{"id":11349,"date":"2014-01-01T00:00:38","date_gmt":"2014-01-01T02:00:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=11349"},"modified":"2014-01-02T21:58:11","modified_gmt":"2014-01-02T23:58:11","slug":"o-resgate-da-inocencia-por-tom-coelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/o-resgate-da-inocencia-por-tom-coelho\/","title":{"rendered":"O Resgate da Inoc\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10275 aligncenter\" style=\"border: 0px currentColor;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_11350\" aria-describedby=\"caption-attachment-11350\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-11350\" title=\"Tom Coelho\" alt=\"tomcoelho\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/tomcoelho.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11350\" class=\"wp-caption-text\">Tom Coelho<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201cCrian\u00e7as, ao contr\u00e1rio dos adultos,<br \/>\nsabem aproveitar o presente.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0(Jean de la Bruy\u00e8re)<\/p>\n<p>Tive o prazer de desfrutar de uma experi\u00eancia singular: a primeira apresenta\u00e7\u00e3o de bal\u00e9 de minha filha de quatro anos.<\/p>\n<p>O evento, idealizado e organizado com carinho e compet\u00eancia por Patricia Fam\u00e1, reuniu mais de 50 alunos de sua escola distribu\u00eddos em quatorze performances tem\u00e1ticas. Mas um detalhe em especial levou-me a uma reflex\u00e3o que gostaria de compartilhar: a diferen\u00e7a entre as apresenta\u00e7\u00f5es infantis e juvenis.<\/p>\n<p>As exibi\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as, com faixa et\u00e1ria de quatro a doze anos, mas notadamente daquelas com at\u00e9 sete ou oito anos de idade, foram marcadas por caracter\u00edsticas similares. As pequenas bailarinas entravam no palco com um sorriso contagiante no rosto. Reunidas em grupos de tr\u00eas a sete participantes, era comum observ\u00e1-las se entreolhando, perguntando umas \u00e0s outras sobre o enredo esquecido, e buscando guarida na professora, que escondida por detr\u00e1s da cortina, estava sempre a postos para caprichosamente orient\u00e1-las.<\/p>\n<p>Durante o espet\u00e1culo, era poss\u00edvel notar o desenvolvimento da t\u00e9cnica e o aprendizado pelo qual cada aluna passou. Mas, em virtude da tenra idade, era natural que n\u00e3o houvesse uma sincronia nos movimentos. Para os convidados, isso pouco importava. Claro que ali estavam pais, m\u00e3es, irm\u00e3os e av\u00f3s prontos para aplaudir a qualquer cena. Mas o fato primordial era a alegria daquelas crian\u00e7as por estarem ali maquiadas, vestidas com um figurino especial, entre amigas e diante de seus familiares.<\/p>\n<p>J\u00e1 as exibi\u00e7\u00f5es dos adolescentes tinham outras nuances. A preocupa\u00e7\u00e3o primordial era a t\u00e9cnica, a obedi\u00eancia \u00e0 coreografia, a perfeita sincronia. Era percept\u00edvel o preparo, o treinamento, a entrega daqueles jovens. Analogamente, a plateia tamb\u00e9m assistia com outros olhos, pois o que presenciava eram futuros profissionais da dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Todavia, aquele sorriso espont\u00e2neo, eventualmente at\u00e9 permeado por um di\u00e1logo aberto entre duas pequenas amigas em pleno palco, era substitu\u00eddo por fei\u00e7\u00f5es mais contidas nos adolescentes. Certamente havia alegria em seus cora\u00e7\u00f5es, mas os semblantes transmitiam, sobretudo, responsabilidade e at\u00e9 mesmo a dor f\u00edsica do esfor\u00e7o da dan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-11354 aligncenter\" style=\"border: 0px currentColor;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/centro.png\" width=\"360\" height=\"101\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/centro.png 360w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/centro-300x84.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/p>\n<p>Entre as crian\u00e7as, um erro na coreografia era imediatamente acolhido pelas demais que procuravam ajudar \u00e0 colega. E o p\u00fablico se divertia, sentindo a leveza daquele tratamento, como que aprendendo uma nova maneira de lidar com as vicissitudes, dando-lhes import\u00e2ncia na medida exata de sua adequa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 entre os adolescentes, um equ\u00edvoco era recebido com um olhar de censura ou pedido de aten\u00e7\u00e3o. E novamente o p\u00fablico se identificava, possivelmente reconhecendo ali um padr\u00e3o de comportamento adotado nos palcos da vida.<\/p>\n<p>Isso nos faz refletir sobre como a vida adulta se torna chata na medida em que nossas pernas crescem. Compromissos, deveres e responsabilidades depositam tamanha carga sobre nossos ombros que substitu\u00edmos a espontaneidade pela artificialidade, a emo\u00e7\u00e3o pela raz\u00e3o, o prazer pela obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Precisamos resgatar, com brevidade, um pouco da inoc\u00eancia perdida, inspirando-nos na pureza das crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tom Coelho <\/strong>\u00e9 educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 pa\u00edses. \u00c9 autor de \u201cSomos Maus Amantes \u2013 Reflex\u00f5es sobre carreira, lideran\u00e7a e comportamento\u201d (Flor de Liz, 2011), \u201cSete Vidas \u2013 Li\u00e7\u00f5es para construir seu equil\u00edbrio pessoal e profissional\u201d (Saraiva, 2008) e coautor de outros cinco livros.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.tomcoelho.com.br\/\">www.tomcoelho.com.br<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.setevidas.com.br\/\">www.setevidas.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br\">tomcoelho@tomcoelho.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tive o prazer de desfrutar de uma experi\u00eancia singular: a primeira apresenta\u00e7\u00e3o de bal\u00e9 de minha filha de quatro anos.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[372,461],"tags":[696,2196,1034,2198,595,2197,1157,1623],"table_tags":[],"class_list":["post-11349","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-temas-2","category-tom-coelho","tag-aprendizado","tag-bale","tag-crianca","tag-emocao","tag-equipe","tag-espontaneidade","tag-prazer","tag-razao","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11349","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11349"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11349\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11349"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=11349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}