{"id":11858,"date":"2014-03-01T00:00:58","date_gmt":"2014-03-01T03:00:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=11858"},"modified":"2014-03-01T01:02:46","modified_gmt":"2014-03-01T04:02:46","slug":"os-perigos-da-zona-de-conforto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/os-perigos-da-zona-de-conforto\/","title":{"rendered":"Os Perigos da Zona de Conforto"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_11859\" aria-describedby=\"caption-attachment-11859\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Jer\u00f4nimo Mendes\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/jeronimomendes.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11859\" class=\"wp-caption-text\">Jer\u00f4nimo Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<p>Depois que eu sa\u00ed da minha cidade que n\u00e3o era a cidade natal, mas a que minha fam\u00edlia adotou logo depois que eu desembarquei no mundo, as palavras de minha m\u00e3e permaneceram impregnadas na minha mente por muito tempo. Tenho a plena convic\u00e7\u00e3o de que ela queria o meu melhor e, na sua humilde concep\u00e7\u00e3o, o melhor naquele momento era ficar onde eu estava.<em>No dia em que eu sa\u00ed de casa, minha m\u00e3e me disse: filho, vem c\u00e1! Passou a m\u00e3o em meus cabelos, olhou em meus olhos, come\u00e7ou falar<\/em>: &#8211; o que \u00e9 que voc\u00ea vai fazer em Curitiba? Voc\u00ea nem conhece direito. Fica aqui com a m\u00e3ezinha, pois voc\u00ea tem emprego, casa, comida e roupa lavada. Al\u00e9m do mais, pode se aposentar na mesma empresa em que seu pai vai se aposentar.<\/p>\n<p>Isso aconteceu h\u00e1 trinta anos e, de fato, meu pai se aposentou depois de anos de bons servi\u00e7os prestados, na mesma fun\u00e7\u00e3o em que foi admitido, no ano em que nasci. O fato \u00e9 que eu estava determinado a vir para a cidade grande em busca de algo novo, do desconhecido que nem mesmo eu sabia o que era.<\/p>\n<p>Aquela <strong>zona de conforto<\/strong> representada pela tranquilidade das pequenas cidades e pela promessa de trinta e cinco anos de estabilidade n\u00e3o estava nos meus planos. Apesar de tudo, reconhe\u00e7o o esfor\u00e7o do meu pai e a sua infeliz condi\u00e7\u00e3o de ter sobrevivido e feito o que pode pelos filhos. Isso n\u00e3o \u00e9 bom nem ruim. \u00c9 o que a hist\u00f3ria pessoal de cada um proporciona. O que voc\u00ea faz com as li\u00e7\u00f5es que tira de tudo isso \u00e9 o que torna a vida boa ou ruim.<\/p>\n<p>Durante os meus trinta e tr\u00eas anos de carreira profissional eu passei por oito empresas diferentes. De uma forma ou de outra, eu fui trilhando um caminho ap\u00f3s o outro sempre com a esperan\u00e7a de que o pr\u00f3ximo fosse melhor do que o anterior. Cada vez que eu percebia a possibilidade de melhorar de cargo ou de aumentar a renda, n\u00e3o pensava duas vezes.<\/p>\n<p>Em 1982, eu abandonei o emprego no antigo Banco Bamerindus para n\u00e3o desperdi\u00e7ar a chance de ser admitido na Brahma, cujo sal\u00e1rio era tr\u00eas vezes maior do que o que eu ganhava e as perspectivas bem mais promissoras. No meu caso espec\u00edfico, a zona de conforto sempre me incomodou.<\/p>\n<p>Tudo o que ser humano em geral mais deseja \u00e9 um emprego duradouro, benef\u00edcios de toda ordem e uma perspectiva de mais ou menos trinta e cinco anos de trabalho at\u00e9 chegar ao que ele chama de feliz aposentadoria. E, se n\u00e3o for pedir muito, n\u00e3o exija muito esfor\u00e7o que o descontentamento torna-se vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Em geral, isso \u00e9 o que acontece com determinados funcion\u00e1rios p\u00fablicos que estudaram anos para passar num concurso. Depois de se dar conta da realidade \u00e0 sua volta, perdem a motiva\u00e7\u00e3o, tornam-se fantasmas remunerados, conspiram contra o governo, envolvem-se em atividades paralelas e, por fim, ficam contando os dias para se aposentar e assim livrar-se da inc\u00f4moda zona de conforto que eles mesmos ajudaram a produzir.<\/p>\n<p>A <strong>zona de conforto<\/strong> \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o particular, uma escolha pessoal que n\u00e3o pode ser atribu\u00edda a terceiros. Representa a sua filosofia de vida, o seu n\u00edvel de ambi\u00e7\u00e3o e o n\u00edvel de comprometimento com a sua pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o pessoal e profissional. \u00c9 o reflexo da op\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca pela estagna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora a zona de conforto seja quentinha e aconchegante, ela nunca ser\u00e1 promissora. \u00c9 duro sair da cama com menos dois graus cent\u00edgrados l\u00e1 fora, mas se voc\u00ea n\u00e3o fizer isso, o gelo n\u00e3o sai do carro sozinho, a comida n\u00e3o chega at\u00e9 a sua cama, os clientes n\u00e3o aparecem com o pedido na m\u00e3o tampouco o patr\u00e3o vem na sua casa perguntar se voc\u00ea est\u00e1 bem.<\/p>\n<p>Na medida em que voc\u00ea permite, a zona de conforto vai atrofiando a sua capacidade de resposta e voc\u00ea torna-se t\u00e3o vazio e insosso quanto aquele seu tio ranzinza que n\u00e3o sabe fazer outra coisa na vida sen\u00e3o ficar reclamando do governo e da comida da sua tia sem se desgrudar do controle remoto.<\/p>\n<p>Por que voc\u00ea deve sair da zona de conforto? Poderia escrever um tratado sobre isso, mas vou lhe dar apenas quatro raz\u00f5es. Ainda que isso possa mexer com os seus sentimentos, dificilmente vai mudar a sua hist\u00f3ria se voc\u00ea mesmo n\u00e3o estiver determinado a mud\u00e1-la.<\/p>\n<p><strong>Mais dia, menos dia, voc\u00ea ser\u00e1 obrigado a sair da zona de conforto<\/strong>: as dificuldades s\u00e3o transit\u00f3rias e como a incerteza \u00e9 a \u00fanica certeza vis\u00edvel, quanto mais voc\u00ea enfrenta os problemas, mais chances t\u00eam de sobreviver nesse mundo que em todo momento vai testando a sua capacidade de supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tudo na vida \u00e9 experimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>, dizia Emerson, o grande pensador norte-americano, portanto, experimentar, arriscar de vez em quando ou tentar coisas novas ajudam a melhorar o nosso prot\u00f3tipo. E n\u00e3o h\u00e1 como melhorar algo se voc\u00ea n\u00e3o pensa diferente nem se esfor\u00e7a para isso.<\/p>\n<p><strong>Uma vida mais interessante e desafiadora<\/strong>: imagine que no dia da sua partida algu\u00e9m fa\u00e7a um coment\u00e1rio do tipo \u201cfalecido era t\u00e3o bom!\u201d \u00c9 muito pouco para uma pessoa que tem o mundo \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o para fazer algo diferente e produtivo em favor da humanidade. S\u00e3o os desafios, e n\u00e3o apenas as conquistas, que tornam a vida interessante.<\/p>\n<p><strong>A zona de conforto \u00e9 o come\u00e7o do fim<\/strong>: no dia em que voc\u00ea acreditar que j\u00e1 fez tudo ou aprendeu tudo voc\u00ea estar\u00e1 perdido; que n\u00e3o evolui simplesmente regride; o \u00e1pice da sabedoria ocorre nos segundos que antecedem o exato momento de voc\u00ea ir embora, por\u00e9m, meu amigo, nessa hora j\u00e1 n\u00e3o d\u00e1 tempo de fazer mais nada.<\/p>\n<p>Pense nisso e seja feliz!<\/p>\n<p><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jer\u00f4nimo Mendes<\/strong>: Administrador, Coach, Escritor e Palestrante, apaixonado por Empreendedorismo, Mestre em Organiza\u00e7\u00f5es e Desenvolvimento Local pela UNIFAE\/Curitiba-PR. Autor de Oh, Mundo C\u00e3oporativo! (Qualitymark), Benditas Muletas (Vozes) e Manual do Empreendedor (Atlas).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border: 0px;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois que eu sa\u00ed da minha cidade que n\u00e3o era a cidade natal, mas a que minha fam\u00edlia adotou logo depois que eu desembarquei no mundo, as palavras de minha m\u00e3e permaneceram impregnadas na minha mente por muito tempo. 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