{"id":1440,"date":"2010-09-01T01:10:29","date_gmt":"2010-09-01T04:10:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=1440"},"modified":"2014-05-31T00:16:47","modified_gmt":"2014-05-31T03:16:47","slug":"o-que-voce-quer-ser-quando-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/o-que-voce-quer-ser-quando-crescer\/","title":{"rendered":"O Que Voc\u00ea Quer Ser Quando Crescer?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1443\" aria-describedby=\"caption-attachment-1443\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/ritaalonso.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1443 \" title=\"ritaalonso\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/ritaalonso.gif\" alt=\"Rita Alonso: &quot;todas as vezes que me sinto cansada, desanimada, com vontade de desistir lembro deste triste e important\u00edssimo epis\u00f3dio que marcou definitivamente na escolha da minha carreira&quot;\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1443\" class=\"wp-caption-text\">Rita Alonso: &#8220;respirei fundo e com uma voz bem pequenininha consegui responder: &#8211; Quero ser professora!&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em sala de aula a professora pergunta aos seus alunos: &#8211; O que voc\u00eas querem ser quando crescer? V\u00e1rias crian\u00e7as levantam a m\u00e3o. Eu me sinto t\u00edmida, calada e com um imenso frio na barriga.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m diz que quer ser m\u00e9dico, o outro bombeiro, outro engenheiro e outro, ainda, responde astronauta. Continuo muda e rezando para que ningu\u00e9m lembre que eu existo por conta da grande timidez que j\u00e1 fazia parte do meu mundinho.<\/p>\n<p>Quando naquele minuto de sil\u00eancio que demorou horas veio a pergunta crucial: &#8211; E Voc\u00ea, Rita Alonso? O que quer ser quando crescer? Senti meu rosto queimar, minha respira\u00e7\u00e3o ficar ofegante, mas num rompante inesperado, respirei fundo e com uma voz bem pequenininha consegui responder: &#8211; Quero ser professora!<\/p>\n<p>A seguir a cena que nunca mais esqueceria em toda a minha vida: Uma gargalhada geral ecoou por toda a sala puxada pela pr\u00f3pria \u201cTia Terezinha\u201d, que complementou o horror da cena dizendo: &#8211; Minha filha, s\u00f3 se voc\u00ea quiser morrer de fome!<\/p>\n<p>E, novamente, mais gargalhadas!<\/p>\n<p>Nestes meus 20 anos em sala de aula, todas as vezes que me sinto cansada, desanimada, com vontade de desistir lembro deste triste e important\u00edssimo epis\u00f3dio que marcou definitivamente na escolha da minha carreira e, principalmente, me v\u00eam \u00e0 mente o sentimento de determina\u00e7\u00e3o e for\u00e7a de vontade para galgar um caminho que eu sempre tive certeza de ter absoluta voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Poucos anos depois deste fato, conheci a professora Elisa. Ela era linda, decidida e revolucion\u00e1ria em seus m\u00e9todos de ensino. Ensinou-nos o significado de palavras como \u201cpersonalidade\u201d, \u201cdetermina\u00e7\u00e3o\u201d, \u201csentimento\u201d, \u201ctalento\u201d\u2026 Ah, que saudades eu sinto desta professora principalmente quando ela resolveu ler o livro \u201cMeu P\u00e9 de Laranja Lima\u201d no finzinho das aulas. Cada dia um cap\u00edtulo, cada dia uma l\u00e1grima\u2026<\/p>\n<p>Vejo este dois casos -duas professoras diferentes- como decisivos na vida do aluno, a import\u00e2ncia da conscientiza\u00e7\u00e3o por parte dos professores de seu papel como formador de opini\u00e3o, de car\u00e1ter e, at\u00e9, em muitos casos, de auxiliar na forma\u00e7\u00e3o de personalidade. E mais ainda: a import\u00e2ncia de nossas atitudes quando se fecha a porta e ficamos no palco de uma sala de aula.<\/p>\n<p>Aos 14 anos comecei a dar aulinhas de recrea\u00e7\u00e3o na antiga LBA (Legi\u00e3o Brasileira de Assist\u00eancia) no Parque da G\u00e1vea e l\u00e1, ainda, ingressei num projeto na Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, onde alunos adultos assistiam num monitor \u00e0 novela da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o chamada \u201cJo\u00e3o da Silva\u201d e ap\u00f3s a novela educativa eu ministrava aulas de portugu\u00eas, matem\u00e1tica, ci\u00eancias\u2026 Logo a seguir entrei para o projeto MOBRAL, alfabetizando jovens e adultos. Desta experi\u00eancia, a minha maior conquista foi ensinar uma senhora de 64 anos de nome D. Pedrina a ler e a escrever.<\/p>\n<p>At\u00e9 o dia em que peguei um \u00f4nibus e fui fazer minha inscri\u00e7\u00e3o para o vestibular nas \u201cFaculdades Integradas Est\u00e1cio de S\u00e1\u201d na Rua do Bispo.<\/p>\n<p>Exatamente! A UNESA n\u00e3o era universidade ainda e s\u00f3 existia no bairro do Est\u00e1cio-RJ. Consegui o segundo lugar do meu curso no vestibular. Terminei a primeira faculdade, fiz a segunda e ganhei bolsa integral para a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Da\u00ed comecei a dar aulas na pr\u00f3pria faculdade, n\u00e3o parei mais e l\u00e1 se v\u00e3o 20 anos\u2026<\/p>\n<p>Amo o que fa\u00e7o e tenho um prazer imenso em lecionar. Nestes tantos anos como professora, conheci centenas de alunos e a melhor recompensa \u00e9, \u00e0s vezes, cruzar a Av. Rio Branco ou estar num supermercado e ouvir algu\u00e9m chamar: \u201c- Oi, Prof. Rita Alonso!\u201d<\/p>\n<p>E isto n\u00e3o tem pre\u00e7o!<\/p>\n<p>Al\u00e9m de provar para a \u201cTia Terezinha\u201d que vim, vi e venci porque este era o meu talento. E que aos nove anos eu j\u00e1 sabia o que eu ia ser quando crescesse.<\/p>\n<p><strong>Sobre a autora:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rita Alonso: <\/strong>Professora de Recursos Humanos da Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1 h\u00e1 20 anos. Instrutora dos Cursos do SEBRAE, SENAC e SESC. Funcion\u00e1ria h\u00e1 25 anos da Riotur\/Controladoria Geral do Munic\u00edpio. Desenvolve trabalhos de consultoria organizacional, ministra treinamentos e palestras motivacionais.<\/p>\n<p><strong>site: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.ritaalonso.com.br\/\"><strong>www.ritaalonso.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>e-mail: <\/strong><strong><a href=\"mailto:ritaalonso@ritaalonso.com.br\">ritaalonso@ritaalonso.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Agradecimento<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 todos que se identificaram com a Rita menina t\u00edmida, assustada diante de um desafio que nem ela sabia o qu\u00e3o grande seria, mas que na sua inoc\u00eancia e pureza sabia que teria um caminho lindo e gratificante a percorrer, o meu muit\u00edssimo obrigada.<\/p>\n<p>Cada palavra, cada considera\u00e7\u00e3o sobre o texto e sobre a professora que sou soam para mim como o reconhecimento, a gl\u00f3ria por ter acreditado que sem perseveran\u00e7a nao se chega a lugar nenhum. Aos meus alunos o prazer de ter convivido com cada um e poder ajudar na constru\u00e7\u00e3o de uma pessoa e um profissional de valor. Aos amigos, ah os amigos, todo este trabalho na verdade tem um pouquinho da for\u00e7a que recebi de cada um de voc\u00eas.<\/p>\n<p>Enfim, \u00e0 voc\u00ea que leu o texto, se identificou, gostou, acredite e leve seus sonhos adiante com muita, mas muita perseveran\u00e7a.<br \/>\nAcredite na voz do seu cora\u00e7\u00e3o e muito sucesso para todos n\u00f3s!!<\/p>\n<p>Rita Alonso<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sala de aula a professora pergunta aos seus alunos: &#8211; O que voc\u00eas querem ser quando crescer? V\u00e1rias crian\u00e7as levantam a m\u00e3o. Eu me sinto t\u00edmida, calada e com um imenso frio na barriga.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":9238,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[307,889],"tags":[228,376,237,2746,377,378],"table_tags":[],"class_list":["post-1440","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carreira","category-rita-alonso","tag-assertividade","tag-comportamento","tag-comunicacao","tag-motivacao","tag-oportunidade","tag-sabedoria","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1440"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1440\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1440"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=1440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}