{"id":16485,"date":"2017-06-01T00:00:15","date_gmt":"2017-06-01T03:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=16485"},"modified":"2017-05-30T14:48:58","modified_gmt":"2017-05-30T17:48:58","slug":"quer-mudar-um-habito-a-neurociencia-te-ajuda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/quer-mudar-um-habito-a-neurociencia-te-ajuda\/","title":{"rendered":"Quer mudar um h\u00e1bito? A neuroci\u00eancia te ajuda"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.dimep.com.br\/categoria\/kairos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-16407 size-full\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/kairos5.gif\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"90\" \/><\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_15185\" aria-describedby=\"caption-attachment-15185\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-15185\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/martinportner.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/martinportner.png 200w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/martinportner-150x150.png 150w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/martinportner-100x100.png 100w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/martinportner-42x42.png 42w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15185\" class=\"wp-caption-text\">Dr. Martin Portner<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o voc\u00ea decidiu afastar um h\u00e1bito indesejado. Uma mania que lhe incomoda. Algo que vem sendo feito ou pensado repetidas vezes. J\u00e1 virou ensaio ma\u00e7ante; n\u00e3o serve para nada e passou a ser um problema. Al\u00e9m de n\u00e3o ajudar, tornou-se uma mala no caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea est\u00e1 na m\u00e9dia das pessoas que buscam mudar um h\u00e1bito inc\u00f4modo, chances s\u00e3o de que seis meses se passaram desde que voc\u00ea decidiu mudar e nada aconteceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso ocorre por que h\u00e1 poucas coisas mais dif\u00edceis na vida do que extinguir um h\u00e1bito. H\u00e1bitos \u2013 que tamb\u00e9m chamamos de mania, como roer as unhas, ruminar sentimentos de menos valia, n\u00e3o sair da cama de manh\u00e3 \u2013 s\u00e3o comportamentos organizados pelo c\u00e9rebro. Em algum momento, ele decide que determinado h\u00e1bito \u00e9 \u00fatil e deve ser mantido; por mais que voc\u00ea deseje o contr\u00e1rio, as tentativas para elimin\u00e1-lo acabam dando em nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso acontece baseado na economia. Digamos que voc\u00ea vai ao supermercado; uma das coisas que voc\u00ea precisa \u00e9 um tubo de pasta de dentes. Voc\u00ea j\u00e1 sabe em que g\u00f4ndola sua marca predileta est\u00e1. Ela casualmente se encontra na altura dos olhos, voc\u00ea simplesmente a alcan\u00e7a e a lan\u00e7a na cesta. Mas naquele dia, voc\u00ea decide que gostaria de comparar o pre\u00e7o e o tamanho do tubos das outras marcas dispon\u00edveis. O estriado, o n\u00facleo cerebral que gerencia o planejamento autom\u00e1tico das coisas do dia a dia, quase tem um ataque; \u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, o time que est\u00e1 ganhando est\u00e1 para ser mexido. Vai levar um minuto a mais e ainda por cima vai dar na mesma\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manter o que est\u00e1 arquivado tem custo baixo. Extinguir o circuito de neur\u00f4nios que operacionaliza o h\u00e1bito exige esfor\u00e7o, glicose e mini descargas el\u00e9tricas percorrendo c\u00e9lulas nervosas que gostariam de estar quietas. Vai sair mais caro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea realmente deseja descartar o h\u00e1bito, vamos sugerir uma mudan\u00e7a de estrat\u00e9gia. Cientistas descobriram que velhos h\u00e1bitos n\u00e3o se extinguem. Deixe-os l\u00e1 e substitua-os por novos. Se voc\u00ea se empenhar no passo a passo, levar\u00e1 n\u00e3o mais do que 48 horas para um h\u00e1bito ser reprogramado. Vamos examinar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema da mania \u00e9 o que a traz \u00e0 cena. Sempre h\u00e1 um disparador. Geralmente \u00e9 um pensamento; pode ser um som, uma imagem, um coment\u00e1rio, qualquer coisa. O h\u00e1bito \u00e9 desencadeado por algo. Quando esse algo pintar na mente, o que daria in\u00edcio ao h\u00e1bito, voc\u00ea o interrompe, por um instante, atrav\u00e9s de uma mini sequ\u00eancia cognitiva. O que \u00e9 isso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma boa mini sequ\u00eancia seria relembrar algumas notas musicais que fazem a abertura de uma m\u00fasica, por exemplo. As cinco notas da guitarra estupenda de Eric Clapton abrindo <em>Someone`s Knockin\u00b4<\/em>; ou as nove notas de <em>Eine Kleine Nachtmusik,<\/em> de Mozart; ou mesmo a voz grave de Z\u00e9lia Duncan sobreposta ao teclado na abertura de <em>Catedral<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imediatamente depois de a sequ\u00eancia cognitiva ser rodada na mente, voc\u00ea aciona uma mini concentra\u00e7\u00e3o em cima de algo do seu pr\u00f3prio corpo. Isso deve durar um tempo. Por exemplo, focar a aten\u00e7\u00e3o nos dedos polegar, indicador e m\u00e9dio como se eles estivessem segurando o bra\u00e7o da guitarra; ou o sorriso de coringa do Wolfgang Amadeus; ou seus olhos, como se fosse Z\u00e9lia mirando a plateia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer combina\u00e7\u00e3o \u2013 uma sequ\u00eancia cognitiva e o foco sobre um componente do corpo pelo per\u00edodo de quatro ou cinco minutos.\u00a0 Foco inarred\u00e1vel, fixo, sem deixar vazar. O que vai acontecer \u00e9 a regrava\u00e7\u00e3o da trilha inicial. Uma nova trilha, aquela que envolve notas musicais e o foco sobre a parte corporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interessante, voc\u00ea dir\u00e1, perdemos uma mania e adquirimos outra. Ocorre que esse expediente dar\u00e1 in\u00edcio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito de focar em algo que pertence a voc\u00ea. Estudos em neuroci\u00eancia mostram que exerc\u00edcios de autofoco s\u00e3o m\u00e1gicos. A velha mania, aquela substitu\u00edda pela sequ\u00eancia cognitiva e foco corporal, \u00e9 esquecida. Voc\u00ea passa a adquirir h\u00e1bitos rotativos. Velhos h\u00e1bitos ficam para tr\u00e1s; novas ideias passam a dominar a cena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o in\u00edcio de um novo comportamento que acaba em uma qualidade chamada de criatividade. E a vida, prepare-se, n\u00e3o ser\u00e1 mais a mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dr. Martin Portner<\/strong> \u00e9 M\u00e9dico Neurologista , Mestre em Neuroci\u00eancia pela Universidade de Oxford e especialista em Mindfulness. H\u00e1 mais de 30 anos divide suas habilidades entre atendimentos cl\u00ednicos e palestras, treinamentos e workshops sobre sabedoria, criatividade e mindfulness.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Site:<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.martinportner.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.martinportner.com.br<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.dimep.com.br\/categoria\/kairos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-16407 size-full\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/kairos5.gif\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"90\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ent\u00e3o voc\u00ea decidiu afastar um h\u00e1bito indesejado. Uma mania que lhe incomoda. Algo que vem sendo feito ou pensado repetidas vezes. J\u00e1 virou ensaio ma\u00e7ante; n\u00e3o serve para nada e passou a ser um problema. Al\u00e9m de n\u00e3o ajudar, tornou-se uma mala no caminho.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":15185,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2777],"tags":[2915,1565],"table_tags":[],"class_list":["post-16485","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dr-martin-portner","tag-manias","tag-mudancas","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16485"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16485\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15185"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16485"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=16485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}