{"id":6259,"date":"2012-02-01T00:01:54","date_gmt":"2012-02-01T02:01:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=6259"},"modified":"2012-02-14T08:30:14","modified_gmt":"2012-02-14T10:30:14","slug":"cristina-pitona-subjetividade-da-etica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/cristina-pitona-subjetividade-da-etica\/","title":{"rendered":"A Subjetividade da \u00c9tica"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_6367\" aria-describedby=\"caption-attachment-6367\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6367\" title=\"Cristina Piton\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/cristinapiton_1.jpg\" alt=\"Cristina Piton\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6367\" class=\"wp-caption-text\">Cristina Piton<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nada mais prop\u00edcio do que iniciar o ano falando de \u00e9tica. Ela n\u00e3o faz parte das compet\u00eancias essenciais exigidas nos processos seletivos, n\u00e3o de forma objetiva, clara, at\u00e9 mesmo por ser algo pouco ou nada mensur\u00e1vel. Mas sem d\u00favida se faz presente em toda e qualquer intera\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Se pararmos para pensar, nunca houve uma escola de forma\u00e7\u00e3o para nos tornarmos \u00e9ticos. Na maioria dos casos, nossos mestres, pensando de forma otimista, foram nossos pais, amigos, chefes admir\u00e1veis ou ainda professores de nossa forma\u00e7\u00e3o de base.<\/p>\n<p>A doutrina \u00e9tica se aplica em qualquer caso, desde um produto n\u00e3o cobrado no caixa de supermercado at\u00e9 uma quantia creditada em conta corrente que n\u00e3o nos pertence. O que vale, \u00e9 a forma com que lidamos com cada situa\u00e7\u00e3o e o que pensamos sobre ela. Sempre que oportuno, pergunto \u00e0s pessoas o que elas pensam sobre \u00e9tica e na maioria das respostas est\u00e1 o \u201cestabelecer o que \u00e9 certo e errado na vida\u201d, \u201cconduta que optamos em determinados momentos\u201d, ou ainda, \u201c tomar decis\u00f5es diante das situa\u00e7\u00f5es em que ningu\u00e9m saia prejudicado\u201d. Mas, se cruzarmos estas respostas com a teoria de Daniel Goleman, sobre intelig\u00eancia emocional, em que ele afirma que, nos momentos cr\u00edticos, nosso c\u00e9rebro rastreia suas informa\u00e7\u00f5es sin\u00e1pticas armazenadas, busca a melhor resposta e o faz agir ou paralisar de acordo com as experi\u00eancias anteriores. Assim, fa\u00e7amos o seguinte racioc\u00ednio: se voc\u00ea est\u00e1 sendo assaltado e j\u00e1 viveu esta cena em outro momento, voc\u00ea vai optar pela defensiva ao ladr\u00e3o ao inv\u00e9s do ataque e rea\u00e7\u00e3o e que nosso c\u00e9rebro n\u00e3o necessariamente responde aos est\u00edmulos da mesma forma. Da\u00ed , volto ao tema \u00e9tica e questiono: se voc\u00ea passou por uma situa\u00e7\u00e3o\u00a0 financeira extremamente cr\u00edtica e encontra casualmente uma maleta 007 com um bilh\u00e3o de euros, voc\u00ea vai responder com a devolu\u00e7\u00e3o da mesma em uma delegacia por ser \u00e9tico incondicionalmente? Ser\u00e1 que a situa\u00e7\u00e3o experenciada\u00a0de \u201cdureza\u201d n\u00e3o vai interferir na tomada de decis\u00e3o?<\/p>\n<p>A resposta \u00e9 muito peculiar, mas vale relatar que na maioria das vezes em que as pessoas em uma determinada empresa versus situa\u00e7\u00e3o, optam por n\u00e3o serem \u00e9ticas, boicotam, criam redes clandestinas, jogam no ponto fraco, deduram, iniciam a r\u00e1dio pe\u00e3o ou at\u00e9 mesmo se fingem de desentendida, tem total rela\u00e7\u00e3o com seus pr\u00f3prios\u00a0 interesses que, de forma subjetiva agem o tempo todo dando dire\u00e7\u00f5es inesperadas \u00e0 situa\u00e7\u00f5es plenamente previs\u00edves.<\/p>\n<p>Neste momento, a \u00e9tica \u00e9 de fato para poucos que humildemente esmagados sentem a conspira\u00e7\u00e3o e a press\u00e3o se torna quase que insuport\u00e1vel ao ponto de tomar decis\u00f5es erradas e\u00a0 \u201csequestradas\u201d de sua forma original.<\/p>\n<p>A \u00e9tica deve ser ensinada desde tenra idade, mostrando todas as suas faces boas e ruins, ampliando seu significado e saindo da ilus\u00e3o de que o bem sempre vence o mal. Os her\u00f3is da inf\u00e2ncia permanecem em nossas mentes, mas pouco ou nada se encontra na rotina de nossas vidas.<\/p>\n<p>Nem sempre aquele que aparentemente \u00e9tico, \u00e9 o mocinho e nem sempre aquele que age inescrupulosamente \u00e9 o vil\u00e3o. \u00c9 preciso estar atento aos sinais, discurso versus a\u00e7\u00e3o, coer\u00eancia ao triangular fatos, cautela e muita observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre a autora:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Cristina Piton <\/strong>Consultora h\u00e1 mais de\u00a016 anos em Gest\u00e3o Humana e\u00a0Qualidade Total. Graduada em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica pela FEFISA, p\u00f3s graduada pela USP em Neurofisiologia Cardiovascular, Jornalista graduada pela FIAM. Atua\u00e7\u00e3o em treinamentos e palestras voltadas \u00e0 gest\u00e3o humana, expertise em assessoria geral de Call e Contact centers. Formou-se\u00a0 na Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas em diversos temas voltados ao comportamento humano e \u00e9 s\u00f3cia diretora da CP ONE INTELIG\u00caNCIA EM TALENTOS HUMANOS.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.cpone.com.br\/\">www.cpone.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>email:\u00a0<a href=\"mailto:cristinapiton@cpone.com.br\">cristinapiton@cpone.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-login.php?action=register\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6457\" title=\"Newsletter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif\" alt=\"Newsletter\" width=\"468\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif 468w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011-300x38.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nada mais prop\u00edcio do que iniciar o ano falando de \u00e9tica. Ela n\u00e3o faz parte das compet\u00eancias essenciais exigidas nos processos seletivos, n\u00e3o de forma objetiva, clara, at\u00e9 mesmo por ser algo pouco ou nada mensur\u00e1vel. Mas sem d\u00favida se faz presente em toda e qualquer intera\u00e7\u00e3o humana.<br \/>\nSe pararmos para pensar, nunca houve uma escola de forma\u00e7\u00e3o para nos tornarmos \u00e9ticos. 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