{"id":1243,"date":"2007-05-01T20:53:13","date_gmt":"2007-05-01T23:53:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1243"},"modified":"2011-10-11T10:43:49","modified_gmt":"2011-10-11T13:43:49","slug":"dialogando-com-angelo-peres-sobre-este-triste-inicio-de-seculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/dialogando-com-angelo-peres-sobre-este-triste-inicio-de-seculo\/","title":{"rendered":"Dialogando com \u00c2ngelo Peres sobre este Triste In\u00edcio de S\u00e9culo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1288\" aria-describedby=\"caption-attachment-1288\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2007\/05\/ritaafonso.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1288\" title=\"ritaafonso\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2007\/05\/ritaafonso.jpg\" alt=\"Rita Afonso\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1288\" class=\"wp-caption-text\">Rita Afonso<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cRecuperar essa faculdade (de tornar poss\u00edvel amanh\u00e3 o que hoje parece mposs\u00edvel) tem como primeiro passo um reconhecimento penoso: vivemos nesse in\u00edcio de s\u00e9culo imersos num mundo que nos coloca imensos desafios. E para isso estamos despreparados. Nos deparamos com uma crise profunda, tanto te\u00f3rica como pr\u00e1tica, que traz consigo a amea\u00e7a de pretendermos apenas administrar bem a crise apoiados em instrumentos formais de poder. Tornar poss\u00edvel o imposs\u00edvel \u00e9 ultrapassar esses limites. E isso significa recuperar a capacidade de encontro e de estabelecimento de v\u00ednculos relacionais solid\u00e1rios, em meio a uma realidade social onde impera a fragmenta\u00e7\u00e3o, o individualismo e o consumismo. Essa capacidade pode ser potencializada por nossa criatividade. Tornar poss\u00edvel o imposs\u00edvel n\u00e3o \u00e9 ignorar a realidade efetiva. Mas \u00e9 sim n\u00e3o nos deixarmos iludir com a pretens\u00e3o de que pelo simples fato de que algo esteja sendo assim, deva assim ser.\u201c\u00a0 BARTHOLO (s\/d).<\/p>\n<p>Este artigo tenta um di\u00e1logo com um outro artigo publicado nesta revista pelo Professor \u00c2ngelo Peres. Nele, o professor fala da necessidade urgente de uma outra racionalidade que considere n\u00e3o somente o resultado lucro, tirando a rela\u00e7\u00e3o empregado-empresa da total assimetria, submetida ao resultado financeiro; e aponta o RH como fundamental nesta trajet\u00f3ria. Aqui, o foco \u00e9 o alargamento desta perspectiva, olhando, desde o mesmo lugar, empresas e projetos sociais e as dificuldades decorrentes da precariza\u00e7\u00e3o generalizada do trabalho.<\/p>\n<p><strong>Triste in\u00edcio de s\u00e9culo<\/strong><\/p>\n<p>Chegamos num momento da hist\u00f3ria do capitalismo em que suas pr\u00f3prias conseq\u00fc\u00eancias est\u00e3o levando a vida ao esgotamento: escassez de recursos, aliena\u00e7\u00e3o, degrada\u00e7\u00e3o ambiental, excessivo crescimento populacional, aumento da pobreza mundial, servi\u00e7os sociais deficientes (Kotler, 1994). Tamanha \u00e9 a complexidade das exig\u00eancias impostas pela racionalidade vigente. A quest\u00e3o social est\u00e1 no centro desta discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Mota (2005) clareia o debate sobre as origens do conceito de exclus\u00e3o social, demonstrando a dificuldade de encerr\u00e1-lo fora de contexto, ou seja, o conceito perpassa as dimens\u00f5es econ\u00f4mica, social, pol\u00edtica e cultural. Aponta ainda para a desestabiliza\u00e7\u00e3o da sociedade salarial ocasionada pela precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho e sua conseq\u00fcente press\u00e3o sobre o sistema de prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Para Castel (1997) a discuss\u00e3o da quest\u00e3o social assemelha-se ao questionamento da fun\u00e7\u00e3o integradora do trabalho na sociedade e ao enfrentamento do problema rela\u00e7\u00e3o (ou falta de rela\u00e7\u00e3o) homem-mundo do trabalho. As formas de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho agem sobre o sentir e o pensar dos trabalhadores e n\u00e3o raro, provocam-lhe sofrimento, ang\u00fastias, medos e infelicidades (Dejours,1988).<\/p>\n<p>Bursztyn (2001) sintetiza uma realidade cruel de ser enxergada, que necessariamente nos liberta de alguma aliena\u00e7\u00e3o, nos revela frustrados com raz\u00e3o e nos acena com constrangimentos frente \u00e0 incapacidade de dar conta da realidade do mundo. Ele olha as expectativas dos cidad\u00e3os ao final do s\u00e9culo XIX, comparando-as, numa vis\u00e3o esquem\u00e1tica, ao final do s\u00e9culo XX. Mostra-nos como e por que nos sentimos cruelmente sofridos, seja como trabalhadores ou como cidad\u00e3os. Segundo o autor, como expectativa geral, o final do s\u00e9culo XIX foi marcado por uma vis\u00e3o otimista do futuro, pela perspectiva de condi\u00e7\u00f5es de vida pautadas no bem estar, tendo o Estado como inst\u00e2ncia reguladora, acenando com a perspectiva da igualdade na t\u00f4nica das rela\u00e7\u00f5es entre grupos sociais. No final do s\u00e9culo XX, a expectativa geral \u00e9 de pessimismo e um certo mal estar pelo agravamento das car\u00eancias; o mercado \u00e9 a inst\u00e2ncia reguladora, acenando com a perspectiva de desigualdade e excluindo as regi\u00f5es \u201cdesnecess\u00e1rias\u201d no globo terrestre. L\u00e1, o progresso estava associado \u00e0 id\u00e9ia de gera\u00e7\u00e3o de riquezas, aqui, o progresso \u00e9 causador de impactos ambientais.<\/p>\n<p>A s\u00edntese da racionalidade empresarial n\u00e3o aponta somente para a import\u00e2ncia das pol\u00edticas de RH e do papel crucial dos seus gestores na formula\u00e7\u00e3o destas\u00a0 pol\u00edticas, mas para a necessidade de sustentabilidade em todas as dire\u00e7\u00f5es para onde olhemos e o RH n\u00e3o escapa a este olhar. Resultados financeiros, sim, mas ancorados, com igual peso, nos resultados sociais e ambientais.<\/p>\n<p>Desta forma, o foco da rela\u00e7\u00e3o empregado-empresa alarga-se um pouco para al\u00e9m do eixo cliente-consumidor e avan\u00e7a por uma necessidade de reputa\u00e7\u00e3o que passa a ser o cerne das quest\u00f5es empresariais: di\u00e1logo \u00e9tico e transparente com todos os <em>stakeholders<\/em>. A totalidade destes di\u00e1logos empresariais passam a ter como foco os resultados do trip\u00e9 s\u00f3cio-econ\u00f4mico-ambiental. Empresas pautadas em resultados financeiros olham o passado e n\u00e3o garantem mercado para si no futuro (Elkington, 2001). \u00c9 necess\u00e1rio garantir o futuro.<\/p>\n<p>O artigo do professor \u00c2ngelo Peres mostra uma das pontas que resultam da quest\u00e3o, mais complexa do que o RH possa dar conta: uma rela\u00e7\u00e3o empresa &#8211; funcion\u00e1rio desumanizada e necessitando urgentemente de outros par\u00e2metros, sob o risco de n\u00e3o obter resultados. Quando pensamos nesta racionalidade dentro das empresas, o assunto parece menos grave &#8211; embora n\u00e3o seja &#8211; do que estas mesmas observa\u00e7\u00f5es fotografadas dentro do ambiente que originalmente questiona o modelo e serve para dar conta de suas externalidades, ou de suas indesej\u00e1veis conseq\u00fc\u00eancias: os projetos e empreendimentos sociais.<\/p>\n<p>A nova configura\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-pol\u00edtica radicalizou situa\u00e7\u00f5es de pobreza e vulnerabilidade social (MOTA, 2005). Criou expectativas submetidas ao lucro e ao individualismo e uma certa aliena\u00e7\u00e3o. Chego a ficar tonta quando percebo algum aluno &#8211; dou aulas em cursos de gest\u00e3o &#8211; achando o melhor dos mundos um emprego dentro de uma grande organiza\u00e7\u00e3o privada, onde \u00e9 presenteado com um <em>laptop<\/em> e celular de \u00faltimas gera\u00e7\u00f5es, o que lhes faz passar 24 horas do dia dispon\u00edvel para seus empregadores. Tamb\u00e9m a gest\u00e3o de RH, estrategicamente, formulou planos de cargos e sal\u00e1rios capazes de dar ao assistente de ontem, o <em>status<\/em> de gerente j\u00fanior (com algum nome em ingl\u00eas agregado ao t\u00edtulo do cargo) de hoje; cobrando-lhe alto por isso.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito dos projetos e empreendimentos sociais, formados por cidad\u00e3os que habitam o mesmo tempo-espa\u00e7o que os agregados ao universo empresarial, a quest\u00e3o parece ainda mais candente. Cobertor curto, movimentos que vieram a questionar, em sua origem, o modelo que hora se desvela, utilizam a mesma racionalidade e expediente para tratar problemas de exclus\u00e3o social, gera\u00e7\u00e3o de trabalho e renda, educa\u00e7\u00e3o, entre outros. A racionalidade posta n\u00e3o muda, mudam os atores. Contrata\u00e7\u00e3o sem carteira assinada; premissa da mais valia;\u00a0 apropria\u00e7\u00e3o dos trabalhos de comunidades pelas classes m\u00e9dias,\u00a0 que lucram com esta apropria\u00e7\u00e3o; condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias generalizadas; jornadas extenuantes,\u00a0 achatamento de sal\u00e1rios. Usa-se a mesma racionalidade que o professor \u00c2ngelo chamou de P\u00f3s-industrial para cobrir os p\u00e9s de uma quest\u00e3o que tem, ao mesmo tempo, a cabe\u00e7a de fora.<\/p>\n<p><strong>O centro do poder e os sat\u00e9lites<\/strong><\/p>\n<p>Bartholo (s\/d) afirma que as grandes empresas est\u00e3o no centro da teia do poder e tudo o que orbita em volta dela est\u00e1, de certo modo, submetido e vinculado ao seu dinamismo. Neste sentido, o discurso empresarial do desenvolvimento sustent\u00e1vel, e ainda o discurso de muitos projetos sociais t\u00eam, na pr\u00e1tica, sido reduzidos \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria teia, onde as elites est\u00e3o no centro das decis\u00f5es de poder e o que orbita em volta, satelitizado, serve a este fim, mesmo que se tenha a ilus\u00e3o de n\u00e3o estar pactuando com o estabelecido.<\/p>\n<p>As associa\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da responsabilidade social entre mercados, dos mais diversos, e projetos sociais, remontam o in\u00edcio da industrializa\u00e7\u00e3o (no sentido da precariza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de trabalho) e o momento contempor\u00e2neo (no sentido que nos coloca Bartholo e Peres), sem que isto sequer seja percebido e pior, isto est\u00e1 sendo valorizado. E ao \u201cparceiro\u201d sat\u00e9lite, s\u00e3o impostas velocidade e\u00a0 qualidade que resultam em um trabalho relacional \u201cindustrializado\u201d no pior sentido da palavra, contrapondo produ\u00e7\u00e3o seriada, produtividade e rentabilidade aos apregoados desenvolvimento sustent\u00e1vel e \u00e9tica.<\/p>\n<p>Pela racionalidade que guia estas iniciativas (tanto faz se chamada de p\u00f3s-industrial, p\u00f3s-moderna, neoliberal), estamos, no m\u00e1ximo, incluindo economicamente estas popula\u00e7\u00f5es. E se \u00e9 verdade que os recursos n\u00e3o sustentam o n\u00edvel de consumo no m\u00e9dio prazo (Brundtland, 1998), incluir desejos nos rec\u00e9m inclu\u00eddos vai no caminho oposto ao \u201cmundo melhor\u201d.<\/p>\n<p>Estamos vivendo uma sociedade fragmentada, que resulta de um somat\u00f3rio de minorias, mantidas em isolamento e conflito por sua condi\u00e7\u00e3o, sem a possibilidade de exercer qualquer hegemonia. Neste processo, o povo se desenraiza da id\u00e9ia de uma causa nacional. Este quadro faz escassa a capacidade de poder destes grupos. A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 nas empresas. \u00c9 preciso muita cren\u00e7a para ser otimista.<\/p>\n<p><strong><em>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/em><\/strong><\/p>\n<p>BARTHOLO, Roberto. <strong>A pir\u00e2mide, a teia e as fal\u00e1cias &#8211; sobre modernidade industrial e desenvolvimento social<\/strong>. Texto escrito para o curso Gest\u00e3o de Iniciativas Sociais, UFRJ\/COPPE, LTDS\/SESI,Rio de Janeiro, sem data.<\/p>\n<p>BRUNDTLAND, Gro Harlen. (presidente)\/Comiss\u00e3o Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. <strong>Nosso Futuro comum. <\/strong>Rio de Janeiro: Editora da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, 1988.<\/p>\n<p>BURSZTYN, Marcel (org). <strong>Ci\u00eancia, \u00c9tica e Sustentabilidade: desafios ao novo s\u00e9culo<\/strong>. 2 ed. S\u00e3o Paulo: Cortez; Bras\u00edlia, DF: UNESCO, 2001.<\/p>\n<p>CASTEL, R. As Armadilhas da Exclus\u00e3o. In: BELFIORE-WAANDERLEY, M; B\u00d3GUS, L.; YAZBEK, M.C. (orgs<strong>). Desigualdade e a quest\u00e3o social<\/strong>. Rio de Janeiro: Garamond, 1997.<\/p>\n<p>DEJOURS, Chistophe. <strong>A Loucura do Trabalho: estudo da psicopatologia do trabalho<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o Ana Isabel Paraguay e L\u00facia Leal Ferreira. S\u00e3o Paulo:Cortez &#8211; Obor\u00e9, 1988.<\/p>\n<p>ELKINGTON, J. <strong>Canibais com garfo e faca<\/strong>. Rio de Janeiro: Makron, 2001.<\/p>\n<p>KOTLER, Philip. <strong>Administra\u00e7\u00e3o de Marketing: an\u00e1lise, planejamento, implementa\u00e7\u00e3o e controle<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o Ailton Bonfim Brand\u00e3o. 4 ed. S\u00e3o Paulo: Atlas, 1994.<\/p>\n<p>MOTA, Carlos Renato (coord.). <strong>Quest\u00f5es Sociais Contempor\u00e2neas<\/strong>. ABEG\u00c3O, Lu\u00eds Henrique;\u00a0 GON\u00c7ALVES, Helo\u00edsa Helena; MOTA, Carlos Renato. Bras\u00edlia: SESI\/DN, 2005.<\/p>\n<p>Peres, \u00c2ngelo. <strong>As Implica\u00e7\u00f5es da Gest\u00e3o de RH na Era P\u00f3s-Industrial.<em>Os Impactos do Neoliberalismo e das Rela\u00e7\u00f5es Comerciais no Trabalhador.<\/em><\/strong> In: Rhevista RH. Online: <span style=\"text-decoration: underline;\">&lt;<a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1227\">http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1227<\/a>&gt;<\/span>, consultado em abril de 2007.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre\u00a0a autora:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Rita Afonso <\/strong>\u00e9 Pesquisadora do Laborat\u00f3rio de Tecnologia e Desenvolvimento Social &#8211; LTDS &#8211; da COPPE\/UFRJ, no Programa de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o. Mestre e doutoranda na mesma institui\u00e7\u00e3o e programa. Professora convidada pela Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rey \u2013 UFSJ, no curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o de Neg\u00f3cios. Professora Tutora do FGV ONLINE.\u00a0 Consultora do SEPRORJ &#8211; Sindicato das Empresas de Inform\u00e1tica do Estado do Rio de Janeiro, onde implanta o Programa de Responsabilidade Social.<\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:ritaafonso@globo.com\">ritaafonso@globo.com<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo tenta um di\u00e1logo com um outro artigo publicado nesta revista pelo Professor \u00c2ngelo Peres. Nele, o professor fala da necessidade urgente de uma outra racionalidade que considere n\u00e3o somente o resultado lucro, tirando a rela\u00e7\u00e3o empregado-empresa da total assimetria, submetida ao resultado financeiro; e aponta o RH como fundamental nesta trajet\u00f3ria. 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