{"id":4452,"date":"2011-09-01T00:01:04","date_gmt":"2011-09-01T03:01:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=4452"},"modified":"2011-10-06T12:47:17","modified_gmt":"2011-10-06T15:47:17","slug":"caroline-gouveiadepressao-no-trabalho-e-depressao-pos-ferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/caroline-gouveiadepressao-no-trabalho-e-depressao-pos-ferias\/","title":{"rendered":"Depress\u00e3o no Trabalho e Depress\u00e3o P\u00f3s-F\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_4589\" aria-describedby=\"caption-attachment-4589\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/carolinegouvea.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4589\" title=\"carolinegouvea\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/carolinegouvea.jpg\" alt=\"Caroline Gouvea\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4589\" class=\"wp-caption-text\">Caroline Gouvea<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo uma pesquisa realizada recentemente pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), \u201cum em cada quatro profissionais brasileiros apresenta sintomas do dist\u00farbio depress\u00e3o p\u00f3s-f\u00e9rias. A pesquisa ouviu 540 profissionais que haviam acabado de voltar de f\u00e9rias, de ambos os g\u00eaneros e com idade entre 25 e 60 anos, e constatou que 124 deles manifestaram alguns dos sintomas t\u00edpicos, por exemplo: sintomas f\u00edsicos \u2014 como dores musculares, dor de cabe\u00e7a, cansa\u00e7o constante e ins\u00f4nia \u2014 at\u00e9 psicol\u00f3gicos, como ang\u00fastia, ansiedade e raiva. Esta pesquisa tamb\u00e9m revelou que o principal motivo dos portadores da depress\u00e3o p\u00f3s-f\u00e9rias, cerca de\u00a0 93%, apontaram a insatisfa\u00e7\u00e3o profissional\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade), divulgou dados no dia 02 de setembro de 2009 no site da BBC Brasil que apontam: nos pr\u00f3ximos 20 anos, a depress\u00e3o deve se tornar a doen\u00e7a mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de sa\u00fade, incluindo c\u00e2ncer e doen\u00e7as card\u00edacas\u201d. [1]<\/p>\n<p>O termo depress\u00e3o de uma forma geral \u00e9 uma palavra que est\u00e1 em voga atualmente e tem causado v\u00e1rias transforma\u00e7\u00f5es no comportamento f\u00edsico, mental e emocional, influenciando diretamente na qualidade de vida das pessoas. Especificamente no ambiente de trabalho, a depress\u00e3o tem acometido mudan\u00e7as no comportamento e nos resultados exigidos pela empresa.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, a doen\u00e7a atinge aproximadamente 15% da popula\u00e7\u00e3o mundial, ou seja, uma em cada seis pessoas desenvolver\u00e1 depress\u00e3o em alguma fase da vida\u201d. [2].<\/p>\n<p>O percurso da psicologia no campo da sa\u00fade mental do trabalhador ganha cada vez mais espa\u00e7o nas organiza\u00e7\u00f5es, uma vez que dela resultou a abordagem de que as condi\u00e7\u00f5es e o meio ambiente do trabalho podem ser respons\u00e1veis, em muitos casos, pelo surgimento dos casos de depress\u00e3o no trabalho. As pesquisas atuais apontam para o crescimento do n\u00famero de trabalhadores com problemas mentais, e segundo dados da Previd\u00eancia Social, em conjunto com uma pesquisa realizada pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), quase 50% dos trabalhadores que se afastam por mais de 15 dias do servi\u00e7o sofrem algum tipo de doen\u00e7a mental.<\/p>\n<p>Tra\u00e7os como tristeza excessiva, choro por longos per\u00edodos, des\u00e2nimo, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o, altera\u00e7\u00f5es no sono e apetite podem ser percept\u00edveis como sintoma, por\u00e9m um diagn\u00f3stico preciso e orientado por um profissional da sa\u00fade \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, pois a depress\u00e3o n\u00e3o envolve apenas estes sintomas, mas outros que precisam ser medidos para saber a intensidade desta doen\u00e7a. O quanto antes for realizado um diagn\u00f3stico preciso sobre a depress\u00e3o, maiores ser\u00e3o as chances de um tratamento efetivo e eficaz visando \u00e0 qualidade de vida do sujeito.<\/p>\n<p>De uma forma abrangente, existe uma s\u00edndrome (<em>Burnout)<\/em> que est\u00e1 relacionada ao esgotamento profissional, gerado por estress profissional feito com muita press\u00e3o e exagero no exerc\u00edcio de tarefas m\u00faltiplas.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios tipos de depress\u00e3o e, um deles, \u00e9 a depress\u00e3o p\u00f3s-f\u00e9rias, que segundo uma pesquisa realizada na Espanha em 2008, demonstrou que 35% dos jovens trabalhadores retornam ao trabalho ap\u00f3s as f\u00e9rias com os sintomas de depress\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 estranho dizer depress\u00e3o p\u00f3s-f\u00e9rias, pois imaginamos que a pessoa tenha descansado o suficiente e renovado sua energia para retornar ao trabalho, por\u00e9m n\u00e3o \u00e9 isto que temos percebido.<\/p>\n<p>Sintomas como mau humor, sonol\u00eancia, ansiedade, cansa\u00e7o profundo, dores de cabe\u00e7a e taquicardia, s\u00e3o observados na depress\u00e3o p\u00f3s-f\u00e9rias. Geralmente estes sinais permanecem por uma semana, at\u00e9 a pessoa se readaptar a rotina do trabalho. Caso isto n\u00e3o aconte\u00e7a, deve-se procurar imediatamente um profissional, pois o desempenho no trabalho e a qualidade de vida ficar\u00e3o prejudicados. Alguns destes sinais j\u00e1 podem estar presentes na pessoa antes dela sair para as f\u00e9rias do trabalho.<\/p>\n<p>O estresse tamb\u00e9m pode ser um fator causador desta doen\u00e7a, e permanecer antes, durante e ap\u00f3s as f\u00e9rias. Segundo \u201cSelye, a palavra e<em>stresse <\/em>vem do ingl\u00eas s<em>tress. <\/em>Este termo foi usado inicialmente na f\u00edsica para traduzir o grau de deformidade sofrido por um material quando submetido a um esfor\u00e7o ou tens\u00e3o e transp\u00f4s este termo para a medicina e biologia, significando esfor\u00e7o de adapta\u00e7\u00e3o do organismo para enfrentar situa\u00e7\u00f5es que considere amea\u00e7adoras a sua vida e a seu equil\u00edbrio interno\u201d.[3].<\/p>\n<p>\u00c9 de extrema import\u00e2ncia que fiquemos atentos aos sinais que apontam para uma depress\u00e3o no ambiente de trabalho para que possa ser realizada uma medida preventiva. Talvez a causa destes sintomas n\u00e3o esteja apenas diretamente ligada ao trabalho e sim a quest\u00f5es particulares, individuais que, como consequ\u00eancia, est\u00e1 afetando o comportamento no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p>Um diagn\u00f3stico em conjunto com um m\u00e9dico psiquiatra e um psic\u00f3logo pode favorecer ao sujeito no sentido do tratamento, pois o rem\u00e9dio pode aliviar os sintomas f\u00edsicos, mas quest\u00f5es que envolvem o emocional e mental, precisam ser colocados pelo sujeito para o psic\u00f3logo analisar o que est\u00e1 al\u00e9m destes sintomas.<\/p>\n<p>No per\u00edodo das f\u00e9rias a qualidade do descanso, tanto f\u00edsico como o mental, \u00e9 essencial, assim como, por exemplo, pelo menos tr\u00eas dias antes do retorno ao trabalho a pessoa retomar a sua rotina de hor\u00e1rios para acordar e dormir.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio ficar atento ao tempo de perman\u00eancia destes sintomas e procurar ajuda de um profissional antes que a consequ\u00eancia desta doen\u00e7a atrapalhe no funcionamento comportamental, f\u00edsico e emocional da pessoa.<\/p>\n<p>O profissional de Recursos Humanos que tem uma vis\u00e3o ampla da sa\u00fade do trabalhador pode contribuir para analisar estes sinais e sintomas da depress\u00e3o no trabalho e desenvolver uma proposta de tratamento juntamente com a empresa, afim de n\u00e3o prejudicar o funcion\u00e1rio e reintegr\u00e1-lo no ambiente de trabalho. A preocupa\u00e7\u00e3o da empresa com a sa\u00fade do trabalhador \u00e9 mais uma forma de desenvolver e reter talentos.<\/p>\n<p>[1]<a href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/noticias\/2009\/09\/090902_depressao_oms_cq.shtml\">http:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/noticias\/2009\/09\/090902_depressao_oms_cq.shtml<\/a><\/p>\n<p>[2] Kessler, R.C. et al.\u00a0 <strong>The Epidemiology of Major Depressive Disorder: Results From the National Comorbidity Survey Replication (NCS-R).Journal of the American Medical Association<\/strong>-JAMA, Vol. 289, Jun. 2003, pp. 3095-3105;<\/p>\n<p>[3]SELYE, Hans<strong>. Stress, a tens\u00e3o da vida<\/strong>. Edi\u00e7\u00e3o original publicada por McGraw \u2013 Hill Book Company, Inc. 1956.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre\u00a0a autora:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Caroline Gouv\u00eaa Silva Wallner, <\/strong>formada em Psicologia pelo CES-JF desde 2006. Forma\u00e7\u00e3o continuada em Recursos Humanos, cursos sobre Capacita\u00e7\u00e3o em Ger\u00eancia de Recursos Humanos, Cargos e Sal\u00e1rios e Gest\u00e3o de Mercado, Motiva\u00e7\u00e3o nas Organiza\u00e7\u00f5es. Atua\u00e7\u00e3o como Analista de Recursos Humanos.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.carolinegouvea.com\/\">www.carolinegouvea.com<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>email: <a href=\"mailto:recursoshumanos@carolinegouvea.com\">recursoshumanos@carolinegouvea.com<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo uma pesquisa realizada recentemente pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), \u201cum em cada quatro profissionais brasileiros apresenta sintomas do dist\u00farbio depress\u00e3o p\u00f3s-f\u00e9rias. A pesquisa ouviu 540 profissionais que haviam acabado de voltar de f\u00e9rias, de ambos os g\u00eaneros e com idade entre 25 e 60 anos, e constatou que 124 deles manifestaram alguns dos sintomas t\u00edpicos, por exemplo: sintomas f\u00edsicos \u2014 como dores musculares, dor de cabe\u00e7a, cansa\u00e7o constante e ins\u00f4nia \u2014 at\u00e9 psicol\u00f3gicos, como ang\u00fastia, ansiedade e raiva. Esta pesquisa tamb\u00e9m revelou que o principal motivo dos portadores da depress\u00e3o p\u00f3s-f\u00e9rias, cerca de  93%, apontaram a insatisfa\u00e7\u00e3o profissional\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[847,275],"tags":[763,764],"table_tags":[],"class_list":["post-4452","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-caroline-wallner","category-manter-pessoas","tag-depressao-no-trabalho","tag-depressao-pos-ferias","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4452","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4452"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4452\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4452"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=4452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}