{"id":16459,"date":"2017-07-01T00:00:57","date_gmt":"2017-07-01T03:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=16459"},"modified":"2017-07-04T12:01:18","modified_gmt":"2017-07-04T15:01:18","slug":"de-onde-vem-o-medo-de-falar-em-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/de-onde-vem-o-medo-de-falar-em-publico\/","title":{"rendered":"DE ONDE VEM O MEDO DE FALAR EM P\u00daBLICO?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_16460\" aria-describedby=\"caption-attachment-16460\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16460\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gloriaportella.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gloriaportella.png 200w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gloriaportella-150x150.png 150w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gloriaportella-100x100.png 100w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gloriaportella-42x42.png 42w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16460\" class=\"wp-caption-text\">Gl\u00f3ria Portella<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele era um dos gerentes mais competentes da empresa. Contava com o respeito de seu chefe, com a admira\u00e7\u00e3o dos colegas e dominava a fun\u00e7\u00e3o como poucos. Mas entrava em p\u00e2nico toda vez que tinha que apresentar os resultados da sua \u00e1rea na reuni\u00e3o da diretoria. Diante do grupo, com um microfone na m\u00e3o, parecia um profissional iniciante, inseguro e inexperiente. Quem j\u00e1 n\u00e3o viu esse filme? Por que alguns profissionais com uma bela forma\u00e7\u00e3o, curr\u00edculo invej\u00e1vel e experts no que fazem n\u00e3o conseguem demonstrar a mesma seguran\u00e7a diante de uma plateia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisas afirmam que o maior medo humano \u00e9 o de falar em p\u00fablico &#8211; maior at\u00e9 que o medo da morte! E, claro, um sentimento assim t\u00e3o poderoso pode interferir de maneira dr\u00e1stica na carreira profissional. Em muitos, esse medo manifesta-se na dificuldade de liderar equipes. Por se sentirem muito inseguros, t\u00eam dificuldade de tomar decis\u00f5es, dar ordens e demonstrar firmeza. Alguns acabam indo para o outro extremo, sendo arrogantes, o que n\u00e3o cria empatia com seus subordinados, azedando de vez a rela\u00e7\u00e3o. H\u00e1 pessoas que trancam a faculdade para n\u00e3o ter que enfrentar uma plateia. Alguns chegam a desenvolver s\u00edndrome de p\u00e2nico. \u00c9 comum vermos profissionais competent\u00edssimos no que fazem, mas com dificuldade de se expressar, serem preteridos por outros menos competentes, por\u00e9m, muito mais eloquentes. Por isso, quem n\u00e3o nasceu com o dom da palavra costuma se sentir inferior. E isso aumenta ainda mais o medo de dar branco, de n\u00e3o conseguir passar o recado com credibilidade, de n\u00e3o chegar at\u00e9 o final da palestra, de se desmoralizar, de ser rejeitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A boa not\u00edcia \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel romper com esse ciclo vicioso. Dou sempre meu pr\u00f3prio exemplo para os alunos. Antes de dar aula de orat\u00f3ria e criar meu pr\u00f3prio m\u00e9todo, fui atriz de teatro e de TV. Trabalhei em diversas pe\u00e7as, em novelas da Globo e at\u00e9 na Escolinha do Professor Raimundo. Entretanto, na minha primeira aula de teatro, a voz n\u00e3o sa\u00eda, eu tremia e ficava vermelha. Simplesmente fui me treinando ao longo desses anos. N\u00e3o sou diferente nem melhor do que ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O receio de falar em p\u00fablico muitas vezes vem de um trauma na inf\u00e2ncia, de algo que a pessoa ouviu de seus pais quando crian\u00e7a. Esse sentimento reflete a imagem que ela foi construindo de si mesma, a partir de como era vista dentro da fam\u00edlia e da sociedade. Afinal, \u00e9 atrav\u00e9s do olhar do outro que nos constru\u00edmos. O p\u00e2nico de falar em p\u00fablico est\u00e1 associado ao medo de nos expor a esse olhar. Como sou visto pelo mundo? Ser\u00e1 que agrado? Ser\u00e1 que v\u00e3o me achar burro ou incompetente? Para aqueles que tiveram m\u00e1s experi\u00eancias na inf\u00e2ncia, as respostas a essas perguntas acabam sendo marcadas pelos t\u00e3o opressores e familiares bord\u00f5es: \u201cCala a boca! Voc\u00ea n\u00e3o sabe falar direito! Voc\u00ea \u00e9 burro!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, dominar todas as t\u00e9cnicas de dic\u00e7\u00e3o, ritmo, orat\u00f3ria ou imposta\u00e7\u00e3o da voz n\u00e3o traz resultados efetivos. Para vencer sentimentos t\u00e3o profundos e complexos, \u00e9 preciso que a mudan\u00e7a aconte\u00e7a de dentro para fora. S\u00f3 teoria n\u00e3o resolve. O treinamento tem que ser vivencial, pr\u00e1tico. \u00c9 preciso treinar cada indiv\u00edduo de forma particular, aprimorando seu potencial, desenvolvendo novas habilidades e lidando com dificuldades espec\u00edficas. S\u00f3 assim \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar uma mudan\u00e7a efetiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das coisas mais importantes das minhas aulas \u00e9 ajudar a pessoa a manter a calma antes de entrar em a\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de t\u00e9cnicas de orat\u00f3ria, ensino sobretudo t\u00e9cnicas de controle da respira\u00e7\u00e3o. Se a pessoa est\u00e1 tensa e com a respira\u00e7\u00e3o curta, a express\u00e3o dela fica bloqueada. O que muitas vezes acontece \u00e9 que a pessoa fala uma coisa e o corpo diz outra. \u00c9 o que chamamos de linguagem n\u00e3o verbal. Como, por exemplo, o aluno ficar \u2018dan\u00e7ando&#8217; de um lado para o outro ou enfiar as m\u00e3os no bolso porque n\u00e3o sabe o que fazer com elas. Quando estudei interpreta\u00e7\u00e3o numa das mais renomadas escolas de NY, t\u00ednhamos uma hora de relaxamento para cinco minutos de palco! Da mesma forma que o nosso estado mental e emocional altera a nossa respira\u00e7\u00e3o, o inverso tamb\u00e9m ocorre. O relaxamento antes de entrar em cena \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre a Autora:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Gl\u00f3ria Portella<\/strong> \u00e9 monitora de cursos de orat\u00f3ria para grupos e empresas e de teatro para n\u00e3o atores e iniciantes. \u00c9 atriz, graduada em artes c\u00eanicas pelo Lee Strasberg Theatre and Film Institute, NY (mesmo fundador do Actor\u2019s Studio). Tem forma\u00e7\u00e3o em psican\u00e1lise, psicologia e yoga.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Site:\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.gloriaportellacursos.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.gloriaportellacursos.com.br<\/a><em><br \/>\n<\/em><em>Fone \/ WathsApp: <\/em>[21] 9 9976 2618<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=16621\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-16628 size-full\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/novobannercurso_620.gif\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"90\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele era um dos gerentes mais competentes da empresa. Contava com o respeito de seu chefe, com a admira\u00e7\u00e3o dos colegas e dominava a fun\u00e7\u00e3o como poucos. Mas entrava em p\u00e2nico toda vez que tinha que apresentar os resultados da sua \u00e1rea na reuni\u00e3o da diretoria. Diante do grupo, com um microfone na m\u00e3o, parecia um profissional iniciante, inseguro e inexperiente. Quem j\u00e1 n\u00e3o viu esse filme? Por que alguns profissionais com uma bela forma\u00e7\u00e3o, curr\u00edculo invej\u00e1vel e experts no que fazem n\u00e3o conseguem demonstrar a mesma seguran\u00e7a diante de uma plateia?<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":16460,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2912],"tags":[2364,392],"table_tags":[],"class_list":["post-16459","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gloria-portella","tag-falar-em-publico","tag-oratoria","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16459","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16459"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16459\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16460"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16459"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16459"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16459"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=16459"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}