{"id":7960,"date":"2012-10-01T00:01:33","date_gmt":"2012-10-01T03:01:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=7960"},"modified":"2012-09-29T15:30:58","modified_gmt":"2012-09-29T18:30:58","slug":"gisela-kassoypreparando-sua-empresa-para-captar-sinais-fracos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/gisela-kassoypreparando-sua-empresa-para-captar-sinais-fracos\/","title":{"rendered":"Preparando Sua Empresa para Captar Sinais Fracos"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7986\" aria-describedby=\"caption-attachment-7986\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7986\" title=\"Gisela Kassoy\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/giselakassoy.jpg\" alt=\"Gisela Kassoy\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7986\" class=\"wp-caption-text\">Gisela Kassoy<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Segundo a estrategista Michelle Codet, um sinal fraco \u00e9 \u201cum fator de mudan\u00e7a raramente percept\u00edvel no presente, que desencadear\u00e1 numa tend\u00eancia no futuro.\u201d.<\/p>\n<p>Para Igor Ansoff, que trouxe esse conceito para o mundo das organiza\u00e7\u00f5es, um sinal fraco \u00e9 \u201cuma indica\u00e7\u00e3o pouco precisa sobre eventos iminentes e de impacto, embora a forma, natureza e fonte desses sinais ainda n\u00e3o sejam conhecidas.\u201d.<\/p>\n<p>Tenho a ousadia de compartilhar a minha defini\u00e7\u00e3o: sinais fracos s\u00e3o as diferentes dicas de que algo vai acontecer, e que depois que acontece, \u201cestava na cara\u201d. Tamb\u00e9m \u00e9 tudo aquilo que nos faz dizer \u201ceu bem que desconfiava\u201d, e se arrepender por n\u00e3o ter acreditado na pr\u00f3pria intui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil captar esses sinais antes de se tornarem evidentes. Mas, como diz o pr\u00f3prio Ansoff, sinais fracos s\u00e3o fundamentais para decis\u00f5es estrat\u00e9gicas num mundo mutante.\u00a0 De fato, os sinais fracos reduzem enormemente os riscos de decis\u00f5es sobre inova\u00e7\u00f5es a serem implementadas, carreiras a serem definidas ou investimentos a serem feitos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a toa que as empresas est\u00e3o experimentando v\u00e1rias formas de captar sinais fracos, desde programas de ideias e encontros entre profissionais para compartilhar percep\u00e7\u00f5es, at\u00e9 sistemas sofisticados de intelig\u00eancia coletiva.<\/p>\n<p>Entretanto, ser\u00e1 que nossas mentes est\u00e3o preparadas para captar sinais fracos?<\/p>\n<p>Infelizmente, tudo conspira contra. \u00a0Em primeiro lugar, porque sinais fracos tendem a passar despercebidos. E n\u00e3o apenas pela sua caracter\u00edstica: eles nos escapam porque o dia a dia de qualquer profissional exige um esfor\u00e7o ininterrupto de foco para poder resistir a chuvas de e-mails e demandas afins.<\/p>\n<p>Mas digamos que um sinal fraco tenha sido percebido. Ele provavelmente ser\u00e1 rejeitado. Por qu\u00ea? Porque filtrar informa\u00e7\u00f5es \u00e9 parte do trabalho da mente humana, e as pessoas tendem a ver o que querem ver, e a rejeitar o que provocar\u00e1 mudan\u00e7as de cren\u00e7as e comportamentos &#8211; que \u00e9 o caso de uma nova tend\u00eancia.<\/p>\n<p>Explicando de outra forma, a percep\u00e7\u00e3o, compreens\u00e3o, aceita\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o de um dado, depende de modelos mentais e da vontade de cada ser humano de coloc\u00e1-los em cheque.<\/p>\n<p>Imaginemos que mais um passo tenha sido dado: a pessoa viu e entendeu uma tend\u00eancia em crescimento. Ser\u00e1 que ela d\u00e1 import\u00e2ncia \u00e0 sua percep\u00e7\u00e3o? Ser\u00e1 que ela acredita no que viu? Afinal, tudo parece um pouco intuitivo, nada \u00e9 preto no branco.<\/p>\n<p>E, j\u00e1 que as percep\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o assim t\u00e3o claras, ser\u00e1 que as pessoas nas organiza\u00e7\u00f5es v\u00e3o acreditar nelas? E seus interlocutores, como v\u00e3o reagir a previs\u00f5es n\u00e3o confirmadas, ou mesmo a confirma\u00e7\u00f5es posteriores, caso n\u00e3o queiram sair da zona de conforto?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que algu\u00e9m vai optar por compartilhar sua percep\u00e7\u00e3o correndo o risco de ser ignorado, renegado ou at\u00e9 ridicularizado? (basta lembrar-se de Nouriel Roubini, chamado de \u201cprofeta do apocalipse\u201d por ter previsto a crise econ\u00f4mica de 2008).<\/p>\n<p>De fato, s\u00e3o v\u00e1rios os aspectos comportamentais que interferem na capta\u00e7\u00e3o e aproveitamento de sinais fracos. Por isso, paralelamente aos sistemas de capta\u00e7\u00e3o desses sinais, \u00e9 importante um trabalho junto aos colaboradores que os fa\u00e7am compreend\u00ea-los e respeit\u00e1-los.<\/p>\n<p>Afinal, ignorar sinais fracos envolve o risco de ver o mundo (e as oportunidades) passarem, enquanto se est\u00e1 enterrado na rotina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre a autora:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Gisela Kassoy<\/strong> \u00e9 especialista em Criatividade e Inova\u00e7\u00e3o, facilita grupos de gera\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de ideias, realiza semin\u00e1rios e palestras e d\u00e1 consultoria para programas de ideias e ado\u00e7\u00e3o de ambientes virtuais. Realizou trabalhos em quase todo o pa\u00eds e nos EUA, Europa e Am\u00e9rica Latina. Graduada em Comunica\u00e7\u00f5es pela FAAP\/SP, fez sua forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na Universidade de Nova York em Buffalo, no Centro de Lideran\u00e7a Criativa da Carolina do Norte e na Escola de Gerentes do MIT. \u00c9 Psicodramatista com Forma\u00e7\u00f5es em Din\u00e2mica de Grupos, Grupos Operativos e Design Thinking.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.giselakassoy.com.br\/\">www.giselakassoy.com.br<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:gisela@giselakassoy.com.br\">gisela@giselakassoy.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/curso\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6457 aligncenter\" title=\"Newsletter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif\" alt=\"Newsletter\" width=\"468\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif 468w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011-300x38.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a estrategista Michelle Codet, um sinal fraco \u00e9 \u201cum fator de mudan\u00e7a raramente percept\u00edvel no presente, que desencadear\u00e1 numa tend\u00eancia no futuro.\u201d.<br \/>\nPara Igor Ansoff, que trouxe esse conceito para o mundo das organiza\u00e7\u00f5es, um sinal fraco \u00e9 \u201cuma indica\u00e7\u00e3o pouco precisa sobre eventos iminentes e de impacto, embora a forma, natureza e fonte desses sinais ainda n\u00e3o sejam conhecidas.\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1169,371],"tags":[1480,1482,1481,1483,1479],"table_tags":[],"class_list":["post-7960","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-gisela-kassoy","category-temas-1","tag-igor-ansoff","tag-nouriel-roubini","tag-organizacoes","tag-profeta-do-apocalipse","tag-sinais-fracos","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7960","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7960"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7960\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7960"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7960"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7960"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=7960"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}