{"id":12326,"date":"2014-06-01T00:00:38","date_gmt":"2014-06-01T03:00:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=12326"},"modified":"2014-06-01T23:06:55","modified_gmt":"2014-06-02T02:06:55","slug":"apoliticismo-e-a-acao-do-administrador-adm-wagner-siqueira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/apoliticismo-e-a-acao-do-administrador-adm-wagner-siqueira\/","title":{"rendered":"Apoliticismo e a A\u00e7\u00e3o do Administrador"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_10935\" aria-describedby=\"caption-attachment-10935\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/wagner.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10935 size-full\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/wagner.jpg\" alt=\"Adm. Wagner Siqueira\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10935\" class=\"wp-caption-text\">Adm. Wagner Siqueira<\/figcaption><\/figure>\n<p>O apoliticismo humanista e bem pensante \u00e9 o vazio de participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de nossa sociedade.\u00a0O apoliticismo \u00e9 uma doen\u00e7a intr\u00ednseca \u00e0 democracia e \u00e0 cidadania.\u00a0A conquista da democracia formal conduz inelutavelmente \u00e0 apatia e ao descaso, ao desinteresse de participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A absten\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o nas vota\u00e7\u00f5es, a generaliza\u00e7\u00e3o da critica e a descren\u00e7a na pol\u00edtica e nos pol\u00edticos, a mediocriza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica profissional, contribui cada vez mais para uma pior qualidade moral e intelectual da representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica eleita.<\/p>\n<p>O apoliticismo \u00e9 o exerc\u00edcio da cidadania pelo abandono da perspectiva de que se possam equacionar quest\u00f5es de interesse p\u00fablico ou do bem comum pela via das inst\u00e2ncias de representa\u00e7\u00e3o eleita, ou seja, pelas inst\u00e2ncias inerentes \u00e0 democracia representativa cidad\u00e3.<\/p>\n<p>O rem\u00e9dio para o apoliticismo ser\u00e1 sempre encontrado na pr\u00f3pria democracia. Cura-se a doen\u00e7a do apoliticismo com maior democracia, com institui\u00e7\u00f5es que funcionem e se aprimorem com debate e transpar\u00eancia, com a conviv\u00eancia com o contradit\u00f3rio e a escolha pac\u00edfica entre diferentes perspectivas e alternativas, com a participa\u00e7\u00e3o e a contribui\u00e7\u00e3o dos distintos atores da sociedade.<\/p>\n<p>Impregnado por essa cultura de aliena\u00e7\u00e3o o administrador tamb\u00e9m se afasta cada vez mais no cotidiano de seu posto de trabalho de seu compromisso de agente de transforma\u00e7\u00e3o social, de interven\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es objetivas em que se efetivam as rela\u00e7\u00f5es de moral\/coes\u00e3o, normas\/padr\u00f5es e objetivos\/metas na vida laboral a fim de conduzir \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o a uma realidade mais democr\u00e1tica e cidad\u00e3. Vivemos na Idade Media das rela\u00e7\u00f5es de trabalho pensando j\u00e1 termos atingido o est\u00e1gio evolutivo do humanismo solid\u00e1rio no mundo das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es utilizam tecnologias na velocidade dos foguetes e s\u00e3o administradas ainda como se viv\u00eassemos \u00e0 \u00e9poca do carro de boi.<\/p>\n<p><strong>A democracia cidad\u00e3 como uma realidade nas organiza\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Cidadania \u00e9 o exerc\u00edcio dos direitos e dos deveres civis e pol\u00edticos dentro de um Estado. Pressup\u00f5e todas as implica\u00e7\u00f5es decorrentes da vida coletiva em sociedade. Cidadania \u00e9 o direito a ter direitos e o dever de cumprir obriga\u00e7\u00f5es dentro de uma na\u00e7\u00e3o politicamente organizada em Estado.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 democracia cidad\u00e3 sem contradi\u00e7\u00e3o e sem resolu\u00e7\u00e3o de conflitos pela via da negocia\u00e7\u00e3o pac\u00edfica.<\/p>\n<p>A democracia \u00e9 a conviv\u00eancia com a diverg\u00eancia e o contradit\u00f3rio.\u00a0 N\u00e3o h\u00e1 cidadania com a hegemonia do pensamento \u00fanico. Toda monotem\u00e1tica \u00e9 perigosa. O monotema \u201cpoliticamente correto\u201d implica substanciais riscos \u00e0 estabilidade das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas numa sociedade.<\/p>\n<p>A Queda do Muro de Berlim e a consequente desconstru\u00e7\u00e3o do bloco sovi\u00e9tico retiraram a alternativa comunista ao capitalismo, ou, se preferir, \u00e0 sociedade de mercado.<\/p>\n<p>O que significa Bin Laden para o jovem ocidental? Claramente uma op\u00e7\u00e3o moral. O Islamismo fanatizado n\u00e3o condena a propriedade privada, o controle dos meios de produ\u00e7\u00e3o, a sociedade de mercado, a explora\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado, a discrimina\u00e7\u00e3o contra as minorias \u00e9tnicas, sexuais, raciais, religiosas. Pelo contr\u00e1rio, o mais das vezes os agrava dramaticamente.<\/p>\n<p>Bin Laden n\u00e3o \u00e9 uma alternativa social, econ\u00f4mica, pol\u00edtica; \u00e9 uma alternativa moral para jovens fanatizados pela op\u00e7\u00e3o religiosa, que quer fazer as vezes da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.\u00a0Ele simboliza outros valores, ou seja, outra moral ou at\u00e9 outra civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Passar de L\u00eanin e Stalin para Bin Laden n\u00e3o \u00e9 trocar de advers\u00e1rio. \u00c9 passar de uma quest\u00e3o para outra. \u00c9 passar da quest\u00e3o pol\u00edtica (contra ou a favor da sociedade de mercado, por exemplo) para a quest\u00e3o moral ou civilizat\u00f3ria, contrapondo os valores do Ocidente laico e liberal, democr\u00e1tico e cidad\u00e3o, aos da teocracia religiosa.<\/p>\n<p>A sociedade de mercado n\u00e3o precisa de sentido para funcionar. Mas os indiv\u00edduos certamente. As civiliza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Qual o sentido para a vida? Quais s\u00e3o os valores existenciais predominantes na sociedade? Temos que ter sentido e, portanto, justificativa para a nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Antes, a contradi\u00e7\u00e3o se dava contra uma perspectiva de nega\u00e7\u00e3o representada pelo bloco comunista. Na sua aus\u00eancia, a sociedade h\u00e1 que buscar uma nova alternativa. Precisa encontr\u00e1-la em si mesma, entre uma op\u00e7\u00e3o de valores, \u00e9ticas, morais, institucionais-legais, pol\u00edtico-jur\u00eddicas.<\/p>\n<p>Esta busca \u00e9 a fonte e a origem da for\u00e7a do \u201cpoliticamente correto\u201d dominante em nossa sociedade. A ess\u00eancia de todas as suas deforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A democracia cidad\u00e3 em nosso Pa\u00eds n\u00e3o vai evoluir efetivamente enquanto se persistir no equ\u00edvoco de se circunscrever quest\u00f5es fundamentais de nosso tempo como as dos direitos humanos, da prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, da sustentabilidade, etc, como se fossem exclusivamente quest\u00f5es de natureza moral. S\u00e3o tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>No cotidiano da vida em sociedade perpassamos indistintamente por ordens de conduta que nos levam a atitudes e a comportamentos. A democracia em nosso Pa\u00eds precisa tratar harmonicamente essas cinco ordens \u2013 tecnocientifica ou econ\u00f4mica, institucional ou jur\u00eddica, moral, \u00e9tica e espiritual &#8211; porque s\u00e3o elas que formam as doutrinas e as ideologias, as teorias e as pr\u00e1ticas que vicejam no mundo corporativo, nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho, nas circunst\u00e2ncias da vida empresarial e no universo da sociedade.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o moral do \u201cpoliticamente correto\u201d n\u00e3o \u00e9 por si s\u00f3 suficiente, portanto. N\u00e3o basta a si pr\u00f3pria. Precisa das demais ordens para se sustentar e avan\u00e7ar.<\/p>\n<p><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adm. Wagner Siqueira: <\/strong>Vereador pelo Rio de Janeiro. Atual Presidente do Conselho Regional de Administra\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro e Membro da Academia Brasileira de Ci\u00eancias da Administra\u00e7\u00e3o. Foi Secret\u00e1rio de Administra\u00e7\u00e3o, Presidente do Riocentro e Secret\u00e1rio de Assist\u00eancia Social da Prefeitura do Rio. Consultor de organiza\u00e7\u00f5es e autor de livros e diversos artigos sobre as ci\u00eancias da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.wagnersiqueira.com.br\/\"><span style=\"color: #326693;\">www.wagnersiqueira.com.br<\/span><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:wagners@attglobal.net\"><span style=\"color: #326693;\">wagners@attglobal.net<\/span><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border: 0px currentColor;\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual o sentido para a vida? 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