{"id":13794,"date":"2015-12-01T00:00:21","date_gmt":"2015-12-01T02:00:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=13794"},"modified":"2015-11-29T23:18:30","modified_gmt":"2015-11-30T01:18:30","slug":"pejotizacao-veterinaria-contratada-como-pessoa-juridica-consegue-reconhecimento-de-vinculo-com-petshop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/pejotizacao-veterinaria-contratada-como-pessoa-juridica-consegue-reconhecimento-de-vinculo-com-petshop\/","title":{"rendered":"Pejotiza\u00e7\u00e3o: Veterin\u00e1ria contratada como pessoa jur\u00eddica consegue reconhecimento de v\u00ednculo com petshop"},"content":{"rendered":"<p>Uma veterin\u00e1ria de Osasco teve o v\u00ednculo trabalhista com uma petshop reconhecido pela Justi\u00e7a do Trabalho e mantido pela S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Ao n\u00e3o conhecer do recurso de revista da empresa contra a decis\u00e3o, os ministros consideraram que o contexto f\u00e1tico probat\u00f3rio do ac\u00f3rd\u00e3o regional demonstrou com clareza a &#8220;pejotiza\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica veterin\u00e1ria alegou que foi obrigada a ingressar como s\u00f3cia de uma empresa chamada Vet Service para poder trabalhar na cl\u00ednica Animal Health C\u00e3es e Gatos Ltda. O s\u00f3cio majorit\u00e1rio da Vet Service seria o pr\u00f3prio dono da Animal Health. Ela trabalhou para a petshop durante 16 anos. Em sua defesa, a empresa argumentou que a veterin\u00e1ria era profissional liberal aut\u00f4noma por escolha pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O juiz de origem entendeu que a empresa da qual a veterin\u00e1ria foi s\u00f3cia foi criada exclusivamente para prestar servi\u00e7os para a petshop. Dessa forma, diante tamb\u00e9m dos depoimentos das testemunhas, teria ficado comprovada a fraude trabalhista por meio da &#8220;pejotiza\u00e7\u00e3o&#8221;, e a Animal Health foi condenada a pagar todas as verbas trabalhistas da m\u00e9dica.<\/p>\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (SP) manteve a condena\u00e7\u00e3o, e afirmou que o fato de a empregada admitir que podia &#8220;fazer-se substituir&#8221;, como suposta condi\u00e7\u00e3o impeditiva ao reconhecimento do v\u00ednculo de emprego, \u00e9 uma &#8220;lenda urbana&#8221;. &#8220;A substitui\u00e7\u00e3o circunstancial, quando consentida pelo empregador, por si s\u00f3 n\u00e3o obsta o reconhecimento da pessoalidade, devendo a quest\u00e3o ser tratada caso a caso e \u00e0 luz da prova produzida&#8221;, afirmou o TRT.<\/p>\n<p>No recurso ao TST, a petshop reiterou que a pessoalidade \u00e9 uma das caracter\u00edsticas fundamentais para o reconhecimento do v\u00ednculo de emprego. Mas o ministro Vieira de Mello Filho observou que o pr\u00f3prio ac\u00f3rd\u00e3o regional destacou que a veterin\u00e1ria n\u00e3o pagava aluguel, n\u00e3o dividia despesas, e que o ingresso dela na Vet Service ocorreu como condi\u00e7\u00e3o para que esta trabalhasse na Animal Health. &#8220;N\u00e3o pairam d\u00favidas de que o objeto do contrato era a pr\u00f3pria atividade da empresa, e n\u00e3o meramente o resultado do servi\u00e7o prestado, e a contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra por empresa meramente interposta para o desenvolvimento das atividades fim do tomador implica a forma\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo de emprego diretamente com o tomador dos servi\u00e7os&#8221;, destacou o ministro, sugerindo a manuten\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>(Paula Andrade\/CF)<\/p>\n<p>Processo: <a href=\"http:\/\/aplicacao4.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=1535&amp;digitoTst=57&amp;anoTst=2010&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=2&amp;varaTst=381&amp;submit=Consultar\">RR-1535-57.2010.5.02.0381<\/a><\/p>\n<p><em>O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por tr\u00eas ministros, com a atribui\u00e7\u00e3o de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordin\u00e1rios em a\u00e7\u00e3o cautelar. Das decis\u00f5es das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer \u00e0 Subse\u00e7\u00e3o I Especializada em Diss\u00eddios Individuais (SBDI-1).<\/em><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong><br \/>\nSecretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/>\nTribunal Superior do Trabalho<br \/>\nTel. <span class=\"skype_c2c_print_container skype_c2c notranslate\">(61) 3043-4907 <\/span><br \/>\n<a href=\"mailto:secom@tst.jus.br\">secom@tst.jus.br<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-12855 size-full\" src=\"http:\/\/i0.wp.com\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/rhnydus1.gif?zoom=1.5&amp;resize=620%2C82\" srcset=\"http:\/\/i0.wp.com\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/rhnydus1.gif?zoom=1.5&amp;resize=620%2C82\" alt=\"rhnydus\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma veterin\u00e1ria de Osasco teve o v\u00ednculo trabalhista com uma petshop reconhecido pela Justi\u00e7a do Trabalho e mantido pela S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Ao n\u00e3o conhecer do recurso de revista da empresa contra a decis\u00e3o, os ministros consideraram que o contexto f\u00e1tico probat\u00f3rio do ac\u00f3rd\u00e3o regional demonstrou com clareza a &#8220;pejotiza\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":13732,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2506,2603,2189],"table_tags":[],"class_list":["post-13794","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-pejotizacao","tag-pj","tag-tst","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13794","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13794"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13794\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13794"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13794"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13794"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=13794"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}