 escritor, profissional de comunica\u00e7\u00e3o e marketing, professor de p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o, palestrante motivacional e comportamental. Ministra treinamento nas \u00e1reas de Desenvolvimento Humano e Performance Organizacional.<\/p>\n<p><strong>site:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.eduardozugaib.com.br\/\" target=\"_blank\">www.eduardozugaib.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail:<\/strong> <strong><a href=\"mailto:falecom@eduardozugaib.com.br\" target=\"_blank\">falecom@eduardozugaib.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border: 0px currentColor;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E chegamos ao final do ano. Especialmente entre os meses de novembro e dezembro, \u00e9 comum ouvir em ambientes empresariais que o \u2018ano j\u00e1 acabou\u2019 e nada mais ser\u00e1 decidido ou realizado at\u00e9 31 de dezembro. Projetos e decis\u00f5es tornam-se lentos, ao passo que express\u00f5es como \u2018agora entramos em \u00e9poca de Natal\u2019  ou protela\u00e7\u00f5es como \u2018vamos discutir isso em janeiro\u2019 travam o restante dos dias do ano. Esses, acabam sendo dedicados \u00e0 arruma\u00e7\u00e3o de gavetas e ao encerramento daquilo que era importante no in\u00edcio do ano, por\u00e9m, tornou-se urgente nessa \u00e9poca, tamanha protela\u00e7\u00e3o. O neg\u00f3cio \u00e9 correr com aquilo que realmente n\u00e3o tem mais como adiar e&#8230; esperar o pr\u00f3ximo grande evento.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1330,372],"tags":[2156,1197,2157,1198],"table_tags":[],"class_list":["post-11185","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eduardo-zugaib","category-temas-2","tag-2156","tag-ano-novo","tag-cultura-da-procrastinacao","tag-natal","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11185\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11185"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=11185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}