{"id":7010,"date":"2012-05-01T00:02:12","date_gmt":"2012-05-01T03:02:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=7010"},"modified":"2012-05-01T00:54:04","modified_gmt":"2012-05-01T03:54:04","slug":"cristina-pitona-longevidade-da-lentidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/cristina-pitona-longevidade-da-lentidao\/","title":{"rendered":"A Longevidade da Lentid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7107\" aria-describedby=\"caption-attachment-7107\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7107\" title=\"Cristina Piton\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cristinapiton_1.jpg\" alt=\"Cristina Piton\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7107\" class=\"wp-caption-text\">Cristina Piton<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quanto tempo demora para uma pessoa se tornar \u00e1gil? Essa \u00e9 uma pergunta que muitos executivos, que lideram equipes, questionam quando se deparam com uma consultoria, achando que temos todas as respostas.<\/p>\n<p>A pergunta, apesar de, quase uma ant\u00edtese nos parece pertinente na \u00f3tica dos resultados, mas n\u00e3o muito na \u00f3tica humanista.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que agilidade \u00e9 compet\u00eancia adquirida ou habilidade inata? Vamos tentar refletir juntos sobre o modus operante e verificar como as coisas funcionam na pr\u00e1tica. Um dia desses ao palestrar para um grupo de secret\u00e1rias de alta dire\u00e7\u00e3o, pude perceber que ser \u00e1gil nem sempre \u00e9 vantajoso. Uma delas comentou que na empresa em que atua, uma das regras organizacionais, \u00e9 que, quando voc\u00ea termina o seu trabalho e as suas colegas-pares n\u00e3o conseguiram dar conta da rotina, deve-se imediatamente assumir o posto de aux\u00edlio, ou seja, tem que ajudar. Observem que usei imperativo: \u201ctem que\u201d, ou seja, n\u00e3o \u00e9 op\u00e7\u00e3o, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o! O pr\u00eamio que se ganha pela agilidade e efici\u00eancia \u00e9 simplesmente: <strong>mais trabalho<\/strong>, nesta \u00f3tica sem d\u00favida.<\/p>\n<p>Quanto tempo o mensageiro demora para entregar as correspond\u00eancias nos doze andares da empresa? A resposta \u00e9: depende. Depende se ele tem um bom network, outra compet\u00eancia importante, afinal, ningu\u00e9m quer ficar para sempre como mensageiro, ainda mais entregando correspond\u00eancia na Presid\u00eancia da empresa. Um dos mensageiros sempre \u00e1gil, eficaz em tudo o que faz, neste caso n\u00e3o \u00e9 o mais queridinho, pois ele n\u00e3o teve tempo de tomar um cafezinho e acalmar a secret\u00e1ria que acabou de tomar uma bronca federal, nem tampouco pagou as contas pessoais no banco na hora do almo\u00e7o para aquela linda supervisora de olhos azuis que fica no d\u00e9cimo primeiro. Se formos avaliar as compet\u00eancias necess\u00e1rias e essenciais para o sucesso profissional, relacionamento interpessoal e network s\u00e3o ingredientes fundamentais, n\u00e3o h\u00e1 quem se contrarie ao que estou citando. Pois \u00e9, \u00e9 exatamente a\u00ed que entra a agilidade em pauta, pois ela pode ser medida sob v\u00e1rios \u00e2ngulos. O mais r\u00e1pido pode ser o mais ansioso tamb\u00e9m, ou aquele que pratica by-pass em quem aparece pela frente ou ainda aquele que chega primeiro, antes de todo mundo, para ganhar tempo em tarefas mais rent\u00e1veis no hor\u00e1rio de expediente. Quando medimos performance, a agilidade vai ser considerada de forma a elevar o grau de compromisso, de dedica\u00e7\u00e3o de cada um, sem d\u00favida. Mas n\u00e3o ter\u00e1 considerado o como foi feito, quais as ferramentas utilizadas para atingir aquele determinado patamar.<\/p>\n<p>Atualmente, ser \u00e1gil, tem a ver com, se antecipar \u00e0s necessidades, prever futuro minimizando erros com os j\u00e1 experenciados, tem a ver com a gera\u00e7\u00e3o de novos neg\u00f3cios sem que algu\u00e9m tenha pensado antes, tem a ver com criatividade j\u00e1 que est\u00e3o escalonados na mesma r\u00e9gua. Agilidade pede criatividade e tamb\u00e9m qualidade. Nada adianta ser \u00e1gil, se vai gerar retrabalho, se algu\u00e9m ter\u00e1 que fazer de novo, se ser\u00e1 barrado na etapa seguinte.<\/p>\n<p>Morfologicamente, \u00e1gil \u00e9 o oposto de lento, o \u00e1gil \u00e9 trator, passa por cima e vai em frente, \u00e9 sangu\u00edneo, \u00e9 fren\u00e9tico, d\u00e1 o tom e diretriz. O lento tem baixa produtividade, faz tudo no seu timing, sem pressa, sempre conciliando, sempre amenizando, sempre blue, seus gestos s\u00e3o quase em slow motion, fala devagar e, o melhor, trabalham juntos no mesmo projeto. O que vale perguntar \u00e9 qual dos dois chega em casa mais estressado pela rotina. Nos livros dizem que os opostos se atraem, mas os iguais se completam. H\u00e1 uma forte tend\u00eancia em nos adaptarmos a tudo, at\u00e9 mesmo nas diferen\u00e7as entre os indiv\u00edduos, mas o que conta de fato \u00e9 que somos medidos pelo quanto produzimos de forma quanti e qualitativa. As empresas prezam pelo excelente, exigem o m\u00e1ximo e depreciam o m\u00ednimo. A quest\u00e3o \u00e9 que, quando se vive no sentido contr\u00e1rio do rel\u00f3gio da vida, a tend\u00eancia \u00e9 sermos expurgados do mundo, claro que, no sentido figurado , mas lembrando que respeitar o seu pr\u00f3prio tempo de executar cada tarefa, permite que voc\u00ea viva por mais tempo, claro que, com suas devidas consequ\u00eancias organizacionais. H\u00e1 quem diga que as tartarugas s\u00e3o lentas por natureza e os linces s\u00e3o \u00e1geis por necessidade. E voc\u00ea? Onde se encaixa? O mundo \u00e9 repleto de oportunidades para pensarmos de que forma queremos conduzir nossas vidas em todo o seu espectro, lembrando que alguns animais foram extintos e gradativamente apareceram seus sucessores um tanto mais evolu\u00eddos e eles ficaram apenas para a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Boa reflex\u00e3o!!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre a autora:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Cristina Piton <\/strong>Consultora h\u00e1 mais de\u00a016 anos em Gest\u00e3o Humana e\u00a0Qualidade Total. Graduada em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica pela FEFISA, p\u00f3s graduada pela USP em Neurofisiologia Cardiovascular, Jornalista graduada pela FIAM. Atua\u00e7\u00e3o em treinamentos e palestras voltadas \u00e0 gest\u00e3o humana, expertise em assessoria geral de Call e Contact centers. Formou-se\u00a0 na Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas em diversos temas voltados ao comportamento humano e \u00e9 s\u00f3cia diretora da CP ONE INTELIG\u00caNCIA EM TALENTOS HUMANOS.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.cpone.com.br\/\">www.cpone.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>email:\u00a0<a href=\"mailto:cristinapiton@cpone.com.br\">cristinapiton@cpone.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-login.php?action=register\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6457\" title=\"Newsletter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif\" alt=\"Newsletter\" width=\"468\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif 468w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011-300x38.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quanto tempo demora para uma pessoa se tornar \u00e1gil? Essa \u00e9 uma pergunta que muitos executivos, que lideram equipes, questionam quando se deparam com uma consultoria, achando que temos todas as respostas.<br \/>\nA pergunta, apesar de, quase uma ant\u00edtese nos parece pertinente na \u00f3tica dos resultados, mas n\u00e3o muito na \u00f3tica humanista.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1113,6],"tags":[1299,479,348,1233],"table_tags":[],"class_list":["post-7010","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cristina-piton","category-rh-brasil","tag-agilidade","tag-networking","tag-resultados","tag-resultados-alcancados","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7010","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7010"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7010\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7010"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=7010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}