{"id":3065,"date":"2011-02-28T20:01:48","date_gmt":"2011-02-28T23:01:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=3065"},"modified":"2011-10-06T14:42:27","modified_gmt":"2011-10-06T17:42:27","slug":"o-poder-de-quem-paga-a-conta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/o-poder-de-quem-paga-a-conta\/","title":{"rendered":"O Poder de Quem Paga a Conta"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3089\" aria-describedby=\"caption-attachment-3089\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/floriano.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3089\" title=\"floriano\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/floriano.jpg\" alt=\"Floriano Serra\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3089\" class=\"wp-caption-text\">Floriano Serra<\/figcaption><\/figure>\n<p>Alguns leitores j\u00e1 devem ter percebido que, quando por alguma raz\u00e3o certos clientes de prestadores de servi\u00e7os se sentem contrariados, n\u00e3o hesitam em dar mostras p\u00fablicas do seu poder e soltam p\u00e9rolas como:<\/p>\n<p><em>\u2014 Eu estou pagando! Ent\u00e3o exijo que seja feito assim!<\/em><\/p>\n<p>Nestes casos, \u00e9 de se acreditar que a posse de dinheiro n\u00e3o seja proporcional \u00e0 posse da boa educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Infelizmente, em algumas fam\u00edlias, tamb\u00e9m existe a presen\u00e7a de frases que pretendem deixar claro quem \u00e9 que manda no peda\u00e7o:<\/p>\n<p><em>\u2014 Enquanto voc\u00ea viver \u00e0s minhas custas, as coisas aqui v\u00e3o ser do jeito que eu quero!<\/em><\/p>\n<p>Em um grande n\u00famero de empresas, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es e contextos, ocorrem situa\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0quelas: como elas pagam os sal\u00e1rios e concedem os benef\u00edcios, o empregado tem que se submeter a condi\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas nem sempre profissionais e saud\u00e1veis, como atestam os recentes e in\u00fameros casos de ass\u00e9dios, \u201cburnouts\u201d e \u201c<em>bullyings<\/em><em>\u201d<\/em> que a imprensa vem divulgando.<\/p>\n<p>Nesses exemplos, h\u00e1 um lament\u00e1vel e elementar erro de interpreta\u00e7\u00e3o do significado e do objetivo do chamado <em>poder econ\u00f4mico.<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o custa lembrar que a finalidade desse poder n\u00e3o \u00e9 impor nem obrigar pessoas a fazerem o que n\u00e3o querem ou algo que contrarie suas condi\u00e7\u00f5es, seus valores e seus direitos. Ali\u00e1s, para conseguir isso ningu\u00e9m precisa de poder econ\u00f4mico: basta um ultrapassado chicote \u2013 ou chibata \u2014 usado farta e desumanamente no tempo da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>O poder econ\u00f4mico tamb\u00e9m n\u00e3o existe para comprar corpos, consci\u00eancias, cora\u00e7\u00f5es e mentes \u2013 numa organiza\u00e7\u00e3o, essas coisas n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 venda, mas est\u00e3o \u00e0 inteira disposi\u00e7\u00e3o de quem as convide para trilhar o caminho da \u00e9tica, da justi\u00e7a, da legalidade, do Bem.<\/p>\n<p>Estes coment\u00e1rios pretendem convidar determinados profissionais para uma reflex\u00e3o sobre uma premissa \u00f3bvia, mas nem sempre observada: o poder que emana do dinheiro \u2013 seja na forma de pagamento, mesada ou sal\u00e1rio \u2013 n\u00e3o d\u00e1 a nenhum tipo de lideran\u00e7a o direito de, sob qualquer pretexto, comprometer a qualidade de vida e a auto-estima dos liderados.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito deste assunto, permitam-se transcrever uma frase admir\u00e1vel, atribu\u00edda a certo Ed Liden, sobre o qual n\u00e3o tenho maiores informa\u00e7\u00f5es, mas que certamente sabia o que dizia em mat\u00e9ria de gest\u00e3o de pessoas: <em>\u201cPode-se comprar o tempo de um Homem. Pode-se comprar a presen\u00e7a f\u00edsica de um Homem em determinado lugar. Pode-se at\u00e9 mesmo comprar um n\u00famero exato de habilidosas a\u00e7\u00f5es musculares por hora e por dia. Mas n\u00e3o se pode comprar entusiasmo. N\u00e3o se pode comprar esp\u00edrito de iniciativa. N\u00e3o se pode comprar lealdade. N\u00e3o se pode comprar a dedica\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, da mente e da alma. Essas coisas voc\u00ea tem que merecer.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Em resumo: o poder econ\u00f4mico que n\u00e3o conduz as pessoas \u00e0 felicidade, n\u00e3o merece o nome de poder.<\/p>\n<p>Talvez chicote &#8211; ou chibata.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Floriano Serra<\/strong> \u00e9 psic\u00f3logo, consultor, palestrante e facilitador de semin\u00e1rios comportamentais. \u00c9 diretor-executivo da SOMMA4 Gest\u00e3o de Pessoas, autor de v\u00e1rios livros e in\u00fameros artigos sobre o comportamento humano. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais.<\/p>\n<p><strong>e-mail:\u00a0 <\/strong><a href=\"mailto:florianoserra@terra.com.br\"><strong>florianoserra@terra.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns leitores j\u00e1 devem ter percebido que, quando por alguma raz\u00e3o certos clientes de prestadores de servi\u00e7os se sentem contrariados, n\u00e3o hesitam em dar mostras p\u00fablicas do seu poder e soltam p\u00e9rolas como:<br \/>\n\u2014 Eu estou pagando! 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