{"id":12439,"date":"2014-07-01T00:00:35","date_gmt":"2014-07-01T03:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=12439"},"modified":"2014-07-31T14:22:46","modified_gmt":"2014-07-31T17:22:46","slug":"a-geracao-dos-profissionais-sem-identidade-por-marcos-vono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/a-geracao-dos-profissionais-sem-identidade-por-marcos-vono\/","title":{"rendered":"A Gera\u00e7\u00e3o dos Profissionais Sem Identidade"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_12345\" aria-describedby=\"caption-attachment-12345\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcosvono.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12345 size-full\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcosvono.jpg\" alt=\"Marcos Vono\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcosvono.jpg 150w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcosvono-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcosvono-42x42.jpg 42w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12345\" class=\"wp-caption-text\">Marcos Vono<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Tenho percebido que muitos jovens n\u00e3o conseguem persistir, n\u00e3o s\u00e3o capazes de manter o foco\u00a0<\/em><em>e, por isso, nem sempre concluem seus ciclos profissionais. Mas como isso pode se refletir\u00a0<\/em><em>no futuro profissional e influenciar o rumo da carreira?<\/em><\/p>\n<p>A primeira vez que prestei aten\u00e7\u00e3o na can\u00e7\u00e3o Oriente, de Gilberto Gil, foi h\u00e1 muitos anos, quando vi uma entrevista de Elis Regina dizendo que a havia gravado, mas que tinha errado parte da letra. Por algum motivo isso me chamou a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A m\u00fasica parece ter a inten\u00e7\u00e3o de ser um alerta para os jovens sobre a import\u00e2ncia de ter atitude, de ter um norte. Escrita em 1971, j\u00e1 tratava da import\u00e2ncia de onde fazer o curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Vejam que Gilberto Gil n\u00e3o diz \u201cquando\u201d, e sim \u201conde\u201d ser\u00e1 seu curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Passados quase 40 anos, ainda h\u00e1 jovens que n\u00e3o entenderam a import\u00e2ncia do investimento em educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Falo todos os dias com muitos deles, a maioria ainda est\u00e1 em d\u00favida de quais caminhos seguir e, por causa disso, demonstram-se paralisados. Muitos s\u00e3o resultado da \u201cpedagogia banc\u00e1ria\u201d, \u00e0 espera que lhes digam para onde ir, vivendo o dia a dia, sem coragem de arriscar.<\/p>\n<p>H\u00e1 nesta can\u00e7\u00e3o uma frase que pode ampliar a discuss\u00e3o sobre os caminhos na gest\u00e3o da carreira, que ajuda a refletir sobre o mundo do trabalho e a competi\u00e7\u00e3o no mercado: &#8220;Se oriente, rapaz, pela constata\u00e7\u00e3o de que a aranha vive do que tece.&#8221;. O tema \u00e9 vasto e n\u00e3o linear, mas vale a reflex\u00e3o. Sempre que quero traduzir, principalmente para os mais jovens, a import\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o como base na constru\u00e7\u00e3o da carreira, uso esta frase.<\/p>\n<p>Parece \u00f3bvio que os resultados de cada um definir\u00e3o as matizes de cada trajet\u00f3ria. Competir no mercado de trabalho n\u00e3o \u00e9 diferente de nenhuma outra disputa. O que torna algu\u00e9m vencedor s\u00e3o seus resultados, n\u00e3o o seu potencial. Atingir resultados profissionais, por\u00e9m, requer forma\u00e7\u00e3o e persist\u00eancia.<\/p>\n<p>Tenho percebido que muitos jovens n\u00e3o conseguem persistir, n\u00e3o s\u00e3o capazes de manter o foco e, por isso, nem sempre concluem seus ciclos profissionais. Isso gera para suas vidas consequ\u00eancias que ser\u00e3o muito complexas de administrar. Eles ser\u00e3o jovens que n\u00e3o ter\u00e3o relatos de realiza\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o deixar\u00e3o sua marca. Como consequ\u00eancia, n\u00e3o ser\u00e3o capazes de relatar seus atributos profissionais, n\u00e3o ter\u00e3o uma identidade profissional.<\/p>\n<p>O grande desafio no in\u00edcio da carreira \u00e9 aplicar consistentemente os conceitos assimilados no per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o. \u00c9 transformar conhecimento em compet\u00eancia por meio da experi\u00eancia pr\u00e1tica. Quando, pela falta de continuidade, a aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento n\u00e3o gera resultados, n\u00e3o h\u00e1 a forma\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias. Com o passar do tempo, o jovem contratado em fun\u00e7\u00e3o de seu potencial passar\u00e1 a ser cobrado pela capacidade de solucionar problemas mais complexos. Ele precisar\u00e1 mostrar que desenvolveu compet\u00eancias capazes de suportar o seu crescimento. Se isso n\u00e3o ocorrer, ser\u00e1 eliminado, como acontece nos \u201creality shows\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso entender bem cedo que construir uma carreira \u00e9 se apropriar da constru\u00e7\u00e3o da identidade profissional por meio da cria\u00e7\u00e3o de um processo de desenvolvimento de compet\u00eancias, baseado nas realiza\u00e7\u00f5es e direcionado para um foco espec\u00edfico. E, como diz o ditado popular, aranha que n\u00e3o tece teia, n\u00e3o pega mosca.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\"><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #000000;\"><strong>MARCOS<\/strong><strong>VONO<\/strong><em>\u00a0\u00e9 Especialista em Recursos Humanos e Carreiras. Atuou como Diretor de RH do Grupo IBMEC durante oito anos, fun\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m cumpriu em diversas empresas como Banco ABN Real, Quaker e Unilever.<\/em><em>Marcos<\/em><em>\u00a0tamb\u00e9m atua como Professor de MBA e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o, Palestrante e Consultor nas \u00e1reas de Carreiras e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica de RH, al\u00e9m de ter sido articulista do jornal O Estado de S\u00e3o Paulo no caderno de Empregos.<\/em><\/p>\n<p style=\"color: #000000;\"><strong>Site:\u00a0<\/strong><a style=\"color: #326693;\" href=\"http:\/\/www.marcosvono.com.br%20\/\" target=\"_blank\">h<\/a><a style=\"color: #326693;\" href=\"http:\/\/www.marcosvono.com.br%20\/\" target=\"_blank\">ttp:\/\/www.marcosvono.com.br<\/a><\/p>\n<p style=\"color: #000000;\"><strong>Facebook:\u00a0<\/strong><a style=\"color: #326693;\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.vono.1\" target=\"_blank\">https:\/\/www.facebook.com\/marcos.vono.1<\/a><\/p>\n<p style=\"color: #000000;\"><strong>LinkedIn:\u00a0<\/strong><a style=\"color: #326693;\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/pub\/marcos-vono\/1b\/652\/903%20\" target=\"_blank\">https:\/\/www.linkedin.com\/pub\/marcos-vono\/1b\/652\/903<\/a><\/p>\n<p style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #326693;\" href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira vez que prestei aten\u00e7\u00e3o na can\u00e7\u00e3o Oriente, de Gilberto Gil, foi h\u00e1 muitos anos, quando vi uma entrevista de Elis Regina dizendo que a havia gravado, mas que tinha errado parte da letra. 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