{"id":11702,"date":"2014-02-01T00:00:55","date_gmt":"2014-02-01T02:00:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=11702"},"modified":"2014-02-01T00:40:46","modified_gmt":"2014-02-01T02:40:46","slug":"empresa-nao-e-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/empresa-nao-e-mae\/","title":{"rendered":"Empresa N\u00e3o \u00e9 M\u00e3e"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_11703\" aria-describedby=\"caption-attachment-11703\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-11703 \" alt=\"Jer\u00f4nimo Mendes\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/jeronimomendes.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11703\" class=\"wp-caption-text\">Jer\u00f4nimo Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quanto maior a transpar\u00eancia e o esclarecimento das expectativas entre empregador e empregado, menor a frustra\u00e7\u00e3o no trabalho. Pense nisso e empreenda mais e melhor!<\/p>\n<p>Conhe\u00e7o essa m\u00e1xima h\u00e1 mais de dez anos, quando tive a felicidade de ser aluno da Professora Maria Aparecida Rheins Schirato, autora do livro<b> O Feiti\u00e7o das Organiza\u00e7\u00f5es <\/b>e professora da USP. Ela repetia isso com frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Como lembrava a pr\u00f3pria mestra na \u00e9poca, m\u00e3e n\u00e3o demite filhos nem promove a competi\u00e7\u00e3o dentro de casa. M\u00e3e ama, cuida, ensina, sofre junto e, se necess\u00e1rio, deixa de comer para n\u00e3o ver os filhos passarem fome.<\/p>\n<p>Por outro lado, a maioria das pessoas continua trabalhando como se as empresas tivessem a obriga\u00e7\u00e3o de realizar todos os seus desejos e atender todas as suas necessidades, de ordem pessoal e profissional. Ainda \u00e9 comum se ouvir nos bastidores: \u2013 essa empresa \u00e9 uma m\u00e3e para mim!<\/p>\n<p>De onde vem toda essa car\u00eancia dos empregados? De certa forma, da pr\u00f3pria car\u00eancia do ser humano acostumado a uma zona de conforto. Na pr\u00e1tica, trabalhar d\u00e1 muito trabalho, principalmente, quando os objetivos pessoais est\u00e3o desalinhados com os objetivos da empresa.<\/p>\n<p>Ao fim do s\u00e9culo XIX, o fen\u00f4meno da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial mudou a nossa forma de executar o trabalho, de maneira radical, e tornou-se um marco decisivo no processo de desenvolvimento humano.<\/p>\n<p>O historiador Edward Palmer Thompson chegou a afirmar que o trabalhador ingl\u00eas m\u00e9dio tornou-se mais disciplinado, mais sujeito ao tempo produtivo do rel\u00f3gio, mais reservado e met\u00f3dico, menos espont\u00e2neo e menos violento.<\/p>\n<p>Dessa forma, a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial criou uma nova maneira de arranjo social, de sobreviv\u00eancia e de conduta humana. O trabalho j\u00e1 n\u00e3o era mais o mesmo e um novo conceito come\u00e7ava a ganhar forma: o emprego.<\/p>\n<p>Com o emprego, a maioria foi deixando de lado a sua compet\u00eancia predominante desde os tempos mais remotos: a de sobreviver por conta pr\u00f3pria e risco. Se tivesse vivido ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o, Richard Cantillon, economista irland\u00eas, diria que o ser humano perdeu a sua incr\u00edvel capacidade de empreender.<\/p>\n<p>Antes disso, as pessoas n\u00e3o tinham empregos no sentido fixo e unit\u00e1rio. Havia, contudo, uma forma corrente e mutante de tarefas de modo que os empregos, no mundo pr\u00e9-industrial, eram essencialmente atividades. A transi\u00e7\u00e3o para os empregos, como conhecemos hoje, foi lenta e gradual e ocorreu em diferentes tempos e lugares.<\/p>\n<p>De acordo com a mestra Maria Schirato, as empresas se constituem um mundo de inten\u00e7\u00f5es e de promessas, onde a magia do crach\u00e1 proporciona uma pseudo-seguran\u00e7a com uma moeda de troca conhecida: dinheiro X trabalho duro, fidelidade e alguns benef\u00edcios.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o \u00e9 conhecido s\u00e3o os limites e as toler\u00e2ncias da rela\u00e7\u00e3o. Quando isso n\u00e3o est\u00e1 claro, as pessoas tendem a confundir o ambiente de trabalho com o com o ambiente da empresa e se sentem parte de uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Quanto mais desalinhadas estiverem as pessoas com os objetivos, as metas e os valores da organiza\u00e7\u00e3o, maior a depend\u00eancia e o sofrimento. Em v\u00e1rios casos de demiss\u00e3o, a perda dos benef\u00edcios, do sobrenome da empresa e do crach\u00e1 significa para muitos a perda da pr\u00f3pria dignidade.<\/p>\n<p>O que falta para muitas empresas, principalmente, nas p\u00fablicas e nas de origem familiar, \u00e9 o esclarecimento das expectativas. Empregados que n\u00e3o entendem essa rela\u00e7\u00e3o de profissionalismo, quando perdem o emprego, se tornam \u00f3rf\u00e3os magoados que nunca v\u00e3o aceitar o fato de terem sido demitidos pela sua pr\u00f3pria m\u00e3e.<\/p>\n<p>Pense nisso e empreenda mais e melhor!<\/p>\n<p><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jer\u00f4nimo Mendes<\/strong>: Administrador, Coach, Escritor e Palestrante, apaixonado por Empreendedorismo, Mestre em Organiza\u00e7\u00f5es e Desenvolvimento Local pela UNIFAE\/Curitiba-PR. Autor de Oh, Mundo C\u00e3oporativo! (Qualitymark), Benditas Muletas (Vozes) e Manual do Empreendedor (Atlas).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border: 0px currentColor;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quanto maior a transpar\u00eancia e o esclarecimento das expectativas entre empregador e empregado, menor a frustra\u00e7\u00e3o no trabalho. 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