{"id":1236,"date":"2010-06-27T12:44:00","date_gmt":"2010-06-27T15:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1236"},"modified":"2011-10-06T12:03:20","modified_gmt":"2011-10-06T15:03:20","slug":"os-espacos-do-trabalho-e-do-nao-trabalho-na-era-pos-industrial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/os-espacos-do-trabalho-e-do-nao-trabalho-na-era-pos-industrial\/","title":{"rendered":"Os Espa\u00e7os do Trabalho [e do N\u00e3o-Trabalho] na Era P\u00f3s-Industrial"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1311\" aria-describedby=\"caption-attachment-1311\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/angeloperes5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1311     \" title=\"angeloperes\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/angeloperes5.jpg\" alt=\"\u00e2ngelo Peres\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1311\" class=\"wp-caption-text\">\u00c2ngelo Peres<\/figcaption><\/figure>\n<p>O\u00a0mundo que vivemos hoje \u00e9 muito diferente do vivido por nossos av\u00f3s e tatarav\u00f3s. Eles viveram num contexto de oportunidades diferentes da nossa, com outras expectativas, perplexidades e complexidades. Nossos av\u00f3s viveram num mundo em que os cientistas sociais convencionaram chamar de a <em>Sociedade Industrial<\/em>.<\/p>\n<p>Essa Sociedade se caracterizou como todos sabem, primeiramente, pela introdu\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas nos processos de trabalho e, posteriormente, subsumiu o homem, menosprezando suas capacidades. Ou melhor, esta era transforma o trabalhador, de forma \u00edmpar e invulgar. Faz de seu trabalho algo <em>externo, estranhado <\/em>e distante.<\/p>\n<p>At\u00e9 essa era, pelo trabalho, o <em>ser social<\/em> objetivava-se \u201catrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da sua exist\u00eancia\u201d. Na Sociedade Industrial o trabalhador \u00e9 transformado em <em>mercadoria<\/em>, como os demais fatores de produ\u00e7\u00e3o (Antunes, 2006a: 123).<\/p>\n<p>Ainda, nessa angula\u00e7\u00e3o, com a <em>mecaniza\u00e7\u00e3o<\/em> da produ\u00e7\u00e3o e a nova morfologia do trabalho, que s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva do capital, diga-se de passagem. Surgem novos e fortes impactos na viv\u00eancia subjetiva dos trabalhadores.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria \u00e9 filha do capitalismo e dele traz a marca indel\u00e9vel. S\u00f3 p\u00f4de nascer gra\u00e7as \u00e0 racionaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do trabalho &#8211; implicada obrigatoriamente em sua funcionaliza\u00e7\u00e3o -, que perpetua em seu funcionamento como uma exig\u00eancia impressa na materialidade de sua maquinaria. Nascida da separa\u00e7\u00e3o entre o trabalhador e \u201cseu\u201d produto e os meios de produzi-lo, a maquinaria industrial torna necess\u00e1ria essa separa\u00e7\u00e3o, mesmo quando n\u00e3o foi concebida com esse prop\u00f3sito (Gorz, 2003: 57-58).<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina no sistema de produ\u00e7\u00e3o, subverteu totalmente esta situa\u00e7\u00e3o. A m\u00e1quina tem esta particularidade: substitui com efici\u00eancia o esfor\u00e7o f\u00edsico humano, mas n\u00e3o dispensa o homem: este \u00e9 sempre necess\u00e1rio para moviment\u00e1-la, faz\u00ea-la andar corretamente e det\u00ea-la no momento preciso (Basbaum, 1977: 25).<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando nessa perspectiva, a Era Industrial (ou Sociedade Industrial, como queiram)<em> <\/em>transformou a ordem econ\u00f4mica, pol\u00edtica, cultural e social da \u00e9poca. Este <em>fen\u00f4meno<\/em> provocou, n\u00e3o s\u00f3 a aliena\u00e7\u00e3o do <em>ser social<\/em> (o trabalhador), mas foi tamb\u00e9m o respons\u00e1vel pelo<em> ponto de inflex\u00e3o <\/em>de todas as transforma\u00e7\u00f5es no <em>tecido social<\/em> e que, aos poucos, foi substituindo os oper\u00e1rios por m\u00e1quinas, nas tarefas.<\/p>\n<p>O capitalismo dessa altura, portanto, trouxe a redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os e a populariza\u00e7\u00e3o dos produtos. Aumentou o desejo pelo consumo, inventou novos produtos e servi\u00e7os que se tornaram indispens\u00e1veis \u00e0 vida de todos, bem como aumentou a futilidade.<\/p>\n<p>Por outro lado, ele reificou o homem, <em>apagou<\/em> as rela\u00e7\u00f5es humanas, criou v\u00ednculos monet\u00e1rios no lugar dos comunit\u00e1rios, sociais e familiares. Enfim, no capitalismo, as rela\u00e7\u00f5es sociais foram substitu\u00eddas pelas rela\u00e7\u00f5es com o mercado (Braverman, 1981: 237-239).<\/p>\n<p>Deixando para tr\u00e1s a Era Industrial (sem esquecer de suas influ\u00eancias e desdobramentos nessa nova era) e dando um salto para os \u00faltimos 20\/30 anos, do s\u00e9culo passado [e para o princ\u00edpio deste], nos deparamos com uma <em>realidade herdada<\/em>. Ou melhor, o mundo agora \u00e9 <em>flex\u00edvel<\/em>, <em>nervoso<\/em> e subsumido pelo mercado, <em>m\u00ednimo<\/em>, global, e <em>neoliberal.<\/em><\/p>\n<p>Os <em>atores sociais<\/em> s\u00e3o despolitizados e ap\u00e1ticos, e o <em>shopping center<\/em> \u00e9 o ref\u00fagio e\/ou o santu\u00e1rio de todos. J\u00e1 que, todos, s\u00e3o socialmente ref\u00e9ns dessa nova \u00f3tica (McChesney, 2006: 11-12).<\/p>\n<p>Seguindo nesse passo, as mudan\u00e7as iniciadas na era industrial se aperfei\u00e7oam nesta. A tecnologia contribui na mudan\u00e7a da estrutura f\u00edsica dos espa\u00e7os do trabalho, bem como em toda a reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva do capital. Esta era traz uma nova morfologia para o trabalho; um novo <em>design<\/em> para os escrit\u00f3rios; novos experimentos flex\u00edveis n\u00e3o s\u00f3 na produ\u00e7\u00e3o, mas em novas maneiras de fornecimento de servi\u00e7os financeiros e outros; novos produtos e mercados s\u00e3o criados\/abertos; promove-se um desassalariamento sem precedentes; vive-se um per\u00edodo desregulamenta\u00e7\u00e3o e desterritorializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o; ocorre uma severa reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva; uma nova mudan\u00e7a no desenho e na divis\u00e3o internacional do trabalho, entre muitas outras mudan\u00e7as. Levando, no limite, a fortes impactos na classe trabalhadora e em sua subjetividade (Antunes, 2006 b: 14-16).<\/p>\n<p>O oper\u00e1rio, escreve Benjamin Coriat, deve transformar-se ao mesmo tempo em \u201cfabricante, tecn\u00f3logo e administrador\u201d. Polivalente e encarregado de um agregado de opera\u00e7\u00f5es e mestre de um conjunto modular multifuncional de meios de trabalho, deve entrar \u201ccomunicacionalmente\u201d em acordo com os membros de seu grupo e com os grupos que lhe sucedem e lhe antecedem, para tornar-se padr\u00e3o coletivo de seu trabalho coletivo (Gorz, 2004: 40-41).<\/p>\n<p>Uma mudan\u00e7a na moderna estrutura institucional acompanhou o trabalho a curto prazo, por contrato ou epis\u00f3dico. As empresas buscaram eliminar camadas de burocracia, tornar-se organiza\u00e7\u00f5es mais planas e flex\u00edveis. Em vez de organiza\u00e7\u00f5es tipo pir\u00e2mide, a administra\u00e7\u00e3o agora quer pensar nas organiza\u00e7\u00f5es como redes. \u2018As arruma\u00e7\u00f5es tipo em redes pesam menos nos p\u00e9s\u2019 do que as hierarquias piramidais (&#8230;) (Sennett, 2003: 23).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a partir da d\u00e9cada de 90, do s\u00e9culo passado, \u00e9 que a reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva intensifica-se no Brasil, por meio da implanta\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios modelos <em>flex\u00edveis<\/em> oriundos do que se convencionou chamar de <em>acumula\u00e7\u00e3o flex\u00edvel<\/em> e <em>toyotismo<\/em> (Antunes, 2006 b: 18).<\/p>\n<p>A partir destas transforma\u00e7\u00f5es, surgem novas formas de contrata\u00e7\u00e3o e de terceiriza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, bem como a transfer\u00eancia das plantas produtivas, na busca de incentivos fiscais, sal\u00e1rios mais baixos, entre outras vantagens para os capitalistas (Antunes, 2006 b: 18).<\/p>\n<p>Estas altera\u00e7\u00f5es do modelo produtivo levam, portanto, como era de se esperar, a um enorme enxugamento da for\u00e7a de trabalho, combinado a significativas muta\u00e7\u00f5es na configura\u00e7\u00e3o dos seus contratos e, em desregulamenta\u00e7\u00f5es dos direitos sociais dos que ainda ficaram trabalhando.<\/p>\n<p>Ainda e, sobretudo, por outro lado, nesse contexto, para piorar o quadro, surgem novas exig\u00eancias feitas aos trabalhadores, tais como: auto-capacita\u00e7\u00e3o profissional, polival\u00eancia, comprometimento, motiva\u00e7\u00e3o, bom humor, parceria, mente empreendedora etc.\u00a0<\/p>\n<p>Os trabalhadores <em>p\u00f3s-fordistas<\/em>, ao contr\u00e1rio, devem entrar no processo de produ\u00e7\u00e3o com toda a bagagem cultural que eles adquiriram nos jogos, nos esportes de equipe, nas lutas, disputas, nas atividades musicais, teatrais, etc. \u00c9 nessas atividades fora do trabalho que s\u00e3o desenvolvidas sua vivacidade, sua capacidade de improvisa\u00e7\u00e3o, de coopera\u00e7\u00e3o. \u00c9 seu saber vernacular que a empresa <em>p\u00f3s-fordista<\/em> p\u00f5e para trabalhar, e explora (Gorz, 2005: 19).<\/p>\n<p>Sem aprofundar nessa discuss\u00e3o visto que esse tema \u00e9 pol\u00eamico e controverso, e, partindo para a conclus\u00e3o deste artigo. Na era p\u00f3s-industrial as empresas exigem dos seus colaboradores dedica\u00e7\u00e3o incondicional, bem como (ela) modela e condiciona esse trabalhador a partir de <em>seu<\/em> sistema de valores e cultura pr\u00f3prios (muito bem administrados pelo RH). Ou seja, as empresas desse novo <em>nexo<\/em>, j\u00e1 nos processos seletivos, buscam candidatos com perfis perfeitamente <em>ajustados<\/em> (e\/ou submetidos) a esta l\u00f3gica.<\/p>\n<p>Em suma, as organiza\u00e7\u00f5es na era p\u00f3s-industrial exigem dos trabalhadores que eles despojem-se de sua identidade de classe, de seu lugar na sociedade e de seu <em>pertencimento<\/em> na coletividade global. Em troca, a firma lhe d\u00e1: uma identidade empresarial; uma cultura que ser\u00e1 o princ\u00edpio organizador e distinguidor; treinamento espec\u00edfico e extremamente aculturador; um vocabul\u00e1rio pr\u00f3prio da \u201ccasa\u201d; e um estilo vestimentar distintivo e personalizado (Gorz, 2004: 47-49).<\/p>\n<p>Na verdade, estas organiza\u00e7\u00f5es procuram incutir um novo patriotismo, que \u00e9 o \u201cpatriotismo da empresa\u201d, e apresenta ao trabalhador uma nova forma de <em>pertencimento<\/em>. Ou seja, a firma busca, a qualquer pre\u00e7o que os trabalhadores se entreguem de corpo e alma; e, em troca, ela lhe d\u00e1 uma identidade, uma personalidade, um trabalho e uma nova <em>rela\u00e7\u00e3o social<\/em> (Gorz, 2004: 47-48).<\/p>\n<p>Por outro lado, a empreendimento absorver\u00e1 (ou se preferirem, sugar\u00e1) toda a energia desse trabalhador. O princ\u00edpio central e mobilizador dessa <em>nova l\u00f3gica <\/em>(determinada pelo capitalista e <em>cuidada<\/em> pelo RH) \u00e9 o da busca pela \u201cexcel\u00eancia indefinidamente crescente de seu desempenho\u201d e a <em>perda total de si <\/em>(Gorz, 2004: 48).<\/p>\n<p>Assim, o que diferencia este <em>nexo<\/em> (da era p\u00f3s-industrial) para o modelo <em>fordista-taylorista <\/em>(da era industrial), \u00e9 que os trabalhadores daquela l\u00f3gica n\u00e3o pertenciam \u00e0 empresa. Eles possu\u00edam um contrato de trabalho e de presta\u00e7\u00e3o de horas. Segundo condi\u00e7\u00f5es e modalidades muito bem determinadas em contrato e reguladas severamente pelos sindicatos classistas.<\/p>\n<p>Esse trabalhador pertencia a si mesmo, a seu sindicato, a sua classe e \u00e0 sociedade. Nesse passo, <em>grosso modo<\/em>, pode-se afirmar que esse trabalhador \u201caceita a sua aliena\u00e7\u00e3o\u201d, sob certas condi\u00e7\u00f5es, e mediante pagamento (Gorz, 2004: 48).<\/p>\n<p>J\u00e1 na era p\u00f3s-industrial s\u00e3o abertas brechas no direito do trabalho, na democracia e nos espa\u00e7os da cidadania. Nesse passo, a empresa desse <em>nexo<\/em> <em>compra<\/em> a pessoa e sua dedica\u00e7\u00e3o incondicional. A subjetividade que nasce desse novo tipo de rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais livre, nem pr\u00f3pria do trabalhador. Ou seja, \u00e9 uma subjetividade externa e da empresa. N\u00e3o sobram a este trabalhador, nenhum espa\u00e7o f\u00edsico ou ps\u00edquico, que n\u00e3o tenha sido ocupado pela empresa e sua l\u00f3gica capitalista (Gorz, 2004: 48-49).<\/p>\n<p>Foi, ent\u00e3o, durante a d\u00e9cada de 1980, que ocorreram os primeiros impulsos do nosso processo de reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva, levando as empresas a adotar, no in\u00edcio de modo restrito, novos padr\u00f5es organizacionais e tecnol\u00f3gicos, novas formas de organiza\u00e7\u00e3o social do trabalho. Iniciou-se a utiliza\u00e7\u00e3o da informatiza\u00e7\u00e3o produtiva e do sistema <em>just-in-time<\/em>; germinou a produ\u00e7\u00e3o baseada em <em>team work<\/em>, alicer\u00e7ada nos programas de qualidade total, ampliando tamb\u00e9m o processo de difus\u00e3o da microeletr\u00f4nica (Antunes, 2006 a: 17).<\/p>\n<p>Deveremos, efetivamente finalizando o artigo, enquanto profissionais de RH e com o apoio das Ci\u00eancias Sociais e Humanas, mormente, repensar esta quest\u00e3o que est\u00e1 posta: o trabalho n\u00e3o pode ser visto como sofrimento, aliena\u00e7\u00e3o, submetimento, ou seja l\u00e1 o que mais. O trabalho n\u00e3o pode tornar o homem um mero <em>ap\u00eandice de m\u00e1quinas <\/em>ou escravos do <em>Imp\u00e9rio<\/em>.<\/p>\n<p>O trabalho ter que ser fonte de prazer, complementaridade, satisfa\u00e7\u00e3o, crescimento pessoal e liberdade. N\u00e3o pode ser esvaziador, escravizador, in\u00fatil e cansativo. As organiza\u00e7\u00f5es, da era p\u00f3s-industrial, t\u00eam que refletir sobre os novos significados do trabalho, sua produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o, bem como ele tem que ser ressignificado e ganhar, como num passado recente, o <em>status<\/em> de valor e de dignidade humana.<\/p>\n<p><strong><em>Refer\u00eancias:<\/em><\/strong><\/p>\n<p>1.ANTUNES, Ricardo. (2006 a), Adeus ao Trabalho. 11\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo, Editora Cortez.<\/p>\n<p>2.___________. (Org.) (2006 b), Riqueza e Mis\u00e9ria do Trabalho no Brasil. S\u00e3o Paulo, Editora Bomtempo.<\/p>\n<p>3.BASBAUM, Le\u00f4ncio. (1977), Aliena\u00e7\u00e3o e Humanismo. S\u00e3o Paulo, Editora S\u00edmbolo.<\/p>\n<p>4.BRAVERMAN, Harry. (1981), Trabalho e Capital Monopolista: A Degrada\u00e7\u00e3o do trabalho no S\u00e9culo XX. 3\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro, Editora Jorge Zahar.<\/p>\n<p>5.GORZ, Andr\u00e9. (2004), Mis\u00e9rias do presente, Riqueza do poss\u00edvel. S\u00e3o Paulo, Annablume.<\/p>\n<p>6.___________.\u00a0 (2005), O Imaterial: Conhecimento, Valor e Capital. S\u00e3o Paulo, Annablume.<\/p>\n<p>7.McCHESNEY, Robert W. (2006), Introdu\u00e7\u00e3o do livro O Lucro ou as Pessoas? Rio de Janeiro, Editora Bertrand Brasil.<\/p>\n<p>8.SENNETT, Richard. (2003), A Corros\u00e3o do Car\u00e1ter. 7\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro, Editora Record.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Angelo Peres <\/strong>\u00e9 Mestre em Economia, P\u00f3s-graduado em Recursos Humanos, Marketing e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica, Doutorando em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade cat\u00f3lica de santa f\u00e9 \/ Argentina. Professor do Centro Universit\u00e1rio Celso Lisboa (UCL). Coordenador acad\u00eamico dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o de Pessoas e Gest\u00e3o estrat\u00e9gica, do UCL, Palestrante e instrutor em programas de treinamento; S\u00f3cio-Gerente da P&amp;P Consultores Associados.<\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:ppconsul@unisys.com.br\">ppconsul@unisys.com.br<\/a> <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo que vivemos hoje \u00e9 muito diferente do vivido por nossos av\u00f3s e tatarav\u00f3s. Eles viveram num contexto de oportunidades diferentes da nossa, com outras expectativas, perplexidades e complexidades. 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