{"id":14011,"date":"2016-04-01T00:00:36","date_gmt":"2016-04-01T03:00:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=14011"},"modified":"2016-04-01T09:41:49","modified_gmt":"2016-04-01T12:41:49","slug":"crencas-e-crendices-no-ambiente-corporativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/crencas-e-crendices-no-ambiente-corporativo\/","title":{"rendered":"Cren\u00e7as e crendices no ambiente corporativo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_13366\" aria-describedby=\"caption-attachment-13366\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gustavorocha.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13366\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gustavorocha.jpg\" alt=\"Gustavo Rocha\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gustavorocha.jpg 150w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gustavorocha-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gustavorocha-42x42.jpg 42w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13366\" class=\"wp-caption-text\">Gustavo Rocha<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cren\u00e7a \u00e9 sin\u00f4nimo de f\u00e9? Em fato, pela l\u00f3gica deveria ser sin\u00f4nimo de d\u00favida. N\u00e3o afirmando que d\u00favida existe naquele que tem cren\u00e7a, mas que qualquer cren\u00e7a nos leva a d\u00favidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Vamos deixar claro que n\u00e3o estou falando de religi\u00e3o.<\/em>\u00a0Vamos falar aqui das cren\u00e7as e crendices corporativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cren\u00e7as como que pessoas com muitos anos na mesma empresa sabem tudo (podem ser acomodadas e saberem pouco), pessoas mais novas s\u00e3o de pouco trabalho (nem todas) e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E crendices, como crer que sem regras, treinamentos e vis\u00e3o de onde est\u00e3o indo as pessoas ir\u00e3o permanecer na empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E porque cren\u00e7as tem a ver com d\u00favidas? Vejamos este texto filos\u00f3fico:<\/p>\n<h3 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>A F\u00e9 da\u00a0D\u00favida<\/em><\/h3>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em><strong>A cren\u00e7a \u00e9 uma aceita\u00e7\u00e3o de verdade, por\u00e9m, \u00e9 tamb\u00e9m o fundamento da d\u00favida em sua dimens\u00e3o teol\u00f3gica e filos\u00f3fica, da\u00ed porque questionar de forma alguma \u00e9 incompat\u00edvel com ter uma f\u00e9.<\/strong><\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>O s\u00e9culo do Esclarecimento ou, como ficou conhecido nos textos que o esp\u00edrito humano produziu, o Iluminismo, p\u00f4s como seu estrado fundamental a busca pela certeza. E, como consequ\u00eancia, bradou: \u201c\u00e9 mais apropriado duvidar que aceitar qualquer coisa pela f\u00e9\u201d (Sawer, 2009, p. 99). Brado em claro acordo com o pensamento de seu precursor, o franc\u00eas Ren\u00e9 Descartes e em oposi\u00e7\u00e3o aberta ao dogmatismo religioso das \u201ctrevas medievais\u201d. Mas o eco que se seguiu, por\u00e9m, revelava outra realidade: a de que a pr\u00f3pria d\u00favida fundamenta-se na cren\u00e7a.<\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>Antes de prosseguirmos, se faz imperioso, como exame primeiro, definirmos dois termos: \u2018cren\u00e7a\u2019 e \u2018d\u00favida\u2019. Ambos ser\u00e3o considerados aqui em seu sentido mais largo, isto \u00e9,\u00a0lato. Ent\u00e3o, cren\u00e7a \u00e9 todo ato do esp\u00edrito de assentir firmemente a algo, sem que esse algo seja justificado racionalmente. Dito de maneira outra, \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o da verdade de uma declara\u00e7\u00e3o, sem que haja comprova\u00e7\u00e3o racional e objetiva. Diversamente, d\u00favida \u00e9 \u2013 e tamb\u00e9m em seu significado largo -, a \u201cIncapacidade de determinar se algo \u00e9 verdadeiro ou falso ou de decidir pr\u00f3 ou contra alguma coisa\u201d (Japiassu[1]\u00a0&amp; Marcondes, 1996, p. 77).<\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>Uma vez destacado o referencial dos termos cren\u00e7a e d\u00favida, poderemos, ent\u00e3o, retomar a tese que j\u00e1 fora formulada: \u201ctoda d\u00favida apoia-se sobre uma estrutura de cren\u00e7a\u201d. Exemplifiquemos. Se algu\u00e9m assentir a declara\u00e7\u00e3o: \u201cEu duvido de P\u201d, sendo \u2018P\u2019 qualquer coisa, como a declara\u00e7\u00e3o: \u201cEu duvido que haja verdade absoluta\u201d; ou: \u201cEu duvido que haja um Deus\u201d; e, ao se perguntar a esse algu\u00e9m o porqu\u00ea, as raz\u00f5es que sustentam a sua d\u00favida, a resposta que ele der revelar\u00e1 um conjunto de cren\u00e7as que foram aceitas por ele sem justifica\u00e7\u00e3o alguma. Cren\u00e7as que foram tomadas sem que fossem examinadas, provadas racional e objetivamente, mas que foram assentidas quer consciente ou inconscientemente. Isso posto, \u201cduvidar de alguma coisa \u00e9, ao mesmo tempo, acreditar em outra coisa\u201d (Sawer, 2009, p.99).<\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>Portanto, a \u2018cren\u00e7a\u2019, ou seu termo equivalente, \u2018f\u00e9\u2019, \u00e9 fundamento da d\u00favida. E, parafraseando o te\u00f3logo James Sawer, o ato de duvidar n\u00e3o significa evitar cren\u00e7as n\u00e3o comprovadas, uma vez que a pr\u00f3pria d\u00favida se apoia em f\u00e9 n\u00e3o comprovada (2009, p. 100). E acrescenta ele ainda em outro lugar: \u201ctoda d\u00favida tem uma estrutura fiduci\u00e1ria e est\u00e1 radicada num conjunto de compromissos de f\u00e9 que, enquanto apoiarem a d\u00favida, n\u00e3o poder\u00e3o eles mesmos ser postos em d\u00favida. O ramo sobre o qual cada d\u00favida se assenta \u00e9 a f\u00e9\u201d (Ibidem, p. 100).<\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>Autor: Hugo de Albuquerque Silva<\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>*Hugo \u00e9 te\u00f3logo e p\u00f3s-graduado em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o pelo Centro de Estudos Superiores de Macei\u00f3 (Cesmac).<\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/filosofia.uol.com.br\/\" target=\"_blank\">Revista Filosofia<\/a><\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em><strong>Notas<\/strong><\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>[1]\u00a0\u2013 Hilton Ferreira Japiass\u00fa nasceu no Maranh\u00e3o, em 1934. Licenciou-se em Filosofia pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), obteve doutorado em Filosofia, Epistemologia e Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias pela Universit\u00e9 des Sciences Sociales (Grenoble, Fran\u00e7a) e possui p\u00f3s-doutorado em Filosofia pela Universit\u00e9 des Sciencies Humanes (Fran\u00e7a). Professor adjunto de Filosofia e Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias no Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Seu livro mais conhecido \u00e9\u00a0O mito da neutralidade cient\u00edfica\u00a0(Imago, 1976).<\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>JAPIASS\u00da, Hilton; MARCONDES, Danilo. \u201cDicion\u00e1rio b\u00e1sico de filosofia\u201d. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 1996, p. 77.<\/em><\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 60px; text-align: justify;\"><em>SAWER, M. James. \u201cUma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia: das quest\u00f5es preliminares, da voca\u00e7\u00e3o e do labor teol\u00f3gico\u201d. S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 2009, p.99.<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Preparando o 1 de Abril, a pergunta que n\u00e3o quer calar \u00e9: Se voc\u00ea tem cren\u00e7as, voc\u00ea questiona as mesmas? Quais s\u00e3o suas verdades? E suas mentiras para si mesmo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea busca mudar seus pensamentos e cren\u00e7as\/crendices para encontrar outras cren\u00e7as ou outras formas de ver aquilo como hoje \u00e9 feito?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gest\u00e3o come\u00e7a por encontrar caminhos diferentes daqueles que sempre deram certo ou deram parcialmente certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo muda, n\u00f3s mudamos, a sociedade muda. Porque as regras do seu neg\u00f3cio sempre permanecem as mesmas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quais cren\u00e7as ou crendices precisam ser alteradas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que n\u00e3o come\u00e7ar hoje?<\/p>\n<p>Critique os procedimentos! Pense, treine, monitore a sua equipe das mudan\u00e7as feitas.<\/p>\n<p>Seja verbo e adjetivo, e n\u00e3o\u00a0substantivo da mudan\u00e7a, do pensar e do ser algu\u00e9m melhor todos os dias.<\/p>\n<p>#PenseNisto<\/p>\n<p><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gustavo Rocha:\u00a0<\/strong>Advogado P\u00f3s-Graduado em Direito Empresarial com mais de 10 anos de viv\u00eancia no \u00e2mbito jur\u00eddico. Atuou como gerente de escrit\u00f3rios de advocacia por mais de 4 anos. Experi\u00eancia nos estados do RS, SC, PR e SP. Presta exclusivamente consultoria nas \u00e1reas de gest\u00e3o, tecnologia e qualidade para escrit\u00f3rios de advocacia, mantendo sua OAB atualizada como ferramenta de luta nos interesses da classe junto a OAB e Tribunais, atrav\u00e9s das comiss\u00f5es da OAB. Possui publica\u00e7\u00e3o em livro pela OAB\/SC no livro OAB em Movimento, OAB editora, al\u00e9m de diversos artigos publicados em revistas e peri\u00f3dicos f\u00edsicos e eletr\u00f4nicos. Atua tamb\u00e9m como palestrante em diversos eventos nacionais e ministra treinamentos in company de gest\u00e3o e tecnologia.<\/p>\n<p><strong>site:\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.gestao.adv.br\/\"><strong>www.gestao.adv.br<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>e-mail:\u00a0<\/strong><strong><a href=\"mailto:gustavo@gestao.adv.br\">gustavo@gestao.adv.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.meurhnaweb.com.br\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-12855 size-full\" src=\"http:\/\/i0.wp.com\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/rhnydus1.gif?resize=620%2C82\" alt=\"rhnydus\" width=\"620\" height=\"82\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cren\u00e7a \u00e9 sin\u00f4nimo de f\u00e9? Em fato, pela l\u00f3gica deveria ser sin\u00f4nimo de d\u00favida. 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