{"id":515,"date":"2010-07-31T21:53:59","date_gmt":"2010-08-01T00:53:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=515"},"modified":"2011-10-10T15:54:28","modified_gmt":"2011-10-10T18:54:28","slug":"rh-nos-tempos-atuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/rh-nos-tempos-atuais\/","title":{"rendered":"RH nos Tempos Atuais"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_593\" aria-describedby=\"caption-attachment-593\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/paulomacedo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-593\" title=\"paulomacedo\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/paulomacedo.jpg\" alt=\"Paulo Macedo\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-593\" class=\"wp-caption-text\">Paulo Macedo<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Ci\u00eancia Econ\u00f4mica nos ensina que s\u00e3o tr\u00eas os fatores de produ\u00e7\u00e3o: Terra, Capital e Trabalho. Isto quer dizer que para obtermos a produ\u00e7\u00e3o de qualquer bem, ser\u00e1 necess\u00e1rio utilizarmos estes tr\u00eas elementos combinados. Para facilitar nosso entendimento, podemos substituir, na defini\u00e7\u00e3o, o termo Terra por Natureza, pois o sentido que se quer dar \u00e9 o de que para produzirmos um bem ser\u00e1 indispens\u00e1vel a utiliza\u00e7\u00e3o de algum elemento natural, seja ele de origem vegetal, mineral ou animal, os quais ser\u00e3o, portanto, as mat\u00e9rias primas utilizadas no processo produtivo.<\/p>\n<p>Se olharmos \u00e0 nossa volta, vamos constatar que todos os bens que nos pertencem um dia foram Natureza. At\u00e9 mesmo nosso carro, nossa casa, nossa TV, nosso celular, etc. Ou derivam de minerais, inclusive petr\u00f3leo, de vegetais ou at\u00e9 mesmo, de animais. Por esta raz\u00e3o a Ci\u00eancia Econ\u00f4mica define como um dos fatores indispens\u00e1veis \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o, a Natureza.<\/p>\n<p>Os demais fatores s\u00e3o: Capital e Trabalho. Trazendo esta quest\u00e3o para o nosso cotidiano vamos encontrar nas empresas, os acionistas (s\u00f3cios), que s\u00e3o os capitalistas. Estes s\u00f3cios podem tamb\u00e9m ser trabalhadores quando assumem posi\u00e7\u00f5es em suas empresas como administradores. N\u00e3o podemos reduzir estas duas fun\u00e7\u00f5es a uma s\u00f3 classe. S\u00e3o capitalistas, na medida em que financiam o empreendimento, representando assim, o Capital. Mas, s\u00e3o tamb\u00e9m trabalhadores na medida em que dirigem o empreendimento, representando, neste caso, o Trabalho, na equa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fazendo um aparte: \u00e9 por esta raz\u00e3o que a contabilidade deve tratar de forma distinta, o pr\u00f3-labore (ganho decorrente do trabalho) do dividendo (ganho decorrente da distribui\u00e7\u00e3o do resultado aos capitalistas).<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos acionistas, representantes do Capital, temos a Natureza, representada pelas mat\u00e9rias-primas e pelos equipamentos, constru\u00e7\u00f5es, instala\u00e7\u00f5es, ve\u00edculos, etc. (lembrem-se: todos estes bens, um dia foram Natureza) e, por \u00faltimo, o Trabalho, representado pelos trabalhadores. Para facilitar nossa argumenta\u00e7\u00e3o, de ora em diante, quando nos referirmos ao Trabalho estaremos centrando nosso foco nos empregados, muito embora, n\u00e3o devamos esquecer que os acionistas\/dirigentes s\u00e3o tamb\u00e9m, em \u00faltima an\u00e1lise, empregados do empreendimento.<\/p>\n<p>A Hist\u00f3ria do Desenvolvimento Econ\u00f4mico Mundial mostra que o Capitalismo \u00e9 o regime econ\u00f4mico que melhor sustenta a Democracia. O Capitalismo, por sua vez, se sustenta e se fundamenta na propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o, empregando trabalho assalariado e visando o lucro. Assim, no Capitalismo, o lucro \u00e9 o objetivo primordial da utiliza\u00e7\u00e3o de capitais na propriedade dos meios de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bem ou mau, certo ou errado, \u00e9 assim que o mundo tem encontrado seu caminho no desenvolvimento econ\u00f4mico das na\u00e7\u00f5es e de seus povos. Cr\u00edticas \u00e0 parte, o que nos interessa aqui \u00e9 tentarmos enxergar a rela\u00e7\u00e3o, no momento atual, entre estes \u201cfatores de produ\u00e7\u00e3o\u201d, em especial a rela\u00e7\u00e3o entre o Trabalho e o Capital.<\/p>\n<p>Neste sentido, vamos relembrar Maslow, brilhante cientista americano do in\u00edcio do s\u00e9culo passado, que afirma em sua obra, que o homem precisa do trabalho para, por meio da remunera\u00e7\u00e3o que ele produz, satisfazer suas necessidades. Para Maslow, as nossas necessidades obedeciam a seguinte gradua\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Comida, \u00e1gua, moradia<\/li>\n<li>Seguran\u00e7a e Prote\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Pertencimento e Amor<\/li>\n<li>Auto-estima e<\/li>\n<li>Auto-realiza\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p>Afirma ainda , n\u00e3o ser poss\u00edvel satisfazer uma necessidade sem antes satisfazer a anterior. Assim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ao homem, obter seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o sem antes ter um local para morar e ter sua sede e sua fome satisfeitas. Para que algu\u00e9m se sinta realizado (auto-realiza\u00e7\u00e3o) \u00e9 preciso antes, que todas as demais necessidades estejam devidamente satisfeitas.<\/p>\n<p>Sem ter a pretens\u00e3o de nos estender a cerca da teoria de Maslow, basta-nos aqui esta pequena men\u00e7\u00e3o, para concluirmos que cabe ao Sistema Capitalista oferecer condi\u00e7\u00f5es para que o cidad\u00e3o possa satisfazer suas necessidades, at\u00e9 o grau da auto-realiza\u00e7\u00e3o, uma vez que a Economia de uma Na\u00e7\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pelo \u201cbem estar\u201d de seu povo.<\/p>\n<p>\u00c9 neste sentido que queremos enxergar a rela\u00e7\u00e3o Trabalho\/Capital, admitindo que quanto menos conflituosa ela for, mais sin\u00e9rgica ser\u00e1, proporcionando ganhos, tanto \u00e0s empresas, como aos trabalhadores, cabendo ao profissional de RH, um papel de grande import\u00e2ncia, atuando como elemento de liga\u00e7\u00e3o e modera\u00e7\u00e3o entre as partes, quando bem interpreta a gest\u00e3o de Recursos Humanos nos tempos atuais.<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios gerados pela ado\u00e7\u00e3o de uma <strong><em>\u201cpol\u00edtica moderna de gest\u00e3o de Recursos Humanos\u201d<\/em><\/strong> s\u00e3o evidentes e indispens\u00e1veis ao sucesso da empresa no mundo atual. Certamente contribuir\u00e1 com uma maior efici\u00eancia, alavancando a produtividade e a qualidade, e com menores custos, na medida em que facilita a implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de redu\u00e7\u00e3o de gastos, redu\u00e7\u00e3o\/elimina\u00e7\u00e3o de desperd\u00edcios, etc.<\/p>\n<p>Ocorre que a ado\u00e7\u00e3o de uma <strong><em>\u201cpol\u00edtica moderna de gest\u00e3o de Recursos Humanos\u201d<\/em><\/strong> n\u00e3o se resume em uma mera decis\u00e3o administrativa. Ser\u00e1 <strong><em>\u201cmiss\u00e3o imposs\u00edvel\u201d<\/em><\/strong> a tentativa de implementa\u00e7\u00e3o desta pol\u00edtica, sem que se leve na devida conta, a necessidade imperiosa de mudan\u00e7a de cultura na empresa.<\/p>\n<p>Por outro lado, mudan\u00e7a de cultura implica em <strong><em>\u201cquebras de paradigmas\u201d<\/em><\/strong> e \u00e9 a\u00ed que as dificuldades se avolumam. \u00c9 absolutamente incompat\u00edvel a moderniza\u00e7\u00e3o do RH sem uma revis\u00e3o profunda nos conceitos de administra\u00e7\u00e3o de pessoal. Na verdade, n\u00e3o se trata apenas de uma mudan\u00e7a, mas de uma transforma\u00e7\u00e3o, quase uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Abandonar velhos paradigmas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para ningu\u00e9m, especialmente para quem det\u00e9m o poder.\u00a0 Aceitar que o Trabalho \u00e9 t\u00e3o importante para a produ\u00e7\u00e3o quanto o Capital, \u00e9 algo que soa como um certo \u201cdesafio\u201d ao poder do dinheiro. Aceitar que o empregado \u00e9 um \u201cparceiro\u201d e n\u00e3o apenas um \u201ccumpridor de ordens\u201d \u00e9 muito complicado para muita gente. Mas, \u00e9 assim e somente assim, que se pode mudar e adotar uma nova concep\u00e7\u00e3o nesta rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o desgastada ao longo do tempo.<\/p>\n<p>\u00c9 lembrando que o Trabalho \u00e9 t\u00e3o importante quanto a Natureza e o Capital, para que haja produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 lembrando que, se cuidamos muito bem do nosso dinheiro, dos nossos equipamentos, de nossas instala\u00e7\u00f5es, devemos tamb\u00e9m cuidar melhor ainda dos nossos empregados. Se um equipamento precisa de manuten\u00e7\u00e3o, o empregado precisa de sa\u00fade. Se um equipamento precisa de uma boa fonte de energia para funcionar, o empregado precisa de uma boa alimenta\u00e7\u00e3o. Se um equipamento precisa de reciclagem e melhorias, o empregado precisa de treinamento, e assim por diante.\u00a0 Sem querer passar a id\u00e9ia de que o empregado deve ser tratado como m\u00e1quina, afinal s\u00e3o de natureza completamente distintas, \u00e9 indiscut\u00edvel que h\u00e1 entre Natureza e Trabalho uma grande semelhan\u00e7a, enquanto fatores de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No momento, fala-se muito em Responsabilidade Social das empresas, atribuindo-lhes a responsabilidade de investir na prote\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, tanto no sentido de evitar agress\u00f5es como no de resgatar ou recuperar o que j\u00e1 foi perdido na Natureza. Entendemos que isto est\u00e1 absolutamente correto, mas queremos lembrar que de nada adianta proteger e conservar o meio ambiente se antes n\u00e3o investimos no seu elemento mais importante: o homem.<\/p>\n<p>Investir no homem, enquanto fator indispens\u00e1vel \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 conceder-lhe a oportunidade de satisfazer suas necessidades segundo a escala de Maslow, at\u00e9 o n\u00edvel mais alto: a auto-realiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o basta termos empregados que tenham apenas suas necessidades b\u00e1sicas satisfeitas. Este n\u00e3o \u00e9 o trabalhador ideal nem para a empresa, nem para a sociedade.<\/p>\n<p>As empresas que investirem nos seus trabalhadores, estar\u00e3o investindo na sua pr\u00f3pria melhoria, no seu pr\u00f3prio desenvolvimento, no seu pr\u00f3prio fortalecimento e ainda cumprir\u00e3o, em boa parte, com a sua responsabilidade social, na medida em que estar\u00e3o preparando melhor os seus homens, tanto do ponto de vista do conhecimento t\u00e9cnico-cient\u00edfico quanto do ponto de vista de seus deveres e obriga\u00e7\u00f5es com a sociedade em que vive, proporcionando-lhes as condi\u00e7\u00f5es adequadas para o pleno exerc\u00edcio da cidadania.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Paulo Macedo<\/strong> \u00e9 Economista, Administrador, mestrado em Controladoria e Finan\u00e7as. Atua como Consultor Independente nas \u00e1reas de Planejamento Financeiro, Business Planning, Controladoria e RH, na regi\u00e3o de Campinas-SP.<\/p>\n<p><strong>e-mail: <\/strong><a href=\"mailto:pjmacedo@hotmail.com\"><strong>pjmacedo@hotmail.com<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ci\u00eancia Econ\u00f4mica nos ensina que s\u00e3o tr\u00eas os fatores de produ\u00e7\u00e3o: Terra, Capital e Trabalho. Isto quer dizer que para obtermos a produ\u00e7\u00e3o de qualquer bem, ser\u00e1 necess\u00e1rio utilizarmos estes tr\u00eas elementos combinados. 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