{"id":768,"date":"2010-08-01T01:41:02","date_gmt":"2010-08-01T04:41:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=768"},"modified":"2011-10-06T12:26:31","modified_gmt":"2011-10-06T15:26:31","slug":"gestao-de-pessoas-e-subjetividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/gestao-de-pessoas-e-subjetividade\/","title":{"rendered":"Gest\u00e3o de Pessoas e Subjetividade"},"content":{"rendered":"<div><em>\u00a0<\/em><\/div>\n<div><em><\/em><\/div>\n<p><em><\/p>\n<figure id=\"attachment_940\" aria-describedby=\"caption-attachment-940\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/angeloperes4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-940  \" title=\"angeloperes\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/angeloperes4.jpg\" alt=\"\u00c2ngelo Peres\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-940\" class=\"wp-caption-text\">\u00c2ngelo Peres<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cO sentido subjetivo est\u00e1 na base da subvers\u00e3o de qualquer ordem que se queira impor ao sujeito ou \u00e0 sociedade&#8230;\u201d<\/p>\n<p><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Fernando Gonz\u00e1lez Rey)<\/em><\/p>\n<p>Muito se escreve e j\u00e1 se escreveu sobre o que distingue um bom gestor de pessoas neste novo mil\u00eanio.<\/p>\n<p>Este profissional, segundo diversos autores, deve investir na pr\u00f3pria carreira, tem que ter franca habilidade no manuseio e na administra\u00e7\u00e3o de pessoas com vistas a trabalhar em equipe, ser flex\u00edvel, id\u00f4neo, ter confian\u00e7a, autocontrole, bom humor, empenho, etc.<\/p>\n<p>Estas exig\u00eancias, a bem da verdade, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 dirigidas aos profissionais de RH, muito pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o demandas feitas a todos os profissionais que pretendam ter uma carreira s\u00f3lida e pouco sujeita a contratempos.<\/p>\n<p>A competitividade trouxe v\u00e1rios desafios para todos os profissionais de uma maneira geral. Por\u00e9m, para o profissional de RH cabem alguns desafios um tanto diferenciados e espec\u00edficos que devem ser ressaltados:<\/p>\n<ul>\n<li>Assegurar um ambiente de trabalho seguro e motivador;<\/li>\n<li>Investir em educa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do conhecimento;<\/li>\n<li>Conseguir trazer para a organiza\u00e7\u00e3o os profissionais mais talentosos, bem como ret\u00ea-los;<\/li>\n<li>Administrar uma estrutura de benef\u00edcios compat\u00edvel com a realidade da organiza\u00e7\u00e3o e\/ou do mercado que opera;<\/li>\n<li>Cuidar da cultura organizacional, da \u00e9tica, dos valores, do endomarketing, etc.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Se voc\u00ea acha isto muito, quero colocar um outro ingrediente que deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o e ser motivo de aten\u00e7\u00e3o redobrada: A <strong><em>subjetividade<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo Faye (1991) citado por Davel e Vergara (2001), subjetividade \u00e9 o que permanece subjacente no ser humano. \u00c9 o que est\u00e1 em seu interior. \u00c9 a singularidade e a espontaneidade do eu. Portanto \u00e9 tudo que constitui a individualidade humana.<\/p>\n<p>Assim, o subjetivo \u00e9 o espa\u00e7o do trabalhador enquanto experi\u00eancia humana, bem como \u00e9 o espa\u00e7o do simb\u00f3lico e da cultura. Estes processos simb\u00f3licos s\u00e3o imposs\u00edveis de serem compreendidos por processos padronizados e\/ou objetivos.<sup> <\/sup>(Rey, 2005)<\/p>\n<p>Ainda, segundo Davel e Vergara (2001), a subjetividade \u00e9 expressa pelo trabalhador atrav\u00e9s de seus pensamentos, condutas, emo\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es no ambiente empresarial e, os gestores de uma maneira geral, negligenciam as quest\u00f5es subjetivas, bem como d\u00e3o maior \u00eanfase a quest\u00f5es objetivas na gest\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p>Do lado oposto \u00e0 subjetividade, portanto, encontramos a <strong><em>objetividade<\/em><\/strong> que \u00e9 uma tentativa de encontrar formas de administrar o capital humano das empresas visando \u00e0 maximiza\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios econ\u00f4micos atrav\u00e9s de uma tentativa de alinhar a <em>performance<\/em> dos empregados com os objetivos da organiza\u00e7\u00e3o. (Davel e Vergara, 2001).<\/p>\n<p>Assim, no in\u00edcio da chamada Administra\u00e7\u00e3o de RH (ARH), supunha-se poder influenciar o comportamento dos trabalhadores com vistas a otimizar o funcionamento eficaz e eficiente da firma, atrav\u00e9s de uma padroniza\u00e7\u00e3o de posturas e comportamentos.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria moderna da \u00e1rea de RH confirma essas tentativas, na medida em que desenvolveram t\u00e9cnicas e m\u00e9todos com este fim, tais como:<\/p>\n<ul>\n<li>Descri\u00e7\u00e3o de cargos e sal\u00e1rios;<\/li>\n<li>Gest\u00e3o participativa por objetivos;<\/li>\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o de desempenho;<\/li>\n<li>Estrutura de cargos e sal\u00e1rios;<\/li>\n<li>Etc.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Estas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o via de regra, com o objetivo de fornecer \u00e0s empresas (e aos trabalhadores) maior estabilidade e aumentar a produtividade.<\/p>\n<p>Para finalizar, n\u00f3s gestores temos que ter a consci\u00eancia que gerir pessoas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 \u201ccuidar\u201d de t\u00e9cnicas, m\u00e9todos e instrumentos racionais de trabalho e de controle. Gerir pessoas \u00e9 entender que o homem \u00e9 um ser dotado de desejos, puls\u00e3o, expectativas, tem alma e se comunica por meio de palavras e comportamentos.<\/p>\n<p>Gerir pessoas \u00e9 entender que o homem \u00e9 dotado de vida interior e experi\u00eancias atrav\u00e9s de sua vida social, religiosa e ps\u00edquica, entre outras, bem como \u00e9 o resultado de \u201cmarcas\u201d singulares em sua forma\u00e7\u00e3o criando cren\u00e7as e valores compartilhados na dimens\u00e3o cultural que v\u00e3o construir a experi\u00eancia hist\u00f3rica coletiva dos grupos organizacionais.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p>DAVEL, Eduardo e VERGARA, Sylvia. (Organizadores) Gest\u00e3o com Pessoas e Subjetividade. Editora Atlas. S\u00e3o Paulo, 2001.<\/p>\n<p>REY, Fernando G. Pesquisa Qualitativa e Subjetividade: Os processos de constru\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. Editora Thomson. S\u00e3o Paulo, 2005.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Angelo Peres <\/strong>\u00e9 Mestre em Economia, P\u00f3s-graduado em Recursos Humanos, Marketing e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica, Professor universit\u00e1rio, Palestrante e instrutor em programas de treinamento; S\u00f3cio-Gerente da P&amp;P Consultores Associados.\u00a0<\/p>\n<p><strong>e-mail: <\/strong><a href=\"mailto:ppconsul@unisys.com.br\"><strong>ppconsul@unisys.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito se escreve e j\u00e1 se escreveu sobre o que distingue um bom gestor de pessoas neste novo mil\u00eanio.<br \/>\nEste profissional, segundo diversos autores, deve investir na pr\u00f3pria carreira, tem que ter franca habilidade no manuseio e na administra\u00e7\u00e3o de pessoas com vistas a trabalhar em equipe, ser flex\u00edvel, id\u00f4neo, ter confian\u00e7a, autocontrole, bom humor, empenho, etc.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[845,4],"tags":[321,291,2745,257],"table_tags":[],"class_list":["post-768","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angelo-peres","category-lideranca","tag-conhecimento","tag-educacao-continuada","tag-lideranca","tag-qualidade-de-vida","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/768","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=768"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/768\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=768"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=768"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=768"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=768"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}