{"id":7954,"date":"2012-11-01T00:01:17","date_gmt":"2012-11-01T02:01:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=7954"},"modified":"2012-10-30T22:09:37","modified_gmt":"2012-10-31T00:09:37","slug":"gisela-kassoyo-outro-lado-da-moeda-como-dizer-nao-as-ideias-dos-colaboradores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/gisela-kassoyo-outro-lado-da-moeda-como-dizer-nao-as-ideias-dos-colaboradores\/","title":{"rendered":"O Outro Lado da Moeda: Como Dizer N\u00e3o \u00e0s Ideias dos Colaboradores"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_8264\" aria-describedby=\"caption-attachment-8264\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8264\" title=\"Gisela Kassoy\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/giselakassoy.jpg\" alt=\"Gisela Kassoy\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8264\" class=\"wp-caption-text\">Gisela Kassoy<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Verdade seja dita: l\u00edder sofre!<\/p>\n<p>Depois de tanto discurso sobre o est\u00edmulo \u00e0s ideias das equipes, sobre o desastre motivacional que \u00e9 ter uma ideia rejeitada, a cruel realidade: voc\u00ea ter\u00e1 que dizer n\u00e3o a algumas ideias.<\/p>\n<p>Ideias podem n\u00e3o estar adequadas ao momento ou \u00e0 cultura da empresa, podem ter custo muito alto de implementa\u00e7\u00e3o ou j\u00e1 ter sido testadas e reprovadas. E podem ser ruins mesmo.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que voc\u00ea n\u00e3o vai contribuir para a implementa\u00e7\u00e3o de uma m\u00e1 ideia. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o quer se tornar o vil\u00e3o do programa de ideias, nem ser acusado de p\u00f4r fogo por um lado e abafar pelo outro, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>Mas nem tudo est\u00e1 perdido. H\u00e1 formas de, sem desmotivar, dar retorno \u00e0 pessoa ou equipe que deu a ideia e elas v\u00e3o muito al\u00e9m do \u201cagrade\u00e7o sua contribui\u00e7\u00e3o\u201d. Vou enumer\u00e1-las abaixo, mas prefiro come\u00e7ar com o que voc\u00ea n\u00e3o deve fazer:<\/p>\n<p><strong>Jamais esque\u00e7a, abandone ou adie a resposta<\/strong>. Se voc\u00ea acha que a pessoa ou equipe que deu a ideia tamb\u00e9m vai esquec\u00ea-la, pode perder as esperan\u00e7as. As pessoas se apegam \u00e0s suas ideias. Mesmo quando as sugest\u00f5es n\u00e3o envolvem pr\u00eamios, elas mexem com a autoestima. Do ponto de vista psicol\u00f3gico, o esquecimento \u00e9 pior do que um n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Aja preventivamente<\/strong>\u00a0\u2013 Deixe bem claro quais os tipos de ideias que a empresa quer. Algumas pessoas temem podar o processo criativo ao determinar limites logo no in\u00edcio. Mesmo o brainstorming, t\u00e9cnica que propositalmente adia o julgamento, s\u00f3 \u00e9 completo depois que as ideias passam por um crivo. O crivo inicial \u00e9 de quem faz a sugest\u00e3o, n\u00e3o do l\u00edder. E lembre-se: ao dar foco para as ideias, voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 estimulando a mente de quem vai contribuir com essas sugest\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o rejeite uma ideia porque n\u00e3o a entendeu \u2013 <\/strong>Boas ideias podem ser desperdi\u00e7adas se n\u00e3o forem bem explicadas. N\u00e3o tente adivinhar qual \u00e9 a ideia, pois ser\u00e1 muito dif\u00edcil. Pe\u00e7a esclarecimentos ou pe\u00e7a o a quem a prop\u00f4s, reescrev\u00ea-la. Cuidado com os \u201cg\u00eanios incompreendidos\u201d. As pessoas tendem a considerar as pr\u00f3prias ideias t\u00e3o boas, que nem precisam de explica\u00e7\u00e3o. E depois, poder\u00e3o vir a se queixar para a empresa inteira que foram injusti\u00e7ados.<\/p>\n<p><strong>Se a proposta demandar mais criatividade, avise<\/strong>. Sugest\u00f5es com alto custo de implementa\u00e7\u00e3o, que necessitar\u00e3o de negocia\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, ou ideias que podem ser aprimoradas merecem uma segunda chance. Antes de rejeitar a proposi\u00e7\u00e3o, aponte seus aspectos negativos e pe\u00e7a a quem teve a ideia para tentar aprimor\u00e1-la. \u00c9 poss\u00edvel que ele desista (ponto para voc\u00ea, que n\u00e3o posou de carrasco) e \u00e9 poss\u00edvel que traga a solu\u00e7\u00e3o (mil pontos para voc\u00ea que ajudou a ressuscitar uma ideia!)<\/p>\n<p><strong>Desvincule a ideia da pessoa<\/strong>\u00a0\u2013 N\u00e3o avalie uma pessoa pela ideia que teve, nem positivamente. Por exemplo, n\u00e3o chame a pessoa de g\u00eanio, mas diga que a ideia \u00e9 genial. Este v\u00ednculo dificulta o <em>feedback<\/em> quando a ideia \u00e9 negativa e raramente \u00e9 justo, pois as ideias sempre t\u00eam contribui\u00e7\u00f5es de outros, mesmo que involunt\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Transforme voc\u00ea a ideia<\/strong>\u00a0\u2013 Quem conhece bem o processo criativo sabe que sua ess\u00eancia tem muito de \u201cnada se perde, tudo se transforma\u201d. Se voc\u00ea abandonar o esp\u00edrito avaliador e adotar a postura de validador \u2013 aquele que se esfor\u00e7a para fazer valer a ideia \u2013, poder\u00e1 contribuir para tornar v\u00e1lida uma ideia indevida. Ali\u00e1s, muitas ideias famosas surgiram assim. Afinal, o papel de um l\u00edder \u00e9 estimular a criatividade de seus colaboradores, mas nada o impede de ser criativo tamb\u00e9m!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre a autora:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Gisela Kassoy<\/strong> \u00e9 especialista em Criatividade e Inova\u00e7\u00e3o, facilita grupos de gera\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de ideias, realiza semin\u00e1rios e palestras e d\u00e1 consultoria para programas de ideias e ado\u00e7\u00e3o de ambientes virtuais. Realizou trabalhos em quase todo o pa\u00eds e nos EUA, Europa e Am\u00e9rica Latina. Graduada em Comunica\u00e7\u00f5es pela FAAP\/SP, fez sua forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na Universidade de Nova York em Buffalo, no Centro de Lideran\u00e7a Criativa da Carolina do Norte e na Escola de Gerentes do MIT. \u00c9 Psicodramatista com Forma\u00e7\u00f5es em Din\u00e2mica de Grupos, Grupos Operativos e Design Thinking.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.giselakassoy.com.br\/\">www.giselakassoy.com.br<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:gisela@giselakassoy.com.br\">gisela@giselakassoy.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/curso\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6457 aligncenter\" title=\"Newsletter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif\" alt=\"Newsletter\" width=\"468\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif 468w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011-300x38.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Verdade seja dita: l\u00edder sofre!<br \/>\nDepois de tanto discurso sobre o est\u00edmulo \u00e0s ideias das equipes, sobre o desastre motivacional que \u00e9 ter uma ideia rejeitada, a cruel realidade: voc\u00ea ter\u00e1 que dizer n\u00e3o a algumas ideias.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1169,275],"tags":[322,2745,2746],"table_tags":[],"class_list":["post-7954","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-gisela-kassoy","category-manter-pessoas","tag-criatividade","tag-lideranca","tag-motivacao","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7954"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7954\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7954"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=7954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}