{"id":1217,"date":"2010-06-27T13:03:00","date_gmt":"2010-06-27T16:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1217"},"modified":"2011-12-30T20:21:57","modified_gmt":"2011-12-30T22:21:57","slug":"a-area-de-r-h-para-leigos-e-iniciantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/a-area-de-r-h-para-leigos-e-iniciantes\/","title":{"rendered":"A \u00c1rea de R.H. para leigos e iniciantes"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1323\" aria-describedby=\"caption-attachment-1323\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/angeloperes6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1323\" title=\"angeloperes\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/angeloperes6.jpg\" alt=\"\u00c2ngelo Peres\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1323\" class=\"wp-caption-text\">\u00c2ngelo Peres<\/figcaption><\/figure>\n<p>Recursos Humanos \u00e9 uma \u00e1rea relativamente nova, surgiu em torno do in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Seu primeiro nome foi Rela\u00e7\u00f5es Industriais (Chiavenato, 2004). Sua cria\u00e7\u00e3o deveu-se por for\u00e7a do impacto da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial nas rela\u00e7\u00f5es empregador versus empregado e, de l\u00e1 para c\u00e1, foi crescendo e agregando em si mesma uma s\u00e9rie de desafios e responsabilidades que antes n\u00e3o se supunham existir.<\/p>\n<p>Em sua forma embrion\u00e1ria, por\u00e9m j\u00e1 estruturada, come\u00e7ou a articular as expectativas e as percep\u00e7\u00f5es desses atores econ\u00f4micos (empregador e empregado), bem como serviu de interface entre o capital e o trabalho, que muitas das vezes s\u00e3o faces de uma mesma moeda; por\u00e9m, muitas das vezes, altamente divergentes e conflitantes.<\/p>\n<p>Muitas empresas, a partir da d\u00e9cada de 90, decidiram designar suas \u00e1reas de RH com outros nomes. Por\u00e9m, o que importa n\u00e3o \u00e9 um nome, mas o sentido, a ess\u00eancia, o significado \u00edntimo que este nome adquire dentro das organiza\u00e7\u00f5es. O importante, no limite, \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o que o empres\u00e1rio e o trabalhador t\u00eam dessa \u00e1rea.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio, geralmente, est\u00e1 associada ao que esta \u00e1rea pode agregar de valor a seu capital financeiro e econ\u00f4mico; e, pelo lado do trabalhador, que valor vai agregar a sua carreira, sua vida e a vida de sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Desde a primeira teoria administrativa, onde se pregava a racionaliza\u00e7\u00e3o do trabalho, at\u00e9 os dias de hoje, onde o imperativo \u00e9 a administra\u00e7\u00e3o do trabalho dentro de um ambiente altamente tecnol\u00f3gico e competitivo, o homem \u00e9 um dos principais elementos dessa equa\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, alguns autores s\u00e3o categ\u00f3ricos e afirmam que \u00e9 o principal elemento dessa equa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o cabe aqui esta discuss\u00e3o, o que cabe \u00e9 discutirmos que o homem (o trabalhador) atua, em qualquer cen\u00e1rio, na equa\u00e7\u00e3o do trabalho, da produ\u00e7\u00e3o, da inova\u00e7\u00e3o, do talento e da criatividade.<\/p>\n<p>\u00c9 por conta disto, que a \u00e1rea de RH vem sofrendo freq\u00fcentes mudan\u00e7as e aprimoramentos de toda ordem. Estas mudan\u00e7as s\u00e3o de dentro para fora do RH, bem como de fora do RH para dentro dele. E, no decorrer de todos esses anos, vem recebendo enriquecimentos de diversas \u00e1reas do conhecimento. Tais como: marketing, medicina, psicologia, sociologia, psiquiatria, arquitetura, fisioterapia, servi\u00e7o social, economia, pedagogia, entre tantas outras, bem como de t\u00e9cnicas de diversas naturezas, tais como: a astrologia, a numerologia, o tai chi chuan, o feng shue, etc.<\/p>\n<p>Tudo com o objetivo de melhor ajustar a \u201clente\u201d dessa \u00e1rea (e da organiza\u00e7\u00e3o) \u00e0 realidade de seu cliente maior: o trabalhador (o cliente interno).<\/p>\n<p>Sim, trabalhador, que antes n\u00e3o passava de m\u00e3o-de-obra. Que s\u00f3 tinha esta serventia: a de emprestar suas m\u00e3os para o trabalho di\u00e1rio em uma empresa qualquer, num lugar qualquer no planeta. Eram meras extens\u00f5es das m\u00e1quinas, como alguns acreditavam (Bowdith e Buono, 2002).<\/p>\n<p>Hoje, modernamente, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a \u00e1rea de RH que deve reconhecer esta realidade, que o trabalhador \u00e9 muito mais que isto. Todos t\u00eam que ter a correta percep\u00e7\u00e3o que o trabalhador \u00e9 um ser que pensa, que tem sonhos, desejos, expectativas e que \u00e9 dotado de intelig\u00eancia e vontade.<\/p>\n<p>Para tal, a \u00e1rea de RH teve que \u201clargar\u201d aquele papel que assumira no in\u00edcio do S\u00e9culo XX, para um papel mais pr\u00f3-ativo e de acordo com os novos tempos.<\/p>\n<p>Passou a olhar as pessoas como seres diferentes e \u00fanicos, bem como dotados de habilidades, compet\u00eancias, hist\u00f3rias, desejos e emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda, a \u00e1rea se conscientizou de que as pessoas s\u00e3o dotadas de entusiasmo e de desejo por crescimento e novas responsabilidades; e que querem ser parceiros das organiza\u00e7\u00f5es as quais fazem parte.<\/p>\n<p>Para isso teve que ir se aprimorando em seus processos internos. Estruturou-se em grandes \u00e1reas gerais: Administra\u00e7\u00e3o de Pessoal, Recrutamento e Sele\u00e7\u00e3o, Treinamento e Desenvolvimento, Cargos e Sal\u00e1rios, Higiene e Seguran\u00e7a no Trabalho, Bem-Estar Social, Rela\u00e7\u00f5es Sindicais (ou Rela\u00e7\u00f5es Trabalhistas) e Avalia\u00e7\u00e3o de Desempenho.<\/p>\n<p>Outras \u00e1reas est\u00e3o sendo incorporadas ao RH. S\u00e3o elas: Endomarketing e Responsabilidade Social.<\/p>\n<p>Se, para finalizar, voc\u00ea me perguntar se o RH vai acabar. Eu te responderei assim: O RH sofrer\u00e1 fortes mudan\u00e7as tanto na sua forma quanto no seu conte\u00fado. Por\u00e9m, sempre ser\u00e1 imprescind\u00edvel \u00e0 administra\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es, porque elas n\u00e3o podem prescindir do Homem. O Homem \u00e9 seu in\u00edcio e sua finalidade.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Angelo Peres <\/strong>\u00e9 Mestre em Economia, P\u00f3s-graduado em Recursos Humanos, Marketing e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica, Doutorando em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade cat\u00f3lica de santa f\u00e9 \/ Argentina. Professor do Centro Universit\u00e1rio Celso Lisboa (UCL). Coordenador acad\u00eamico dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o de Pessoas e Gest\u00e3o estrat\u00e9gica, do UCL, Palestrante e instrutor em programas de treinamento; S\u00f3cio-Gerente da P&amp;P Consultores Associados.<\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:ppconsul@unisys.com.br\">ppconsul@unisys.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recursos Humanos \u00e9 uma \u00e1rea relativamente nova, surgiu em torno do in\u00edcio do s\u00e9culo XX. 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