{"id":1379,"date":"2010-09-01T01:10:12","date_gmt":"2010-09-01T04:10:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1379"},"modified":"2011-10-10T14:34:25","modified_gmt":"2011-10-10T17:34:25","slug":"voce-e-estrategico-ou-apenas-mais-barato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/voce-e-estrategico-ou-apenas-mais-barato\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea \u00e9 estrat\u00e9gico ou apenas mais barato?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1382\" aria-describedby=\"caption-attachment-1382\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/moacirrauber.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1382\" title=\"moacirrauber\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/moacirrauber.gif\" alt=\"Moacir Rauber\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1382\" class=\"wp-caption-text\">Moacir Rauber<\/figcaption><\/figure>\n<p>Havia um reconhecido empres\u00e1rio brasileiro da d\u00e9cada de 1950 que dizia, \u201cPara que uma pessoa trabalhe para mim h\u00e1 que atender um requisito, que conhe\u00e7a mais do que eu sobre aquilo para o qual foi contratado!\u201d. Parece uma condi\u00e7\u00e3o simples, considerando-se que todos n\u00f3s somos \u00fanicos, o que, supostamente, nos garantiria um diferencial natural em rela\u00e7\u00e3o a qualquer outro ser humano. Entretanto a nossa unicidade n\u00e3o se manifesta sempre expondo um diferencial atrativo para a organiza\u00e7\u00e3o na qual estamos. Eis a\u00ed o grande desafio.<\/p>\n<p>Assim, tornar a nossa caracter\u00edstica de ser \u00fanicos relevantes para a organiza\u00e7\u00e3o passa a ser importante para aqueles que pretendem se destacar neste cen\u00e1rio. Relembrando a nossa unicidade pode-se afirmar que em nenhum momento eu estou competindo em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com algu\u00e9m, porque n\u00e3o somos iguais. A diferen\u00e7a pode ser f\u00edsica, em que o bi\u00f3tipo de um favorece mais do que o de outro para exercer determinada atividade; pode ser gen\u00e9tica, em que alguns fatores se sobressaem gerando uma vantagem competitiva em rela\u00e7\u00e3o ao outro; pode ser experiencial, em que os conhecimentos adquiridos anteriormente promovem um ganho; enfim, pode ser nos diferentes n\u00edveis de intelig\u00eancia de que dispomos, ajustando-se melhor a um ou outro tipo de fun\u00e7\u00e3o. Na verdade n\u00f3s sequer competimos com algu\u00e9m de dentro da nossa organiza\u00e7\u00e3o ou da nossa equipe, assim como n\u00e3o competimos com ningu\u00e9m de fora. A nossa competi\u00e7\u00e3o \u00e9 conosco mesmo, procurando dar signific\u00e2ncia ao que temos de melhor. E uma vez que esse nosso melhor seja importante para a organiza\u00e7\u00e3o na qual estamos inseridos alcan\u00e7aremos \u00eaxito. Conhecer estas diferen\u00e7as e delas tomar partido, transformando-se em um elemento estrat\u00e9gico para a nossa organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 a nossa alternativa. Pode-se faz\u00ea-lo desenvolvendo e aprimorando nossa compet\u00eancia b\u00e1sica diferencial, elevando-a a um n\u00edvel superior, assim como acrescer novas compet\u00eancias em dom\u00ednios menos comuns, ampliando o nosso leque de relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Isto se aplica em qualquer atividade, seja na esfera pessoal ou profissional. Nos esportes o remo \u00e9 um exemplo, pois divide-se em fases distintas, entre a pegada, a puxada, a finaliza\u00e7\u00e3o da remada e a recupera\u00e7\u00e3o. Este conjunto de fases, sendo realizado de forma harm\u00f4nica, \u00e9 que far\u00e1 com que o remador e a sua equipe alcancem a vit\u00f3ria. Assim, uma remada b\u00e1sica requer a aplica\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnica e de for\u00e7a que se repetem ao longo do percurso da prova, fazendo com que cada m\u00fasculo trabalhe e seja importante para o resultado final. A pegada \u00e9 o movimento com a musculatura ainda relaxada, em que o tronco se flexiona em busca do melhor \u00e2ngulo para a execu\u00e7\u00e3o da puxada. Envolve-se neste movimento todo um conjunto de t\u00e9cnicas para favorecer o movimento seguinte que \u00e9 a puxada. Sabe-se que este \u00e9 o movimento que impulsiona o barco em dire\u00e7\u00e3o a linha de chegada, mas a puxada tamb\u00e9m \u00e9 subdividida em diferentes fases. A pot\u00eancia das pernas \u00e9 de suma import\u00e2ncia, representando aproximadamente 65% da for\u00e7a que impulsiona o barco. O movimento do corpo faz com que o carrinho deslize corretamente dando um adequado aproveitamento de todo o conjunto. E o movimento de bra\u00e7os e troncos completa a puxada, em que os m\u00fasculos da parte superior do corpo se contraem para finaliz\u00e1-la. Depois vem a finaliza\u00e7\u00e3o da remada, em que se procura extrair o m\u00e1ximo de efici\u00eancia do movimento, com a extens\u00e3o completa dos m\u00fasculos em conson\u00e2ncia com a tra\u00e7\u00e3o na \u00e1gua. Por fim, a \u00faltima parte de uma remada \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o, em que os bra\u00e7os s\u00e3o empurrados para longe do corpo em dire\u00e7\u00e3o a pegada. Reinicia-se todo o ciclo rumo a linha de chegada.<\/p>\n<p>Pode-se extrair de uma remada uma s\u00e9rie de compara\u00e7\u00f5es com o nosso dia-a-dia organizacional, porque em nenhum momento h\u00e1 competi\u00e7\u00e3o entre os m\u00fasculos de um mesmo indiv\u00edduo. H\u00e1 coopera\u00e7\u00e3o, assim como deve ser numa organiza\u00e7\u00e3o. Apesar de saber que a puxada \u00e9 que impulsiona o barco, sendo assim a parte mais vis\u00edvel do sucesso do movimento, ela n\u00e3o diminui ou anula a import\u00e2ncia das outras fases, porque todas est\u00e3o intrinsecamente ligadas.<\/p>\n<p>Caso a pegada n\u00e3o seja adequada, a puxada falhar\u00e1. Caso a finaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja realizada a contento, compromete-se a recupera\u00e7\u00e3o, que prejudica a pegada e, consequentemente a puxada. Cada fase \u00e9 distinta, cada movimento \u00e9 \u00fanico e cada m\u00fasculo movimentado \u00e9 importante, mas tudo deve acontecer de forma integrada e em coopera\u00e7\u00e3o. Da mesma forma como n\u00f3s devemos ser importantes numa organiza\u00e7\u00e3o pelo trabalho em si, mas principalmente pela coopera\u00e7\u00e3o com os demais. E neste ponto vem o entendimento de que a remada tamb\u00e9m est\u00e1 inserida em algo maior, que \u00e9 a regata. E esta, por sua vez, \u00e9 o objetivo do atleta, do t\u00e9cnico e do clube ou do pa\u00eds. \u00c9 o objetivo de uma equipe, que deve ser internalizado por cada um dos seus componentes, assim como na vida organizacional. Por\u00e9m, cabe a n\u00f3s sabermos ser distintos, \u00fanicos e importantes em nossas organiza\u00e7\u00f5es, contribuindo para desenvolver o movimento adequado na sua totalidade. Isto requer esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o para conciliar os objetivos organizacionais e individuais.<\/p>\n<p>Entretanto, muitos remadores adquirem h\u00e1bitos perniciosos e n\u00e3o executam o movimento na \u00edntegra, normalmente atendendo a lei do menor esfor\u00e7o, comprometendo o resultado do trabalho de uma equipe. Isto tamb\u00e9m est\u00e1 presente na realidade organizacional, em que muitos colaboradores n\u00e3o conseguem ver o movimento como parte de um todo, comprometendo o resultado e diminuindo a sua pr\u00f3pria relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Por outro lado, cabe \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o identificar e valorizar os seus \u201cm\u00fasculos\u201d, sob pena de ignorar conhecimentos e habilidades que comprometer\u00e3o o seu desempenho. Logo, a organiza\u00e7\u00e3o deve estimular e manter as condi\u00e7\u00f5es para que cada integrante da equipe desenvolva todo o seu potencial. Quando a organiza\u00e7\u00e3o opta por contratar pessoas que conhecem muito sobre determinado of\u00edcio, como no exemplo do empres\u00e1rio citado, deve tamb\u00e9m possibilitar que este colaborador continue aprimorando suas compet\u00eancias. Isto beneficia o indiv\u00edduo e a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deste modo, com um indiv\u00edduo disposto a desenvolver-se e uma organiza\u00e7\u00e3o que fomenta esta postura todos estar\u00e3o mais pr\u00f3ximos dos seus objetivos, sejam individuais ou organizacionais. Caso n\u00e3o seja assim, n\u00f3s s\u00f3 estaremos na organiza\u00e7\u00e3o porque somos mais baratos e n\u00e3o porque somos estrat\u00e9gicos, enquanto a organiza\u00e7\u00e3o manter\u00e1 um quadro de \u201cm\u00fasculos viciados\u201d e n\u00e3o eficientes.<\/p>\n<p>Por fim fica a pergunta que est\u00e1 posta no in\u00edcio: voc\u00ea \u00e9 estrat\u00e9gico ou apenas mais barato?<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Moacir Jorge Rauber<\/strong>, tem Mestrado em Gest\u00e3o de Recursos Humanos pela UMinho &#8211; Braga, Portugal (2010), Mestrado em Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o pela UFSC (2003), MBA em Marketing (1998), al\u00e9m de extensa forma\u00e7\u00e3o complementar. Atuou nas \u00e1reas Administrativa, Gest\u00e3o de Recursos Humanos, Vendas e Planejamento Estrat\u00e9gico e ministra a palestra motivacional <em>Em cada situa\u00e7\u00e3o, novas oportunidades!<\/em><\/p>\n<p><strong>e-mail: <\/strong><a href=\"mailto:mjrauber@gmail.com\"><strong>mjrauber@gmail.com<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Havia um reconhecido empres\u00e1rio brasileiro da d\u00e9cada de 1950 que dizia, \u201cPara que uma pessoa trabalhe para mim h\u00e1 que atender um requisito, que conhe\u00e7a mais do que eu sobre aquilo para o qual foi contratado!\u201d. <\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[273,881],"tags":[2746,252,284,304],"table_tags":[],"class_list":["post-1379","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-incentivar-pessoas","category-moacir-jorge-rauber","tag-motivacao","tag-planejamento-de-carreira","tag-trabalho-em-equipe","tag-treinamento","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1379"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1379\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1379"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=1379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}