{"id":6010,"date":"2012-01-01T00:01:55","date_gmt":"2012-01-01T02:01:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=6010"},"modified":"2012-01-01T00:20:47","modified_gmt":"2012-01-01T02:20:47","slug":"jeronimo-mendessiga-o-seu-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/jeronimo-mendessiga-o-seu-coracao\/","title":{"rendered":"Siga o Seu Cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_6019\" aria-describedby=\"caption-attachment-6019\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6019 \" title=\"Jer\u00f4nimo Mendes\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/jeronimomendes.jpg\" alt=\"Jer\u00f4nimo Mendes\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6019\" class=\"wp-caption-text\">Jer\u00f4nimo Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<p>Como resultado de uma pesquisa feita pelo cientista pol\u00edtico Richard Florida com vinte mil profissionais norte-americanos considerados criativos, aqui est\u00e3o os dez principais fatores, dentre os 38 relacionados, que motivam o ser humano a dar o melhor de si no trabalho, por ordem de import\u00e2ncia:<\/p>\n<ol>\n<li>Desafio e responsabilidade<\/li>\n<li>Flexibilidade<\/li>\n<li>Ambiente de trabalho est\u00e1vel<\/li>\n<li>Dinheiro<\/li>\n<li>Desenvolvimento profissional<\/li>\n<li>Reconhecimento dos colegas<\/li>\n<li>Colegas e chefes estimulantes<\/li>\n<li>Conte\u00fado de trabalho interessante<\/li>\n<li>Cultura organizacional<\/li>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o e comunidade<\/li>\n<\/ol>\n<p>Como se pode notar, apenas um fator corresponde a uma motiva\u00e7\u00e3o extr\u00ednseca ou material: o dinheiro. Os demais s\u00e3o coisas que o\u00a0ser humano faz por si mesmo ou valoriza por ser o que ele \u00e9 na sociedade. S\u00e3o os fatores considerados motivacionais.<\/p>\n<p>O interessante de tudo isso \u00e9 que, com exce\u00e7\u00e3o do dinheiro, os demais fatores podem ser ampliados pela mudan\u00e7a de comportamento, postura, atitudes e contribui\u00e7\u00f5es. Obviamente, o dinheiro tamb\u00e9m pode ser multiplicado, por\u00e9m leva bem mais tempo do que o esperado.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, as lideran\u00e7as (?), pressionadas pela busca incessante dos resultados, continuam agindo, em pleno s\u00e9culo 21, como se dinheiro e benef\u00edcios fossem a motiva\u00e7\u00e3o principal, sem dar import\u00e2ncia ao ambiente saud\u00e1vel, livre de repreens\u00f5es, chicote e cron\u00f4metro.<\/p>\n<p>Se, na maioria das empresas, voc\u00ea precisa esconder a sua verdadeira natureza para ser contratado, na medida em que vai reconhecendo o ambiente precisa ter muito jogo de cintura para manter o emprego. Em geral, as empresas n\u00e3o querem v\u00ea-lo sorrindo. Elas querem v\u00ea-lo suando.<\/p>\n<p>Parafraseando Seth Godin, blogueiro e guru do marketing, se voc\u00ea tentar esconder a sua verdadeira natureza para ser contratado, provavelmente ter\u00e1 que escond\u00ea-la tamb\u00e9m para manter emprego. E isso tem um custo, por vezes, pesado, portanto, \u00e9 uma quest\u00e3o de escolha.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Industrial j\u00e1 n\u00e3o existe mais, motivo pelo qual o ser humano n\u00e3o pode ser mais tratado como m\u00e1quina. A busca pelo trabalho emocional e a recompensa como ser humano s\u00e3o predominantes, entretanto, as empresas ainda precisam dos resultados positivos.<\/p>\n<p>Ser recompensado como ser humano e n\u00e3o como m\u00e1quina deveria ser uma escolha pessoal embora a press\u00e3o financeira ainda seja o maior entrave para muitos profissionais. As necessidades de consumo imediato e a press\u00e3o por <em>status<\/em> inibem o pensamento racional.<\/p>\n<p>Dessa forma, por mais que as pessoas consideradas infelizes queiram, n\u00e3o conseguem chutar o balde. Para muitas, significa ter que esperar um pouco mais pela aposentadoria ou por uma nova oportunidade de sofrer menos, ent\u00e3o, h\u00e1 de se aguentar firme.<\/p>\n<p>Na \u00faltima aula do MBA, algu\u00e9m me perguntou: como \u00e9 que faz ent\u00e3o? Eis uma pergunta t\u00e3o dif\u00edcil quanto a resposta. Conhe\u00e7o muita gente que at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo ganhava o que muitos executivos em cargos de alto n\u00edvel n\u00e3o ganham, mas o custo de manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade estava no mesmo n\u00edvel.<\/p>\n<p>Por tudo isso, muitos viviam a vida \u00e0 base de remedinhos e visitas frequentes ao psic\u00f3logo, psicanalista e outras especialidades. Doze, catorze, dezesseis horas de trabalho por dia, nem s\u00e1bado nem domingo para descanso. Um belo carro, uma bela casa, um cargo imponente, horas de sono desperdi\u00e7adas e a fam\u00edlia isolada para atender aos caprichos da sociedade que n\u00e3o d\u00e1 tr\u00e9guas.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 o que Ralph Waldo Emerson chamava de \u201cA lei da compensa\u00e7\u00e3o\u201d. Se n\u00e3o houver equil\u00edbrio, qualquer um dos lados pode ser prejudicado, portanto, \u00e9 necess\u00e1rio fazer escolhas.<\/p>\n<p>E por falar em escolhas, o que voc\u00ea realmente deseja como pai, cidad\u00e3o e profissional daqui a dez, vinte ou trinta anos? Uma fortuna consider\u00e1vel ou uma sa\u00fade invej\u00e1vel? O respeito da sociedade ou o respeito da fam\u00edlia? Uma legi\u00e3o de f\u00e3s do seu lado ou uma legi\u00e3o de m\u00e9dicos para todos os tipos de males?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o governo nem a sociedade nem as empresas, <em>my friend<\/em>. Voc\u00ea, e mais ningu\u00e9m, \u00e9 a \u00fanica pessoa capaz de decidir o que realmente precisa fazer para ter uma vida mais tranquila, n\u00e3o a que voc\u00ea merece. Merecer ou n\u00e3o \u00e9 um conceito muito relativo, afinal, voc\u00ea conhece algu\u00e9m que n\u00e3o merece a vida que leva?<\/p>\n<p>Por fim, lembre-se de que n\u00e3o existe bem ou mal que n\u00e3o lhe sirva, de alguma maneira, de vantagem ou desvantagem perante as percep\u00e7\u00f5es equivocadas do mundo. Portanto, o \u00fanico conselho que eu posso lhe oferecer por enquanto \u00e9 esse: siga o seu cora\u00e7\u00e3o e continue caminhando. <em>N\u00e3o h\u00e1 caminho, faz-se o caminho ao andar<\/em>. Pense nisso e seja feliz!<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Jer\u00f4nimo Mendes<\/strong>: Administrador, Coach, Escritor e Palestrante, apaixonado por Empreendedorismo, Mestre em Organiza\u00e7\u00f5es e Desenvolvimento Local pela UNIFAE\/Curitiba-PR. Autor de Oh, Mundo C\u00e3oporativo! (Qualitymark), Benditas Muletas (Vozes) e Manual do Empreendedor (Atlas).<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.jeronimomendes.com.br\" target=\"_blank\">www.jeronimomendes.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como resultado de uma pesquisa feita pelo cientista pol\u00edtico Richard Florida com vinte mil profissionais norte-americanos considerados criativos, aqui est\u00e3o os dez principais fatores, dentre os 38 relacionados, que motivam o ser humano a dar o melhor de si no trabalho, por ordem de import\u00e2ncia:<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1058,7],"tags":[234,611,1061,1062,1064,1063,260,1060],"table_tags":[],"class_list":["post-6010","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jeronimo-mendes","category-motivacao","tag-clima-e-cultura-organizacional","tag-desafio","tag-desenvolvimento-profissional","tag-dinheiro","tag-estabilidade","tag-flexibilidade","tag-reconhecimento","tag-responsabilidade","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6010","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6010"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6010\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6010"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=6010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}