{"id":663,"date":"2010-07-31T23:18:10","date_gmt":"2010-08-01T02:18:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=663"},"modified":"2011-10-06T12:54:11","modified_gmt":"2011-10-06T15:54:11","slug":"e-duro-ser-patrao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/e-duro-ser-patrao\/","title":{"rendered":"\u00c9 Duro ser Patr\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_889\" aria-describedby=\"caption-attachment-889\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/celsogagliardo4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-889\" title=\"celsogagliardo\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/celsogagliardo4.jpg\" alt=\"Celso Gagliardo\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-889\" class=\"wp-caption-text\">Celso Gagliardo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quem trabalha no sinuoso mundo das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas e se imiscui pelos meandros da organiza\u00e7\u00e3o ouve de contratantes reclama\u00e7\u00f5es sobre os riscos de administrar o neg\u00f3cio, o dilema entre crescer mais (vale a pena?) ou manter-se no mesmo patamar, o peso da responsabilidade, etc.<\/p>\n<p>Este espa\u00e7o, normalmente afeito a discorrer sobre t\u00e9cnicas que ajudam os profissionais em geral trata desta feita da situa\u00e7\u00e3o do contratante, popularmente chamado patr\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa peculiar condi\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0queles empreendedores que carregam na veia a coragem para enfrentar e vencer adversidades, acreditam no amanh\u00e3, e teimam frente a um prop\u00f3sito levando o orgulho do sobrenome \u00e0s gera\u00e7\u00f5es vindouras.<\/p>\n<p>Quem contrata \u00e9 logo submetido \u00e0s regras da velha CLT, Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho, que interv\u00e9m fortemente e engessa oportunidades de melhorias rec\u00edprocas nas rela\u00e7\u00f5es laborais. E tem que arcar com encargos ditos sociais que podem ultrapassar a 100% sobre o sal\u00e1rio do contratado.<\/p>\n<p>Quem contrata tem que tomar cuidado com os pisos normativos, cada categoria tem um a ser obedecido, fixado por conven\u00e7\u00e3o ou acordo coletivo e outras conquistas al\u00e9m da legisla\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, \u00e0s vezes incluindo participa\u00e7\u00e3o em resultados ou lucros.<\/p>\n<p>Quem tem obriga\u00e7\u00e3o de manter a CIPA &#8211; Comiss\u00e3o Interna de Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes &#8211; ganha funcion\u00e1rios est\u00e1veis temporariamente, alguns respons\u00e1veis que bem cumprem seu papel de agente prevencionista, e outros, aproveitadores de plant\u00e3o que se refugiam na prote\u00e7\u00e3o legal para levar o trabalho ao seu jeito, at\u00e9 tentando nalgumas vezes ganhos imorais com indeniza\u00e7\u00f5es injustas, na velhaca tese de criar dificuldades para vender facilidade.<\/p>\n<p>Quem tem funcion\u00e1rio eleito membro de diretoria de Sindicato de classe tamb\u00e9m enfrenta disson\u00e2ncia e convive com a sua estabilidade empregat\u00edcia. H\u00e1 bons dirigentes, negociadores, mas h\u00e1 tamb\u00e9m os indolentes que se escudam no papel de l\u00edder da categoria e n\u00e3o querem trabalhar mais, ficam manhosos, vivem tentando afastamentos e testando o poder de mando da empresa.<\/p>\n<p>E vem os riscos de passivo trabalhista. Das demandas judiciais infundadas e estimuladas por aproveitadores externos, \u201cpara ver se pega em favor do hipossuficiente\u201d. Das reclama\u00e7\u00f5es por danos morais\/materiais. Dos reflexos de acidentes de trabalho que \u00e0s vezes acontecem por erros operacionais ou distra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitos os aspectos que podem dificultar a boa harmonia entre capital e trabalho, peculiaridades de ordem legal e de car\u00e1ter pessoal que colocam patr\u00f5es em polvorosa, colecionando decep\u00e7\u00f5es. O tema \u00e9 extenso:<\/p>\n<p>&#8211; O contratante recruta, seleciona, contrata. E depois treina, na certeza de que est\u00e1 formando um bom colaborador, algu\u00e9m que vai fazer carreira. Quando j\u00e1 est\u00e1 bom, integrado e produzindo bem, sai, pede a conta, diz que n\u00e3o est\u00e1 gostando, surgiu outra oportunidade, ou est\u00e1 endividado&#8230;Decep\u00e7\u00e3o total. E, \u00e0s vezes, depois de um tempo voc\u00ea descobre ainda que est\u00e1 no concorrente&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea ajusta com o empregado os hor\u00e1rios de trabalho, de forma a bem atender as duas partes. Tudo certo. Depois de um tempo que ele se desligou da empresa, recebe uma papelada dobradinha e grampeada, notificando-o de audi\u00eancia por reclamat\u00f3ria trabalhista. Vai ver&#8230;reclama\u00e7\u00e3o de excesso de jornada, horas extras, etc&#8230;E l\u00e1 vai voc\u00ea espernear na Justi\u00e7a Trabalhista, ficando o empregado na frente do \u201csuper\u201d patr\u00e3o, vem tentativa de acordo, despesas com custas, per\u00edcias, advogados, etc&#8230; E, mais desgaste&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; O empregador est\u00e1 crescendo, precisa de gente para lhe ajudar. Muitos pedem emprego, querem oportunidade. Vem o contrato, o aprendizado (que \u00e0s vezes traz preju\u00edzos ao contratante, por erros pr\u00f3prios dessa fase), e em seguida, tudo certo. V. descobre que est\u00e1 dormindo com o inimigo. Alguns bens est\u00e3o sumindo, ou o caixa n\u00e3o vem batendo, o estoque fica inconsistente, invent\u00e1rio n\u00e3o \u201cbate\u201d&#8230; E voc\u00ea n\u00e3o pode nem acusar de qualquer forma, tem que tomar cuidado ainda para n\u00e3o levar um processo por danos morais.<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea chama algu\u00e9m para trabalhar consigo, acha que est\u00e1 fazendo o maior favor em \u201cdar emprego\u201d, espera a maior retribui\u00e7\u00e3o com envolvimento e comprometimento de parte do contratado. E, de repente, come\u00e7a a ter pela frente um boca-dura-respond\u00e3o, nada est\u00e1 bom, mal humor freq\u00fcente, desleixo, m\u00e1 vontade, atendimento ruim, e voc\u00ea perdendo clientes. Tem que demitir, pagar inclusive multa fundi\u00e1ria, aviso pr\u00e9vio, etc.<\/p>\n<p>Se o leitor teve experi\u00eancia de contratante deve estar se lembrando de alguma hist\u00f3ria t\u00e3o ou mais desgastante. Na medida em que as organiza\u00e7\u00f5es se estruturam sofrem menos e melhoram os resultados da for\u00e7a de trabalho, mas ningu\u00e9m est\u00e1 livre de alguma decep\u00e7\u00e3o ou frustra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No admir\u00e1vel campo das rela\u00e7\u00f5es humanas tudo \u00e9 poss\u00edvel: voc\u00ea tem muitas alegrias, revela verdadeiros talentos em habilidade e bom-caratismo, mas tamb\u00e9m pode trombar com a fragilidade humana ou, principalmente, pelas expectativas do empregado n\u00e3o se alinharem com as expectativas do empregador, ruas paralelas que nunca chegar\u00e3o num porto seguro e \u00fanico.<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o sois m\u00e1quinas, homens \u00e9 o que sois!&#8230;\u201d <\/strong><\/p>\n<p>Mas, vamos parando por aqui para n\u00e3o desestimular novos e vibrantes empregadores. E tamb\u00e9m porque h\u00e1 muitos desempregados, e dos bons, aguardando oportunidades e desafios.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Celso Gagliardo <\/strong>\u00e9 profissional de Recursos Humanos e Comunica\u00e7\u00f5es, graduado em Direito e especializado em Recursos Humanos, habilitado consultor de Pequenas e M\u00e9dias Empresas. Prestou servi\u00e7os como t\u00e9cnico, executivo e consultor em v\u00e1rias empresas nacionais. Foi redator de jornal, \u00e9 palestrante e treinador. Fundador e membro de Grupos de Recursos Humanos (atual CEPRHA), e diretor da PH \u2013 Patrim\u00f4nio Humano, Consultoria e Servi\u00e7os. Atualmente \u00e9 gestor corporativo de RH do Grupo Estrutural.<\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:gagliardo@vivax.com.br\">gagliardo@vivax.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem trabalha no sinuoso mundo das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas e se imiscui pelos meandros da organiza\u00e7\u00e3o ouve de contratantes reclama\u00e7\u00f5es sobre os riscos de administrar o neg\u00f3cio, o dilema entre crescer mais (vale a pena?) ou manter-se no mesmo patamar, o peso da responsabilidade, etc.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[848,58],"tags":[312,2749],"table_tags":[],"class_list":["post-663","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-celso-gagliardo","category-trabalhista","tag-seguranca","tag-trabalhista","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/663","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=663"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/663\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=663"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=663"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}