{"id":7397,"date":"2012-07-01T00:01:58","date_gmt":"2012-07-01T03:01:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=7397"},"modified":"2012-07-01T00:03:05","modified_gmt":"2012-07-01T03:03:05","slug":"tom-coelhoexemplos-e-opinioes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/tom-coelhoexemplos-e-opinioes\/","title":{"rendered":"Exemplos e Opini\u00f5es"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7411\" aria-describedby=\"caption-attachment-7411\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7411\" title=\"Tom Coelho\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/tomcoelho.jpg\" alt=\"Tom Coelho\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7411\" class=\"wp-caption-text\">Tom Coelho<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>&#8220;Depois de escrever, leio&#8230; Por que escrevi isto? Onde fui buscar isto?<\/em><\/p>\n<p><em>De onde me veio isto? Isto \u00e9 melhor do que eu&#8230;&#8221;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>(Fernando Pessoa)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c0 medida que um escritor vai criando intimidade com seus leitores, algumas quest\u00f5es surgem com naturalidade. S\u00e3o perguntas que ora beiram o abismo do interesse filos\u00f3fico e conceitual, ora margeiam o precip\u00edcio da mera curiosidade pessoal. Algumas chegam de mansinho, escondidas num longo e-mail contendo elogios e considera\u00e7\u00f5es diversas. Outras s\u00e3o aladas, chegam r\u00e1pido no rastro de Merc\u00fario e s\u00e3o diretas e objetivas.<\/p>\n<p>N\u00e3o posso furtar-me a responder a qualquer uma delas por um motivo muito simples: sou eu o primeiro inquisidor que, atrevidamente, invade lares e escrit\u00f3rios, ao alvorecer ou ao anoitecer, sem pedir licen\u00e7a, apresentando ideias, convidando ao debate e instigando \u00e0 reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste contexto, a pergunta mais recorrente tem sido: &#8220;Voc\u00ea \u00e9 ou consegue ser assim como escreve?&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Perguntas e respostas<\/strong><\/p>\n<p>Escrevo aquilo que penso sobre aquilo em que acredito. Fruto de muita leitura, viv\u00eancia e reflex\u00e3o, escolho temas que me afligem a alma, pedindo espa\u00e7o para se manifestar, gritando pela liberdade e clamando por alternativas e solu\u00e7\u00f5es. Manifesto meu ponto de vista e fico \u00e0 espera de coment\u00e1rios capazes de auxiliar-me a encontrar respostas. Tenho aprendido a fazer as perguntas, talvez mais acertadamente. Por\u00e9m quanto mais estudo, quanto mais investigo, mais me sinto o pr\u00f3prio ponto de interroga\u00e7\u00e3o. E desejo encontrar as respostas. Coletivamente.<\/p>\n<p>Mas o que escrevo n\u00e3o corresponde com exatid\u00e3o a quem sou. \u00c9 uma c\u00f3pia melhorada, a proje\u00e7\u00e3o de quem desejo ser. Ao escrever, assino contratos com o mundo e comigo mesmo. Isso gera comprometimento. E comprometer-se com o que n\u00e3o se pode realizar gera ang\u00fastia que, por sua vez, conduz \u00e0 tristeza. Como n\u00e3o estou aqui para ser triste, n\u00e3o vou estreitar propositadamente meus caminhos para a felicidade. Desejo, pois, assumir o que se possa cumprir. Melhor um resultado pequeno do que uma grande promessa.<\/p>\n<p><strong>Utopia<\/strong><\/p>\n<p>Fernando Pessoa disse que &#8220;o poeta \u00e9 um fingidor&#8221;. Rubem Alves diz que &#8220;escreve o que ele n\u00e3o \u00e9&#8221;. E ambos asseguram que \u00e9 melhor n\u00e3o conhecer pessoalmente o autor, sendo mais seguro ficar com o texto.<\/p>\n<p>Penso diferente. Comecei a escrever como articulista, ou aquele que escreve art\u00edculos. Transitei para a miss\u00e3o de cronista, versando sobre o cotidiano. Quem se d\u00e1 a este trabalho tem sempre alguma poesia dentro de si. A\u00ed haver\u00e1 quem diga que poeta vive no mundo da lua, viajando pelo planeta dos sonhos, na imagin\u00e1ria gal\u00e1xia da utopia.<\/p>\n<p>Pois digo que toda utopia \u00e9 uma realidade potencial. E se escrevo sobre o que sonho \u00e9 porque sonho com o que escrevo. E que pode se concretizar. E que fica mais concreto quando se p\u00f5e no papel e se compartilha com o mundo, que passa a sonhar junto.<\/p>\n<p>O que escrevo \u00e9 melhor do que sou hoje. \u00c9 o que vou buscar. E quando melhor pessoa eu for amanh\u00e3, novos escritos demandar\u00e3o uma nova pessoa, ainda melhor, num processo que n\u00e3o tem fim. N\u00e3o sei onde foi o ponto de partida, e n\u00e3o me interessa qual a esta\u00e7\u00e3o de chegada. Bom mesmo \u00e9 apreciar a paisagem durante a caminhada. Observar os campos verdejantes e o orvalho na relva. Sentir o brilho c\u00e1lido do sol e a brisa refrescante acariciando a face. Transpor as pedras, as valas e as pontes quebradas ou inacabadas que surgem pelo trajeto.<\/p>\n<p>A vontade \u00e9 muito grande de tentar varrer o assunto, esgotar o inesgot\u00e1vel. Sempre faltar\u00e1 um verso, uma frase ou uma assertiva qualquer, negligenciados que s\u00e3o pela mem\u00f3ria. Sou v\u00e1rios num s\u00f3 e aquele eu mais pr\u00e1tico interpela o meu eu mais sonhador quando uma lauda acaba.<\/p>\n<p><strong>Take home value<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 uma frase muito utilizada entre os economistas: take home value, ou literalmente, &#8220;o valor que levamos para casa&#8221;. Esta \u00e9 uma tese que merece aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea sai de sua casa para uma reuni\u00e3o, uma palestra, um encontro ou qualquer outra atividade, o que voc\u00ea tira de proveito deste evento que lhe possibilita retornar ao lar melhor do que quando saiu? Quais li\u00e7\u00f5es voc\u00ea extraiu dos momentos que dedicou ao referido acontecimento? E o que voc\u00ea legou \u00e0s pessoas que estavam em sua companhia para tamb\u00e9m faz\u00ea-las melhores?<\/p>\n<p>Madre Teresa alertava que n\u00e3o podemos permitir que algu\u00e9m se afaste de nossa presen\u00e7a sem sentir-se melhor e mais feliz. E n\u00e3o podemos admitir o mesmo em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s mesmos. J\u00e1 Rimpoche dizia que &#8220;o melhor que podemos fazer por uma pessoa \u00e9 dar a ela a oportunidade de nos oferecer o que tem de melhor&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 o que procuro fazer a cada palavra. Elas n\u00e3o s\u00e3o escritas, mas desenhadas. N\u00e3o s\u00e3o digitadas, mas dedilhadas. Porque cont\u00eam carinho. Porque desejo compartilhar at\u00e9 o que ainda n\u00e3o sou. Porque \u00e9 como o p\u00e3o que alimenta: o melhor \u00e9 sua partilha, sua divis\u00e3o.<\/p>\n<p>O mundo est\u00e1 repleto de opini\u00f5es, umas mais assertivas do que as outras. Cada qual se preocupa em denotar a for\u00e7a de sua pr\u00f3pria argumenta\u00e7\u00e3o. O que precisamos verdadeiramente s\u00e3o de exemplos. Fazer, praticar, aplicar. N\u00e3o se deve mudar de opini\u00e3o se n\u00e3o se pode mudar de conduta. Mas se mudar for poss\u00edvel, fa\u00e7a-o por voc\u00ea, pelos que o cercam e pela utopia de um mundo melhor para se viver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Tom Coelho <\/strong>\u00e9 educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 pa\u00edses. \u00c9 autor de \u201cSomos Maus Amantes \u2013 Reflex\u00f5es sobre carreira, lideran\u00e7a e comportamento\u201d (Flor de Liz, 2011), \u201cSete Vidas \u2013 Li\u00e7\u00f5es para construir seu equil\u00edbrio pessoal e profissional\u201d (Saraiva, 2008) e coautor de outros cinco livros.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.tomcoelho.com.br\/\">www.tomcoelho.com.br<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.setevidas.com.br\/\">www.setevidas.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br\">tomcoelho@tomcoelho.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-login.php?action=register\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6457\" title=\"Newsletter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif\" alt=\"Newsletter\" width=\"468\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif 468w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011-300x38.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo est\u00e1 repleto de opini\u00f5es, umas mais assertivas do que as outras.<br \/>\nCada qual se preocupa em denotar a for\u00e7a de sua pr\u00f3pria argumenta\u00e7\u00e3o. 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