{"id":77345,"date":"2024-01-13T11:19:52","date_gmt":"2024-01-13T14:19:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=77345"},"modified":"2024-01-13T12:02:44","modified_gmt":"2024-01-13T15:02:44","slug":"vat-vida-alem-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/vat-vida-alem-do-trabalho\/","title":{"rendered":"VAT (Vida Al\u00e9m do Trabalho): movimento que luta pelo fim da escala 6&#215;1 realmente pode promover o bem-estar e proporcionar mais tempo livre?"},"content":{"rendered":"<div class=\"g g-1\"><div class=\"g-single a-37\"><a class=\"gofollow\" data-track=\"MzcsMSwxLDEw\" href=\"https:\/\/tuapps.com.br\/ apontatu-gestao-de-ponto\/?utm_ source=topo&amp;utm_medium= rhevista-rh&amp;utm_campaign=gest% C3%A3o+de+ponto+tem+que+ser+ simples&amp;utm_id=banner\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-79942\" src=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apontatu_720_90-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"90\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apontatu_720_90-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apontatu_720_90-300x38.jpg 300w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apontatu_720_90-1024x128.jpg 1024w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apontatu_720_90-768x96.jpg 768w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apontatu_720_90-1536x192.jpg 1536w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apontatu_720_90-2048x256.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><\/div><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>Especialista em Burnout e M\u00e9dico do Trabalho faz alerta para esse debate e defende que o tempo de descanso seja efetivo para que essa mudan\u00e7a possa trazer benef\u00edcios reais<\/i><\/p>\n<figure id=\"attachment_77347\" aria-describedby=\"caption-attachment-77347\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-77347 size-full\" src=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/mulher_esgotada.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/mulher_esgotada.jpg 450w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/mulher_esgotada-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-77347\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/FreePik<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O VAT (Vida Al\u00e9m do Trabalho), um movimento que ganha cada vez mais for\u00e7a nas redes sociais, promete ser uma solu\u00e7\u00e3o para quem deseja trabalhar menos e descansar mais. O debate sobre a redu\u00e7\u00e3o da carga hor\u00e1ria no trabalho n\u00e3o \u00e9 novo e ganha novo cap\u00edtulo com a for\u00e7a da internet. Mas, ser\u00e1 que realmente essa mudan\u00e7a pode promover o bem-estar? A resposta n\u00e3o \u00e9 simples e depende de v\u00e1rios fatores.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dr. Marcos Mendanha, m\u00e9dico do trabalho e autor do livro\u00a0<em>O que ningu\u00e9m te contou sobre Burnout<\/em>, publicado pela Editora Mizuno, faz algumas considera\u00e7\u00f5es sobre o movimento e a primeira delas \u00e9 a compress\u00e3o da demanda de trabalho. &#8220;\u00c9 fato que a redu\u00e7\u00e3o da carga hor\u00e1ria semanal de trabalho pode resultar em mais energia, disposi\u00e7\u00e3o, produtividade e bem estar. No entanto, se a diminui\u00e7\u00e3o da carga de tarefas n\u00e3o for proporcional aos novos dias de trabalho efetivo, o resultado \u00e9 inverso, ou seja, produz mais cansa\u00e7o e estresse&#8221;, pondera ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O especialista explica que, por exemplo, se a carga semanal estava distribu\u00edda para 6 dias e se reduz a jornada de trabalho para 4 dias, mantendo-se a carga de trabalho original, a conta n\u00e3o fecha. &#8220;O trabalhador, nesse caso, ter\u00e1 que fazer tudo que fazia em 6 dias, agora em 4 dias. Isso gera sobrecarga de trabalho, um dos fatores que mais promovem Burnout e adoecimentos mentais no contexto ocupacional&#8221;, explica Mendanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto fundamental para a redu\u00e7\u00e3o da carga de trabalho promover o bem-estar \u00e9 o uso real dos dias de descanso. O que os trabalhadores brasileiros fariam com esses novos um ou dois dias de folga por semana a longo prazo? Para Mendanha, &#8220;essa pergunta importa pois nada garante que, por diversas e compreens\u00edveis demandas, novos v\u00ednculos profissionais sejam pactuados nesses dias que ficar\u00e3o ociosos. Isso j\u00e1 foi verificado, por exemplo, na \u00e1rea da sa\u00fade, onde os trabalhadores s\u00e3o beneficiados com tempo de descanso maior proporcionado pela chamada \u201cjornada 12&#215;36\u201d. Ocorre que para muitos desses trabalhadores, esse tempo maior para o descanso se torna um est\u00edmulo para assumir novos trabalhos. Resultado: se antes o cansa\u00e7o era por um emprego, agora ele vem por dois ou mais. Esse \u00e9 um ponto extremamente importante a ser refletido sobre o movimento&#8221;, alerta o m\u00e9dico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele ainda completa dizendo que &#8220;infelizmente, muitos trabalhadores da sa\u00fade j\u00e1 fazem o inverso da jornada originalmente proposta, trabalhando 36 horas e descansando 12, em m\u00faltiplos v\u00ednculos, o que prejudica enormemente a sa\u00fade f\u00edsica e mental dessa popula\u00e7\u00e3o&#8221;, finaliza Marcos Mendanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9dico do trabalho refor\u00e7a que qualquer mudan\u00e7a exige prepara\u00e7\u00e3o e treinamento pr\u00e9vio. Isso porque, ao reduzir a jornada de trabalho, \u00e9 necess\u00e1rio preparar todos os funcion\u00e1rios para uma mudan\u00e7a significativa. Essa prepara\u00e7\u00e3o exige reestrutura\u00e7\u00e3o na carga de trabalho, otimizando os processos com consequente diminui\u00e7\u00e3o do tempo exigido para cada um deles. Quando tudo isso acontece de forma eficaz e integrada, os resultados tendem a ser muito positivos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_77351\" aria-describedby=\"caption-attachment-77351\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-77351 size-full\" src=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marcos-mendanha.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marcos-mendanha.png 300w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marcos-mendanha-150x150.png 150w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marcos-mendanha-100x100.png 100w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marcos-mendanha-60x60.png 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-77351\" class=\"wp-caption-text\">Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>Professor Marcos Mendanha<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre Marcos Mendanha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 m\u00e9dico, diretor e professor da Faculdade CENBRAP, onde realiza e coordena estudos, cursos e eventos sobre Psiquiatria e sa\u00fade mental do trabalhador h\u00e1 mais de 10 anos. \u00c9 especialista em Medicina do Trabalho e tamb\u00e9m em Medicina Legal e Per\u00edcia M\u00e9dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 advogado especialista em Direito do Trabalho; p\u00f3s-graduado em Filosofia; e professor convidado da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Medicina do Trabalho, da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FM-USP).<\/p>\n<p>\u00c9 autor dos livros &#8220;O que ningu\u00e9m te contou sobre Burnout &#8211; Aspectos pr\u00e1ticos e pol\u00eamicos&#8221; (Editora Mizuno), \u201cMedicina do Trabalho e Per\u00edcias M\u00e9dicas &#8211; Aspectos pr\u00e1ticos e pol\u00eamicos\u201d (Editora LTr), e \u201cLimbo Previdenci\u00e1rio Trabalhista &#8211; Causas, consequ\u00eancias e solu\u00e7\u00f5es \u00e0 luz da jurisprud\u00eancia comentada\u201d (Editora Mizuno); e coautor de v\u00e1rias obras. \u00c9 coordenador do Congresso Brasileiro de Psiquiatria Ocupacional (CBPO) e do Congresso Brasileiro de Medicina do Trabalho e Per\u00edcias M\u00e9dicas (CBMTPM).<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es \u00e0 imprensa<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista em Burnout e M\u00e9dico do Trabalho faz alerta para esse debate e defende que o tempo de descanso seja efetivo para que essa mudan\u00e7a possa trazer benef\u00edcios reais<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":77348,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[643,6333,6334,3103,439,6335],"table_tags":[],"class_list":["post-77345","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-burnout","tag-dr-marcos-mendanha","tag-editora-mizuno","tag-jornada-12x36","tag-jornada-de-trabalho","tag-reducao-de-jornada","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77345","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77345"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77345\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77348"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77345"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=77345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}