{"id":79679,"date":"2025-11-10T09:03:20","date_gmt":"2025-11-10T12:03:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=79679"},"modified":"2025-11-10T09:03:20","modified_gmt":"2025-11-10T12:03:20","slug":"o-que-acontece-no-cerebro-quando-recebemos-um-feedback-segundo-a-neurociencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/o-que-acontece-no-cerebro-quando-recebemos-um-feedback-segundo-a-neurociencia\/","title":{"rendered":"O que acontece no c\u00e9rebro quando recebemos um feedback, segundo a neuroci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><b><span style=\"vertical-align: inherit;\"><div class=\"g g-1\"><div class=\"g-single a-33\"><a class=\"gofollow\" data-track=\"MzMsMSwxLDEw\" href=\"https:\/\/dataanalyzer.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-79918 size-full\" src=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/novo_topo_720_90_DA.png\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"90\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/novo_topo_720_90_DA.png 720w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/novo_topo_720_90_DA-300x38.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><\/div><\/div><\/span><\/b><\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_79680\" aria-describedby=\"caption-attachment-79680\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carolgarrafa_1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-79680 size-full\" src=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carolgarrafa_1.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"524\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carolgarrafa_1.png 300w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carolgarrafa_1-172x300.png 172w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-79680\" class=\"wp-caption-text\">Carol Garrafa <br \/>CEO da Sant\u00e9<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><em>Carol Garrafa, especialista em desenvolvimento de l\u00edderes e CEO da Sant\u00e9, explica como compreender os mecanismos cerebrais envolvidos no feedback pode tornar times mais preparados para aprender, inovar e crescer<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">No ambiente corporativo, o feedback deixou de ser uma pr\u00e1tica pontual para se tornar parte fundamental das estrat\u00e9gias de desenvolvimento humano. Ainda assim, muita gente reage de forma defensiva ou ansiosa diante de uma avalia\u00e7\u00e3o. A engenheira e neurocientista Carol Garrafa, especialista em desenvolvimento de l\u00edderes, explica que a chave para mudar essa din\u00e2mica est\u00e1 na neuroci\u00eancia: entender como o c\u00e9rebro interpreta o retorno \u00e9 o que permite transformar o feedback em aprendizado e o feedforward em a\u00e7\u00e3o construtiva.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O termo feedback surgiu originalmente na engenharia, como um conceito ligado a sistemas de controle e retroalimenta\u00e7\u00e3o e foi posteriormente incorporado \u00e0 administra\u00e7\u00e3o. Segundo Peter Drucker<strong>,\u00a0<\/strong>o feedback \u00e9 um \u201cespelho do desempenho\u201d, que permite \u00e0s pessoas ajustarem rotas e aprimorarem seus resultados.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cMais do que um retorno sobre o que foi feito, o feedback \u00e9 uma oportunidade de aprendizado. Ele ajuda o c\u00e9rebro a perceber padr\u00f5es, compreender consequ\u00eancias e ajustar comportamentos\u201d, explica Carol.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o conceito de feedforward ganhou espa\u00e7o como uma evolu\u00e7\u00e3o natural do feedback. Criado e difundido pelo especialista em lideran\u00e7a Marshall Goldsmith<strong>,\u00a0<\/strong>o feedforward desloca o foco do passado para o futuro em vez de revisitar erros, buscando indicar caminhos para o aprimoramento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cEnquanto o feedback ajuda a entender o que funcionou ou n\u00e3o, o feedforward convida a mente a projetar o que pode ser feito de forma aprimorada a partir de agora. \u00c9 uma forma mais construtiva e estimulante de aprender\u201d, destaca a neurocientista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>A neuroci\u00eancia por tr\u00e1s do aprendizado<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A especialista explica que, ao receber um retorno, seja positivo ou negativo, o c\u00e9rebro entra em um processo complexo que envolve emo\u00e7\u00f5es, mem\u00f3ria e aprendizado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cQuando ouvimos uma cr\u00edtica, o c\u00e9rebro aciona estruturas ligadas \u00e0 defesa, como a am\u00edgdala, que interpreta a situa\u00e7\u00e3o como uma poss\u00edvel amea\u00e7a. Isso explica por que muitas pessoas reagem com desconforto ou resist\u00eancia\u201d, comenta a CEO da Sant\u00e9.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Mas \u00e9 justamente o cerebelo, regi\u00e3o do c\u00e9rebro ligada \u00e0 coordena\u00e7\u00e3o e ao aprendizado por tentativa e erro, que tem papel fundamental nesse processo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cO cerebelo ajuda a ajustar comportamentos e consolidar novos padr\u00f5es. Ele compara o resultado esperado com o obtido e, a partir dessa diferen\u00e7a, promove corre\u00e7\u00f5es. \u00c9 o mesmo mecanismo que usamos ao aprender a andar de bicicleta ou tocar um instrumento, e tamb\u00e9m quando aprendemos a melhorar nossas atitudes e decis\u00f5es\u201d, explica Garrafa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Segundo a neurocientista, quando o feedback \u00e9 dado em um ambiente de seguran\u00e7a psicol\u00f3gica, o c\u00e9rebro interpreta a experi\u00eancia como aprendizado, e n\u00e3o como amea\u00e7a. \u201c\u00c9 nesse momento que ocorre o verdadeiro crescimento\u201d, refor\u00e7a. \u201cConclu\u00edmos que n\u00e3o existe evolu\u00e7\u00e3o sem aprendizado e n\u00e3o existe aprendizado sem tentativa e erro!\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Nas empresas: o desafio das lideran\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Nas organiza\u00e7\u00f5es, compreender essa din\u00e2mica cerebral pode transformar a cultura de avalia\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. \u201cL\u00edderes que entendem como o c\u00e9rebro reage ao feedback conseguem criar conversas mais produtivas, emp\u00e1ticas e voltadas ao futuro. Isso impacta diretamente a motiva\u00e7\u00e3o, a inova\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o entre as equipes\u201d, afirma a neurocientista. Ela ressalta que investir em treinamentos voltados ao feedback inteligente e ao feedforward \u00e9 uma das formas mais eficazes de fortalecer o aprendizado cont\u00ednuo e o engajamento nas empresas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cO c\u00e9rebro aprende mais quando se sente encorajado do que quando se sente julgado\u201d, conclui Carol. \u201cQuando l\u00edderes compreendem isso, deixam de ver o feedback como cr\u00edtica e passam a enxerg\u00e1-lo como uma oportunidade de evolu\u00e7\u00e3o conjunta.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Sobre Carol Garrafa:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Engenheira de forma\u00e7\u00e3o, com especializa\u00e7\u00e3o em Neuroci\u00eancia e MBA em Finan\u00e7as al\u00e9m de MBA na EM Lyon (Fran\u00e7a), Carol Garrafa \u00e9 a idealizadora do M\u00e9todo Sant\u00e9, iniciativa que j\u00e1 transformou equipes corporativas e impactou milhares de pessoas ao integrar prop\u00f3sito, produtividade e bem-estar.\u00a0 \u00c9 autora do livro\u00a0<em>People Skills: uma vida de prop\u00f3sito<\/em>\u00a0(Editora Dial\u00e9tica). Palestrante e conselheira de empresas, leva sua experi\u00eancia em estrat\u00e9gia e People Skills como ferramenta de potencializa\u00e7\u00e3o dos c\u00e9rebros e resultados para o ecossistema corporativo. Antes de dedicar-se ao estudo profundo do comportamento humano, construiu uma carreira s\u00f3lida no mercado financeiro, atuando em institui\u00e7\u00f5es como Ita\u00fa Unibanco e Coca-Cola, onde liderou \u00e1reas ligadas \u00e0 estrat\u00e9gia e neg\u00f3cios digitais.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carol Garrafa, especialista em desenvolvimento de l\u00edderes e CEO da Sant\u00e9, explica como compreender os mecanismos cerebrais envolvidos no feedback pode tornar times mais preparados para aprender, inovar e crescer<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":79681,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[244,652],"table_tags":[],"class_list":["post-79679","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-feedback","tag-neurociencia","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79679","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79679"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79679\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79682,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79679\/revisions\/79682"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79679"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79679"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79679"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=79679"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}