{"id":1246,"date":"2010-09-01T01:00:28","date_gmt":"2010-09-01T04:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1246"},"modified":"2011-10-11T14:41:04","modified_gmt":"2011-10-11T17:41:04","slug":"conheca-sua-base-motivacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/conheca-sua-base-motivacional\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a sua Base Motivacional"},"content":{"rendered":"<div><em><\/p>\n<figure id=\"attachment_1315\" aria-describedby=\"caption-attachment-1315\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/tomcoelho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1315\" title=\"tomcoelho\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/tomcoelho.jpg\" alt=\"&quot;Motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo end\u00f3geno, respons\u00e1vel pela intensidade, dire\u00e7\u00e3o e persist\u00eancia dos esfor\u00e7os de uma pessoa para atingir uma determinada meta&quot;. Tom Coelho\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1315\" class=\"wp-caption-text\">Tom Coelho<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/em><em> <\/em><em> <\/em><em> <\/em><em>\u201cN\u00f3s sabemos o que somos, mas n\u00e3o o que podemos ser.\u201d<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><em> <\/em>(Shakespeare)<\/p>\n<p>Vamos colocar de lado o conceito equivocado de que motiva\u00e7\u00e3o, no mundo corporativo, significa b\u00f4nus salariais, promo\u00e7\u00f5es, eventos festivos, palestras-show e tapinhas nas costas. Embora importantes e desej\u00e1veis, profissionais respons\u00e1veis sabem que estes s\u00e3o aspectos apenas estimuladores de um comportamento proativo.<\/p>\n<p>Motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo end\u00f3geno, respons\u00e1vel pela intensidade, dire\u00e7\u00e3o e persist\u00eancia dos esfor\u00e7os de uma pessoa para atingir uma determinada meta. A intensidade est\u00e1 relacionada \u00e0 quantidade de esfor\u00e7o empregado \u2013 muito ou pouco. A dire\u00e7\u00e3o refere-se a uma escolha qualitativa e quantitativa em face de alternativas diversas. E a persist\u00eancia reflete o tempo direcionado \u00e0 pr\u00e1tica da a\u00e7\u00e3o, indicando se a pessoa desiste ou insiste no cumprimento da tarefa.<\/p>\n<p><strong>Teorias comportamentais<\/strong><\/p>\n<p>Muitos s\u00e3o os estudos acad\u00eamicos envolvendo teorias comportamentais. Abraham Maslow e a <em>Teoria da Hierarquia da Preponder\u00e2ncia das Necessidades<\/em>, Burrhus Skinner e a <em>Teoria da Modifica\u00e7\u00e3o de Condura<\/em>, Victor Vroom e o <em>Modelo de Expect\u00e2ncia<\/em>, Julian Rotter e a <em>Teoria da Aprendizagem Social<\/em>, Frederick Herzberg e <em>Teoria dos Dois Fatores<\/em>, Douglas McGregor e <em>a Teoria X e Y<\/em>, e mais recentemente, Mihaly Csikszentmihalyi e a <em>Experi\u00eancia M\u00e1xima ou Flow<\/em>.<\/p>\n<p>Enfim, h\u00e1 uma s\u00e9rie de outros autores dignos de men\u00e7\u00e3o, mas meu intuito aqui n\u00e3o \u00e9 fazer um tratado acad\u00eamico. Ali\u00e1s, falar de teoria no mundo corporativo \u00e9 falar de fuma\u00e7a. Esta introdu\u00e7\u00e3o foi apenas para apresentar um \u00faltimo nome que tem uma grande contribui\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica para ser apreciada: David McClelland, psic\u00f3logo da Universidade de Harvard, com a <em>Teoria das Necessidades<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas bases motivacionais<\/strong><\/p>\n<p>McClelland identificou tr\u00eas necessidades secund\u00e1rias adquiridas socialmente: realiza\u00e7\u00e3o, afilia\u00e7\u00e3o e poder. Cada indiv\u00edduo apresenta n\u00edveis diferentes destas necessidades, mas uma delas sempre predomina denotando um padr\u00e3o de comportamento.<\/p>\n<p>Pessoas motivadas por realiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o orientadas para tarefas, procuram continuamente a excel\u00eancia, apreciam desafios significativos e satisfazem-se ao complet\u00e1-los, determinam metas realistas e monitoram seu progresso em dire\u00e7\u00e3o a elas.<\/p>\n<p>Indiv\u00edduos motivados por afilia\u00e7\u00e3o desejam estabelecer e desenvolver relacionamentos pessoais pr\u00f3ximos e pertencer a grupos. Cultivam a cordialidade e o afeto em suas rela\u00e7\u00f5es e estimam o trabalho em equipe mais do que o individual.<\/p>\n<p>Finalmente, aqueles motivados pelo poder apreciam exercer influ\u00eancia sobre as decis\u00f5es e comportamentos dos outros, fazendo com que as pessoas atuem de uma maneira diferente do convencional, utilizando-se da domina\u00e7\u00e3o (poder institucional) ou do carisma (poder pessoal). Gostam de competir e vencer e de estar no controle das situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Meu convite \u00e9 para que voc\u00ea reflita, respondendo a si mesmo: <em>onde me encaixo?<\/em> \u00c9 prov\u00e1vel que voc\u00ea goste de ter o controle, deseje realizar coisas, tenha prazer em competir, estime cultivar rela\u00e7\u00f5es pessoais. Mas observe como h\u00e1 um padr\u00e3o dominante. Se eu solicitar a uma plateia que todos cruzem os bra\u00e7os, algumas pessoas colocar\u00e3o o bra\u00e7o direito sobre o esquerdo e vice-versa. Se eu solicitar que invertam estas posi\u00e7\u00f5es, todos ser\u00e3o capazes de faz\u00ea-lo, mas seguramente sentir\u00e3o certo desconforto. Assim s\u00e3o as prefer\u00eancias: tendemos a optar por alguns padr\u00f5es. Voc\u00ea tem uma base motivacional preponderante.<\/p>\n<p><strong>Teoria aplicada \u00e0 pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>Em minha carreira como empreendedor e consultor, muitas vezes questionei-me por qual raz\u00e3o certas organiza\u00e7\u00f5es fracassavam. Deparei-me com modelos de neg\u00f3cios fant\u00e1sticos que n\u00e3o geravam resultados. Encontrei empresas lucrativas que definhavam devido \u00e0 incompatibilidade entre seus s\u00f3cios. Observei executivos talentosos, por\u00e9m sem brilho nos olhos.<\/p>\n<p>Hoje, \u00e0 luz da Teoria de McClelland, passei a ter a vis\u00e3o menos turva. Consigo compreender que para uma empresa lograr \u00eaxito \u00e9 preciso a praticidade e o foco de pessoas motivadas pela realiza\u00e7\u00e3o, a lideran\u00e7a e a firmeza de indiv\u00edduos motivados pelo poder, a sinergia e empatia daqueles motivados por afilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando as empresas perceberem isso, ser\u00e1 poss\u00edvel encontrarmos pessoas mais felizes trabalhando pelo simples fato de estarem posicionadas nos lugares corretos. Passar\u00e3o a gostar do que fazem, pois poder\u00e3o exercer suas habilidades com plenitude.<\/p>\n<p>Quando os empreendedores perceberem isso, ser\u00e1 poss\u00edvel construir sociedades mais est\u00e1veis formadas por pessoas que se complementam mais por suas habilidades e anseios e menos por cultivarem apenas rela\u00e7\u00f5es de amizade. Teremos neg\u00f3cios mais s\u00f3lidos, gerando mais empregos, sendo mais autossustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Quando as pessoas perceberem isso, ser\u00e1 poss\u00edvel que passem a abrir m\u00e3o da necessidade de estarem certas \u2013 ou de algu\u00e9m estar errado \u2013 sem abdicar de suas pr\u00f3prias verdades filos\u00f3ficas ou opini\u00f5es mais sens\u00edveis. E passem, a partir deste autoconhecimento, a fazer o que podem, com o que t\u00eam, onde estiverem.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Tom Coelho<\/strong> \u00e9 professor universit\u00e1rio, palestrante e escritor com artigos publicados por mais de 400 ve\u00edculos da m\u00eddia em 14 pa\u00edses. \u00c9 autor de \u201cSete Vidas \u2013 Li\u00e7\u00f5es para construir seu equil\u00edbrio pessoal e profissional\u201d, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros.<\/p>\n<p><strong>site: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.tomcoelho.com.br\/\"><strong>www.tomcoelho.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>e-mail: <\/strong><a href=\"mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br\"><strong>tomcoelho@tomcoelho.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos colocar de lado o conceito equivocado de que motiva\u00e7\u00e3o, no mundo corporativo, significa b\u00f4nus salariais, promo\u00e7\u00f5es, eventos festivos, palestras-show e tapinhas nas costas. 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