{"id":20251,"date":"2019-10-11T22:55:24","date_gmt":"2019-10-12T01:55:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=20251"},"modified":"2019-10-11T22:55:24","modified_gmt":"2019-10-12T01:55:24","slug":"os-baby-boomers-nao-querem-ser-invisiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/os-baby-boomers-nao-querem-ser-invisiveis\/","title":{"rendered":"Os Baby Boomers* N\u00e3o Querem Ser Invis\u00edveis!"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_17060\" aria-describedby=\"caption-attachment-17060\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17060\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gladiscosta_p.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gladiscosta_p.png 200w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gladiscosta_p-150x150.png 150w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gladiscosta_p-100x100.png 100w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gladiscosta_p-42x42.png 42w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17060\" class=\"wp-caption-text\">Gladis Costa<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>\u201cN\u00e3o se pode criar experi\u00eancia, \u00e9 preciso passar por ela\u201d \u2013 Albert Camus<\/i><img \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nProfissionais maduros est\u00e3o vivendo sua \u201cmelhor idade\u201d de maneiras variadas: \u00a0alguns atuam no ambiente de trabalho formal, \u00a0h\u00e1 os que querem voltar para o ambiente corporativo, mas n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos como estrat\u00e9gicos; h\u00e1 os prestadores de servi\u00e7os, que desenvolvem\u00a0<em>jobs,<\/em>\u00a0oferecem consultoria, esp\u00e9cie de uma vida corporativa no modo\u00a0<em>on-demand<\/em>; h\u00e1 os empreendedores, que, com capital, conhecimento e um produtivo networking, estabeleceram seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio e, desta forma, continuam ativos e operantes; e outros que simplesmente desistiram da busca por falta de oportunidades. De qualquer f orma, a reinser\u00e7\u00e3o \u00e9 complicada.<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 que muitos precisam trabalhar, mas encontram poucas vagas e muita resist\u00eancia das empresas, apesar da experi\u00eancia e capacidade. O desemprego aumentou para o profissional na faixa de 65+. Foi de 18% em 2013 para 40% em 2018, de acordo\u00a0com dados\u00a0<em>da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua<\/em>.\u00a0 Por que eles est\u00e3o trabalhando? Por que este percentual aumentou tanto? Maior concorr\u00eancia, maior desemprego; e porque precisam ajudar a compor a renda pessoal ou familiar. Mesmo quem se aposentou, n\u00e3o consegue dar conta de tudo s\u00f3 com o benef\u00edcio recebido e muitos s\u00e3o desligados sem ter feito um planejamento adequado para os tempos bicudos.\u00a0\u00c9 a crise, d ir\u00e3o alguns.<br \/>\nA verdade \u00e9 que poucas empresas t\u00eam uma pol\u00edtica de recrutamento para o profissional\u00a0<em>senior<\/em>. Ao mesmo tempo em que a popula\u00e7\u00e3o envelhece &#8211; \u00a0o IBGE afirma que at\u00e9 2030 a popula\u00e7\u00e3o madura ser\u00e1 maior n\u00famero do que a de crian\u00e7as at\u00e9 14 anos &#8211; \u00a0j\u00e1 se sabe que a m\u00e3o de obra mais jovem n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para atender a futura demanda do mercado, que pode requerer pessoal t\u00e9cnico e com experi\u00eancia, dependendo do setor.<br \/>\nUm estudo feito em 2018 pela Escola de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas de S\u00e3o Paulo da\u00a0<em>Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas &#8211; (FGV-Eaesp)<\/em>\u00a0com 140 empresas mostrou que apenas 10% delas possuem alguma pol\u00edtica de contrata\u00e7\u00e3o de profissionais<em>\u00a0seniores.<\/em>\u00a0Se para a maioria das empresas faltam pol\u00edticas, para outras o custo pode ser um impeditivo, principalmente no quesito sa\u00fade; outras acham que o impacto das novas tecnologias pode ser muito grande e algumas temem a rea\u00e7\u00e3o \u00e0 lideran\u00e7a dos mais jovens.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, mais do que empregos, h\u00e1 uma outra \u201cinjusti\u00e7a\u201d cometida no mercado: \u00e9 preciso criar produtos e servi\u00e7os adequados e eficientes para este p\u00fablico. Nem mesmo na propaganda esta classe se v\u00ea representada. Por\u00a0<em>produtos<\/em>\u00a0leia-se itens modernos, criativos, alegres, nada em cores marrom, cinza ou bege.\u00a0 Confunde-se o idoso com um doente. Quanto a servi\u00e7os ou aplicativos, por exemplo, que utilizem tecnologia acess\u00edvel, clara, intuitiva e suporte t\u00e9cnico\u00a0 com muitas habilidades de\u00a0<em>soft skills<\/em>. N\u00e3o \u00e9 pedir muito!\u00a0 \u00a0\u00c9 melhor pensar no idoso como \u201cadulto maduro\u201d do que como \u201cvelhinho fr\u00e1gil e isolado\u201d!<\/p>\n<p>Mas como compreender a mente de mais de 54 milh\u00f5es de pessoas com 50 anos ou mais?\u00a0Ainda que muitos estejam descapitalizados, esta popula\u00e7\u00e3o tem uma renda m\u00e9dia 40% superior \u00e0 m\u00e9dia nacional e pode movimentar at\u00e9 R$ 1,6 trilh\u00e3o, de acordo com pesquisa conduzida pelo\u00a0<em>Instituto Locomotiva<\/em>. Com todos estes dados, ser\u00e1 que este p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 um bom\u00a0<em>target<\/em>? \u00a0Talvez as empresas fizessem um bom neg\u00f3cio ao contratar profissionais maduros para entender o que seus pares desejam e traduzir seus anseios e necessidades. Eles, mais do que ningu\u00e9m, sabem dialogar com esta gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Parece que os \u201cadultos maduros\u201d n\u00e3o querem pijama, chinelo, poltrona e amigos para o baralho. Querem trabalho, participar das reuni\u00f5es, fazer parte do business, e principalmente, produzir! \u00a0Pode faltar trabalho, mas n\u00e3o falta energia. Esta turma n\u00e3o para um minuto!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Sobre a Autora:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gladis Costa<\/strong>\u00a0\u00e9 profissional de Marketing e Comunica\u00e7\u00f5es e fundadora do \u201cMulheres de Neg\u00f3cios\u201d, grupo criado em 2009, que j\u00e1 conta com mais de 7000 associadas. \u00c9 colunista em v\u00e1rios sites onde publica artigos sobre marketing, servi\u00e7os, comportamento, carreira e cultura. \u00c9 formada em Letras pela Unesp, com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Jornalismo, Comunica\u00e7\u00e3o Social e especializa\u00e7\u00e3o em Tecnologia e Neg\u00f3cios pela PUC-SP. Em 2005 lan\u00e7ou seu primeiro livro de cr\u00f4nicas, \u201cO homem que entendia as Mulheres\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<em>(*) Baby Boomers s\u00e3o os adultos com mais de 55 anos. No come\u00e7o, gostavam de estabilidade, empresas de renome, plano de carreira e eram workaholics. \u00a0Hoje curtem tecnologia, empreendedorismo, projetos, viagens e cultura.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Profissionais maduros est\u00e3o vivendo sua \u201cmelhor idade\u201d de maneiras variadas: \u00a0alguns atuam no ambiente de trabalho formal, \u00a0h\u00e1 os que querem voltar para o ambiente corporativo, mas n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos como estrat\u00e9gicos; h\u00e1 os prestadores de servi\u00e7os, que desenvolvem\u00a0jobs,\u00a0oferecem consultoria, esp\u00e9cie de uma vida corporativa no modo\u00a0on-demand; h\u00e1 os empreendedores, que, com capital, conhecimento e um produtivo networking, estabeleceram seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio e, desta forma, continuam ativos e operantes; e outros que simplesmente desistiram da busca por falta de oportunidades. 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