{"id":13585,"date":"2015-10-01T00:00:49","date_gmt":"2015-10-01T03:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=13585"},"modified":"2015-09-25T16:41:22","modified_gmt":"2015-09-25T19:41:22","slug":"como-o-gestor-deve-atuar-na-crise-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/como-o-gestor-deve-atuar-na-crise-economica\/","title":{"rendered":"Crise econ\u00f4mica e  Accountability: a oportunidade para engajar pessoas e produzir resultados"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_13583\" aria-describedby=\"caption-attachment-13583\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joaocordeiro.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13583\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joaocordeiro.png\" alt=\"Jo\u00e3o Cordeiro\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joaocordeiro.png 150w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joaocordeiro-100x100.png 100w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joaocordeiro-42x42.png 42w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13583\" class=\"wp-caption-text\">Jo\u00e3o Cordeiro<\/figcaption><\/figure>\n<p>O cen\u00e1rio brasileiro econ\u00f4mico atual, marcado por instabilidade pol\u00edtica, volatilidade do d\u00f3lar, crescimento do desemprego, infla\u00e7\u00e3o em alta e que, juntos, comp\u00f5em uma conjuntura pessimista pouca vezes presenciado na \u00faltima d\u00e9cada, faz com que as organiza\u00e7\u00f5es busquem mecanismos para se equilibrar nessa incerteza, manter seus talentos e ainda assegurar a sustentabilidade do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Esta nova atmosfera dita o rumo no universo corporativo e, consequentemente, impacta a vida da for\u00e7a produtiva. Em meio a isso, a \u00fanica verdade \u00e9 que o mundo j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 mais o mesmo e h\u00e1 o consenso de que a sociedade ter\u00e1 de assumir o desafio de viver com ainda mais parcim\u00f4nia, menos ostenta\u00e7\u00e3o e, sobretudo, menos desperd\u00edcio.<\/p>\n<p>Como, dessa forma, as organiza\u00e7\u00f5es montar\u00e3o suas estrat\u00e9gias para sobreviver a este tsunami em um ambiente em que, j\u00e1 em 2008, na primeira grande crise do s\u00e9culo 21, colocou em prova a solidez das institui\u00e7\u00f5es. N\u00e3o tenho d\u00favidas em afirmar que no centro deste debate h\u00e1 um grande personagem: o gestor.\u00a0 Afinal, \u00e9 ele quem tem de utilizar toda a criatividade poss\u00edvel para entregar resultados em um ambiente movedi\u00e7o, austero, restritivo e com controle espartano de despesa.<\/p>\n<p>F\u00e1cil? De forma alguma. Asseguro, no entanto, que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige\u00a0<em>budget<\/em>\u00a0e sim atitude! Simples assim. \u00c9 poss\u00edvel, sim, produzir resultados surpreendentes na adversidade. Agir e pensar como donos faz com que o gestor supere suas metas e, principalmente, inspire o time, que \u00e9 sempre o principal ativo das companhias. Isso tudo \u00e9 accountability pessoal, tema que estudo h\u00e1 30 anos e n\u00e3o possui tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas, mas que pode ser entendido como a virtude moral do \u201cir al\u00e9m\u201d do que previsto na descri\u00e7\u00e3o do cargo.<\/p>\n<p>Muitos empres\u00e1rios e l\u00edderes operam muito bem nesse modo, mas poucos se mant\u00e9m agindo na mesma intensidade em momentos dif\u00edceis. A quest\u00e3o \u00e9 que, nesses per\u00edodos mais desafiadores, boa parte da alta lideran\u00e7a recua, permitindo que o medo e a incerteza contaminem seus processos de decis\u00e3o. Com isso, os gestores correm o risco de se esquecerem de que sem uma vis\u00e3o positiva do futuro e sem a\u00e7\u00e3o, o homem nem teria sa\u00eddo das cavernas. A\u00ed, surge aquilo que refuto como a grande doen\u00e7a do ambiente de neg\u00f3cios: o desculpability.<\/p>\n<p>O contr\u00e1rio de accountability pessoal \u00e9\u00a0a desculpability. Trata-se da habilidade de afastar de si a responsabilidade, culpando os outros, as circunst\u00e2ncias, ou tudo aquilo que est\u00e1 \u00e0 sua volta. \u00c9 como um v\u00edrus ou aplicativo pr\u00e9-instalado que funciona turbinando o nosso instinto de defesa. Nascemos com ele e ele est\u00e1 conosco presente na humanidade desde o in\u00edcio da civiliza\u00e7\u00e3o, o que pode ser percebido em G\u00eanesis, cap\u00edtulo 3, vers\u00edculos 11 e 12.<\/p>\n<p>Accountability n\u00e3o \u00e9 inato. Pode, deve e precisa ser ensinado. E se n\u00e3o for praticado, \u00e9 facilmente esquecido.\u00a0Somente quando \u00e9 vivenciada de forma genu\u00edna, tornando-se algo habitual, \u00e9 que passa a incorporar no cora\u00e7\u00e3o e mente da pessoa, mesclando um princ\u00edpio moral com a personalidade.<\/p>\n<p>Empresas que conseguiram incorporar elementos de accountability na sua cultura, quer seja traduzindo como protagonismo, proatividade pessoal ou pensar e agir como dono,\u00a0 v\u00e3o sofrer menos, v\u00e3o sair mais cedo da crise e podem at\u00e9 sair mais fortes do que estavam. N\u00e3o estou sozinho nesta cren\u00e7a. Segundo estudo global da McKinsey &amp; Company, accountability \u00e9 uma das nove dimens\u00f5es da sa\u00fade organizacional.<\/p>\n<p>Encontrar oportunidades \u00a0nesse cen\u00e1rio negativo, portanto, pode ser a diferen\u00e7a para a empresa de hoje sobreviver at\u00e9 amanh\u00e3. Para isso, \u00e9 essencial que os gestores enfrentem o per\u00edodo valorizando um novo modo de vida, centrado na ess\u00eancia e na sustentabilidade como valores centrais A accountability \u00e9 o caminho em dire\u00e7\u00e3o ao \u00eaxito, pois torna vi\u00e1vel o engajamento das pessoas em torno de uma causa comum, com mais alegria, e satisfa\u00e7\u00e3o pessoal, dando um basta \u00e1 in\u00e9rcia a e estagna\u00e7\u00e3o.\u00a0 Nessa dire\u00e7\u00e3o, uma atitude acccountable \u00e9 uma vantagem competitiva para transformar a crise em oportunidade.<\/p>\n<p><strong><span lang=\"PT\">Sobre o autor:\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Cordeiro\u00a0<\/strong>\u00e9 Coach,\u00a0consultor de gest\u00e3o, pesquisador, especialista de desenvolvimento profissional e\u00a0escritor. Autor do livro\u00a0\u201cA evolu\u00e7\u00e3o da\u00a0responsabilidade pessoal, Editora\u00a0\u00c9vora.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/rhnydus.gif\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio brasileiro econ\u00f4mico atual, marcado por instabilidade pol\u00edtica, volatilidade do d\u00f3lar, crescimento do desemprego, infla\u00e7\u00e3o em alta e que, juntos, comp\u00f5em uma conjuntura pessimista pouca vezes presenciado na \u00faltima d\u00e9cada, faz com que as organiza\u00e7\u00f5es busquem mecanismos para se equilibrar nessa incerteza, manter seus talentos e ainda assegurar a sustentabilidade do neg\u00f3cio.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":13583,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2564],"tags":[2566],"table_tags":[],"class_list":["post-13585","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-joao-cordeiro","tag-accountability-pessoal","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13585"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13585\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13585"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=13585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}