{"id":20371,"date":"2020-01-03T21:05:01","date_gmt":"2020-01-04T00:05:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=20371"},"modified":"2020-01-03T21:24:09","modified_gmt":"2020-01-04T00:24:09","slug":"saude-suplementar-enfrenta-momento-de-impasse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/saude-suplementar-enfrenta-momento-de-impasse\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade Suplementar enfrenta momento de impasse"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-20372\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/charleslopes.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"284\" \/>Por *Charles Lopes<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Atualmente, existem no Senado Federal v\u00e1rias tentativas para a cria\u00e7\u00e3o de novos mecanismos para reduzir as mensalidades dos planos de sa\u00fade. De um lado, h\u00e1 uma corrente que acredita no retorno do regime anterior \u00e0 Lei 9656\/98, ou seja, um retrocesso. Do outro, o poder p\u00fablico busca autorizar as operadoras a oferecer conv\u00eanios que foquem apenas na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, isto \u00e9, que cubram somente consultas m\u00e9dicas e exames mais simples, excluindo procedimentos complexos, como cirurgias e interna\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">No in\u00edcio de 2019, no intuito de baratear custos e reduzir mensalidades, surgiu a ideia do escalonamento gradual dos pre\u00e7os para os clientes com mais de 59 anos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Logo ap\u00f3s essa mudan\u00e7a, veio outra, a de tentar alterar os reajustes nos planos de sa\u00fade individuais, pois no modelo atual n\u00e3o h\u00e1 interesse para este produto e, al\u00e9m dos planos corporativos, h\u00e1 um constante aumento da demanda dos falsos \u201cplanos individuais\u201d. Produtos de Ades\u00e3o que possui um baixo controle por parte Operadoras, das Administradoras de Benef\u00edcios e da pr\u00f3pria Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementa (ANS).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">E ent\u00e3o, chegamos ao impasse que podemos descrever da seguinte forma:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Nossa popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 envelhecendo. Necessitando cada vez mais investimentos em sa\u00fade;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A crise tem reduzido o n\u00famero de benefici\u00e1rios no sistema de sa\u00fade Suplementar, logo, impactando cada vez mais num SUS com baixos investimentos;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Os custos crescentes, principalmente com a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias mais caras no tratamento m\u00e9dico;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Vivemos um per\u00edodo no qual se tornou comum a judicializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Neste momento de impasse, n\u00e3o surgem novas ideias para a obrigatoriedade de aceitar pessoas idosas \u2013 Se n\u00e3o fosse assim, o que seria feito com estas pessoas? &#8211;\u00a0 e a cobertura de todas as doen\u00e7as listadas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) \u2013 O que deveria ou n\u00e3o ser coberto? Quem define e de que forma?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Al\u00e9m, de tudo j\u00e1 mencionado, o cadastro positivo \u2013 na busca de reativar a confian\u00e7a dos consumidores. Algo complexo, uma vez que hoje existem mais de 5 milh\u00f5es de microempresas na \u201cantessala da fal\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O uso de novas tecnologias &#8211; intelig\u00eancia artificial, comunica\u00e7\u00e3o via aplicativos e publicidade na internet, com uma an\u00e1lise meramente econ\u00f4mica, sem a preocupa\u00e7\u00e3o com a posi\u00e7\u00e3o do consumidor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 todas essas novidades.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O aumento do tempo para atualizado do rol de procedimentos da ANS (Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar). Atualmente, realizada a cada 2 anos, passaria para 3 anos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Alguns dos pontos mais pol\u00eamicos dessa s\u00e9rie de mudan\u00e7as \u00e9 o novo formato de plano, em que o consumidor poder\u00e1 escolher somente parte da cobertura. \u2013 Como decidir o que contratar? Quais ser\u00e3o as barreiras criadas para que haja uma vis\u00e3o meramente econ\u00f4mica e n\u00e3o proativa?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Na realidade, estes modelos poder\u00e3o deixar de fora atendimentos mais caros, at\u00e9 mesmo pelo desconhecimento do consumidor no momento da contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Esta segmenta\u00e7\u00e3o levar\u00e1 mais pacientes a buscar o SUS, mesmo os que t\u00eam plano de sa\u00fade se ver\u00e3o obrigados a recorrer ao sistema p\u00fablico, pois sua demanda n\u00e3o estar\u00e1 completa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Deixo aqui uma pergunta: Como fica a quest\u00e3o do ressarcimento ao SUS, que hoje \u00e9 amparado pela Lei?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Ap\u00f3s essa reflex\u00e3o, chego \u00e0 conclus\u00e3o de dois pontos b\u00e1sicos:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Que s\u00e3o os mesmos &#8216;planos populares&#8217; e &#8216;planos acess\u00edveis&#8217;, que tentaram, sem \u00eaxito, emplacar nos governos anteriores e em comiss\u00e3o especial da C\u00e2mara dos Deputados em 2017.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">E que estamos retrocedendo na volta a um passado sem a Lei 9656\/98 onde era poss\u00edvel limitar as coberturas, eliminar procedimentos de alto custo e editar as franquias mais pesadas \u2013 algo que foi eliminado das pautas recentemente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Resumindo, n\u00e3o adianta aplicar mudan\u00e7as modernas ou retrogradas, uma vez que nosso Poder Judici\u00e1rio continua agindo da mesma forma. Na realidade, toda e qualquer mudan\u00e7a implementada de maneira irrespons\u00e1vel, s\u00f3 abrir\u00e1 novas portas para o aumento da judicializa\u00e7\u00e3o dos contratos e, consequentemente, da sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><em>*<\/em><strong>\u00a0Charles Lopes<\/strong>\u00a0\u00e9 diretor da Carelink, empresa especializada na log\u00edstica e armazenamento de informa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, e s\u00f3cio-diretor da B2Sa\u00fade Consultoria especializada em gerenciar o relacionamento das empresas com os planos de sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente, existem no Senado Federal v\u00e1rias tentativas para a cria\u00e7\u00e3o de novos mecanismos para reduzir as mensalidades dos planos de sa\u00fade. De um lado, h\u00e1 uma corrente que acredita no retorno do regime anterior \u00e0 Lei 9656\/98, ou seja, um retrocesso. 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