{"id":439,"date":"2010-07-19T13:56:07","date_gmt":"2010-07-19T16:56:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=439"},"modified":"2011-10-06T11:42:44","modified_gmt":"2011-10-06T14:42:44","slug":"o-lider-do-seculo-xxi-como-atingirmos-a-maturidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/o-lider-do-seculo-xxi-como-atingirmos-a-maturidade\/","title":{"rendered":"Como atingirmos a maturidade?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_566\" aria-describedby=\"caption-attachment-566\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/alkindaoliveira.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-566\" title=\"alkindaroliveira\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/alkindaoliveira.jpg\" alt=\"Alkindar Oliveira\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-566\" class=\"wp-caption-text\">Alkindar Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No reino <em>vegetal<\/em> o fruto atinge seu \u00e1pice na fase final de sua vida. Diferentemente, no reino <em>hominal<\/em> o homem n\u00e3o precisa esperar atingir avan\u00e7ada idade cronol\u00f3gica para iniciar o seu per\u00edodo de <em>maturidade<\/em>. E isto faz muita diferen\u00e7a. Enquanto \u00e9 a natureza que define a \u00e9poca do fruto ficar maduro, no \u00e2mbito humano \u00e9 o pr\u00f3prio ser que \u00e9 o escultor de sua vida. Ele pode ser um indiv\u00edduo auto-consciente (o melhor sin\u00f4nimo de <em>maturidade<\/em>) aos 25, 30 ou 40 anos, sem ter que esperar chegar aos 70 ou 80 anos de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em tese<\/em> o ser adulto \u00e9 aquele que soube bem aproveitar dos desafios inerentes \u00e0 fase infantil e \u00e0 fase da adolesc\u00eancia, para ser portador de personalidade plena e rica. Portanto, em tese, o ser adulto \u00e9 aquele que atingiu a <em>maturidade<\/em>. No entanto, na pr\u00e1tica muitas vezes a realidade \u00e9 outra. Existem adultos que em alguns momentos agem de forma t\u00e3o egoc\u00eantrica quanto uma <em>crian\u00e7a<\/em>; assim como existem adultos que ainda n\u00e3o decidiram o que quer da vida, que \u00e9 o maior desafio dos <em>adolescentes<\/em>. E a verdade \u00e9 que o adulto que age de forma egoc\u00eantrica, ou que ainda n\u00e3o sabe o que quer da vida, <em>n\u00e3o pode afirmar que atingiu a maturidade<\/em>. Muitas vezes est\u00e1 vivendo o que se denomina de <em>auto-ilus\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meio corporativo ou institucional atingir a <em>maturidade<\/em> precisa ser a meta de um bom l\u00edder. Pois, o l\u00edder que atinge esta meta re\u00fane as principais qualidades que o mundo corporativo e institucional exigem, que s\u00e3o: saber ouvir; exercitar a autoridade com humildade; ter paix\u00e3o pelo desenvolvimento dos seus liderados; acreditar que tem mais valia o homem do que o profissional; procurar significado em tudo o que faz.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o prop\u00f3sito de encontramos um caminho para sermos pessoas maduras (auto-conscientes), vejamos a seguir as caracter\u00edsticas dos degraus\u00a0 evolutivos do ser humano e, ao final deste texto, a descri\u00e7\u00e3o de um importante <em>atalho<\/em> para atingirmos a <em>maturidade<\/em>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I- Fase Crian\u00e7a ou Fase <em>Contemplativa<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a fase em que o ser \u00e9 <strong><em>dependente<\/em><\/strong> dos que lhe cercam (pais e educadores, principalmente).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Algumas qualidades positivas desta fase<\/em>: contentamento; humildade; afetividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Algumas qualidades aparentemente negativas<\/em>: egocentrismo, teimosia, birra; depend\u00eancia; aus\u00eancia da alteridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II- Fase da Adolesc\u00eancia ou Fase <em>Questionadora<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a fase em que o ser comporta-se de forma <strong><em>independente<\/em><\/strong>, como se o mundo que o rodeia pertencesse somente a si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Algumas qualidades positivas desta fase<\/em>: cultivo da amizade; alteridade; viv\u00eancia em grupo; um desejo enorme de mudar para melhor o mundo \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Algumas qualidades aparentemente negativas<\/em>: rebeldia; independ\u00eancia; aus\u00eancia de miss\u00e3o de vida bem definida; necessidade extrema de auto-afirma\u00e7\u00e3o; inconst\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Importantes observa\u00e7\u00f5es:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomei o cuidado do inserir logo acima a express\u00e3o <em>\u201caparentemente\u201d negativas<\/em>, para melhor esclarecer que, por exemplo: a rebeldia, que muitos julgam ser um <em>defeito<\/em> dos jovens, \u00e9 a <em>qualidade<\/em> mais marcante de grandes vultos que mudaram a hist\u00f3ria da humanidade. Se estudarmos a biografia de Che Guevara, Gandhi e Jesus, iremos notar que foram personalidades que se rebelaram contra a injusti\u00e7a. E quem se rebela \u00e9&#8230;um rebelde! Portanto, a rebeldia n\u00e3o \u00e9 em si um mal. A grande quest\u00e3o \u00e9 como e porqu\u00ea\u00a0 a utilizamos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>egocentrismo<\/em> da crian\u00e7a e a <em>rebeldia<\/em> dos adolescentes s\u00e3o caracter\u00edsticas da personalidade que muitas vezes os adultos as analisam de forma negativa, mas na realidade elas s\u00e3o positivas, ou <em>impulsionadoras<\/em> do desenvolvimento humano, como explica o texto a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>a) A fase crian\u00e7a:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ser adulto egoc\u00eantrico representa uma distor\u00e7\u00e3o da personalidade. Por outro lado, uma crian\u00e7a egoc\u00eantrica est\u00e1 se descobrindo, est\u00e1 aprendendo a\u00a0valorizar a si pr\u00f3pria (mesmo que seja ainda de forma ego\u00edsta), mas este proceder \u2013 aparentemente negativo \u2013 \u00e9 a semente que na fase madura tende a fazer o adulto <em>valorizar sua auto-estima<\/em>, sem ser egoc\u00eantrico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fase egoc\u00eantrica da crian\u00e7a pode ser comparada aos procedimentos de um adulto quando pela primeira vez compra um carro novo. O seu foco inicial n\u00e3o \u00e9 a estrada e os seus desafios, mas, sim, \u201ccomo funciona o carro\u201d. \u00c9 a fase do deslumbramento. O adulto quer conhecer e saber como funcionam os instrumentos do carro. Depois da fase do deslumbramento, naturalmente ele descobre que o fundamental \u00e9 saber bem dirigir o carro nos diversos tipos de estradas que ter\u00e1 pela frente. Descobre que o carro nada mais \u00e9 do que uma ferramenta para facilit\u00e1-lo a chegar ao seu destino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>b) A fase da adolesc\u00eancia:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ser adulto rebelde <em>pode<\/em> representar uma distor\u00e7\u00e3o da personalidade. Explicando melhor, a rebeldia \u00e9 <em>qualidade<\/em> quando h\u00e1 um porqu\u00ea construtivo. E, na fase adulta, a rebeldia \u00e9 uma distor\u00e7\u00e3o da personalidade se n\u00e3o houver um porqu\u00ea ou uma causa construtiva que a sustente. Por outro lado um jovem rebelde est\u00e1 se descobrindo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia das mudan\u00e7as (mesmo que \u00e0s vezes em sua atitude o equil\u00edbrio n\u00e3o esteja presente), mas este proceder \u2013 aparentemente negativo \u2013 \u00e9 a semente que na fase madura ir\u00e1 fazer o adulto <em>valorizar a import\u00e2ncia da quebra de paradigmas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III- Fase Adulta ou Fase da <em>Oportunidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a fase em que o ser humano re\u00fane todas as condi\u00e7\u00f5es para atingir a <em>maturidade<\/em>. Pois j\u00e1 vivenciou as experi\u00eancias das duas fases basilares anteriores (Crian\u00e7a e Adolesc\u00eancia). Da\u00ed a denomina\u00e7\u00e3o de Fase da <em>Oportunidade<\/em>. No entanto, na maioria das vezes o ser adulto n\u00e3o aproveita desta oportunidade que a vida lhe d\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando na fase adulta o ser n\u00e3o aproveita positivamente de sua experi\u00eancia de vida, isto significa que ele n\u00e3o atingiu a <em>maturidade<\/em>, o que o faz comportar-se de forma <strong><em>dependente<\/em><\/strong>. Diferentemente da <em>Fase Crian\u00e7a<\/em>, neste caso a <em>depend\u00eancia<\/em> \u00e9 mais relacionada com projetos de vida geralmente vinculados a\u00a0quest\u00f5es materiais e a conquistas imediatas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta fase geralmente est\u00e3o presentes duas qualidades positivas: o \u00edmpeto de ser um vencedor e a disposi\u00e7\u00e3o ao trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, nesta fase\u00a0 \u00e9 muito comum o ser mergulhar nos mecanismos da <em>auto-ilus\u00e3o<\/em>. Passa, por exemplo, a acreditar que galgar postos no ambiente de trabalho e exercitar o poder sejam atitudes primordiais em sua vida. A conseq\u00fc\u00eancia mais marcante desse proceder, onde a \u00eanfase est\u00e1 na conquista material, \u00e9 o surgimento de transtornos ps\u00edquicos ou psicol\u00f3gicos, os quais des\u00e1guam no mar da depress\u00e3o e de transtornos outros que geram marcantes altera\u00e7\u00f5es comportamentais negativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o estou afirmando que n\u00e3o devemos procurar subir degraus na empresa. Todos sabemos que \u00e9 necess\u00e1rio e saud\u00e1vel procurar se auto-aprimorar continuamente para crescermos no campo profissional. Mas, se em nossa <em>defini\u00e7\u00e3o de crescimento<\/em> n\u00e3o estiver inserido nosso \u201cdesenvolvimento interior\u201d (nosso auto-encontro), ent\u00e3o nosso \u201csucesso\u201d profissional pode ser comparado a um vistoso bal\u00e3o cheio de ar. Bonito e atraente por fora, mas qualquer pequeno incidente pode destru\u00ed-lo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IV- Fase da Maturidade ou Fase do <em>Auto-Encontro<\/em> ou da\u00a0<em>Interioriza\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Uma das caracter\u00edsticas mais belas desta fase \u00e9 que ela \u00e9 praticamente independente da faixa et\u00e1ria. Isto \u00e9, \u00e9 poss\u00edvel atingir a maturidade tanto na fase adulta quanto na adolesc\u00eancia.<\/em> N\u00e3o \u00e9 incomum \u2013 principalmente nestes tempos modernos \u2013 encontrarmos adolescentes que t\u00eam uma rica vis\u00e3o de vida ou adultos que j\u00e1 vivenciam a maturidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A maturidade n\u00e3o \u00e9 uma fase, \u00e9 uma atitude<\/em>. \u00c9 o est\u00e1gio em que o indiv\u00edduo descobre-se como ser <strong><em>interdependente<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um adolescente julgar-se independente, levando em considera\u00e7\u00e3o sua fase evolutiva,\u00a0tem o seu lado altamente positivo. Mas, o caminho evolutivo para se\u00a0chegar \u00e0 <em>maturidade<\/em> \u00e9 um cont\u00ednuo subir de degraus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para um ser que sabe passar de forma saud\u00e1vel pela fase adulta (algo bastante incomum), s\u00e3o os seguintes degraus a subir: Primeiro o ser se v\u00ea <em>dependente<\/em> (fase crian\u00e7a), depois <em>independente<\/em> (fase da adolesc\u00eancia), para ent\u00e3o\u00a0na fase da maturidade descobrir-se <em>interdependente<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refor\u00e7ando: Fase da <em>maturidade<\/em> \u00e9 o est\u00e1gio em que o ser se descobre <strong><em>interdependente<\/em><\/strong>, reconhecendo sua condi\u00e7\u00e3o greg\u00e1ria e que, al\u00e9m de ser o \u00fanico respons\u00e1vel pelo seu desenvolvimento individual, \u00e9 tamb\u00e9m \u2013 de forma aparentemente paradoxal &#8211; importante cooperador no desenvolvimento das pessoas que a rodeia. Nesta fase o ser descobre que o pr\u00f3ximo faz parte integrante do seu mundo. E que \u201cestar bem\u201d significa trabalhar para o bem comum, <em>sem se deixar de lado<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas quatro fases podem ser comparadas \u00e0s quatro esta\u00e7\u00f5es, numa seq\u00fc\u00eancia\u00a0 especial: <em>Ver\u00e3o<\/em>, que \u00e9 a fase infantil, onde o ser \u00e9 exemplo de alegria e descontra\u00e7\u00e3o; <em>Outono<\/em>, onde o adolescente se prepara para a chegada da pr\u00f3xima esta\u00e7\u00e3o; <em>Inverno<\/em>, onde o adulto escolhe o caminho errado do sucesso sem reflex\u00e3o \u00edntima (auto-ilus\u00e3o) e, finalmente, a <em>Primavera<\/em>, quando o ser surge pleno na manifesta\u00e7\u00e3o de sua potencialidade divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Fase da <em>Maturidade<\/em> fundamenta-se no resgate das qualidades positivas da fase-crian\u00e7a, como contentamento, humildade e afetividade, e tamb\u00e9m das qualidades positivas da fase da adolesc\u00eancia, como cultivo da amizade e alteridade. \u00c9 a fase da autoconsci\u00eancia, \u00e9 a fase em que o ser encontra sentido e significado para sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se v\u00ea, a fase da maturidade \u00e9 um retorno \u00e0s origens, mas com o diferencial de que atitudes impulsionadoras (ditas \u201cnegativas\u201d) das duas primeiras fases, j\u00e1 n\u00e3o se fazem presentes, como o egocentrismo, a teimosia, a birra; a depend\u00eancia quase total, a aus\u00eancia da alteridade, a rebeldia; a independ\u00eancia plena, a aus\u00eancia de miss\u00e3o de vida bem definida, a necessidade extrema de auto-afirma\u00e7\u00e3o, a inconst\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">A triste conclus\u00e3o:<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A triste conclus\u00e3o a que chegamos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se na fase adulta ficamos embirrados; pensamos e agimos de forma egoc\u00eantrica; julgamos que os outros s\u00e3o os respons\u00e1veis pelos desacertos de nossa vida; somos rebeldes sem causa; somos negativamente inconstantes em nossas a\u00e7\u00f5es; n\u00e3o consideramo-nos interdependentes; somos teimosos; n\u00e3o praticamos a alteridade; temos necessidade extrema de auto-afirma\u00e7\u00e3o e n\u00e3o\u00a0sabemos de forma clara qual \u00e9 o nosso prop\u00f3sito ou miss\u00e3o de vida, ent\u00e3o, <span style=\"text-decoration: underline;\">ainda n\u00e3o atingimos a maturidade!<\/span> Isto \u00e9, <em>n\u00e3o aproveitamos do aspecto positivo dos fatores impulsionadores da fase-crian\u00e7a e da fase da adolesc\u00eancia e, pior, cristalizamos em n\u00f3s a por\u00e7\u00e3o negativa destas duas fases anteriores.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">A alternativa, ou o <em>atalho<\/em>, para atingirmos a maturidade plena:<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se mesmo j\u00e1 estando na fase adulta ainda n\u00e3o atingimos a <em>maturidade<\/em>, nem tudo est\u00e1 perdido. H\u00e1 uma alternativa que funciona como um <em>atalho<\/em>. Ainda \u00e9 poss\u00edvel resgatarmos o que n\u00e3o soubemos naturalmente incorporar na natural sucess\u00e3o das fases.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida novamente nos presenteia com outra oportunidade:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para atingir a <em>maturidade<\/em> com todo o seu esplendor, o principal fator impulsionador \u00e9 o indiv\u00edduo perguntar a si mesmo: <em>\u201cQual \u00e9 o meu ideal de vida?\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada um de n\u00f3s traz em si uma miss\u00e3o pessoal, o que a Psicologia Transpessoal denomina de prop\u00f3sito existencial, ou ideal de vida. Este ideal de vida est\u00e1 registrado na parte mais profunda de nossa alma. V\u00e1rias correntes espiritualistas dizem que j\u00e1 nascemos com ele. Mas, se n\u00e3o o encontramos o motivo \u00e9 bem simples: <em>at\u00e9 agora n\u00e3o nos interessamos em procur\u00e1-lo.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procurar este ideal de vida de forma racional nem sempre \u00e9 o melhor caminho. A n\u00e3o ser que j\u00e1 o vislumbremos. Isto \u00e9, a n\u00e3o ser que j\u00e1 enxerguemos\u00a0 os seus contornos, mesmo que ainda timidamente. Neste caso a procura racional e objetiva faz sentido e gera resultado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como um diamante perdido no meio de gravetos ele \u2013 nosso ideal de vida &#8211; est\u00e1 em nossas entranhas. Temos que retirar os gravetos para que ele possa <em>se mostrar<\/em> a n\u00f3s. Retirarmos os gravetos significa, principalmente, ter um desejo profundo de querer ter <em>uma vida com significado<\/em>. Significado no sentido amplo, n\u00e3o mesquinho, mas, sim, altamente humanit\u00e1rio. Quando este desejo se fizer presente em nosso mente, este diamante ir\u00e1 ser mostrar para n\u00f3s. Geralmente atrav\u00e9s da intui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando descobrirmos qual \u00e9 o nosso <em>ideal de vida<\/em> (qual \u00e9 a nossa <em>miss\u00e3o existencial<\/em>), teremos a for\u00e7a de vontade necess\u00e1ria para que todas as qualidades das nossas duas primeiras fases sejam por n\u00f3s reincorporadas, com um importante instrumento adicionador: a experi\u00eancia de vida. E ent\u00e3o estaremos instrumentalizados para atingirmos a bem vinda <em>maturidade<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para caminharmos a passos largos na dire\u00e7\u00e3o da <em>maturidade<\/em>, lembre-se, leitor, do principal objetivo desta parte conclusiva, que \u00e9 o que vem a seguir. Reflita: <em>\u201dQual \u00e9 o seu ideal de vida?\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alk\u00edndar de Oliveira<\/strong> \u00e9 consultor de empresas, escritor, palestrante, conferencista. Diretor e professor da Escola de L\u00edderes, da Escola de Vendas, do Curso Pr\u00e1tico de Comunica\u00e7\u00e3o Verbal e do treinamento\/consultoria Implantando Ambiente Criativo e Inovador no Meio Corporativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>site: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.alkindar.com.br\"><strong>www.alkindar.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>e-mail: <\/strong><a href=\"mailto:escoladelideres@alkindar.com.br\"><strong>escoladelideres@alkindar.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No reino vegetal o fruto atinge seu \u00e1pice na fase final de sua vida. Diferentemente, no reino hominal o homem n\u00e3o precisa esperar atingir avan\u00e7ada idade cronol\u00f3gica para iniciar o seu per\u00edodo de maturidade. E isto faz muita diferen\u00e7a. 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