{"id":530,"date":"2010-08-01T16:41:55","date_gmt":"2010-08-01T19:41:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=530"},"modified":"2011-12-30T20:19:32","modified_gmt":"2011-12-30T22:19:32","slug":"a-escolha-da-profissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/a-escolha-da-profissao\/","title":{"rendered":"A Escolha da Profiss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div><em> <\/em><\/div>\n<div><em> <\/em><\/div>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><em><\/p>\n<figure id=\"attachment_598\" aria-describedby=\"caption-attachment-598\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/tomcoelho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-598\" title=\"tomcoelho\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/tomcoelho.jpg\" alt=\"Tom Coelho\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-598\" class=\"wp-caption-text\">Tom Coelho<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cAntigamente publicit\u00e1rio era aquele que tinha largado o curso de jornalismo. Hoje, publicit\u00e1rio \u00e9 o cara que largou o curso de publicidade.\u201d<\/p>\n<p><\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>(Eug\u00eanio Mohallem)<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise do Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) feita pelo Observat\u00f3rio Universit\u00e1rio indicou a correla\u00e7\u00e3o entre a profiss\u00e3o exercida e o curso superior realizado pelos profissionais. Enquanto 70% dos dentistas, 75% dos m\u00e9dicos e 84% dos enfermeiros trabalham na mesma \u00e1rea em que se formaram, apenas 10% dos economistas e bi\u00f3logos e 1% dos ge\u00f3grafos segue pelo mesmo caminho.<\/p>\n<p>Exame atento de outras profiss\u00f5es ainda nos indicar\u00e1 que apenas um em cada quatro publicit\u00e1rios, um em cada tr\u00eas engenheiros e um em cada dois administradores faz carreira a partir do t\u00edtulo que escolheu e perseguiu.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que faltam vagas no mercado de trabalho. O emprego formal acabou. Nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970 o paradigma apontava como coloca\u00e7\u00e3o dos sonhos um cargo no Banco do Brasil, na Petrobras ou em outra empresa p\u00fablica. Nos anos de 1980 experimentamos o <em>boom<\/em> das multinacionais e empresas de consultoria e auditoria que recrutavam os universit\u00e1rios diretamente nos bancos escolares. J\u00e1 na d\u00e9cada de 1990 o dom\u00ednio de um segundo idioma, da microinform\u00e1tica e a posse de um MBA eram garantia plena de uma posi\u00e7\u00e3o de destaque. Contudo, nada disso se aplica hoje.<\/p>\n<p>As grandes empresas t\u00eam diminu\u00eddo o n\u00famero de vagas dispon\u00edveis e s\u00e3o as pequenas companhias as provedoras do mercado de trabalho atual. Ainda assim, a oferta de trabalho \u00e9 infinitamente inferior \u00e0 demanda \u2013 e, paradoxalmente, muitas posi\u00e7\u00f5es deixam de ser preenchidas devido \u00e0 baixa qualifica\u00e7\u00e3o dos candidatos.<\/p>\n<p>Assim como todos os produtos e servi\u00e7os concorrem pela prefer\u00eancia do consumidor, os profissionais tamb\u00e9m disputam as mesmas oportunidades. Engenheiros que gerenciam empresas, administradores que coordenam departamentos jur\u00eddicos, advogados que fazem estudos de viabilidade, economistas que se tornam <em>gourmets<\/em>. Uma aut\u00eantica dan\u00e7a das cadeiras que leva \u00e0 inseguran\u00e7a os jovens em fase pr\u00e9-vestibular.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem defenda a tese de que adolescentes s\u00e3o muito imaturos para optar por uma determinada carreira. Isso me remete a reis e monarcas que com idade igual ou inferior ocupavam o trono de suas na\u00e7\u00f5es \u00e0 frente de grandes responsabilidades, diante de uma expectativa de vida da ordem de apenas 30 anos&#8230;<\/p>\n<p>O que falta aos nossos jovens \u00e9 preparo. Um aparelhamento que deveria ser ministrado desde o ensino fundamental por meio de disciplinas e experi\u00eancias alinhadas com a realidade, promovendo um aprendizado prazeroso e \u00fatil, despertando talentos e desenvolvendo compet\u00eancias. Um ensino capaz de inspirar e despertar voca\u00e7\u00f5es. Ensino poss\u00edvel, por\u00e9m distante, gra\u00e7as \u00e0 falta de infraestrutura das institui\u00e7\u00f5es, programas curriculares anacr\u00f4nicos e, em especial, desqualifica\u00e7\u00e3o dos professores.<\/p>\n<p>Em vez disso, assistimos a estudantes com 17 anos de idade, 11 deles ou mais na escola, que \u00e0s v\u00e9speras de ingressar no ensino superior sequer conseguem escolher entre psicologia e comunica\u00e7\u00e3o social, entre arquitetura e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, entre veterin\u00e1ria e direito.<\/p>\n<p>A escola e a fam\u00edlia devem propiciar ao aluno caminhos para o autoconhecimento e descoberta da pr\u00f3pria personalidade e identidade. Fornecer informa\u00e7\u00f5es qualificadas e estimular a reflex\u00e3o, exercendo o m\u00ednimo de influ\u00eancia poss\u00edvel. Muitos s\u00e3o os que direcionam suas carreiras para atender \u00e0s expectativas dos pais, aos apelos da m\u00eddia e da moda, \u00e0 busca do status e do sucesso financeiro, em detrimento da autorrealiza\u00e7\u00e3o pessoal e profissional. E acabam por investir tempo e grandes somas de dinheiro numa forma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o trar\u00e1 retorno para si ou para a sociedade.<\/p>\n<p>Orienta\u00e7\u00e3o vocacional n\u00e3o se resume aos testes de aptid\u00e3o e question\u00e1rios. Envolve conhecer as diversas profiss\u00f5es na teoria e na pr\u00e1tica. Permitir aos estudantes visitarem ambientes de trabalho e ouvirem relatos de profissionais sobre os objetivos, riscos, desafios e recompensas das diversas carreiras. Tomar contato com acertos e erros, pessoas bem sucedidas e que fracassaram. Provocar o interesse e, depois, a paix\u00e3o por um of\u00edcio.<\/p>\n<p>Precisamos voltar a perguntar aos nossos filhos: \u201cO que voc\u00ea vai ser quando crescer?\u201d A magia desta indaga\u00e7\u00e3o \u00e9 que dentro dela residem os sonhos e a capacidade de vislumbrar o futuro. Ali\u00e1s, talvez tamb\u00e9m devamos colocar esta quest\u00e3o para n\u00f3s mesmos, pais e educadores.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Tom Coelho<\/strong> \u00e9 professor universit\u00e1rio, palestrante e escritor com artigos publicados por mais de 400 ve\u00edculos da m\u00eddia em 14 pa\u00edses. \u00c9 autor de \u201cSete Vidas \u2013 Li\u00e7\u00f5es para construir seu equil\u00edbrio pessoal e profissional\u201d, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros.<\/p>\n<p><strong>site: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.tomcoelho.com.br\"><strong>www.tomcoelho.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>e-mail: <\/strong><a href=\"mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br\"><strong>tomcoelho@tomcoelho.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas um em quatro publicit\u00e1rios, um em tr\u00eas engenheiros e um a cada dois administradores faz carreira a partir do t\u00edtulo que escolheu e perseguiu. 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