{"id":13580,"date":"2015-09-01T00:00:10","date_gmt":"2015-09-01T03:00:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=13580"},"modified":"2015-08-31T10:25:24","modified_gmt":"2015-08-31T13:25:24","slug":"desculpability-e-uma-das-maiores-barreiras-da-alta-performance-e-todo-gestor-deveria-saber-disso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/desculpability-e-uma-das-maiores-barreiras-da-alta-performance-e-todo-gestor-deveria-saber-disso\/","title":{"rendered":"Desculpability \u00e9 uma das maiores barreiras da alta performance e todo gestor deveria saber disso"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_13583\" aria-describedby=\"caption-attachment-13583\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joaocordeiro.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13583\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joaocordeiro.png\" alt=\"Jo\u00e3o Cordeiro\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joaocordeiro.png 150w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joaocordeiro-100x100.png 100w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joaocordeiro-42x42.png 42w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13583\" class=\"wp-caption-text\">Jo\u00e3o Cordeiro<\/figcaption><\/figure>\n<p>A maioria dos gestores brasileiros\u00a0n\u00e3o est\u00e1 acostumada a extrair do seu time\u00a0n\u00edveis elevados de entrega. Com isto, estes profissionais perdem a oportunidade de gerar uma contribui\u00e7\u00e3o maior \u00e0 sua companhia. Al\u00e9m de n\u00e3o buscar a alcan\u00e7ar a\u00a0a<em>lta performance,<\/em> acabam comprometendo<em>\u00a0<\/em>os objetivos empresariais, o atingimento de metas e, por fim, os resultados\u00a0operacionais\u00a0e financeiros. Essa declara\u00e7\u00e3o pode parecer exagerada. Mas, acredite, n\u00e3o \u00e9. Simples assim.<\/p>\n<p>Com a economia recessiva, consumo interno andando devagar e competidores fazendo o poss\u00edvel para n\u00e3o perder as suas participa\u00e7\u00f5es, \u00e9 imperativo que o gestor reaja para gerar um ambiente que estimule sua equipe a desenvolver velocidade, criatividade e inova\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o \u00e9 novo. O gestor tamb\u00e9m deve manter a sua vis\u00e3o positiva do futuro, ter a sensibilidade e percep\u00e7\u00e3o para enxergar longe, antecipar-se aos movimentos de mercado, cavar oportunidades e conquistar resultados. Isso tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 novo. Essas s\u00e3o a\u00e7\u00f5es esperadas e b\u00e1sicas de todo o gestor. S\u00f3 que nesse momento, ser apenas respons\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 mais suficiente. Isso, sim, \u00e9 a novidade do universo corporativo e mantra dos gurus da administra\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea. E isso n\u00e3o \u00e9 pe\u00e7a de ret\u00f3rica ou discurso de consultor.<\/p>\n<p>Empresas de alta performance resistem melhor \u00e0 momentos de crise e saem mais rapidamente de situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis por causa de uma nova vari\u00e1vel: ter gestores com a habilidade de pensar, agir como dono e gerar resultados excepcionais. E \u00e9 esse profissional, como essa compet\u00eancia, que come\u00e7a a ser disputado pelas corpora\u00e7\u00f5es. Esse conceito est\u00e1 relacionado a algo incomum em nosso idioma: a <em>Accountability Pessoal<\/em>, apresentada aqui como uma virtude moral, que leva o ser humano a evoluir a sua percep\u00e7\u00e3o da responsabilidade, encontrando oportunidades de deixar uma contribui\u00e7\u00e3o maior.<\/p>\n<p>Arist\u00f3teles (385 -322 AC) n\u00e3o acreditava que nasc\u00eassemos prontos, do ponto de vista moral. Nessa dire\u00e7\u00e3o, as virtudes deveriam ser apresentadas ao indiv\u00edduo, incorporadas e aprimoradas ao longo da vida. Assim, como a defini\u00e7\u00e3o original do pensador grego, tamb\u00e9m a <em>Accountability Pessoal<\/em> tamb\u00e9m pode ser aprendida e aprimorada. O anti valor de <em>Accountability Pessoal<\/em> \u00e9 <em>Desculpability<\/em>, que \u00e9 a habilidade de afastar de si a responsabilidade, culpando os outros ou as circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>A perversidade, nesse caso, \u00e9 que a <em>Desculpability <\/em>\u00e9 inata e instintiva. Explico: nascemos prontos para nos proteger, defendendo-se das cr\u00edticas. Assim, ela pode ser aprimorada e contamina as fam\u00edlias, a sociedade e, consequentemente, o trabalho. Se fizermos uma compara\u00e7\u00e3o com a Teoria de Mecanismos de Defesa, elaborada por Sigmund Freud (1856 -1939), talvez a <em>Proje<\/em><em>\u00e7\u00e3<\/em><em>o<\/em> seja o mecanismo de defesa que mais se aproxima da <em>Desculpability, <\/em>no qual sentimentos pr\u00f3prios e indesej\u00e1veis s\u00e3o projetados \u00e0 outras pessoas.<\/p>\n<p>\u00c9 por meio da <em>Desculpability<\/em>, portanto, que revivo a primeira provoca\u00e7\u00e3o deste texto. O executivo brasileiro, de tanto ouvir desculpas, se tornou\u00a0tolerante\u00a0com a baixa performance do seu\u00a0time\u00a0e,\u00a0apesar de termos por aqui excelentes modelos de cultura de\u00a0<em>Alta Performance<\/em>, muitos gestores ainda desconhecem\u00a0as ferramentas para reverter esse quadro\u201d. E uma dessas ferramentas \u00e9 a <em>Accountability. Pessoal.<\/em><\/p>\n<p>Parte dessa complac\u00eancia\u00a0adv\u00e9m do pr\u00f3prio modelo do pensamento nacional, facilmente observado pela toler\u00e2ncia que temos em rela\u00e7\u00e3o aos problemas que enfrentamos no dia a dia. S\u00e3o condi\u00e7\u00f5es que afetam\u00a0indiretamente\u00a0a nossa auto estima, o n\u00edvel de\u00a0exig\u00eancia e, inconscientemente, refletem nas decis\u00f5es dos gestores. Ser <em>Accountable <\/em>\u00e9 pegar para si a responsabilidade, sem medo.<\/p>\n<p>A <em>Accountability Pessoal <\/em>\u00e9 a virtude que provoca as pessoas a pensarem, atuarem como donos, buscando sempre resultados\u00a0excepcionais. Encoraja os indiv\u00edduos a assumir um papel protagonista ao inv\u00e9s de se comportarem como v\u00edtimas. A conclus\u00e3o \u00e9 prosaica e eficiente: a <em>Accountability Pessoal<\/em> \u00e9 o atalho para se ter profissionais mais completos, sem desculpas ou justificativas, com entrega de resultados consistentes. Assim, cada pessoa \u00e9 um potencial influenciador e inspirador de seus <em>stakeholders.<\/em> O modo <em>accountable<\/em> de trabalho beneficia a todos e faz do gestor um profissional focado, exigente consigo mesmo e intolerante com baixos n\u00edveis de performance.<\/p>\n<p>N\u00e3o estou sozinho nesse f\u00f3rum de reflex\u00e3o. Segundo estudo global da McKinsey &amp; Company, publicado no <em>McKinsey Quartely<\/em> de Abril de 2014, <em>accountability <\/em>\u00e9 uma das nove dimens\u00f5es da sa\u00fade organizacional, resultado de uma ampla pesquisa junto a empresas privadas. Quem vivencia esse conceito extrai de dentro de si o que h\u00e1 de\u00a0melhor no ser humano, a coragem para agir como dono do seu destino,\u00a0tornando-se uma pessoa mais completa em diversas dimens\u00f5es\u201d. Como j\u00e1 escrevi, um profissional <em>accountable<\/em> transforma-se em protagonista\u00a0\u00a0e n\u00e3o em um mero espectador da vida corporativa, tornando-se um embaixador da cultura proativa das nossas organiza\u00e7\u00f5es. Eu convido-o a refletir e se assim decidir, a vivenciar <em>Accountability Pessoal<\/em> tanto na dimens\u00e3o pessoal, quanto na profissional, encontrando dessa forma pap\u00e9is cada vez mais nobres para a nossa sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span lang=\"PT\">Sobre o autor:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Cordeiro\u00a0<\/strong>\u00e9 Coach,\u00a0consultor de gest\u00e3o, pesquisador, especialista de desenvolvimento profissional e\u00a0escritor. \u00c9 autor do livro\u00a0&#8220;A evolu\u00e7\u00e3o da\u00a0responsabilidade pessoal, Editora\u00a0\u00c9vora.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria dos gestores brasileiros n\u00e3o est\u00e1 acostumada a extrair de seu time os melhores n\u00edveis de entrega. 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