{"id":3056,"date":"2011-02-28T20:01:42","date_gmt":"2011-02-28T23:01:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=3056"},"modified":"2011-10-11T10:57:29","modified_gmt":"2011-10-11T13:57:29","slug":"rita-alonsofatos-e-inferencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/rita-alonsofatos-e-inferencias\/","title":{"rendered":"Fatos e Infer\u00eancias"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3233\" aria-describedby=\"caption-attachment-3233\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/ritaalonso1.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3233 \" title=\"ritaalonso\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/ritaalonso1.gif\" alt=\"Rita Alonso\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3233\" class=\"wp-caption-text\">Rita Alonso<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em uma cidadezinha do interior havia uma figueira carregada de frutos dentro do cemit\u00e9rio. Dois amigos decidiram entrar l\u00e1 \u00e0 noite (quando n\u00e3o havia vigil\u00e2ncia) e pegar todos os figos.<\/p>\n<p>Eles pularam o muro, subiram na \u00e1rvore com as sacolas penduradas no ombro e come\u00e7aram a distribuir o \u2018pr\u00eamio\u2019:<\/p>\n<p><em>&#8211; Um pra mim, um pra voc\u00ea.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Um pra mim, um pra voc\u00ea.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; P\u00f4, voc\u00ea deixou esse dois ca\u00edrem do lado de fora do muro!<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; N\u00e3o faz mal, depois que a gente terminar aqui pega os outros.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Ent\u00e3o ta, mais um pra mim, um pra voc\u00ea.<\/em><\/p>\n<p><em>Um b\u00eabado, passando do lado de fora do cemit\u00e9rio, escutou esse neg\u00f3cio de \u2018um pra mim e um pra voc\u00ea\u2019 e saiu correndo para a delegacia. Chegando l\u00e1, disse para o policial:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Seu guarda, vem comigo! Deus e o diabo est\u00e3o no cemit\u00e9rio dividindo as almas dos mortos!<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Ah, cala a boca b\u00eabado!<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Juro que \u00e9 verdade, vem comigo.<\/em><\/p>\n<p><em>Os dois foram at\u00e9 o cemit\u00e9rio, chegaram perto do muro e come\u00e7aram a escutar\u2026<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Um para mim, um para voc\u00ea.<\/em><\/p>\n<p><em>O guarda assustado:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; \u00c9 verdade! \u00c9 o dia do apocalipse! Eles est\u00e3o dividindo as almas dos mortos! O que ser\u00e1 que vem depois?<\/em><\/p>\n<p><em>L\u00e1 dentro, os dois amigos j\u00e1 estavam quase terminando\u2026<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Um para mim, um para voc\u00ea. Pronto, acabamos aqui. E agora? <\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Agora a gente vai l\u00e1 fora e pega os dois que est\u00e3o do outro lado do muro\u2026<\/em><\/p>\n<p>Recebi esta hist\u00f3ria de uma aluna. E ela ilustra bem o que podemos chamar de \u201cfatos\u201d e \u201cinfer\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 o que acontece realmente. \u00c9 o ato, a a\u00e7\u00e3o do momento.<\/p>\n<p>E infer\u00eancia s\u00e3o as dedu\u00e7\u00f5es que fazemos dos fatos. S\u00e3o as nossas conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>Muitas das vezes assistimos a um determinado fato e criamos hist\u00f3rias e conclus\u00f5es pr\u00f3prias a respeito e transmitimos \u00e0s pessoas uma vers\u00e3o que n\u00e3o condiz com os fatos\u2026<\/p>\n<p>Atitudes como estas de pr\u00e9-julgamento e infer\u00eancias podem ter conseq\u00fc\u00eancias desastrosas. \u00c9 preciso ter cuidado e medir nossas atitudes.<\/p>\n<p>Veja este exemplo:<\/p>\n<p>Na esquina, um acidente de carro. O autom\u00f3vel acerta o poste de frente. Ao ser consultado o cidad\u00e3o exclama: \u201c- O motorista, em alta velocidade, n\u00e3o conseguiu desviar do poste\u201d.<\/p>\n<p>Mas ao ser questionado se fora testemunha do fato, se estava ali no momento do acidente este informa que havia chegado depois da batida do ve\u00edculo. Ora, se n\u00e3o estava l\u00e1 como poderia assegurar que o carro estava em alta velocidade?<\/p>\n<p>J\u00e1 um outro afirmava veemente que a tudo havia assistido e narrava a cena energicamente:<\/p>\n<p>\u201c- O carro fez uma curva muito fechada, o motorista b\u00eabado n\u00e3o teve um bom reflexo para conseguir desviar do poste.\u201d<\/p>\n<p>\u201c &#8211; Mas o motorista estava realmente b\u00eabado?\u201d Pergunto.<\/p>\n<p>\u201c-Claro que sim, ele saiu do carro cambaleante, eu mesmo vi!\u201d<\/p>\n<p>Mas e se o motorista do ve\u00edculo tivesse levado uma pancada na cabe\u00e7a? Como poderia ele sair do carro de outra forma? Ser\u00e1 que estaria realmente b\u00eabado? Ou foi apenas uma infer\u00eancia do homem que contava o ocorrido?<\/p>\n<p>Certas pessoas ao se depararem com um acidente tiram conclus\u00f5es baseadas totalmente na bagagem informativa que j\u00e1 possui. De tanto ouvir narrativas de acidentes onde o motorista, culpado, estava alcoolizado, este j\u00e1 conclui precipitadamente o estado do condutor.<\/p>\n<p>Apesar de termos visto o acidente acontecer n\u00e3o estamos dentro da situa\u00e7\u00e3o e nem somos t\u00e9cnicos ou peritos em mec\u00e2nica ou de tr\u00e2nsito, para que possamos afirmar com 100% de certeza que o acidente aconteceu da forma que entendemos e interpretamos.<\/p>\n<p>No ambiente corporativo temos que tomar muito cuidado ao repassarmos informa\u00e7\u00f5es, instru\u00e7\u00f5es, fatos ocorridos, etc. para que nossas conclus\u00f5es pessoais n\u00e3o interfiram na comunica\u00e7\u00e3o, vindo assim, gerar problemas \u00e0queles que nos escutam.<\/p>\n<p>Devemos prestar muita aten\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 acontecimento e o que \u00e9 infer\u00eancia e o quanto isso deturpa a comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante separar o que \u00e9 fato de opini\u00f5es e impress\u00f5es. S\u00e3o os chamados ru\u00eddos da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando ouvir uma hist\u00f3ria, acenda a luz de alerta afinal nossa av\u00f3 j\u00e1 dizia: Quem conta um conto, acrescenta um ponto!<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre a autora:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Rita Alonso: <\/strong>Professora de Recursos Humanos da Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1 h\u00e1 20 anos. Instrutora dos Cursos do SEBRAE, SENAC e SESC. Funcion\u00e1ria h\u00e1 25 anos da Riotur\/Controladoria Geral do Munic\u00edpio. Desenvolve trabalhos de consultoria organizacional, ministra treinamentos e palestras motivacionais.<\/p>\n<p><strong>site: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.ritaalonso.com.br\/\"><strong>www.ritaalonso.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>e-mail: <\/strong><a href=\"mailto:ritaalonso@ritaalonso.com.br\"><strong>ritaalonso@ritaalonso.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma cidadezinha do interior havia uma figueira carregada de frutos dentro do cemit\u00e9rio. Dois amigos decidiram entrar l\u00e1 \u00e0 noite (quando n\u00e3o havia vigil\u00e2ncia) e pegar todos os figos.<br \/>\nEles pularam o muro, subiram na \u00e1rvore com as sacolas penduradas no ombro e come\u00e7aram a distribuir o \u2018pr\u00eamio\u2019:<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[276,889],"tags":[237,255,435],"table_tags":[],"class_list":["post-3056","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-acompanhar-pessoas","category-rita-alonso","tag-comunicacao","tag-processo-de-comunicacao","tag-ruidos-na-comunicacao","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3056","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3056"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3056\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3056"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=3056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}