{"id":2048,"date":"2011-02-01T00:01:00","date_gmt":"2011-02-01T02:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=2048"},"modified":"2011-10-06T14:41:21","modified_gmt":"2011-10-06T17:41:21","slug":"jeitinhos-jeitoes-duas-calamidades-corporativas-floriano-serra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/jeitinhos-jeitoes-duas-calamidades-corporativas-floriano-serra\/","title":{"rendered":"Jeitinhos &#038; Jeit\u00f5es: Duas Calamidades Corporativas"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2115\" aria-describedby=\"caption-attachment-2115\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/floriano.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2115\" title=\"floriano\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/floriano.jpg\" alt=\"Floriano Serra\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2115\" class=\"wp-caption-text\">Floriano Serra<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em um grande n\u00famero de organiza\u00e7\u00f5es, o que n\u00e3o faltam s\u00e3o as \u201ccalamidades\u201d comportamentais, algumas das quais, de tanto se repetirem, tornam-se cr\u00f4nicas e, ao mesmo tempo, folcl\u00f3ricas e motivos de l\u00e1grimas e risos nos corredores. Essas calamidades podem diferir na forma, mas todas t\u00eam uma coisa em comum: detonam o clima interno, acabam com o respeito aos princ\u00edpios e valores da empresa e, por vias indiretas, comprometem as rela\u00e7\u00f5es entre os colegas e dificultam o cumprimento dos resultados. Os \u201cjeitinhos\u201d e os \u201cjeit\u00f5es\u201d constituem duas dessas calamidades \u2013 dentre outras.<\/p>\n<p>Comecemos pelos \u201cjeit\u00f5es\u201d. Quem, no seu local de trabalho, n\u00e3o tem ou nunca teve um colega ou chefe com um \u201cjeit\u00e3o\u201d fora dos padr\u00f5es civilizados? Tomemos o caso de um gestor que \u00e9 grosseiro de doer, grita e trata seus colaboradores como se fossem m\u00e1quinas ou coisas insens\u00edveis e sem auto-estima. E quando algu\u00e9m mais corajoso decide procurar a Alta Dire\u00e7\u00e3o para fazer queixa daquele assediador moral em s\u00e9rie, ouve do maioral: \u201cAh, n\u00e3o esquenta com isso! \u00c9 o \u201cjeit\u00e3o\u201d dele, mas no fundo \u00e9 \u00f3tima pessoa&#8230; E, olha, com esse \u201cjeit\u00e3o\u201d ele faz o pessoal cumprir todas as metas!\u201d. E o gestor, com seu \u201cjeit\u00e3o\u201d anacr\u00f4nico, continua pelos corredores \u00e0 fora machucando impunemente a equipe, protegido pela cultura interna que aprova esse \u201cjeit\u00e3o eficaz\u201d de atingir resultados&#8230;<\/p>\n<p>Anote a\u00ed: nas empresas que abrigam essa calamidade, \u201cjeit\u00e3o\u201d \u00e9 a nova palavra para definir grosseria, falta de modos e de educa\u00e7\u00e3o, insensibilidade e total desconhecimento da arte de liderar pessoas. Isso me faz lembrar as palavras do guru em administra\u00e7\u00e3o Stephen Covey, consultor americano, autor do best-seller \u201cOs 7 H\u00e1bitos das Pessoas Altamente Eficazes\u201d, que vendeu mais de 15 milh\u00f5es de exemplares: \u201cA maioria das lideran\u00e7as ainda est\u00e1 estancada no modelo de trabalhador em que as pessoas s\u00e3o vistas como coisas a ser controladas e reguladas. Mas hoje \u00e9 imperativo ter consci\u00eancia de que as pessoas s\u00e3o feitas de corpo, mente, emo\u00e7\u00f5es e esp\u00edrito\u201d. Um bom treinamento em sensibiliza\u00e7\u00e3o \u2013 com a An\u00e1lise Transacional, por exemplo &#8211; consegue amenizar e em alguns casos at\u00e9 extinguir esses \u201cjeit\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Outra calamidade s\u00e3o os \u201cjeitinhos\u201d. Diariamente, em muitas empresas, as normas, pol\u00edticas, regulamentos e diretrizes s\u00e3o criativamente dribladas ou ignoradas por \u201cjeitinhos\u201d. S\u00e3o aqueles atalhos e \u201cadapta\u00e7\u00f5es\u201d que fogem da estrada principal que conduz ao ponto certo, visando \u201cfacilitar\u201d o trabalho de muita gente esperta, que esquecem que isso complica e compromete a vida das organiza\u00e7\u00f5es. O \u201cjeitinho\u201d existe onde hajam profissionais sem a devida disciplina, paci\u00eancia e comprometimento para cumprir as etapas e os passos \u00e0s vezes complexos e burocr\u00e1ticos de algumas tarefas e processos, mas que asseguram a excel\u00eancia e a legalidade do trabalho. Resultado: os milh\u00f5es gastos pela empresa em programas e projetos de qualidade, excel\u00eancia e boas pr\u00e1ticas de fabrica\u00e7\u00e3o descem diariamente pelo ralo do desperd\u00edcio.<\/p>\n<p>Essas calamidades podem ser anuladas pela pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o, se sua gest\u00e3o definir e fizer seguir rigorosamente as corretas pr\u00e1ticas de trabalho, se investir no desenvolvimento da maturidade comportamental das equipes e em saud\u00e1veis e \u00e9ticos princ\u00edpios e valores.<\/p>\n<p>Felizmente, em sua grande maioria, as organiza\u00e7\u00f5es atuam conforme o figurino, sem permitir a ocorr\u00eancia dessas calamidades. S\u00e3o as empresas vencedoras \u2013 n\u00e3o necessariamente as de maior porte e lucro, mas as de maior \u00e9tica, melhor clima e aquelas com maior preocupa\u00e7\u00e3o com seu capital humano. Mas ainda h\u00e1 muita gente que parece esquecer o \u00f3bvio: numa empresa ou em qualquer organismo social, nenhum \u201cjeit\u00e3o\u201d comportamental est\u00e1 acima dos direitos e do bem estar da coletividade, assim como nenhum \u201cjeitinho\u201d est\u00e1 acima do compromisso com as leis e com a qualidade.<\/p>\n<p>\u00c9 simples assim.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Floriano Serra<\/strong> \u00e9 psic\u00f3logo, consultor, palestrante e facilitador de semin\u00e1rios comportamentais. \u00c9 diretor-executivo da SOMMA4 Gest\u00e3o de Pessoas, autor de v\u00e1rios livros e in\u00fameros artigos sobre o comportamento humano. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais.<\/p>\n<p><strong>e-mail:\u00a0 <\/strong><a href=\"mailto:florianoserra@terra.com.br\"><strong>florianoserra@terra.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um grande n\u00famero de organiza\u00e7\u00f5es, o que n\u00e3o faltam s\u00e3o as \u201ccalamidades\u201d comportamentais, algumas das quais, de tanto se repetirem, tornam-se cr\u00f4nicas e, ao mesmo tempo, folcl\u00f3ricas e motivos de l\u00e1grimas e risos nos corredores. Essas calamidades podem diferir na forma, mas todas t\u00eam uma coisa em comum: detonam o clima interno, acabam com o respeito aos princ\u00edpios e valores da empresa e, por vias indiretas, comprometem as rela\u00e7\u00f5es entre os colegas e dificultam o cumprimento dos resultados. 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