{"id":5481,"date":"2011-12-01T00:01:44","date_gmt":"2011-12-01T02:01:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=5481"},"modified":"2014-05-31T00:20:31","modified_gmt":"2014-05-31T03:20:31","slug":"rita-alonsopor-que-abandonamos-as-coisas-pela-metade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/rita-alonsopor-que-abandonamos-as-coisas-pela-metade\/","title":{"rendered":"Por que Abandonamos as Coisas Pela Metade?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_5804\" aria-describedby=\"caption-attachment-5804\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5804\" title=\"Rita Alonso\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/ritaalonso.gif\" alt=\"Rita Alonso\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5804\" class=\"wp-caption-text\">Rita Alonso<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por que abandonamos as coisas pela metade?<\/p>\n<p>Resposta: Porque temos medo de tudo que nos parece desconhecido.<\/p>\n<p>O arriscar no novo nos torna inseguro. \u00c9 mais f\u00e1cil e confort\u00e1vel permanecer na mesmice e na rotina. Ela n\u00e3o nos amea\u00e7a com derrotas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m&#8230;<\/p>\n<p>A rotina tamb\u00e9m nos destr\u00f3i, assim como ela nos conforta, prega a pe\u00e7a de nos sentirmos estacionados, ansiosos e ter a triste vis\u00e3o de nossos desejos sendo frustrados a cada dia.<\/p>\n<p>Todas as vezes que nos deparamos com o novo e o dif\u00edcil, nossos medos se manifestam&#8230; Ent\u00e3o me pego pensando: por que vou insistir em terminar o que comecei, se sei que n\u00e3o vou conseguir mesmo? Eu sei que n\u00e3o sou capaz, eu n\u00e3o vou aprender, eu n\u00e3o posso, eu n\u00e3o consigo, eu n\u00e3o vou ter vit\u00f3ria&#8230;<\/p>\n<p>A\u00ed vem logo o medo da derrota, das cr\u00edticas alheias, do tempo que passa, da morte, o medo do fracasso&#8230;<\/p>\n<p>O fantasma da derrota \u00e9 um dos maiores inimigos da vit\u00f3ria, do tentar, do fazer acontecer, do persistir. Tanto que existem frases como &#8220;Gato escaldado tem medo de \u00e1gua fria&#8230;&#8221;, &#8220;Mais vale um p\u00e1ssaro na m\u00e3o, que dois voando&#8221;, &#8220;Um homem prevenido vale por dois&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>O medo das cr\u00edticas n\u00e3o nos deixa arriscar porque sempre estamos nos importando com a opini\u00e3o alheia. E para este tipo de medo temos frases em nossa consci\u00eancia do tipo: &#8220;O que v\u00e3o pensar de mim?&#8221;, &#8220;Ser\u00e1 que serei bem aceito no grupo?&#8221;, &#8220;Acho que eles est\u00e3o rindo de mim&#8221;.<\/p>\n<p>Outro medo terr\u00edvel \u00e9 o medo do tempo que passa&#8230; e passa \u00e0 galope! E \u00e0 galope vem pensamentos do tipo: &#8220;Ser\u00e1 que ainda terei tempo de realizar meus objetivos, alcan\u00e7ar minhas metas?&#8221;, &#8220;Ser\u00e1 que conseguirei atingir o que programei a t\u00e3o longo prazo?&#8221;<\/p>\n<p>Se estacionar nos faz infeliz e desbravar novos caminhos nos faz temerosos&#8230; Ent\u00e3o o que decidir? Qual caminho seguir? \u00c9 melhor abandonar o que comecei? Acertar o rumo, trocar de estrada?<\/p>\n<p>Antes de tudo \u00e9 importante refletir: quais meus medos? O que me segura no mesmo lugar e me impede de avan\u00e7ar?\u00a0 O que me impede de n\u00e3o terminar aquilo que comecei? O que, afinal, me impede de ir \u00e0 frente?<\/p>\n<p>Medo da censura?<\/p>\n<p>Medo da solid\u00e3o?<\/p>\n<p>Medo da morte?<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as minhas feridas?<\/p>\n<p>Ego?<\/p>\n<p>Ci\u00fame?<\/p>\n<p>Inseguran\u00e7a?<\/p>\n<p>Ressentimento?<\/p>\n<p>Sentimento de inferioridade?<\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 a auto-an\u00e1lise. Se conhecer primeiro, para s\u00f3 depois trabalhar as defici\u00eancias. Repito: Se conhecer \u00e9 o primeiro passo!<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o se iluda. As feridas s\u00e3o normais. \u00c9 humano possuir sentimentos como ci\u00fame ou inveja. Por exemplo, se o meu vizinho compra um carro novo, melhor que o meu, posso sentir inveja. Reconhecer isso \u00e9 o primeiro passo.\u00a0 Inveja \u00e9 sentimento comum a todos n\u00f3s!<\/p>\n<p>O que fazemos com este sentimento \u00e9 que \u00e9 o fundamental.<\/p>\n<p>Penso: \u201cEstou com inveja do carro novo do meu vizinho! \u00d3timo! Se ele tem, ent\u00e3o tamb\u00e9m posso ter um. Vou guardar dinheiro, gastar em menos bobagens e comprar um pra mim tamb\u00e9m. Mas se concluo: \u201cEstou morrendo de inveja do carro novo do meu vizinho, vou l\u00e1 riscar o carro inteiro\u201d. Ent\u00e3o este \u00e9 um comportamento patol\u00f3gico, doentio! Tenho que trabalhar este sentimento dentro de mim. Primeiro reconhecendo, segundo sabendo que este sentimento \u00e9 normal. A anomalia \u00e9 o que eu fa\u00e7o com este sentimento.<\/p>\n<p>Existe uma hist\u00f3ria de uma freira que vivia num convento. Todas as freiras passavam o dia inteiro cantando e orando. Menos esta freira. Ela passava os dias trabalhando. Limpando os banheiros, a cozinha, esfregando os assoalhos&#8230; \u00a0Enquanto todas as outras cantavam e oravam ela fazia as obriga\u00e7\u00f5es pesadas.<\/p>\n<p>Um dia perguntaram \u00e0 freira se ela se sentia \u201crevoltada\u201d com aquela situa\u00e7\u00e3o, ela levou um susto e respondeu: \u201c-N\u00e3o, imagine! Sou uma freira e n\u00e3o posso sentir revolta!\u201d. Quando mudaram a pergunta para \u201cVoc\u00ea sente magoada com esta situa\u00e7\u00e3o?\u201d E a freira responde: \u201cAh, eu sinto tanta m\u00e1goa no cora\u00e7\u00e3o, porque tamb\u00e9m desejaria estar junto \u00e0s outras orando e cantando\u201d.<\/p>\n<p>Logo&#8230;<\/p>\n<p>M\u00e1goa \u00e9 revolta de freira!<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode at\u00e9 mudar o nome. Mas o sentimento \u00e9 o mesmo!<\/p>\n<p>Vou aproveitar e contar outra hist\u00f3ria: Existia numa cidade do interior a imagem horr\u00edvel de uma santa muito mal feita de barro. Certa vez um p\u00e1roco da igreja, novo na cidade, que n\u00e3o gostava nada daquela imagem que destoava das demais, teve a id\u00e9ia de montar uma prociss\u00e3o pelas ruas mais esburacadas da cidade com a santa em cima de um andor na esperan\u00e7a que ela ca\u00edsse e quebrasse. O que realmente acabou acontecendo. S\u00f3 que com a queda o barro se partiu deixando amostra uma santa linda toda em ouro maci\u00e7o. Descobriu-se que um antigo p\u00e1roco, a muitos anos, com medo de assaltos mandou fazer aquela capa de barro. Todos na cidade rezavam sabendo que por baixo de tanta fei\u00fara se escondia puro ouro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o pare e reflita&#8230;por tr\u00e1s de tanta ansiedade existe um sentimento que voc\u00ea pode transformar em ouro puro.\u00a0 Mas lembre-se, s\u00f3 voc\u00ea pode fazer isso!<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre a autora:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Rita Alonso: <\/strong>Professora de Recursos Humanos da Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1 h\u00e1 20 anos. Instrutora dos Cursos do SEBRAE, SENAC e SESC. Funcion\u00e1ria h\u00e1 25 anos da Riotur\/Controladoria Geral do Munic\u00edpio. Desenvolve trabalhos de consultoria organizacional, ministra treinamentos e palestras motivacionais.<\/p>\n<p><strong>site: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.ritaalonso.com.br\/\"><strong>www.ritaalonso.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>e-mail: <\/strong><strong><a href=\"mailto:ritaalonso@ritaalonso.com.br\">ritaalonso@ritaalonso.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-login.php?action=register\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5932\" style=\"border: 0px;\" title=\"Assinatura\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/assinatura_ok1.gif\" alt=\"Assinatura\" width=\"620\" height=\"64\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/assinatura_ok1.gif 620w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/assinatura_ok1-300x30.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que abandonamos as coisas pela metade?<br \/>\nResposta: Porque temos medo de tudo que nos parece desconhecido.<br \/>\nO arriscar no novo nos torna inseguro. \u00c9 mais f\u00e1cil e confort\u00e1vel permanecer na mesmice e na rotina. 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