{"id":1224,"date":"2007-06-01T21:21:25","date_gmt":"2007-06-02T00:21:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1224"},"modified":"2011-10-06T12:00:41","modified_gmt":"2011-10-06T15:00:41","slug":"dialogando-com-a-professora-rita-afonso-ou-o-rh-o-titanic-e-a-pasargada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/dialogando-com-a-professora-rita-afonso-ou-o-rh-o-titanic-e-a-pasargada\/","title":{"rendered":"Dialogando Com a Professora Rita Afonso. O RH, o Titanic e a Pas\u00e1rgada."},"content":{"rendered":"<div class=\"mceTemp\">\n<figure id=\"attachment_1271\" aria-describedby=\"caption-attachment-1271\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/angeloperes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1271\" title=\"angeloperes\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/angeloperes.jpg\" alt=\"\u00c2ngelo Peres\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1271\" class=\"wp-caption-text\">\u00c2ngelo Peres<\/figcaption><\/figure>\n<p>1.<\/p>\n<\/div>\n<p>Em maio pr\u00f3ximo passado, a professora Rita Afonso escreveu um artigo* onde, corretamente, faz pondera\u00e7\u00f5es complementares \u00e0s minhas considera\u00e7\u00f5es sobre a \u00e1rea de RH e a minha percep\u00e7\u00e3o (<em>versus<\/em> a sua) quanto \u00e0 import\u00e2ncia dessa \u00e1rea para as organiza\u00e7\u00f5es e, no limite, para o Homem.<\/p>\n<p>Segundo a professora-amiga, s\u00f3 pol\u00edticas de RH n\u00e3o s\u00e3o suficientes no desenvolvimento das organiza\u00e7\u00f5es, do pa\u00eds, do cidad\u00e3o etc.<\/p>\n<p>Ainda, neste \u00e2mbito, a professora Rita Afonso contra-dialoga, a partir deste artigo criando <em>zonas de rebatimentos<\/em>, no sentido criar \/ abrir um espa\u00e7o para uma reflex\u00e3o \/ discuss\u00e3o. Segundo ela, e concordo totalmente com a sua pondera\u00e7\u00e3o \/ opini\u00e3o, as pol\u00edticas de RH n\u00e3o podem estar dissociadas da racionalidade das pol\u00edticas como um todo das organiza\u00e7\u00f5es, e, estas dissociadas do mundo. Ou seja, os resultados (todos) t\u00eam que estar ancorados aos resultados sociais e ambientais, no limite.<\/p>\n<p>Ela, ainda, aponta para que estas pr\u00e1ticas apontadas por mim no artigo de abril, ajustam, apenas, uma das <em>pontas<\/em> do processo. E que, outros par\u00e2metros s\u00e3o necess\u00e1rios \/ importantes, sem os quais teremos uma gest\u00e3o (empresarial) m\u00edope, desconectada e equivocada. Visto que, uma organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma estrutura muito mais complexa do que, simplesmente, ter uma \u00e1rea de RH atuante \/ funcionando.<\/p>\n<p>Ainda, segundo ela,<\/p>\n<p>A s\u00edntese da racionalidade empresarial n\u00e3o aponta somente para a import\u00e2ncia das pol\u00edticas de RH e do papel crucial dos seus gestores na formula\u00e7\u00e3o destas pol\u00edticas, mas para a necessidade de sustentabilidade em todas as dire\u00e7\u00f5es para onde olhemos e o RH n\u00e3o escapa a este olhar. Resultados financeiros, sim, mas ancorados, com igual peso, nos resultados sociais e ambientais (Afonso, 2007.)<\/p>\n<p>Depois destes escritos reflexivos da professora-amiga, eu n\u00e3o tenho o que discordar. Ou seja, n\u00e3o d\u00e1 para discutir com tais argumentos claros, objetivos, coerentes, l\u00f3gicos etc. Por\u00e9m, resolvi voltar ao debate. Visto que, al\u00e9m de ser uma reflex\u00e3o importante \/ oportuna, h\u00e1 que se, sempre, aprofundar um pouco mais o debate e abrir outros mais.<\/p>\n<p>Quero salientar, de pronto, portanto, que n\u00e3o posso sequer contra-argumentar e\/ou discordar das posi\u00e7\u00f5es da professora Rita Afonso, <em>lato sensu<\/em>. Ali\u00e1s, em nenhuma linha sequer de seu artigo. Ou seja, a gest\u00e3o de RH n\u00e3o se consolida (n\u00e3o se torna eficaz), a partir dela mesma, e\/ou porque ela quer que seja assim ou assado. Ou melhor, a gest\u00e3o de RH \u00e9 uma pr\u00e1tica que funciona dentro de um sistema. E, este sistema tem que estar azeitado, sincronizado etc. Ou melhor, o RH n\u00e3o pode ser fruto de uma tend\u00eancia mundial, ou porque est\u00e1 na <em>moda<\/em>.<\/p>\n<p>No limite, as \u00e1reas de RH, das organiza\u00e7\u00f5es, n\u00e3o t\u00eam (nem podem ter) como meta profissional, nenhum desafio dissociado da realidade institucional, da realidade local, do consumo, da postura \u00e9tica, da moral, das pr\u00e1ticas mercadol\u00f3gicas do segmento que atua, da legisla\u00e7\u00e3o etc.<\/p>\n<p>As \u00e1reas de RH, das organiza\u00e7\u00f5es, n\u00e3o podem (e \u00e9 assim que tem que acontecer) estimular pol\u00edticas dissociadas da realidade f\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ou seja, para terminar este pre\u00e2mbulo, a \u00e1rea respons\u00e1vel por gerir pessoas n\u00e3o pode propor pr\u00e1ticas desconectadas do <em>business<\/em>. Isto me faz recordar um bom exemplo. \u00c9 o filme \u201cTitanic\u201d, onde os m\u00fasicos da pequena orquestra daquela embarca\u00e7\u00e3o (que \u00e9 a melhor s\u00edntese do poder capitalista da \u00e9poca), mesmo com o navio afundando, insistiam \u201cem animar\u201d um p\u00fablico que n\u00e3o mais existia e\/ou os escutava.<\/p>\n<p>Em muitos momentos, segundo alguns profissionais dessa \u00e1rea, vejo-os como m\u00fasicos do \u201cTitanic\u201d. Regendo pe\u00e7as bel\u00edssimas, num espa\u00e7o vazio, empoeirado e sem vida.<\/p>\n<p>Sem aprofundar nesta cena do filme, pois, s\u00f3 ela j\u00e1 \u00e9 rica demais e se auto-explica. \u00c9 isto que quero voltar (trazer) para o debate com a professora-amiga: podemos ter uma \u00e1rea de RH em que os m\u00fasicos estejam tocando para uma plat\u00e9ia atenta?<\/p>\n<p>A nova configura\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-pol\u00edtica radicalizou situa\u00e7\u00f5es de pobreza e vulnerabilidade social (MOTA, 2005). Criou expectativas submetidas ao lucro e ao individualismo e uma certa aliena\u00e7\u00e3o. Chego a ficar tonta quando percebo algum aluno &#8211; dou aulas em cursos de gest\u00e3o &#8211; achando o melhor dos mundos um emprego dentro de uma grande organiza\u00e7\u00e3o privada, onde \u00e9 presenteado com um <em>laptop<\/em> e celular de \u00faltimas gera\u00e7\u00f5es, o que lhes faz passar 24 horas do dia dispon\u00edvel para seus empregadores. Tamb\u00e9m a gest\u00e3o de RH, estrategicamente, formulou planos de cargos e sal\u00e1rios capazes de dar ao assistente de ontem, o <em>status<\/em> de gerente j\u00fanior (com algum nome em ingl\u00eas agregado ao t\u00edtulo do cargo) de hoje; cobrando-lhe alto por isso (Afonso, 2007).<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong><\/p>\n<p>Vivemos num mundo il\u00f3gico. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas fomos tomados por significativas transforma\u00e7\u00f5es. Essas mudan\u00e7as ocorreram no plano econ\u00f4mico, pol\u00edtico, social, cultural, religioso, subjetivo etc. Ocorreram, mudan\u00e7as, tamb\u00e9m, nas institui\u00e7\u00f5es, organiza\u00e7\u00f5es, governos, sindicatos, nas comunidades, nos \u00f3rg\u00e3os de classe, nos indiv\u00edduos etc. Ou seja, ocorreram de forma plena, indistinta e irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p>Foram tantas as mudan\u00e7as, que todas as <em>l\u00f3gicas<\/em> (os nexos, os la\u00e7os) do passado n\u00e3o mais servem de par\u00e2metro para este novo mil\u00eanio. Todos os espa\u00e7os est\u00e3o em cheque, bem como todas as compet\u00eancias foram postas a prova e\/ou foram <em>derrotadas<\/em> pela nova l\u00f3gica e pelos novos conceitos trazidos pelo capitalismo neoliberal.<\/p>\n<p>Seguindo esta reflex\u00e3o, no campo do trabalho, do mercado de trabalho, dos espa\u00e7os de trabalho, enfim, do RH como \u00e1rea normativa e supervisonadora, como n\u00e3o poderia deixar de ser, n\u00e3o foi diferente.<\/p>\n<p>Enquanto as primeiras tecnologias industriais substitu\u00edram a for\u00e7a f\u00edsica do trabalho humano, trocando a for\u00e7a muscular por m\u00e1quinas, as novas tecnologias baseadas no computador prometem substituir a pr\u00f3pria mente humana, colocando m\u00e1quinas inteligentes no lugar do seres humanos em toda a escala da atividade econ\u00f4mica. As implica\u00e7\u00f5es s\u00e3o profundas e de longo alcance, mais de 75% da for\u00e7a de trabalho na maior parte das na\u00e7\u00f5es industrializadas est\u00e3o d\u00eas empenhando fun\u00e7\u00f5es que s\u00e3o pouco mais que simples tarefas repetitivas. M\u00e1quinas automatizadas, rob\u00f4s e computadores cada vez mais sofisticados podem desempenhar muitas, se n\u00e3o a maioria das tarefas (Rifkin, 1995, p. 5).<\/p>\n<p>No \u00faltimo quartel do s\u00e9culo passado, por exemplo, as rela\u00e7\u00f5es de trabalho transformaram-se em rela\u00e7\u00f5es de desigualdade; e, que todos se confrontam com a domina\u00e7\u00e3o e com a experi\u00eancia da injusti\u00e7a. Os escrit\u00f3rios da era p\u00f3s-industrial passam a ser verdadeiros laborat\u00f3rios dessa l\u00f3gica.<\/p>\n<p>Portanto, o mercado vem sofrendo profundas transforma\u00e7\u00f5es. Estas mudan\u00e7as se d\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o de um processo agressivo da globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e abertura comercial, dentre outros fatores de igual impacto e import\u00e2ncia. Essas macrotransforma\u00e7\u00f5es geraram (e est\u00e3o gerando) fortes conflitos no mundo do trabalho e sobre as organiza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores (Ramalho e Santana, 2003, p. 11).<\/p>\n<p>As novas tecnologias de computa\u00e7\u00e3o (e outras) est\u00e3o permitindo que os produtos sejam os resultados de opera\u00e7\u00f5es em diferentes pa\u00edses e continentes, vinculados em <em>tempo real<\/em>. Essas mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas influ\u00edram (e influem) no sentido de simplificar as opera\u00e7\u00f5es de fabrica\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, consumo etc.<\/p>\n<p>Essas muta\u00e7\u00f5es tiveram como efeito imediato, uma reestrutura\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es que v\u00eam se \u201cafinando\u201d, no sentido de enfrentar esses novos tempos. Processo que foi acompanhado por novas formas de organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. Tendo como suporte, como j\u00e1 dito acima, a chamada <em>revolu\u00e7\u00e3o da microeletr\u00f4nica,<\/em> entre outras<em>.<\/em> Essas inova\u00e7\u00f5es ensejaram como sabemos um grande enxugamento de pessoas nas linhas de produ\u00e7\u00e3o (Ramalho e Santana, 2003, p. 12).<\/p>\n<p>O resultado desses processos foi uma altera\u00e7\u00e3o do mundo do trabalho que n\u00e3o apenas deu lugar a novas formas de trabalho, como corroeu o tecido que, historicamente, teceu as pol\u00edticas p\u00fablicas do pleno emprego. Esse fato aparece como o principal gerador do desemprego estrutural e das formas precarizadas de trabalho que saturam a vida dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Esses dados e tend\u00eancias evidenciam uma n\u00edtida redu\u00e7\u00e3o do proletariado fabril, industrial, manual, especialmente nos pa\u00edses de capitalismo avan\u00e7ado, quer em decorr\u00eancia do quadro recessivo, quer em fun\u00e7\u00e3o da automa\u00e7\u00e3o, da rob\u00f3tica e da microeletr\u00f4nica, gerando uma monumental taxa de desemprego estrutural (Antunes, 2006, p. 52).<\/p>\n<p>Assim, surgem, neste bojo, de forma perene, as novas formas de <em>contrato de trabalho flex\u00edvel<\/em>, na busca, segundo o discurso oficial das empresas e dos governos, acompanharem a evolu\u00e7\u00e3o do mercado. Assim, as prote\u00e7\u00f5es ao trabalhador (dentro e fora das organiza\u00e7\u00f5es) foram sendo substitu\u00eddas por pol\u00edticas de aumento de produtividade, competitividade e flexibilidade.<\/p>\n<p>Desse modo, a sociedade moderna (p\u00f3s-industrial) entra em um per\u00edodo de <em>crise do trabalho<\/em> gerada pelo <em>desemprego estrutural<\/em> e por todas as altera\u00e7\u00f5es pontuadas acima. Nessa dire\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o social volta ao centro das preocupa\u00e7\u00f5es, visto que o trabalho \u00e9 um dos eixos centrais de <em>vertebra\u00e7\u00e3o<\/em> da ordem social moderna.<\/p>\n<p>Em tal contexto, aprofundam-se as desigualdades, marcadas, entre outras caracter\u00edsticas, pelas perdas de institutos de prote\u00e7\u00e3o social, pelo aumento das taxas de pobreza global e pelo aumento das disparidades sociais, ensejando a amplia\u00e7\u00e3o das margens de vulnerabilidade social e econ\u00f4mica (Ramalho e Santana, 2003, p. 13).<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong><\/p>\n<p>Para finalizar, no capitalismo, a partir da d\u00e9cada de 60\/70 do s\u00e9culo XX, trouxe como dito acima, efemeridade e fragmenta\u00e7\u00e3o excessivas no dom\u00ednio do pol\u00edtico, privado, social etc. E, no limite est\u00e1 trazendo fortes impactos no trabalho, nos espa\u00e7os do trabalho e na subjetividade do trabalhador e, como n\u00e3o poderia deixar de ser, est\u00e1 trazendo novas l\u00f3gicas (e nexos) para os profissionais do RH.<\/p>\n<p>A resposta a esta ou a qualquer outra quest\u00e3o envolvendo o capitalismo e sua \u201cl\u00f3gica\u201d, n\u00e3o se tem hoje. Ou seja, o que se sabe (e se sente) \u00e9 que este sistema econ\u00f4mico \u00e9 um modelo alienante e, ao que parece, continuar\u00e1 sendo assim por longos anos. De um jeito ou de outro, continuar\u00e1 trazendo em seu seio, o estigma da desigualdade e da assimetria.<\/p>\n<p>Se tudo o que escrevo aqui e o que a professora Rita nos aponta \u00e9 verdade. O que nos resta? Ser\u00e1 que me imobilizo frente a este ambiente-cen\u00e1rio?<\/p>\n<p>Nesta altura lembro, para buscar uma sa\u00edda, de um poeta e pe\u00e7o a ele licen\u00e7a, para me utilizar de um de seus poemas. Talvez uma das passagens mais belas da literatura brasileira:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>L\u00e1 sou amigo do rei.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>L\u00e1 tenho a mulher que eu quero.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Na cama que escolherei.<\/em><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada.<\/em><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Aqui eu n\u00e3o sou feliz<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>L\u00e1 a exist\u00eancia \u00e9 uma aventura<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>De tal modo inconseq\u00fcente<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Que Joana a Louca de Espanha<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Rainha e falsa demente<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Vem a ser contraparente<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Da nora que nunca tive<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Ou seja, sem discordar da professora Rita Afonso, me pergunto outra vez. Ser\u00e1 que o caminho \u00e9 este? Ser\u00e1 que a Pas\u00e1rgada que Manuel bandeira nos aponta \u00e9 a sa\u00edda? Ser\u00e1 que devemos nos permitir imobilizar?<\/p>\n<p>Concordo que o RH n\u00e3o \u00e9 e nem pode ser \u201co salvador da p\u00e1tria\u201d. Concordo que o cobertor, ao que parece, \u00e9 <em>curto<\/em>. Mas temos que continuar pensando e resistindo. A professora Rita em sua seara. Eu na minha.<\/p>\n<p>E, todos, resistindo.<\/p>\n<p>Ou o caminho ser\u00e1 ficar tocando para uma plat\u00e9ia ausente e dispersa, quando muito. Ou, comprando um bilhete para Pas\u00e1rgada.<\/p>\n<p><strong>* &#8211;<\/strong> As implica\u00e7\u00f5es da gest\u00e3o de RH na era p\u00f3s-industrial, abril, 2007; e o artigo da professora Rita Afonso: Dialogando com Angelo Peres sobre este triste in\u00edcio de s\u00e9culo, maio de 2007. Fonte: www.rhevistarh.com.br.<\/p>\n<p><strong><em>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/em> <\/strong><\/p>\n<p>1.ANTUNES, Ricardo. Adeus ao Trabalho? 11\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Editora Cortez, 2006.<\/p>\n<p>2.RIFKIN, Jeremy (1995). O Fim dos Empregos. S\u00e3o Paulo, Makron Books.<\/p>\n<p>3.AFONSO, Rita (2007). Dialogando com Angelo Peres sobre este triste in\u00edcio de s\u00e9culo. Site: www.rhevistarh.com.br &lt;<a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1243\">http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1243<\/a>&gt;. Acessado em julho de 2007.<\/p>\n<p>4.SANTANA, Marco Aur\u00e9lio e RAMALHO, Jos\u00e9 Ricardo (orgs.) (2003). Trabalhadores, sindicatos e a nova quest\u00e3o social <em>in <\/em>Al\u00e9m da F\u00e1brica. S\u00e3o Paulo: Editora Bomtempo<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Angelo Peres <\/strong>\u00e9 Mestre em Economia, P\u00f3s-graduado em Recursos Humanos, Marketing e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica, Doutorando em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade cat\u00f3lica de santa f\u00e9 \/ Argentina. Professor do Centro Universit\u00e1rio Celso Lisboa (UCL). Coordenador acad\u00eamico dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o de Pessoas e Gest\u00e3o estrat\u00e9gica, do UCL, Palestrante e instrutor em programas de treinamento; S\u00f3cio-Gerente da P&amp;P Consultores Associados.<\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:ppconsul@unisys.com.br\">ppconsul@unisys.com.br<\/a> <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em maio pr\u00f3ximo passado, a professora Rita Afonso escreveu um artigo* onde, corretamente, faz pondera\u00e7\u00f5es complementares \u00e0s minhas considera\u00e7\u00f5es sobre a \u00e1rea de RH e a minha percep\u00e7\u00e3o (versus a sua) quanto \u00e0 import\u00e2ncia dessa \u00e1rea para as organiza\u00e7\u00f5es e, no limite, para o Homem.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[845,362],"tags":[],"table_tags":[],"class_list":["post-1224","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angelo-peres","category-reler-3","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1224\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1224"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=1224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}